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Ecio Costa comenta em entrevista à Folha de Pernambuco sobre fusões de empresas e o controle ao qual elas estão submetidas
Fusões só com a aprovação do Cade
Publicado em 18.12.11, Caderno de Economia, Folha de Pernambuco
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, na última quarta-feira, a fusão entre as empresas aéreas Tam (brasileira) e Lan (chilena), criando a Latam. O Cade é uma autarquia vinculada ao Ministério da Justiça, responsável por reprimir abusos de poder econômico. A operação entre a empresa brasileira e a chilena foi autorizada com restrições. A Latam deverá repassar a uma outra empresa, gratuitamente, dois pares de slots (espaços para pouso e de decolagens), no aeroporto de Guarulhos, relativos à rota São Paulo – Santiago - São Paulo. A fusão deixaria todas as frequências dessa rota sob o poder da Latam.
A nova empresa também deverá optar por um dos programas de milhagem dos quais as antigas faziam parte – a Tam pertence à Star Alliance e a Lan à One World. De acordo com o professor de economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e consultor de empresas, Ecio Costa, fusão é um processo natural no mundo capitalista utilizado pelas empresas com o objetivo de diminuir custos. Ele explica que atividades semelhantes desenvolvidas pelas duas empresas passam a demandar a estrutura de apenas uma. Daí, a depender da fusão, há risco de demissões.
No caso da Latam, Costa não acredita que haverá redução significativa no quadro de pessoal visto que as empresas operavam, basicamente, em mercados diferentes - a Tam no Brasil e Lan em outros países da América Latina. “Por exemplo, uma fusão entre a Gol e a Tam seria um caos, pois, além de demissões, haveria redução da concorrência, prejudicando os consumidores”, avalia o professor. No entanto, uma operação como essa dificilmente seria aprovada pelo Cade.
Faça o download da entrevista no link abaixo:
www.cedesconsultoria.com.br/download/1812ec02.pdf
Fonte: Folha de Pernambuco