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Business Intelligence e a Gestão Financeira das Empresa do Setor de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas: pode-se confiar somente em informações contábeis?



Com o advento de simplificações tributárias, como o simples Nacional e o Lucro Presumido, em muitos casos, pode-se perceber que as empresas optantes por estas simplificações, algumas inclusive do segmento de locação de equipamentos, máquinas e ferramentas, não se utilizam de todas as informações nexessárias para determinar sua gestão financeira. A contabilidade é usada para determinar os resultados e índices financeiros da empresa, mas terminam por não apresentar a realidade gerencial.

O fato é agravado pelo alto grau de informabilidade existente na economia, resultando em informações distorcidas (mais favoráveis do que realmente são) quando fornecedores não
registram formalmente todas as vendas. Os resultados são muito ruins em termos de lucratividade e grau de solvência, por exemplo. Desta forma, torna-se muito difícil fazer um
acompanhamento do crescimento da empresa ao longo do tempo.

Os serviços contábil e financeiro são de suma importância fiscal e gerencial, pois possibilitam a apresentação do comportamento das contas, tais como o Balanço Patrimonial e o Resultado Econômico-Financeiro, Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE), além da interpretação dos valores para estimar o comportamento futuro dos indicadores.

Com o intuito de transformar os dados coletados para obtenção de uma tomada de decisão, a Business Intelligence(BI) é a ferramenta mais indicada. A BI recebe os dados, tanto contábeis quanto gerenciais, gerando informações através de relatórios
analíticos. Essa é uma alternativa de custo-benefício e ainda pouco explorada no mercado de locação de equipamentos, máquinas e ferramentas, apesar de estar disponível para aquisição através de sistemas integrados de gestão empresarial(ERPs)

O fato é que, na busca por serviços financeiros para solvência dos custos e despesas da empresa, a informação puramente contábil termina sendo bastante frustante para a determinação de limites financeiros para as empresas junto aos bancos, por exemplo. Corriqueiramente, os gerentes de instituições financeiras solicitam que seja apresentado o Balanço Patrimonial e DRE gerenciais, além do contábil, para que algum limite de crédito
relativamente alto possa ser aprovado.

O conhecimento pleno da realidade de uma empresa, determinado pela BI, proporciona melhores tomadas de decisões e transparência da saúde financeira, fazendo com que se consiga planejar melhor o crescimento e, não somente possa pleitear empréstimos junto
a bancos(principalmente os de fomento ao desenvolvimento que são mais exigentes em solicitar informações, com baixas taxas de juros, carênvia e prazos satisfatórios), com também possa melhor gerir e desenvolver-se.

As empresas devem estar preparadas neste sentido, criando um departamento de acompanhamento econômico-financeiro, onde ERPs junto com BIs possam ser usados. Hoje há uma variedade de empresas de tecnologia que oferecem estes tipos de softwares. Algumas empresas, porém, não conseguem montar este setor, mas podem, ainda assim, terceirizar estes processos obtendo um acompanhamento contínuo.

*Ecio de Farias Costa é assessor econômico do Sindleq-PE e ainda Ph.D. em Economia, professor de Economia da UFPE e sócio da CEDES Consultoria e Planejamento 

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