PodCasts

15/06/2023

Volume de serviços recua 1,6% em abril


14/06/2023

Desaceleração nas exportações e queda no clima econômico na América Latina

Dados divulgados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) revelam uma desaceleração significativa nas exportações da região, devido aos impactos contínuos da pandemia da Covid-19. As exportações aumentaram 2,9% em relação ao mesmo período do ano passado, porém, esse crescimento é consideravelmente menor em comparação com os 16,4% registrados no primeiro trimestre de 2022. Vários países apresentaram queda nas exportações, como Argentina (-17,9%), Bolívia (-23,5%), Colômbia (-4,7%), Equador (-7,7%), Peru (-4,8%) e Venezuela (-20,2%). No entanto, o Brasil conseguiu um aumento de 4,8% em suas exportações, embora inferior ao impressionante crescimento de 19% registrado em 2022. O México também apresentou um crescimento de 6,8%, mas abaixo dos 16,9% registrados no ano anterior. Além disso, o Indicador de Clima Econômico (ICE) da América Latina, divulgado pela FGV, caiu no segundo trimestre de 2023 de 73,4 pontos para 65,8 pontos entre o 1º trimestre e o 2º trimestre de 2023, influenciado pela piora das avaliações sobre a situação econômica atual. No sentido oposto, o Indicador que mede as expectativas (IE) ganhou 10,2 pontos, subindo a 80,3 pontos, recuperando parte das perdas sofridas no trimestre anterior. Embora as expectativas tenham melhorado, ainda permanecem na zona desfavorável. A falta de confiança na política econômica local é apontada como um dos principais problemas para o crescimento econômico da região. A piora do clima econômico da América Latina se reflete na revisão para baixo do crescimento do PIB em 2023, que passou de 1,4% para 1,1% entre a Sondagem do 1º e do 2º trimestre de 2023. A necessidade de impulsionar a recuperação econômica e superar os desafios impostos pela pandemia é evidente. O BID destaca a importância de promover políticas que estimulem o comércio exterior, diversifiquem as economias locais e reduzam a dependência de setores vulneráveis a crises globais. Os problemas mais relevantes apontados para o crescimento econômico na América Latina incluem infraestrutura inadequada, corrupção, falta de inovação, aumento na desigualdade de renda, falta de confiança na política econômica, falta de competitividade internacional, barreiras legais e administrativas para investidores, demanda insuficiente, falta de mão de obra qualificada, clima desfavorável para investidores estrangeiros, instabilidade política e falta de capital. No caso do Brasil, a infraestrutura inadequada, aumento da desigualdade de renda, falta de competitividade internacional, demanda insuficiente, corrupção, falta de inovação, falta de confiança na política econômica e falta de mão de obra qualificada são os principais problemas identificados. É essencial que os países da região adotem estratégias para enfrentar esses desafios, promovendo políticas econômicas sólidas, investimentos em infraestrutura, estímulo à inovação, diversificação da economia e fomento ao comércio exterior. Assim, poderemos impulsionar a recuperação econômica e fortalecer a resiliência da América Latina frente às adversidades.


13/06/2023

O consumo das famílias deve ter o seu pior ano desde o início da pandemia

Os principais motivos para essa desaceleração são os juros altos, a inflação persistente e a poupança em queda. Uma pesquisa da IPC Maps revela que as famílias brasileiras devem gastar cerca de R$ 6,7 trilhões em 2023, representando um aumento real de 1,5% em relação ao ano anterior. Caso essa projeção se confirme, será a pior variação do consumo das famílias desde o começo da pandemia em 2020, quando houve uma queda de 4,6%. Além disso, esse aumento previsto para 2023 é quase 1,3% menor do que o crescimento observado em 2022. É importante lembrar que no ano passado, o consumo das famílias teve um crescimento de 4,3% dentro do PIB estimado pelo IBGE. No entanto, as condições para o consumo neste ano têm se deteriorado. O contexto macroeconômico não tem favorecido, com uma inflação persistente, crédito mais caro e restrito. Esses fatores têm contribuído fortemente para a desaceleração. O ritmo do consumo tem se mostrado diferente dos anos anteriores, mesmo após a retomada do mercado interno pós-crise da pandemia. A proporção do consumo das famílias em relação ao PIB teve uma queda de 62,89% em 2020 para 60,97% em 2021, o menor patamar desde 2011, quando atingiu 60,27%. Essa parcela subiu para 63,07% no ano passado, evidenciando a recuperação. Em 2022, com melhores condições sanitárias, a economia, especialmente no setor de serviços, acelerou e as famílias voltaram a consumir mais em bares, restaurantes e hotéis, trazendo um impacto positivo na demanda interna e no PIB brasileiro. O consumo das famílias é um indicador importante para medir o ritmo de crescimento da atividade econômica pela demanda. A economia depende muito do consumo das famílias. Portanto, essa projeção preocupante pode afetar o desempenho do PIB neste ano. O impacto mais forte é sentido na inflação, que consome uma parte relevante da renda, apesar do reajuste salarial. Além disso, o crédito mais restrito e a queda na poupança também freiam o consumo. A poupança das famílias vem diminuindo, pois elas não estão mais conseguindo manter um patamar de reserva financeira, devido aos saques realizados durante o período da pandemia até agora. Por fim, mesmo que a taxa Selic comece a cair, ainda está em um nível elevado, e os impactos dessa redução serão mais percebidos em 2024 do que em 2023. O governo federal vem adotando medidas que estimulam o consumo, tentando manter o crescimento econômico, mas a busca por soluções que amenizem os impactos da inflação, melhorem as condições de crédito e incentivem a poupança é essencial para impulsionar a economia.


