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Austeridade fiscal é caminho controverso
Quando se fala em crise econômica, logo vem à mente a União Européia. O bloco formado por 27 países do Velho Mundo vive seu pior momento depois da unificação da moeda, o Euro. Todos os dias, os noticiários apresentam as medidas adotadas pelos estados para enfrentar a difícil situação. E dentre as ações, a escolha mais comum dos presidentes e ministros tem sido pela austeridade fiscal: um conjunto de medidas que gera controvérsias e tem provocado reações violentas por parte da sociedade.
Com o objetivo de reduzir o deficit dos países, ou seja, diminuir o excesso de despesas em relação à receita anual dos cofres públicos, os governos têm implantado a austeridade fiscal, que impõe o aumento de impostos e cortes orçamentários. Por isso, as medidas de austeridade se tornaram mal quistas pelo público, já que, de forma geral, têm como resultado cortes em serviços públicos, aumento da idade de aposentadorias e reduções salariais para aposentados e funcionários públicos. “A austeridade é importante para que o país não entre em uma crise pior, que é a de credibilidade no mercado internacional. A estratégia de redução dos gastos prevê a possibilidade de o Estado continuar vendendo seus títulos. Sendo assim, o controle das despesas gera a oportunidade de manter os investimentos estrangeiros, apesar da crise”, explicou o professor de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e consultor de empresas, Écio Costa.
Com o objetivo de reduzir o deficit dos países, ou seja, diminuir o excesso de despesas em relação à receita anual dos cofres públicos, os governos têm implantado a austeridade fiscal, que impõe o aumento de impostos e cortes orçamentários. Por isso, as medidas de austeridade se tornaram mal quistas pelo público, já que, de forma geral, têm como resultado cortes em serviços públicos, aumento da idade de aposentadorias e reduções salariais para aposentados e funcionários públicos. “A austeridade é importante para que o país não entre em uma crise pior, que é a de credibilidade no mercado internacional. A estratégia de redução dos gastos prevê a possibilidade de o Estado continuar vendendo seus títulos. Sendo assim, o controle das despesas gera a oportunidade de manter os investimentos estrangeiros, apesar da crise”, explicou o professor de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e consultor de empresas, Écio Costa.
Muitos especialistas criticam a medida, afirmando que a austeridade fiscal é “autodestrutiva”, pois provoca a redução da demanda interna, aumentando a preocupação do consumidor em relação aos empregos e aos salários. “O que acontece é que muitos desses países europeus tinham benefícios fiscais melhores para seus moradores do que em outros lugares do mundo. Entretanto, a nova conjuntura econômica mundial exigiu uma mudança de postura. Não existe mais tanta disponibilidade para bancar aposentadorias precoces nem manter servidores públicos trabalhando meio expediente”, argumentou Costa.
Na análise do coordenador do curso da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), José Alexandre Ferreira Filho, durante o período de austeridade fiscal, que pode ser aplicada por tempo indeterminado, o ônus maior fica para a classe média. “Para os mais ricos também há impactos, mas é claro que em menores proporções. O arrocho dos empregos afeta muito mais os integrantes da classe média. Além disso, eles sofrem com os cortes nos serviços públicos”, ressaltou.
Tanto a crise quanto a aplicação da austeridade fiscal já eram previstas desde a formação do bloco que uniu países com políticas monetárias totalmente distintas. “A Europa não tinha alternativa. O nível da crise chegou a um ponto muito crítico, diferente do Brasil que pôde escolher o estímulo ao consumo como medida de combate à dificuldade econômica. O Velho Mundo, ao contrário, por tempo indeterminado, permanecerá reduzindo custos”, afirmou Ferreira.
Fonte: http://www.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/edicaoimpressa/arquivos/2012/11/11_11_2012/0031.html