PodCasts

14/06/2024

O IBC-Br revelou que a economia brasileira cresceu 0,01% em abril


13/06/2024

Em abril, vendas no varejo crescem 0,9%


13/06/2024

Setor de serviços cresce 0,5% em abril


11/06/2024

Teto da meta de inflação vai estourar em junho?

A trajetória mensal da inflação deve fazer com que o IPCA estoure o teto da meta de inflação determinada pelo Conselho Monetário Nacional no mês de junho. No acumulado de 12 meses com o resultado divulgado para o IPCA do mês de maio, a inflação agora está em 3,93% com o resultado do IPCA de 0,46%. O IPCA de junho de 2023 apresentou uma deflação de 0,08%. Como a inflação está bastante pressionada esse ano, o IPCA provavelmente vai subir em patamar muito próximo ao de maio, fazendo com a inflação acumulada em 12 meses passe o teto da meta. A meta de inflação para este ano é de 3% com o intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Então, o teto da meta é de 4,5%. É muito provável que já no mês de junho, devido aos aumentos de preços, principalmente de alimentos, com a inflação mais forte aqui no país, esse patamar seja ultrapassado. No mês de maio, em específico, a elevação de 0,46% ficou 0,08 ponto percentual acima da taxa de abril. Veio acima do que o mercado esperava, inclusive. No ano, a alta já está em 2,27%. Como já mencionei, nos últimos 12 meses, em 3,93%, acima dos 3,69% observados nos 12 meses encerrados em abril. Ao observar os grupos de itens pesquisados, 8 dos 9 itens tiveram aumento em maio. O item que teve maior peso de elevação foi habitação, com 0,67%, o que contribuiu com 0,1 ponto percentual para o índice. Alimentação e bebidas vem em segundo lugar com 0,62%, contribuindo com um peso maior com 0,13 ponto percentual no cálculo do impacto para o mês de maio. A maior variação veio do grupo saúde e cuidados pessoais, com uma alta de 0,69%. Mas, com impacto de 0,09 ponto percentual na inflação do mês de maio. Dentro de alimentação e bebidas, é importante mencionar que arroz não estava entre os itens que mais puxaram a inflação nesse mês de maio. Batata inglesa, cebola, leite longa vida e café moído tiveram os maiores impactos. Olhando regionalmente, Porto Alegre teve a maior inflação no período, uma variação de 0,87%, mas no acumulado de 12 meses, está abaixo da inflação oficial do país, com 3,83%. E o peso no cálculo do IPCA como de Porto Alegre é relativamente pequeno comparado com, por exemplo, Rio e São Paulo. O peso é de 8,61%, enquanto São Paulo tem 32% e Rio de Janeiro 9,43%. A inflação está retomando sua trajetória de alta, trazendo preocupações para a próxima reunião do COPOM, onde não deve haver redução da taxa Selic e, talvez até uma retomada da elevação dos juros por conta da inflação estar desancorando. A elevação do dólar ao longo desse mês também trará efeitos sobre o IPCA de junho.


