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02/06/2023

A Balança Comercial brasileira teve saldo recorde no mês de maio

O saldo positivo de US$ 11,4 Bilhões foi o maior de toda a série histórica iniciada em 1989 considerando todos os meses do ano. Esse resultado representa uma alta de 129,5% na comparação com o mesmo mês de 2022. Importante entender que o saldo da balança comercial vem da diferença entre exportações e importações, quando o volume das vendas supera as compras, o país tem um superávit. O último recorde havia sido atingido em março de 2023, quando houve um saldo de US$ 10,96 Bilhões. O resultado vem de US$ 33,1 Bilhões em exportações contra importações de US$ 21,7 Bilhões. As exportações tiveram uma alta de 11,6% e as importações, queda de 12,1% em relação ao mesmo período de 2022. É preciso analisar alguns pontos que precisam ser melhor compreendidos. As exportações, por exemplo, tiveram uma queda de valor e são principalmente concentradas em commodities agrícolas, minerais e combustíveis. Já as importações, tiveram uma queda também no valor não só no preço. Ao observar o saldo, ele sobe consideravelmente como consequência. As exportações se mantiveram num patamar próximo do valor de abril e as importações caíram drasticamente, com a queda principal vindo de óleos combustíveis de petróleo, uma queda de valor em 45,2%. A mesma coisa aconteceu com adubos e fertilizantes, com queda de 57,7%. Esses são os 2 itens com maior representatividade nas importações brasileiras. É preciso analisar como vai se comportar nos próximos meses, se as importações vão continuar cedendo. Elas caíram nos bens intermediários, enquanto os bens de consumo e de capital tiveram elevação. A queda dos bens intermediários indica uma desaceleração da atividade econômica. Os combustíveis têm o componente preço também, pois o preço do barril do petróleo vem caindo. Já nas exportações, houve forte elevação da agropecuária no acumulado do ano, com crescimento de 7,5%. A indústria de transformação teve um crescimento de 2,9% e a indústria extrativa de 1,1%. Os principais produtos que tiveram elevação no mês de maio nas suas exportações foram: soja (23%) e óleos brutos de petróleo (21,4%). Esses 2 itens representaram 35% das exportações.


01/06/2023

A agropecuária, com um avanço de 21,6% no período, a maior alta desde 1996, puxou o PIB para cima com um crescimento de 1,9% no primeiro trimestre

Esse resultado surpreendeu a todos no mercado com um valor bem acima do que se falava, de 1,5%, mediante dados positivos recentes. Quando analisado por setores, houve uma queda da indústria de 0,1% e o setor de serviços apresentou uma alta de 0,6%. Esse é um resultado também bastante positivo, porque o setor de serviços representa aproximadamente 70% do PIB. Em 2022 foi quem mais puxou o PIB para cima. A agropecuária vem aumentando a sua participação no PIB e representa 8% do PIB hoje, enquanto a indústria vem perdendo protagonismo e representa um pouco mais de 20%. Pelo lado da demanda, o consumo das famílias teve uma elevação de 0,2%, o consumo do governo teve alta de 0,3%. Os investimentos apresentaram uma queda de 3,4%, o que pode trazer um resultado ruim para os próximos trimestres, já que o investimento é importante para o crescimento da economia. As exportações tiveram queda de 0,4% e as importações uma queda ainda maior de 7,1%. A soja foi a principal responsável pelo crescimento da agropecuária. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, a soja apresentou um crescimento de 24,7%. O milho, que também é uma cultura muito importante para a economia brasileira, apresentou um crescimento de 8,8%. Na comparação com o ano passado, o setor de Serviços, Informação e Comunicação teve um crescimento de 6,8%, seguido por Transporte, Armazenagem e Correio, 5,1%, e Intermediação Financeira e Seguros, 4,6%. Na indústria, o destaque foi o crescimento de 7,7% da indústria extrativa. Produção e Distribuição de Eletricidade, Gás e Água cresceu 6,4% e Construção Civil, 1,5%. A Indústria de Transformação apresentou uma contribuição negativa, uma queda de 0, 9% em relação ao primeiro trimestre de 2022, mostrando dificuldades desse setor sem a Reforma Tributária. A expectativa é que aconteça um carrego estatístico desse crescimento para o próximo trimestre, mas a agropecuária, por exemplo, não deve ter um desempenho tão forte no próximo trimestre, até porque em geral no primeiro trimestre o setor apresenta um desempenho mais elevado. Ao observar dados recentes, de abril, em relação à geração de empregos, há uma preocupação de desaceleração da economia, o que pode preocupar em relação ao crescimento do segundo trimestre. É preciso observar, também, os impactos das medidas fiscais recentes do Governo.