12/06/2023

O Boletim Focus dessa semana apresentou uma queda generalizada nas expectativas de inflação para este ano e para os próximos três anos

Isso pode ajudar a SELIC a finalmente cair. De acordo com os dados, a inflação medida pelo IPCA deve encerrar este ano em 5,42%, uma queda em relação aos 5,69% da semana passada. Para 2024, a expectativa é de uma queda para 4,04% em relação aos 4,12% da semana passada. As reduções na expectativa de inflação também se estendem para 2025 e 2026. A previsão para 2025 é de 3,9% e para 2026 é de 3,88%. Isso já está refletindo na previsão da SELIC para 2026, que caiu para 8,75% ao ano. Para este ano, a expectativa para a SELIC ainda se mantém em 12,5%. No entanto, recentemente vimos sinais importantes que podem levar a uma alteração nessa previsão. Por exemplo, a surpresa positiva do IPCA de maio. É interessante notar que a inflação corrente muitas vezes influencia as expectativas de longo prazo. Os analistas formam sua visão de longo prazo com base em dados do curto prazo. Além disso, uma notícia positiva é que o governo não deve mexer na meta de inflação de longo prazo estabelecida em 3%. Isso será discutido na reunião do Conselho Monetário Nacional ainda este mês, mas as sinalizações são de que não haverá interferência para aumentar a meta atual. Também é importante mencionar que o arcabouço fiscal está sendo discutido no Congresso e espera-se que seja aprovado, sem mudanças que aumentem consideravelmente os gastos. Isso traz uma notícia positiva, apesar de não impedir o aumento da dívida pública. Na próxima semana, haverá uma nova reunião do Comitê de Política Monetária. Embora não se espere uma alteração na taxa de juros, é importante acompanhar o comunicado, pois pode indicar uma maior flexibilidade na condução da política monetária no segundo semestre e possivelmente o início da redução da taxa SELIC.


12/06/2023

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


08/06/2023

Cidades com maior liberdade econômica abrem mais empresas

Um estudo do Instituto Millenium revelou que as cidades com maior liberdade econômica têm maior número de novas empresas. Infelizmente, a burocracia brasileira dificulta a regulamentação de novos empreendimentos, o que prejudica a criação de empregos e geração de renda. Segundo a pesquisa anual da Heritage Foundation, o Brasil ocupa a posição 127 no ranking de países com maior flexibilidade para abertura de novos negócios em 2023. Embora tenha havido uma melhora em relação a 2022, quando ocupava a posição 133, ainda está distante de países como o Chile na América Latina, que lidera a região. O Chile, que está em 22º lugar no ranking global, serve como exemplo de sucesso na promoção da liberdade econômica. É crucial entender que vários fatores podem contribuir para melhorar o ranking do Brasil e facilitar a liberdade econômica, como proteção legal aos direitos de propriedade, influência governamental, carga tributária, comércio internacional, investimentos, regulação empresarial, mercado de trabalho e moeda. Vale lembrar que a Lei de Liberdade Econômica foi sancionada no Brasil em 2019, visando facilitar os negócios em cada estado e município. No entanto, nem todos os estados e municípios adotaram essa lei, com 12 estados ainda sem regulamentação. Isso inclui Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe e Tocantins. É preocupante que o Nordeste apresente a menor incidência da Lei de Liberdade Econômica, enquanto nenhum estado das regiões Sul e Sudeste esteja na lista dos que não adotaram. Esse cenário dificulta muito a atração de negócios nessas regiões. É fundamental que os estados e municípios adotem essa lei para facilitar os negócios, gerando mais emprego, renda e impostos para todo o país. A liberdade econômica é um pilar essencial para impulsionar a economia, atrair investimentos e promover o desenvolvimento. Ao reduzir a burocracia e promover um ambiente favorável aos negócios, estará criando oportunidades para empreendedores e impulsionando o crescimento econômico do Brasil. É importante promover a liberdade econômica em todo o país, adotando a Lei de Liberdade Econômica em cada estado e município. Juntos, poderá construir um ambiente propício para a criação de empresas, geração de empregos e prosperidade para todos os brasileiros.


