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Brasil sofria crise de credibilidade
Com a inflação acumulada ultrapassando os 1.000% ao ano, no início da década de 1990, o Brasil definitivamente não era um país com credibilidade no mercado internacional. A abertura comercial, a partir da diminuição das taxas de importação, iniciada pelo expresidente Fernando Collor não surtiu o efeito positivo esperado, já que o mandatário também implantou o congelamento de preços e salários, desestimulando a concorrência. Um Brasil potencialmente competitivo é mais um legado da estabilidade econômica provocado pelo Plano Real.
Em 1994, a balança brasileira fechou com o saldo positivo de US$ 10,4 bilhões. A adoção do câmbio fixo (onde o Real tinha o seu valor atrelado ao Dólar) nos primeiros anos da moeda estimularam a indústria a se voltar para o comércio com outros países. “O câmbio fixo dava uma segurança maior ao setor industrial, que tinha condições de fazer um planejamento mais seguro das importações e exportações. A conversão da moeda facilitava as relações não só com o Mercosul (Mercado Comum do Sul) como com os demais países do mundo”, explica o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e especialista em economia internacional, Écio Costa.
O aumento da competição interna e o regime de câmbio fixo também ajudaram a conter a alta galopante dos preços. Entretanto, a moeda não suportou por muito tempo os ataques externos. Enquanto o Brasil reorganizava sua economia interna pelo mundo, explodia crises profundas, como, por exemplo, a que começou pelos chamados Tigres Asiáticos. “O País teve que abandonar o câmbio fixo e migrar para o regime de bandas cambiais. Em 1999, não teve jeito o Real foi vinculado ao câmbio flutuante”, relembra o professor de economia da UFPE, Marcelo Eduardo Alves. O impacto das crises internacionais nos primeiros anos do Real fez com que o País fechasse, de 1995 a 2000, com a balança comercial negativa. Ou seja, mais importações do que exportações. “Isso não tira os méritos do Plano. A criação da moeda e sua manutenção por 20 anos é importante para o comércio internacional. Mudamos para o câmbio flutuante, mas de uma forma controlada, acompanhada sempre de perto pelo Banco Central. Essa relativa estabilidade é um ponto forte que ajuda a manter nossa boa relação comercial com os outros países”, pondera Costa.
Em 1994, a balança brasileira fechou com o saldo positivo de US$ 10,4 bilhões. A adoção do câmbio fixo (onde o Real tinha o seu valor atrelado ao Dólar) nos primeiros anos da moeda estimularam a indústria a se voltar para o comércio com outros países. “O câmbio fixo dava uma segurança maior ao setor industrial, que tinha condições de fazer um planejamento mais seguro das importações e exportações. A conversão da moeda facilitava as relações não só com o Mercosul (Mercado Comum do Sul) como com os demais países do mundo”, explica o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e especialista em economia internacional, Écio Costa.
O aumento da competição interna e o regime de câmbio fixo também ajudaram a conter a alta galopante dos preços. Entretanto, a moeda não suportou por muito tempo os ataques externos. Enquanto o Brasil reorganizava sua economia interna pelo mundo, explodia crises profundas, como, por exemplo, a que começou pelos chamados Tigres Asiáticos. “O País teve que abandonar o câmbio fixo e migrar para o regime de bandas cambiais. Em 1999, não teve jeito o Real foi vinculado ao câmbio flutuante”, relembra o professor de economia da UFPE, Marcelo Eduardo Alves. O impacto das crises internacionais nos primeiros anos do Real fez com que o País fechasse, de 1995 a 2000, com a balança comercial negativa. Ou seja, mais importações do que exportações. “Isso não tira os méritos do Plano. A criação da moeda e sua manutenção por 20 anos é importante para o comércio internacional. Mudamos para o câmbio flutuante, mas de uma forma controlada, acompanhada sempre de perto pelo Banco Central. Essa relativa estabilidade é um ponto forte que ajuda a manter nossa boa relação comercial com os outros países”, pondera Costa.
Fonte: Folha de Pernambuco - Recife, 23 de fevereiro de 2014