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24/08/2023

BRICS aprova a inclusão de mais 6 membros: Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Argentina e Etiópia

A mudança representa uma força política da China em incluir novos participantes e atende a indicação do Brasil em incluir a Argentina. Isso é bom para o Brasil? A China foi a grande vencedora da cúpula de Joanesburgo e é o país que detém grande força econômica, política e militar nesse grupo. Foi a proponente de expandir o grupo para 11 países, mesmo sem grande interesse dos demais membros do grupo. Sua força política foi decisiva. Para o Brasil, o resultado é mais negativo do que positivo, pelo menos num primeiro momento. Perdeu influência, com uma queda de 20% de participação política, para menos de 10%. Os novos entrantes têm uma agenda mais alinhada com a China e representam um grupo mais antiocidental que antes. O Brasil deve usar essa mudança para retomar a sua entrada na Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), como alternativa para um grupo que inclui o Irã, por exemplo, que defende uma política de ataque ao Ocidente. O Brics mudou de posicionamento de defesa econômica para ser mais ofensivo, com essa alteração alinhada com a China. Por outro lado, a inclusão da Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, pode levar a um aporte significativo no Banco do Brics. Ambos têm fundos soberanos e não soberanos bilionários, que podem investir em diferentes partes do mundo, enquanto o ciclo do petróleo durar. A Índia permanece no grupo e tem um crescimento expressivo, em ritmo “chinês” e que pode trazer benefícios ao Brasil, mas somente o tempo poderá mostrar. A Argentina pode mudar de presidente nos próximos meses e vai depender de quem ganha a eleição para aceitar fazer parte do Brics. Egito e Etiópia são nações que trazem alguma relevância mais diplomática que econômica. A África do Sul, por sua vez, passa por sérias dificuldades econômicas e, talvez, não devesse mais fazer parte desse grupo. A Rússia sofre sérias sanções econômicas e está envolvida em um sério conflito internacional. Portanto, para o Brasil, o Brics pode representar um retrocesso em alinhamento, oportunidades e negociações com o Bloco Econômico Ocidental, trazendo impactos significativos na sua entrada na OCDE, no Acordo de Livre Comércio Mercosul x União Europeia e até mesmo no seu desejo de fazer parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas.


23/08/2023

O Centro de Liderança Pública (CLP) divulga Ranking de Competitividade dos Estados e Municípios e Recife fica em 1º lugar no Nordeste, subindo 45 posições, enquanto Pernambuco cai uma posição para o 16º lugar

O ranking leva em consideração municípios com mais de 80.000 habitantes, com 410 no total, e todos os estados e o Distrito Federal. Entenda melhor os resultados. Dentre as capitais, Recife ficou em 7º colocado no Brasil. No ranking geral, em 35º lugar. Em primeiro lugar, vem Florianópolis, seguida por São Paulo e Porto Alegre. Fortaleza é a segunda mais bem posicionada no Nordeste e 11ª no país como um todo. Caruaru aparece em 6º lugar no Nordeste, Garanhuns em 8º, Serra Talhada em 10º e Petrolina em 16º. Recife ficou em 3º no país em Capital Humano, com o Cluster de Tecnologia local puxando o índice para cima, e em 11º no Funcionamento da Máquina Pública, que tem um efeito das pesquisas sobre burocracia feitas recentemente pelo LIDE e Banco Mundial, e da própria pandemia. Recife também teve um destaque em Inovação e Dinamismo Econômico, ficando em 26º. Por outro lado, Recife ficou em 344º lugar na questão Segurança, 343º em Telecomunicações e 302º em Acesso à Saúde num ranking com 410 municípios. Já com relação aos estados, Pernambuco perdeu uma posição, caindo para a 16ª posição, ficando atrás do Ceará (12º) e Paraíba (13º) no Nordeste. Os 4 primeiros lugares permaneceram com os mesmos estados desde o ranking anterior, com São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal, de primeiro a quarto lugares. O Maranhão teve o maior crescimento de posições, indo de 26º para 21º. Pernambuco tem um caminho pela frente a ser desenvolvido para poder melhorar seu posicionamento. Ainda assim fiou em 8º em Inovação, 10° em Infraestrutura e 15º em Sustentabilidade Ambiental, como destaques positivos. Já Segurança Pública ficou em 25º, Capital Humano em 24º e Potencial de Mercado 19º. Potencial de Mercado é um ponto importante para a competitividade do Estado, que impacta diversas outras variáveis.


