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Entrevista com Ecio Costa, Sócio da CEDES Consultoria e Planejamento, no Diario de Pernambuco: Trabalho para arrumar a casa
Seja quem for ocupar a cadeira de presidente do Brasil em 2015 terá no colo um pacote de medidas amargas para colocar em prática. A herança deixada pela atual gestão pode ainda não ser maldita, mas será difícil arrumar a casa. Começa pelo ajuste das contas públicas para cortar os gastos do governo e aumentar a arrecadação.
Duas medidas impopulares são inadiáveis: o aumento da conta de luz e dos combustíveis. Uma conta salgada para o bolso do consumidor que poderá ajudar o caixa do governo e da Petrobras. A farra dos subsídios e dos incentivos fiscais que estimularam o consumo terá que ser revistas. Sem falar nos artifícios contábeis para financiar os investimentos privados que deixaram esqueletos nos bancos públicos.
O economista e pesquisador Gabriel Leal de Barros, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), considera o cenário difícil, mas desafiador. Ele explica que a partir de 2012 houve o relaxamento da gestão fiscal. O superávit primário (economia que o governo faz para pagar os juros da dívida) vem encolhendo a cada ano. “De 2012 para frente houve uma sucessão de erros e tragédias na condução da política fiscal”, aponta. Em julho deste ano foi registrado déficit de R$ 1,94 bilhão, o pior resultado desde 1997.
Leal cita a o uso da “contabilidade criativa” para pagar os benefícios sociais através da Caixa Econômica Federal e as linhas de financiamento do BNDES. Segundo ele, o Tesouro não tem pago ao BNDES os recursos emprestados para bancar os programas de investimentos das empresas privadas. “Esse tipo de política é perigosa pela falta de transparência”, alerta.
Sem contar com o uso de recursos do FGTS para subsidiar o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. O professor de economia da UFPE e consultor Ecio Costa aponta a dívida de R$ 7 bilhões do Tesouro com o FGTS como uma das heranças amargas. “Se a União não devolver esses recursos, poderá comprometer os desembolsos do FGTS para a habitação popular a partir de 2017”.
A situação da Petrobras é outro “calo”. No furacão dos escândalos de corrupção, a estatal valia mês passado um terço (US$ 108,5 bilhões) do valor de mercado (US$ 309,41 bilhões) de maio de 2008. Segundo Costa, além das operações investigadas por uma CPI, a empresa sangra com o congelamento de preço do combustível. Tanto que há a sinalização de reajuste de 6,9% da gasolina neste ano.
Duas medidas impopulares são inadiáveis: o aumento da conta de luz e dos combustíveis. Uma conta salgada para o bolso do consumidor que poderá ajudar o caixa do governo e da Petrobras. A farra dos subsídios e dos incentivos fiscais que estimularam o consumo terá que ser revistas. Sem falar nos artifícios contábeis para financiar os investimentos privados que deixaram esqueletos nos bancos públicos.
O economista e pesquisador Gabriel Leal de Barros, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), considera o cenário difícil, mas desafiador. Ele explica que a partir de 2012 houve o relaxamento da gestão fiscal. O superávit primário (economia que o governo faz para pagar os juros da dívida) vem encolhendo a cada ano. “De 2012 para frente houve uma sucessão de erros e tragédias na condução da política fiscal”, aponta. Em julho deste ano foi registrado déficit de R$ 1,94 bilhão, o pior resultado desde 1997.
Leal cita a o uso da “contabilidade criativa” para pagar os benefícios sociais através da Caixa Econômica Federal e as linhas de financiamento do BNDES. Segundo ele, o Tesouro não tem pago ao BNDES os recursos emprestados para bancar os programas de investimentos das empresas privadas. “Esse tipo de política é perigosa pela falta de transparência”, alerta.
Sem contar com o uso de recursos do FGTS para subsidiar o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. O professor de economia da UFPE e consultor Ecio Costa aponta a dívida de R$ 7 bilhões do Tesouro com o FGTS como uma das heranças amargas. “Se a União não devolver esses recursos, poderá comprometer os desembolsos do FGTS para a habitação popular a partir de 2017”.
A situação da Petrobras é outro “calo”. No furacão dos escândalos de corrupção, a estatal valia mês passado um terço (US$ 108,5 bilhões) do valor de mercado (US$ 309,41 bilhões) de maio de 2008. Segundo Costa, além das operações investigadas por uma CPI, a empresa sangra com o congelamento de preço do combustível. Tanto que há a sinalização de reajuste de 6,9% da gasolina neste ano.