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Empresas atraídas para o complexo



O Complexo Industrial Portuário de Suape abriga, atualmente, na zona industrial e industrial-portuária, mais de cem empresas, além de mais de 50 que estão em implantação. O resultado desses investimentos reflete na quantidade de empregos gerados, na movimentação financeira. De 2007 a 2011, foram mais de 80 novas empresas atraídas, o equivalente a mais de US$ 22 bilhões de investimentos e a geração de mais de 15 mil empregos diretos e mais de 50 mil empregos na construção civil. Em Suape, estão instaladas empresas de diversos segmentos. Entre os principais estão logística, indústrial naval, indústria de alimentos e bebidas, indústria química, indústria têxtil, energia eólica, granéis líquidos (gasolina, diesel, etanol) e gases, além de materiais de construção.

Uma dessas empresas é a Pernambuco Industrial. Começou a ser construída em outubro de 2011 na cidade do Cabo de Santo Agostinho, na área de Suape. Ela faz parte do Grupo da Pernambuco Construtora e trabalha com a produção de pré-fabricados e concretos, vigas armadas e protendidas, produz, também, estacas centrifugadas e protendidas, lajes alveolares e pilares armados. Fabrica, ainda, peças especiais por encomenda, onde o projeto é adaptado e executado. A instalação em Suape se deu devido à demanda de obras com especialidade em concreto. Uma questão de estratégia de logística e de oportunidade, garante o diretor-presidente da Pernambuco Industrial, Alexandre Wanderley. “Existem planos de expansão, mas para quando, quem vai definir é o mercado. Achamos que o setor pode crescer bastante no próximo ano. Investimos R$ 50 milhões e a ampliação pode custar R$ 20 milhões, o que dobraria a capacidade”, afirma.

A Refinaria Abreu e Lima (RNEST), que está sendo construída no Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros, no município de Ipojuca, foi projetada para processar unicamente petróleo pesado. Com capacidade de refino de 230 mil barris por dia, a RNEST tem como principal objetivo a produção de óleo diesel, com baixo teor de enxofre, na ordem de 26 milhões de litros por dia, contribuindo para fazer com que o Brasil seja autossuficiente na oferta deste produto em seu mercado interno. A Refinaria Abreu e Lima produzirá, também, gás de cozinha (GLP), nafta petroquímica e coque de petróleo. As unidades de abatimento de emissões atmosféricas gerarão, ainda, o ácido sulfúrico como subproduto.

A Petroquímica Suape contou com a posição geográfica favorável e condições de infraestrutura, para oferecer as facilidades para receber matéria-prima e escoar produtos (modais rodovário, ferroviário, marítimo e dutoviário). São três unidades de produção de PET, PTA e fios de poliéster, que impulsionarão o Polo Têxtil do Nordeste, com capacidade correspondente a grandes indústrias de cada segmento.

“Acredito que Suape seja, hoje, o porto mais importante do Nordeste. E na parte das indústrias é o grande boom da economia pernambucana. Ainda existe muita coisa acontecendo em Suape e nos municípios estratégicos, que não ficam necessariamente dentro do porto, mas que são indústrias que estão fortalecendo (exportando através dele), ou prestando serviço para indústrias que estão dentro do Complexo”, declarou o professor de Economia da Universidade Federal de Pernambuco e consultor de empresas, Écio Costa.

Fonte: http://www.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/edicaoimpressa/arquivos/2012/11/07_11_2012/0084.html


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