22/08/2023

A arrecadação federal teve um tombo real de 4,2%, fechando o mês de julho em R$ 201,8 bilhões

O acumulado do ano também passou a registrar queda na comparação com 2022. Isso chama bastante atenção, porque a economia vem mostrando sinais de desaceleração e impacta no Arcabouço Fiscal. Nesse momento, as taxas de juros elevadas começam a cair por conta desses sinais de desaquecimento da economia brasileira. Além disso, há uma situação importante de aprovação do arcabouço fiscal, que depende do desempenho da receita arrecadatória para bancar as despesas. A arrecadação apresentou essa queda no segundo mês seguido de queda real e o terceiro recuo neste ano. Em junho, a queda havia sido de 3,4%. Antes disso, em março, tinha apresentado também queda de 0,42%. No acumulado do ano, nos sete meses desse ano, a arrecadação passou então a registrar queda na comparação com o ano passado. De janeiro a julho foram arrecadados R$ 1,27 trilhão. Em valores corrigidos pelo IPCA, a arrecadação parcial de 2023 somou R$ 1,35 trilhão contra R$ 1,36 trilhão do mesmo período em 2022. É importante acompanhar isso porque para fechar a receita ano a ano até 2026, há uma necessidade de aumento de R$ 254 bilhões para atingir o piso das metas de resultado primário do Arcabouço Fiscal. Além disso, Fernando Haddad afirmou que é preciso ampliar a receita do governo em um montante entre R$ 110 bilhões a R$ 150 bilhões para zerar o rombo das contas do governo, que é o objetivo da equipe econômica para o próximo ano, algo cada vez mais difícil de ser atingido, mesmo com a elevação e criação de impostos para atingir esse objetivo.


21/08/2023

O déficit das contas do governo só deve ser zerado em 2028, mesmo com o Arcabouço Fiscal, mostrando uma dívida pública crescente, segundo expectativas do mercado

A área econômica tem prometido zerar o déficit nas contas do governo no próximo ano. O Tesouro Nacional prevê que a dívida pública vai se estabilizar abaixo de 80% do PIB até 2026 e depois vai ter recuo. Apesar disso, o mercado Financeiro estima que o setor público vai registrar superávit em suas contas somente em 2028 e que a dívida pública brasileira continuará crescendo nos próximos anos, atingindo 89% do PIB em 2032. Vale lembrar que em junho, o endividamento somou 73,6% do PIB. Essas informações vêm do relatório Focus, que é divulgado semanalmente pelo Banco Central e esse levantamento ouve mais de 100 instituições financeiras sobre as projeções da economia. Essas projeções não coincidem com o discurso da área econômica. O Ministério da Fazenda tem informado que busca trazer saldo positivo nas contas do governo já a partir de 2024, enquanto o Tesouro Nacional estima que a dívida pública vai se estabilizar abaixo de 80% do PIB até 2026 e depois gradualmente ter uma trajetória de queda. As contas do setor público englobam os estados, municípios e estatais, mas o peso do governo é muito grande. Do superávit de R$ 125 bilhões que foi atingido em 2022, cerca de metade desse valor veio do resultado do governo. Os objetivos da equipe econômica com o Arcabouço Fiscal contemplam uma banda para que as metas de suas contas, que ficaria entre saldo negativo de 0,25% do PIB em 2024 até superávit da mesma magnitude e as contas do governo iriam voltar ao azul a partir de 2025. Se essas metas não forem atingidas, então os gastos poderão crescer menos, 50% do aumento real da receita em vez de 70% nos próximos anos, de acordo com o próprio Arcabouço Fiscal. A alta real de gastos, ainda segundo a nova regra para as contas públicas, vai ficar entre 0,6% e 2,5% ao ano. Vale lembrar que o texto do Arcabouço já passou pela Câmara e pelo Senado, mas voltou para a Câmara por conta de alterações que foram feitas lá e há uma negociação para que ele seja talvez voltado ainda essa semana, mas há muita desconfiança por parte do mercado de que o Arcabouço vai ser realmente atingido com o desempenho da economia e a evolução dos gastos públicos para esse período.


