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Copa do Mundo e eleições devem atrapalhar a produtividade
Não seria estranho ouvir agora em março: “Feliz Ano Novo!”. Brincadeiras à parte, a saudação não é assim tão absurda, afinal de contas 2014 é um ano atípico para o Brasil, com o Carnaval comemorado “tardiamente”, ele deve mesmo começar agora. Contudo, ainda teremos Copa do Mundo no fim do primeiro semestre e, no último trimestre, as eleições presidenciais, governamentais e parlamentares. Se para uns o calendário mais curto é motivo de alegria, para outros gera preocupação. Diversos setores econômicos já contabilizam as perdas e apostam em mais um crescimento pífio do País.
A conta é fácil na opinião do presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), Jorge Côrte Real. “Com a Copa do Mundo e as eleições, o número de dias úteis será menor, consequentemente, a produtividade também diminui e isso vai impactar diretamente na economia do País”, afirma. Segundo ele, o crescimento do setor no Estado, em 2013, foi de 0,7%. O índice esperado para este ano deve ficar em torno de 1% e 1,2%. “Devemos ter uma melhora no setor de bebidas e alimentação só. Seria um crescimento de verdade se não fosse um ano atípico”, destacou Côrte Real.
Se a indústria está receosa, o clima é pior para o comércio. Os feriados “forçados” com a Copa do Mundo devem fazer com que as vendas despenque em um período tipicamente de bom faturamento. A expectativa do setor é repetir o crescimento de 5% registrado em 2013. “Nosso maior receio são as manifestações que podem acontecer como aconteceram no ano passado. Foram vários dias de lojas sem clientes, com jogo ou não”, argumentou o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do Recife, Eduardo Catão.
Na análise do coordenador do curso de economia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), José Alexandre Ferreira Filho, o bônus deverá vir da Copa do Mundo, porém somente para o setor de turismo e hotelaria e o de serviços. “Já o fato de ser um ano eleitoral também deve atrapalhar o Brasil. Não há de ser votado nada de muito relevante do ponto de vista econômico os governos não querem aparecer com projetos que podem soar impopulares”, pontuou.
Olhando para fora do Brasil, a situação traz ainda mais pessimismo para os especialistas. Segundo o professor de economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e consultor de empresas Écio Costa, 2014 poderia apesar de tudo ser um ano mais interessante com o reaquecimento da economia internacional. “Estamos perdendo crédito para o mercado lá fora. Somado a isso, temos dentro do País o problema da inflação, ou seja, será um ano difícil. Só uma reviravolta para mudar as estimativas”, sentencia.
A conta é fácil na opinião do presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), Jorge Côrte Real. “Com a Copa do Mundo e as eleições, o número de dias úteis será menor, consequentemente, a produtividade também diminui e isso vai impactar diretamente na economia do País”, afirma. Segundo ele, o crescimento do setor no Estado, em 2013, foi de 0,7%. O índice esperado para este ano deve ficar em torno de 1% e 1,2%. “Devemos ter uma melhora no setor de bebidas e alimentação só. Seria um crescimento de verdade se não fosse um ano atípico”, destacou Côrte Real.
Se a indústria está receosa, o clima é pior para o comércio. Os feriados “forçados” com a Copa do Mundo devem fazer com que as vendas despenque em um período tipicamente de bom faturamento. A expectativa do setor é repetir o crescimento de 5% registrado em 2013. “Nosso maior receio são as manifestações que podem acontecer como aconteceram no ano passado. Foram vários dias de lojas sem clientes, com jogo ou não”, argumentou o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do Recife, Eduardo Catão.
Na análise do coordenador do curso de economia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), José Alexandre Ferreira Filho, o bônus deverá vir da Copa do Mundo, porém somente para o setor de turismo e hotelaria e o de serviços. “Já o fato de ser um ano eleitoral também deve atrapalhar o Brasil. Não há de ser votado nada de muito relevante do ponto de vista econômico os governos não querem aparecer com projetos que podem soar impopulares”, pontuou.
Olhando para fora do Brasil, a situação traz ainda mais pessimismo para os especialistas. Segundo o professor de economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e consultor de empresas Écio Costa, 2014 poderia apesar de tudo ser um ano mais interessante com o reaquecimento da economia internacional. “Estamos perdendo crédito para o mercado lá fora. Somado a isso, temos dentro do País o problema da inflação, ou seja, será um ano difícil. Só uma reviravolta para mudar as estimativas”, sentencia.