06/06/2024

Balança comercial tem superavit de US$ 8,5 bilhões em maio

O resultado representa uma queda de 22,3% em relação ao mesmo mês em 2023, quando o saldo positivo foi de US$ 11,0 bilhões. Esse é o 3º maior saldo para o mês desde o início da série histórica em 1989, e só perde para os anos de 2023 e 2021. As exportações foram de US$ 30,3 bilhões em maio de 2024, uma queda de 7,1% em relação a 2023 (US$ 32,7 bilhões). As importações totalizaram US$ 21,8 bilhões, o que representa um crescimento de 0,5% em relação a 2023 (US$ 21,7 bilhões). A corrente de comércio teve uma queda importante de 4,1%. A queda veio tanto da redução do volume quanto do preço dos itens exportados. As importações cresceram em volume, mesmo com queda dos preços dos itens importados, mostrando contração dos preços internacionais de bens exportados e importados, talvez um reflexo da desaceleração econômica chinesa. A indústria extrativa foi o único setor com crescimento em maio, 13,8% em valor. A indústria de transformação teve queda de 9,2% no valor exportado. A agropecuária, por sua vez, apresentou queda de 18,5% devido à queda dos preços internacionais das commodities de 15,7% e do volume exportado, 3,4%. A exportação de óleos brutos de petróleo teve um crescimento de 35,9% em valor, sendo o segundo item mais importante nas exportações, com 15,8%, atrás da soja, que deteve 19,0%, apesar da queda de 28,9% em valor. O minério de ferro teve uma queda de 16,6%, sendo o terceiro item mais exportado, respondendo por 8,1% das exportações totais. A China manteve a liderança como principal destino das exportações totais brasileiras, com 32,4% do total, mas com queda do valor de US$ 10,67 bilhões em 2023 para US$ 9,83 bilhões em 2024. EUA e União Europeia apresentaram aumentos de 3,2% e 23,1%, respectivamente. A Argentina apresentou forte queda de 42,7%. O resultado de maio aponta para um forte crescimento do setor exportador de óleos brutos de petróleo, com aumento no preço e no volume, o que tem ajudado nos valores exportados. A queda nos preços reflete muito a situação de desaceleração econômica da China. Essa forte concentração na China como destino continua a representar um risco importante.


05/06/2024

A produção industrial recuou 0,5% no mês de abril em relação a março

O resultado interrompeu dois meses consecutivos de alta, período em que tinha acumulado uma expansão de 1%. Na comparação com abril 2023, houve uma expansão de 8,4%, mas isso se justifica porque o mês de abril desse ano teve quatro dias úteis a mais que abril de 2023. No acumulado em 12 meses, o crescimento da indústria é de 1,5%, bem abaixo do crescimento do restante da economia. Isso preocupa bastante, até porque esse recuo mostra que as dificuldades para o setor persistem. O ponto mais elevado da produção industrial brasileira ocorreu em maio de 2011. De lá para cá, a trajetória tem sido de queda. A indústria de bens de capital teve expansão de 3,5%, importante, significa que há investimentos acontecendo no setor, mas os bens intermediários tiveram queda de 1,2% e os bens de consumo duráveis tiveram um crescimento de 5,6%, enquanto os semi-duráveis e não duráveis, um crescimento de apenas 0,1%, fazendo com que o setor como todo tivesse a queda de 0,5%. As indústrias extrativas e de produtos alimentícios tiveram as maiores influências negativas. A indústria extrativa teve recuo de 3,4% no mês e a alimentícia de 0,6%. Veículos automotores foi o destaque entre as 18 atividades no campo positivo, com um crescimento de 13,2%, trazendo aí o principal impacto positivo, após recuar 4,6% no mês de março. A indústria brasileira tem perdido protagonismo ao longo da última década. Sua participação no PIB tem diminuído e o setor sofre de muita ineficiência causada por carga tributária elevada e complexa, mas também por falta de concorrência por excesso de protecionismo e custos trabalhistas muito elevados.