21/08/2023

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


17/08/2023

O Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD ou ICD) pode subir de 8% para 16% com a proposta de Reforma Tributária no Senado

Hoje, 17 estados já cobram um valor progressivo que pode chegar aos 8% para doações em vida e heranças. O Senado tem na mesa uma proposta que pretende dobrar de 8% para 16% o teto da alíquota do imposto no país. A proposta de Reforma Tributária encaminhada para o Senado exige uma uniformização na cobrança desse imposto nacionalmente, diferente do que é feito hoje. De fato, o Brasil cobra bem menos que a média dos países da OCDE (15%), mas também tem muitos outros impostos e taxas onde nem todos são cobrados por lá, como Imposto de Renda, ITBI, Taxa de Bombeiros, IPTU e ITR e isso deve ser levado em conta na definição da alíquota. Os estados mais ricos do país cobram um ITCMD muito baixo. São Paulo cobra uma alíquota única de 4%; Minas Gerais, de 5%. No Mato Grosso do Sul é de 6% para heranças e 3% para doações. Já o Piauí tem uma situação única: alíquota fixa sobre doações e progressiva para heranças. Em Pernambuco, a alíquota pode chegar até 8% e é a mesma tanto para doações como para heranças, segundo a faixa de valores dos imóveis, que foi reajustada agora em 2023, pelo IPCA acumulado de 2017 a 2022. Imóveis acima de R$ 578.281,08 passam a pagar 8% (antes era R$ 400.000,00). A uniformização traz um fim a mais uma guerra fiscal, mas é importante que a alíquota seja em patamares aceitáveis para toda a população. A ânsia dos estados em arrecadar impostos pode gerar mais uma leva de expatriação de riquezas do país, impactando o mercado imobiliário e a economia.


16/08/2023

O Ibovespa que caiu 0,5% e teve o 12º pregão consecutivo de queda, algo nunca antes registrado desde a criação do índice

A ata mais dura do FOMC, o comitê aberto de política monetária dos EUA, fez com que os investidores voltassem a acreditar que a autoridade monetária americana pode subir juros novamente. Isso azedou o dia do mercado que vinha tentando fechar em alta nesta última quarta-feira e que encerraria a sequência de quedas que agora já dura 12 pregões. Segundo o valor Data, essa é a maior sequência de quedas desde a criação do índice em 1968 e que se arrasta desde o começo de agosto. Apesar das ações da Petrobras terem segurado o índice no positivo por boa parte do dia, no final, essas notícias vindas dos Estados Unidos acabaram com a festa mais uma vez e o Ibovespa caiu 0,5% chegando aos 115.591 pontos. O índice acumula agora recuo de 5,21% no mês após ter subido 20% nos quatro meses até o final de julho. Esse mau humor lá nos Estados Unidos e nas bolsas internacionais terminou contagiando aqui para que isso derrubasse a Bolsa Brasileira também. O Dólar, por sua vez, vem se mantendo pouco abaixo dos R$ 5,00 e tem apresentado um caminho de valorização em relação ao real. O caminho vai na direção que normalmente acontece, quando a bolsa cai o Dólar sobe ou quando a Bolsa sobe, o Dólar cai, porque investidores internacionais estão investindo no país ou tirando recursos daqui. Então, fechou com a queda de apenas 0,01% a R$ 4,985 na compra. Há, também, uma expectativa negativa com a desaceleração da China, que pesa muito sobre as exportações de commodities brasileiras e que contribuem para um fluxo de saída de capital do Brasil. Essa desaceleração contribuiu para que as ações de empresas exportadoras se desvalorizassem.


16/08/2023

Reajuste de combustíveis tem impacto de 0,40 ponto no IPCA entre agosto e setembro, diz Campos Neto


15/08/2023

'Prévia' do PIB do Banco Central tem alta de 0,43% no 2º trimestre e mostra desaceleração da economia


14/08/2023

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.