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Manobra arriscada exalta os ânimos
O ano de 2013 é de muita expectativa para a economia brasileira. Depois do “pibinho”, o País espera acertar as engrenagens e retomar o crescimento. Por isso, todas as atenções estão voltadas principalmente para o Ministério da Fazenda. Na primeira semana do ano, o titular da pasta, Guido Mantega, causou alvoroço ao defender o uso do Fundo Soberano do Brasil (FSB) para reforçar o caixa do Tesouro Nacional. A manobra que, resgatou R$ 12,4 bilhões do FSB, foi para garantir o cumprimento da meta de superavit primário de 2012, estabelecida em R$ 139,8 bilhões. A atitude do ministro não só mexeu com os ânimos dos especialistas, como trouxe à tona a discussão de qual deveria ser a finalidade do FSB.
De acordo com o consultor de empresas e professor de economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Écio Costa, o Fundo Soberano é um tipo de fundo de investimentos administrado pelo governo de um País para ser aplicado no mercado de forma pré-determinada pela legislação local. Geralmente, tratam-se de reservas internacionais ou excedentes da arrecadação fiscal ou do lucro de estatais.
O Fundo Soberano do Brasil foi criado em dezembro de 2008 e tem como objetivo servir de “poupança” para ser utilizada em caso de crise. “Cerca de 90% do FSB está investido nas ações da Petrobras e do Banco do Brasil. Quando o fundo foi implantado essas empresas desfrutavam de uma certa confiança no mercado e investir nelas era um bom negócio, mas hoje já não é tão bom para o Governo”, afirmou.
Estima-se que o Governo brasileiro assumiu um prejuízo de cerca de R$ 4 bilhões no FSB, por conta da desvalorização das ações da Petrobras. Desde que o Fundo Fiscal adquiriu os papéis da estatal, em setembro de 2010, as ações ordinárias da companhia caíram 37,4%, somando R$ 3,1 bilhões de prejuízos para o Tesouro. Somando-se ainda as perdas de R$ 1,1 bilhão nas ações preferenciais, a conta total fica negativa em R$ 4,2 bilhões.
O FSB atualmente é de pouco mais de US$ 18 bilhões, menos de 10% do fundo existente na China, que ultrapassa os US$ 200 bilhões. “Não existe uma limitação. O que muitos críticos exigem é que haja mais transparência no uso desses recursos. Aqui sabemos que em torno de 10% do fundo é aplicado em empréstimos. Ou como vimos recentemente, numa tentativa de melhorar as contas primárias do País, o Governo faz um resgate financeiro. Caso essa estratégia não tivesse sido usada, fecharíamos 2012 com saldo negativo”, explicou Costa.
Na opinião do professor não há nada de errado na manobra do Governo. “Não sei se outros países utilizam desse artifício de se desfazer das próprias ações e fazer com que esse dinheiro entre como sendo recurso positivo nas contas. O Brasil apenas aplicou uma estratégia para mostrar diante do cenário internacional uma situação melhor do que ela realmente é, sem essa medida vemos que a meta do superávit não foi atingida”, concluiu.
http://www.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/edicaoimpressa/arquivos/2013/01/13_01_2013/0006.html
De acordo com o consultor de empresas e professor de economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Écio Costa, o Fundo Soberano é um tipo de fundo de investimentos administrado pelo governo de um País para ser aplicado no mercado de forma pré-determinada pela legislação local. Geralmente, tratam-se de reservas internacionais ou excedentes da arrecadação fiscal ou do lucro de estatais.
O Fundo Soberano do Brasil foi criado em dezembro de 2008 e tem como objetivo servir de “poupança” para ser utilizada em caso de crise. “Cerca de 90% do FSB está investido nas ações da Petrobras e do Banco do Brasil. Quando o fundo foi implantado essas empresas desfrutavam de uma certa confiança no mercado e investir nelas era um bom negócio, mas hoje já não é tão bom para o Governo”, afirmou.
Estima-se que o Governo brasileiro assumiu um prejuízo de cerca de R$ 4 bilhões no FSB, por conta da desvalorização das ações da Petrobras. Desde que o Fundo Fiscal adquiriu os papéis da estatal, em setembro de 2010, as ações ordinárias da companhia caíram 37,4%, somando R$ 3,1 bilhões de prejuízos para o Tesouro. Somando-se ainda as perdas de R$ 1,1 bilhão nas ações preferenciais, a conta total fica negativa em R$ 4,2 bilhões.
O FSB atualmente é de pouco mais de US$ 18 bilhões, menos de 10% do fundo existente na China, que ultrapassa os US$ 200 bilhões. “Não existe uma limitação. O que muitos críticos exigem é que haja mais transparência no uso desses recursos. Aqui sabemos que em torno de 10% do fundo é aplicado em empréstimos. Ou como vimos recentemente, numa tentativa de melhorar as contas primárias do País, o Governo faz um resgate financeiro. Caso essa estratégia não tivesse sido usada, fecharíamos 2012 com saldo negativo”, explicou Costa.
Na opinião do professor não há nada de errado na manobra do Governo. “Não sei se outros países utilizam desse artifício de se desfazer das próprias ações e fazer com que esse dinheiro entre como sendo recurso positivo nas contas. O Brasil apenas aplicou uma estratégia para mostrar diante do cenário internacional uma situação melhor do que ela realmente é, sem essa medida vemos que a meta do superávit não foi atingida”, concluiu.
http://www.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/edicaoimpressa/arquivos/2013/01/13_01_2013/0006.html