04/06/2024

PIB no 1º trimestre surpreende e apresenta crescimento de 0,8%

O resultado rompeu série consecutiva de desempenhos fracos dos últimos 2 trimestres, quando havia crescido somente 0,1% e caído 0,1% nos terceiro e quarto trimestres de 2023. Pelo lado da oferta, o setor de serviços foi quem mais puxou. Pelo lado da demanda, o consumo veio acima do esperado. No acumulado de 12 meses, o PIB mostrou desaceleração em relação ao período passado, com um crescimento de 2,5%, uma queda em relação ao 2,9% do 4º trimestre de 2023. Essa redução vem sendo observada desde o segundo semestre de 2023, mas com reversão da tendência nesse 1º trimestre, que não deve se repetir no 2º trimestre por conta do impacto negativo a ser verificado pelas enchentes no Rio Grande do Sul. O resultado do 1º trimestre chama mais a atenção pelo forte desempenho do setor de serviços, que representa 67,4% do PIB e apresentou um crescimento de 1,4% no trimestre, o 12º trimestre seguido de crescimento. A agropecuária também teve crescimento forte (11,3%) mas representa apenas 7,1% do PIB total. A indústria, que representa 25,5% do PIB, mostra contínua preocupação com um fraco desempenho, com queda de 0,1%. Pelo lado da demanda, por sua vez, o consumo das famílias cresceu acima do esperado (1,5%). A variável representa 63,3% do PIB e foi impulsionada pela melhora no mercado de trabalho, com aumento da massa salarial real, pelos programas de transferência de renda e um crescimento nominal de 8,5% das operações de crédito, com uma Selic mais baixa. Apesar do forte crescimento do Investimento no 1º trimestre (4,1%), essa recuperação veio após 3 trimestres seguidos de queda na comparação anual, deixando a participação no PIB em um patamar de 16,9%, muito baixo para permitir um crescimento mais sustentável da economia. Em resumo, o PIB foi puxado pelo consumo das famílias e pelos serviços, principalmente o comércio.


31/05/2024

Indicadores econômicos dos EUA podem trazer uma boa notícia para o Brasil

É aquela máxima que vem sendo utilizada muito por lá, onde “bad news is good news”, ou seja, notícias ruins podem trazer notícias boas, de queda de juros nos EUA e, consequentemente, no Brasil. A má notícia é que a economia americana cresceu menos do que o esperado no primeiro trimestre. A segunda leitura do PIB do primeiro trimestre da economia americana mostrou um crescimento de 1,3%, abaixo do crescimento da primeira leitura do PIB para o primeiro trimestre, que era de 1,6% e abaixo do quarto trimestre de 2023, quando deu 3,4%. Isso tudo em termos anualizados e puxados pela queda no dinamismo do consumo. Também foi divulgada a inflação do consumo dos EUA para o mês de abril. A inflação subiu 0,2% em seu núcleo, abaixo do esperado. Esse é o indicador de inflação que o Federal Reserve, o Banco Central americano, acompanha de perto. Em 12 meses o núcleo ficou em 2,8%, levemente abaixo também do esperado para o acumulado de 12 meses. Isso é importante porque as autoridades do Fed acompanham de perto o indicador para tomar suas decisões em relação à taxa de juros. Com esse resultado e com a revisão do crescimento econômico dos EUA no primeiro trimestre, por conta do consumo mais fraco, há agora uma expectativa de que o corte de juros para a economia americana venha a acontecer em setembro, agora com uma probabilidade acima de 50% nas pesquisas que são feitas com os analistas americanos. Isso é importante porque traz uma oportunidade para que os juros da economia brasileira caiam num ritmo mais forte. Desde que lá realmente as taxas comecem a cair, esse movimento pode facilitar para que a Selic passe a retomar um nível de queda maior, desde que a inflação não apresente sinais de pressão na economia brasileira e que a política fiscal não atrapalhe.


