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Artigo Expõe Aspectos e Perspectivas Econômicas para o Setor de Locação de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas.
Cenário Econômico Atual do Setor de Locação de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas.
A globalização e o dinamismo da economia pernambucana vêm tornando o setor de locação de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas mais suscetível às oscilações da economia mundial. A grande interação existente entre o setor, a construção civil e a atual conjuntura econômica, social e de estruturação, que vêm ultrapassando o Brasil e a região Nordeste, faz com que a atividade do setor seja intensa nos dias atuais. Assim, tem-se que a dinâmica deste setor está sujeita à intensidade dos fatores econômicos positivos e negativos. Portanto, vale a pena levantar alguns destes aspectos e as perspectivas econômicas resultantes para o setor.
O posicionamento do Estado de Pernambuco se destaca no crescimento econômico brasileiro nos últimos anos, sendo o principal polo econômico do Norte-Nordeste. O crescimento do Estado pode ser visto em toda a região metropolitana bem como nos litorais Sul e Norte do Estado, com destaques ao Complexo Portuário de SUAPE, Polo Automobilístico em Goiana e os investimentos estruturais para a Copa do Mundo de Futebol de 2014.
Recife ao se tornar sede da Copa das Confederações e da Copa do Mundo de 2014 impactou de forma positiva e substancial para o aquecimento do setor. Estes eventos de porte mundial demandam investimentos estruturais na região metropolitana do Recife, a fim de suprir os requisitos estruturais básicos impostos pela FIFA. Esta demanda, entre outras, gerou desde a construção de um estádio de padrões internacionais, a Arena Pernambuco, construção e reformas de estradas e ruas, melhoras no transporte coletivo e a construção de hotéis. Para o andamento dessas obras, foi intensa a procura por locação de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas, visto que muito desses investimentos foram realizados por grandes empresas que não são sediadas na região.
A busca do governo em dinamizar a economia brasileira através da abertura de crédito fez com que o setor de locação de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas apresentasse um crescimento considerável nos últimos anos. A facilidade na obtenção de crédito tornou os pequenos e médios empresários capazes de realizar investimentos em construção civil e no setor agropecuário. Bancos de fomento, como o Banco do Nordeste (BNB) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), desempenharam papel fundamental nesse sentido, dando apoio aos pequenos e microempresários que buscaram financiamentos e empréstimos com baixas taxas de juros.
A Construção Civil destaca-se no cenário atual do Estado de Pernambuco, alavancada pelo crescimento e também pelo crédito imobiliário facilitado, a partir das reduções de taxas de juros cobrados e programas de incentivos habitacionais, a exemplo do “Minha Casa, Minha Vida”. A agilidade do acesso ao crédito e contando com as taxas de juros mais baixas fizeram com que a população buscasse financiamentos junto aos bancos. A instituição financeira que teve grande demanda por esse tipo de financiamento, por ofertar diversos programas de habitação, além da taxa de juros atrativa para essa linha, foi a Caixa Econômica Federal, o que reverberou no setor de Construção Civil, que em busca de compor o mercado realizou novos investimentos no setor.
O setor de Locação de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas teve que se ajustar a toda esta nova dinâmica, acarretando na abertura de mais empresas concorrentes, diminuindo a área de atuação antes observada. Esses novos entrantes no mercado fizeram com que a taxa de retorno das empresas já existentes reduzisse juntamente com a atratividade do setor. Em muitos cenários, observou-se que essas novas empresas foram compostas por empresários de outros segmentos que quiseram aproveitar o bom momento vivido pelo setor.
Além disso, o que se viu, no meio de tantos anúncios positivos na Economia pernambucana, foi que a velocidade com que o anúncio de uma nova obra, e sua respectiva execução lenta, a burocracia para a execução destas obras públicas e posteriores pagamentos também não coincidem. A inadimplência se tornou uma problemática e muitos novos entrantes prejudicaram a situação das empresas que já estavam no mercado, diminuindo seus preços para garantir, pelo menos, o pagamento dos financiamentos dos seus equipamentos.
Mais recentemente, o dólar voltou a se valorizar e isto também pode representar um peso a mais, principalmente para as empresas que importam seus Equipamentos, Máquinas e Ferramentas. Ao fechar novos negócios, que podem ter longa duração e utilizando equipamentos importados, ficou mais difícil fazer se manter adimplente.
Além dos riscos associados aos pontos acima mencionados, uma nova situação surgiu em junho de 2013, o que gerou incertezas quanto ao posicionamento do Governo Federal, as manifestações e protestos que assolaram todo o território nacional nos últimos meses fazem com que o horizonte do caminho político a ser tomado no Brasil seja limitado. Essas incertezas geram questionamentos quanto à política de crescimento para os próximos anos, à política de crédito facilitado às empresas, o apoio aos investidores e se teremos algum impacto sobre os investimentos já anunciados. Estas dúvidas prorrogam muitas realizações de investimentos e fazem com a economia, tanto pernambucana, quanto brasileira, desacelerem.
Contrapondo os pontos positivos e negativos, o setor de locação de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas passa por um cenário de forte crescimento, apesar da existência de fatores inibidores. Apesar da instabilidade político-econômica e de toda a prudência administrativa que se inspira para as empresas do segmento, espera-se que o setor continue em crescimento nos próximos anos.
