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Quebra de banco americano faz 4 anos
Estados Unidos da América (EUA), segunda-feira, 15 de setembro de 2008. Foi neste dia que o Banco Lehman Brothers, na época o quarto maior banco de investimentos norte-americano, apresentou seu pedido de concordata - um marco na história da economia mundial e que desencadeou a crise iniciada nos EUA. Com 158 anos, o Lehman não conseguiu resistir à crise de desconfiança que se formou ao redor da sua carteira de ativos, ancorada, em sua maioria, em valores hipotecários relacionados ao crédito imobiliário de alto risco. Hoje, quatro anos após a quebra do Lehman, a economia norte-americana já dá sinais de recuperação.
A partir de 2001, para acelerar a economia norte-americana, o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), começou a reduzir a taxa básica de juros do país, visando fornecer crédito mais barato para a população e, dessa forma, estimular o consumo. O setor imobiliário se aproveitou do momento e o sonho da casa própria começou a se tornar realidade, especialmente para os clientes do segmento “subprime”, caracterizados pelo histórico de inadimplência e pela dificuldade em comprovar renda. “As pessoas estavam com muitos recursos e com facilidade de financiamento muito alta e começaram a se endividar. Os imóveis aumentaram de valor e criaram uma ‘bolha imobiliária’”, explicou o consultor e professor de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Écio Costa.
A garantia fornecida por esses clientes eram as suas próprias casas, mas, em 2008, o mercado imobiliário começou a entrar em crise. “A economia norte-americana já não estava tão forte, por causa do alto nível de endividamento da população. O Governo também estava endividado e investindo pouco no País”, contou Costa. Com isso, os preços dos imóveis começaram a despencar, reduzindo as garantias dos empréstimos. Como os ativos do Banco Lehman eram relacionados com o crédito “subprime”, a sua carteira precisou ser revisada e começou a valer menos. Com isso, o banco não tinha mais recursos para honrar seus compromissos, o que gerou uma crise de desconfiança entre os investidores. Entre 2007 e 2008, as ações do Lehman despencaram 95%.
Após três anos e meio, em março deste ano, o Lehman informou que deixava a proteção oferecida pelo capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA e que começaria a pagar os US$ 65 bilhões devidos aos seus credores, conforme acordado na Justiça dos EUA. A dívida total passa de US$ 450 milhões. Em abril, a primeira parcela do pagamento, de US$ 22,5 bilhões foi efetuada. No início de 2013, mais US$ 10,5 bilhões deverão ser pagos.
Atualmente, o Lehman é regido por uma sociedade e efetua negócios exclusivamente para pagar os seus credores. Com o término das dívidas, o banco encerrará suas atividades. “Hoje, a recuperação da economia norte-americana existe, mas está em um nível bastante abaixo do esperado. Os EUA estão com um deficit público enorme e Obama (Barack Obama, presidente dos EUA), não está conseguindo dar os estímulos necessários para que o país consiga sair da crise”, avaliou o coordenador do curso de economia da Faculdade Boa Viagem, Antônio Pessoa.
http://www.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/edicaoimpressa/arquivos/2012/10/01_10_2012/0022.html
A partir de 2001, para acelerar a economia norte-americana, o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), começou a reduzir a taxa básica de juros do país, visando fornecer crédito mais barato para a população e, dessa forma, estimular o consumo. O setor imobiliário se aproveitou do momento e o sonho da casa própria começou a se tornar realidade, especialmente para os clientes do segmento “subprime”, caracterizados pelo histórico de inadimplência e pela dificuldade em comprovar renda. “As pessoas estavam com muitos recursos e com facilidade de financiamento muito alta e começaram a se endividar. Os imóveis aumentaram de valor e criaram uma ‘bolha imobiliária’”, explicou o consultor e professor de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Écio Costa.
A garantia fornecida por esses clientes eram as suas próprias casas, mas, em 2008, o mercado imobiliário começou a entrar em crise. “A economia norte-americana já não estava tão forte, por causa do alto nível de endividamento da população. O Governo também estava endividado e investindo pouco no País”, contou Costa. Com isso, os preços dos imóveis começaram a despencar, reduzindo as garantias dos empréstimos. Como os ativos do Banco Lehman eram relacionados com o crédito “subprime”, a sua carteira precisou ser revisada e começou a valer menos. Com isso, o banco não tinha mais recursos para honrar seus compromissos, o que gerou uma crise de desconfiança entre os investidores. Entre 2007 e 2008, as ações do Lehman despencaram 95%.
Após três anos e meio, em março deste ano, o Lehman informou que deixava a proteção oferecida pelo capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA e que começaria a pagar os US$ 65 bilhões devidos aos seus credores, conforme acordado na Justiça dos EUA. A dívida total passa de US$ 450 milhões. Em abril, a primeira parcela do pagamento, de US$ 22,5 bilhões foi efetuada. No início de 2013, mais US$ 10,5 bilhões deverão ser pagos.
Atualmente, o Lehman é regido por uma sociedade e efetua negócios exclusivamente para pagar os seus credores. Com o término das dívidas, o banco encerrará suas atividades. “Hoje, a recuperação da economia norte-americana existe, mas está em um nível bastante abaixo do esperado. Os EUA estão com um deficit público enorme e Obama (Barack Obama, presidente dos EUA), não está conseguindo dar os estímulos necessários para que o país consiga sair da crise”, avaliou o coordenador do curso de economia da Faculdade Boa Viagem, Antônio Pessoa.
http://www.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/edicaoimpressa/arquivos/2012/10/01_10_2012/0022.html