30/05/2024

Dados sobre empregos formais e Taxa de Desemprego mantêm trajetória positiva

Dados sobre empregos formais e Taxa de Desemprego mantêm trajetória positiva. No mesmo dia, o Caged indicou que o Brasil criou 240.033 empregos com carteira assinada em abril de 2024 e a taxa de desemprego do Brasil caiu para 7,5% no trimestre encerrado em abril, menor para o período nos últimos 10 anos. O resultado do Caged representa uma alta de 32% na comparação com o mesmo mês de 2023, quando foram criados 181.761 postos. No acumulado dos quatro primeiros meses de 2024, o saldo do Caged é positivo em 958.425 vagas. É o maior resultado para o intervalo de tempo desde 2012. Por setores da economia, a área de serviços contou com o maior saldo de empregos formais em abril, com 556.607 registros. Na sequência, estão a indústria (191.358), a construção (141.428), o comércio (42.936) e agropecuária (26.097). A Administração Pública foi quem mais gerou empregos no mês de abril, com 40.127 vagas. No acumulado do ano, todos os 5 setores acumulam saldo positivo, com serviços liderando. Segundo o ministério, 25 das 27 unidades federativas registraram saldo positivo na criação de empregos. O Estado de São Paulo teve o maior número de postos (76.229, alta de 0,54%), seguido por Minas Gerais (25.868, alta de 0,53%). Alagoas foi o Estado com maior queda no saldo: – 9.589 postos (-2,2%), seguido por Pernambuco, com 1.103 a menos (-0,08%). Em relação à Taxa de Desemprego, esse é o menor nível de desocupação para o período desde 2014, quando foi de 7,2%. A taxa aumentou 0,1 ponto percentual em relação ao 4º trimestre de 2023, quando era de 7,4%. Em comparação com o mesmo período do ano passado, porém, recuou 1 ponto percentual. Era de 8,5% no trimestre encerrado em abril de 2023. A população ocupada no país era de 100,8 milhões no trimestre encerrado em abril. Em 1 ano, subiu 2,8% (2,8 milhões de pessoas). O nível de ocupação foi de 57,3%, sem alteração em relação ao trimestre anterior e subindo 1,1 ponto percentual em 12 meses. A contínua melhora do nível de emprego na economia brasileira tem dois fatores importantes envolvidos em sua explicação: o aumento das contratações formais no funcionalismo público e o setor de serviços, que continua empregando formalmente e, principalmente, informalmente.


29/05/2024

Mesmo com superávit de R$ 6,7 bilhões em abril, dívida do Brasil sobe para 76,0% do PIB e déficit nominal bate recorde em R$ 1,043 trilhão

A dívida subiu 0,3 ponto percentual em relação a março, segundo o BC, em sua contínua trajetória de alta desde dezembro de 2022, quando atingiu 71,7% do PIB, o equivalente a um aumento de 4,3 pontos percentuais. Em 2024, a alta acumulada foi de 1,6 ponto percentual. O déficit nominal ultrapassou o valor recorde anterior de janeiro de 2021, auge da pandemia (R$ 1,017 trilhões). A DBGG (Dívida Bruta do Governo Central) é formada por governo federal, INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e governos estaduais e municipais. O setor público consolidado – formado por União, Estados, municípios e estatais – registrou superavit primário de R$ 6,7 bilhões em abril. O resultado apresenta uma piora em relação a 2023, quando teve superávit de R$ 20,3 bilhões, e foi o pior abril em 4 anos. O saldo positivo foi puxado pelo Governo Central que registrou superávit de R$ 8,8 bilhões. Os governos regionais (estaduais e municipais) tiveram déficit de R$ 1,4 bilhão. As empresas estatais registraram déficit de R$ 698 milhões, acumulando um déficit de R$ 2,8 bilhões em 12 meses e de R$ 2,2 bilhões somente em 2024. No acumulado de 12 meses, o setor público consolidado acumula um déficit de R$ 266,5 bilhões, o que representa 2,40% do PIB. O saldo acumulado é 0,11 p.p. superior ao déficit acumulado nos doze meses até março. O alto déficit fiscal tem efeito duplicado sobre o endividamento do país. Além do déficit em si, que leva o governo a emitir títulos para cobri-lo, aumenta o risco, elevando as taxas de juros futuras, empurrando os juros para cima dos títulos que o governo precisa pagar para financiar a dívida. O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$ 69,6 bilhões em abril. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$ 1,043 trilhão, equivalente a 9,41% do PIB, ante déficit nominal de R$ 998,6 bilhões (9,06% do PIB) em março de 2024. O déficit nominal ultrapassou o valor recorde anterior de janeiro de 2021, auge da pandemia (R$ 1,017 trilhões).