07/06/2023

Investimento Estrangeiro Direto caiu 28% no primeiro quadrimestre desse ano

Essa é a quinta maior queda da série histórica para o período. O valor de investimentos de US$ 24,3 bilhões, foi 28,2% inferior ao mesmo período de 2022, quando o volume de recursos voltados para investimentos de longo prazo no Brasil somou US$ 33,9 bilhões. Essa é a quinta maior queda da série histórica iniciada em 1995, segundo dados do Banco Central (BC). O Investimento Estrangeiro Direto (IED) também chamado de Investimento Direto no País (IDP) pelo BC, nos quatro primeiros meses de 2023 só superaram a variação de 2002 a 2003 quando teve uma queda de 58,5%, de 2008 a 2009, quando teve uma queda de 37,2%, de 2012 a 2013, quando houve uma queda de 38,5% e de 2014 a 2015, quando teve uma queda de 48,8%. É importante ressaltar que, em 2003, no primeiro governo do presidente Lula, aconteceu a maior queda. Em contrapartida, o segundo mandato do petista no Planalto teve a maior alta com um crescimento de 224,3%, na variação de janeiro a abril de 2007, comparado com o mesmo período 2006. O IDP é diferente da entrada de recursos estrangeiros na B3, Bolsa de Valores de São Paulo. É importante entender que esses números apresentados pelo BC demonstram o saldo de entrada de recursos voltados para investimentos de longo prazo. Empresas, negócios, aberturas de filiais de multinacionais e até mesmo obras de infraestrutura. O Brasil, tradicionalmente, é um destino de investimento estrangeiro direto. Segundo a OCDE, em 2022, o Brasil foi o terceiro maior destino de investimento estrangeiro direto. Em primeiro lugar veio os EUA, com uma queda de US$ 405 bilhões em 2021 para US$ 318 bilhões em 2022. Em segundo lugar, veio a China, que também teve uma queda de US$ 344 bilhões para US$ 180 bilhões e o Brasil veio em terceiro lugar com uma elevação de 2021 para 2022, indo de US$ 51 bilhões para um total de US$ 85 bilhões. Então, esse ano talvez seja um ano mais difícil para o investimento estrangeiro direto e sua entrada aqui no Brasil, por conta dessa desaceleração no início do ano e todas as incertezas da transição de governo.


06/06/2023

'Desenrola': dívidas de até R$ 5 mil poderão ser parceladas em 60 vezes


05/06/2023

Pesquisa do LIDE aponta melhora na competitividade em Pernambuco

O Comitê de Competitividade do LIDE Pernambuco, onde sou presidente, apresentou os resultados da segunda edição da sua pesquisa de competitividade e desburocratização. O comitê foi criado em 2021 e, desde sua criação, realizou várias atividades, incluindo reuniões com autoridades e representantes dos setores público e privado. Em 2021, ocorreu uma reunião com o ex-Secretário de Desburocratização e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, autor da Lei de Liberdade Econômica. Essa reunião estabeleceu o campo de atuação do comitê. Secretários de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco e do Recife, como Geraldo Júlio e Rafael Dubeux, além de representantes de outros estados, como Minas Gerais, também foram ouvidos. Mais recentemente, em abril deste ano, houve um debate com Bernard Appy, Secretário Extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, para apontar os impactos da reforma na competitividade. O comitê realizou a primeira pesquisa sobre o assunto em 2021, consolidando os números e obtendo resultados importantes que ampliaram a discussão sobre o tema no estado. Os resultados da pesquisa foram validados por um levantamento feito pelo Banco Mundial, que comparou o ranking de competitividade dos estados brasileiros. Os resultados coincidiram com os da pesquisa do comitê, fortalecendo sua importância e impacto. Na segunda edição da pesquisa, realizada agora, o comitê ampliou seu escopo e abordou temas como infraestrutura, logística, incentivo ao empreendedorismo, capacidade do estado em fomentar inovação e mão-de-obra qualificada, além da abertura comercial. O objetivo foi discutir questões que afetam a competitividade, além da burocracia. A pesquisa contou com a participação de 308 empresas pernambucanas, de diversos setores econômicos, 50% a mais que na primeira edição. Os resultados mostram uma evolução das entidades quanto à diminuição da burocracia e aumento da competitividade, de forma generalizada. A Junta Comercial foi a mais bem avaliada nesta edição, seguida pela Autoridade Portuária de Suape e pela Agência de Desenvolvimento Econômico do Estado. Em relação aos serviços prestados, a apuração e recolhimento de tributos municipais foi o melhor avaliado, seguido pelos serviços cartoriais e pela abertura e encerramento de empresas. Por outro lado, a insegurança jurídica para atividades econômicas, questões de saneamento básico e infraestrutura logística foram os piores avaliados pelos empresários pernambucanos. A partir dos resultados, busca-se a construção de um processo colaborativo de discussão entre o poder público e a iniciativa privada para melhorar a competitividade de Pernambuco. Essa pesquisa e o trabalho do Comitê de Competitividade têm se mostrado fundamentais para o desenvolvimento econômico do estado, fornecendo subsídios para a elaboração de políticas públicas e ações que visam melhorar o ambiente de negócios e atrair investimentos para a região.


05/06/2023

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.