Ecio de Farias Costa
Ph.D. em Economia
Professor de Economia
Universidade Federal de Pernambuco - UFPE
CEDES Consultoria e Planejamento
81-3423-0837
A globalização e o dinamismo da economia pernambucana vêm tornando o setor de locação de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas mais suscetível às oscilações da economia mundial. A grande interação existente entre o setor, a construção civil e a atual conjuntura econômica, social e de estruturação, que vêm ultrapassando o Brasil e a região Nordeste, faz com que a atividade do setor seja intensa nos dias atuais. Assim, tem-se que a dinâmica deste setor está sujeita à intensidade dos fatores econômicos positivos e negativos. Portanto, vale a pena levantar alguns destes aspectos e as perspectivas econômicas resultantes para o setor.
O posicionamento do Estado de Pernambuco se destaca no crescimento econômico brasileiro nos últimos anos, sendo o principal polo econômico do Norte-Nordeste. O crescimento do Estado pode ser visto em toda a região metropolitana bem como nos litorais Sul e Norte do Estado, com destaques ao Complexo Portuário de SUAPE, Polo Automobilístico em Goiana e os investimentos estruturais para a Copa do Mundo de Futebol de 2014.
Recife ao se tornar sede da Copa das Confederações e da Copa do Mundo de 2014 impactou de forma positiva e substancial para o aquecimento do setor. Estes eventos de porte mundial demandam investimentos estruturais na região metropolitana do Recife, a fim de suprir os requisitos estruturais básicos impostos pela FIFA. Esta demanda, entre outras, gerou desde a construção de um estádio de padrões internacionais, a Arena Pernambuco, construção e reformas de estradas e ruas, melhoras no transporte coletivo e a construção de hotéis. Para o andamento dessas obras, foi intensa a procura por locação de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas, visto que muito desses investimentos foram realizados por grandes empresas que não são sediadas na região.
A busca do governo em dinamizar a economia brasileira através da abertura de crédito fez com que o setor de locação de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas apresentasse um crescimento considerável nos últimos anos. A facilidade na obtenção de crédito tornou os pequenos e médios empresários capazes de realizar investimentos em construção civil e no setor agropecuário. Bancos de fomento, como o Banco do Nordeste (BNB) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), desempenharam papel fundamental nesse sentido, dando apoio aos pequenos e microempresários que buscaram financiamentos e empréstimos com baixas taxas de juros.
A Construção Civil destaca-se no cenário atual do Estado de Pernambuco, alavancada pelo crescimento e também pelo crédito imobiliário facilitado, a partir das reduções de taxas de juros cobrados e programas de incentivos habitacionais, a exemplo do “Minha Casa, Minha Vida”. A agilidade do acesso ao crédito e contando com as taxas de juros mais baixas fizeram com que a população buscasse financiamentos junto aos bancos. A instituição financeira que teve grande demanda por esse tipo de financiamento, por ofertar diversos programas de habitação, além da taxa de juros atrativa para essa linha, foi a Caixa Econômica Federal, o que reverberou no setor de Construção Civil, que em busca de compor o mercado realizou novos investimentos no setor.
O setor de Locação de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas teve que se ajustar a toda esta nova dinâmica, acarretando na abertura de mais empresas concorrentes, diminuindo a área de atuação antes observada. Esses novos entrantes no mercado fizeram com que a taxa de retorno das empresas já existentes reduzisse juntamente com a atratividade do setor. Em muitos cenários, observou-se que essas novas empresas foram compostas por empresários de outros segmentos que quiseram aproveitar o bom momento vivido pelo setor.
Além disso, o que se viu, no meio de tantos anúncios positivos na Economia pernambucana, foi que a velocidade com que o anúncio de uma nova obra, e sua respectiva execução lenta, a burocracia para a execução destas obras públicas e posteriores pagamentos também não coincidem. A inadimplência se tornou uma problemática e muitos novos entrantes prejudicaram a situação das empresas que já estavam no mercado, diminuindo seus preços para garantir, pelo menos, o pagamento dos financiamentos dos seus equipamentos.
Mais recentemente, o dólar voltou a se valorizar e isto também pode representar um peso a mais, principalmente para as empresas que importam seus Equipamentos, Máquinas e Ferramentas. Ao fechar novos negócios, que podem ter longa duração e utilizando equipamentos importados, ficou mais difícil fazer se manter adimplente.
Além dos riscos associados aos pontos acima mencionados, uma nova situação surgiu em junho de 2013, o que gerou incertezas quanto ao posicionamento do Governo Federal, as manifestações e protestos que assolaram todo o território nacional nos últimos meses fazem com que o horizonte do caminho político a ser tomado no Brasil seja limitado. Essas incertezas geram questionamentos quanto à política de crescimento para os próximos anos, à política de crédito facilitado às empresas, o apoio aos investidores e se teremos algum impacto sobre os investimentos já anunciados. Estas dúvidas prorrogam muitas realizações de investimentos e fazem com a economia, tanto pernambucana, quanto brasileira, desacelerem.
Contrapondo os pontos positivos e negativos, o setor de locação de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas passa por um cenário de forte crescimento, apesar da existência de fatores inibidores. Apesar da instabilidade político-econômica e de toda a prudência administrativa que se inspira para as empresas do segmento, espera-se que o setor continue em crescimento nos próximos anos.
Ecio de Farias Costa
Ph.D. em Economia
Professor de Economia
Universidade Federal de Pernambuco - UFPE
CEDES Consultoria e Planejamento
81-3423-0837