31/05/2023

A geração de empregos no Brasil vem dando sinais de desaceleração

No mesmo dia, foram divulgados a Taxa de Desemprego com o trimestre encerrado em abril (PNAD Contínua, IBGE) e a geração de empregos formais com carteira assinada pelos dados do Caged. A Taxa de Desemprego subiu de 8,4% no trimestre que se encerrou em janeiro, para 8,5% no trimestre encerrado em abril. Ao comparar com o trimestre encerrado em março, houve uma redução da taxa, quando estava em 8,8%. Em relação a dezembro, porém, subiu bastante (7,9%). A geração de empregos formais foi de 180 mil empregos com carteira assinada no mês de abril, o que representa uma queda de 12,8% na comparação com o mesmo mês de 2022, quando foram criados 205,5 mil postos. Esse é o quarto mês consecutivo com saldo positivo, segundo o Caged. No acumulado de janeiro a abril de 2023, foram gerados 705,7 mil postos de trabalho formais, uma queda de 14,5% na comparação com 2022, quando foram criados 825,5 mil empregos. Agora, o Brasil tem 42,97 milhões de pessoas trabalhando formalmente nos setores público e privado. Isso representa uma alta de 0, 42% em relação ao estoque do mês de março. Mas, quando se observa a evolução dos dados, há uma desaceleração na geração de empregos, tanto os empregos formais como os empregos informais. Isso pode ser reflexo das incertezas de início de ano. Na geração de empregos formais, o setor de serviços foi quem mais puxou, seguido por comércio, construção, indústria e agropecuária. Já por região, a região Sudeste foi a que mais gerou empregos, seguido pelas regiões Sul, Centro-Oeste, Nordeste e, por último, a região norte.


30/05/2023

As contas do governo registraram um superávit primário de R$ 15,6 bilhões em abril

Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, significa que as receitas do governo superaram as despesas nesse montante e isso sem considerar os gastos com juros da dívida pública. Esse resultado de abril, porém, é quase 50% menor que o mesmo mês do ano passado, quando o superávit foi de R$ 29 bilhões em valores nominais ou de R$ 30 bilhões em valores atualizados pela inflação. A redução ocorreu por conta do aumento de despesas e queda na arrecadação. Houve uma redução real, descontada a inflação, de 1,8% da receita líquida, e um acréscimo real de 8,1% das despesas totais na comparação com abril de 2022. A redução da receita vem de uma queda de R$ 9,3 bilhões na arrecadação com o tributo sobre exploração de recursos naturais. Já o aumento das despesas, em abril, é explicado pela alta dos gastos com benefícios do programa Bolsa Família e do pagamento do abono salarial (pagos a quem recebe até 2 salários mínimos) e seguro-desemprego por conta da elevação do desemprego que vem ocorrendo em 2023. No acumulado de janeiro a abril, as contas do governo tiveram um superávit de R$ 47,16 bilhões, quando é atualizado pela inflação, ficou em R$ 48,31 bilhões. Esse resultado é quase 50% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados do Tesouro. O superávit em 2022 foi de R$ 84,7 bilhões corrigidos pela inflação. Há uma desaceleração da arrecadação e um aumento considerável das despesas. A previsão para o ano 2023 é de um déficit primário de R$ 136,2 bilhões. No ano de 2022, houve superávit primário de R$ 59,7 bilhões. É importante ressaltar que as despesas ficam maiores que as receitas principalmente no segundo semestre do ano. Então, pode-se observar que há uma tendência para que nesse ano o governo encerre com as contas em déficit, próximo dos R$ 136,2 bilhões de reais que estão projetados.


29/05/2023

Mercado reduz estimativa de inflação para 5,71% neste ano e projeta alta maior do PIB


29/05/2023

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


26/05/2023

Incentivo à compra de veículos terá custo de R$ 8 Bilhões/ano

A medida de estímulo do governo federal à indústria automotiva vai ter um custo de R$ 8 Bilhões em 1 ano. Se a política durar somente até o final do segundo semestre deste ano, ficará em torno de R$ 4 Bilhões. O corte de imposto sobre produtos industrializados (IPI) e PIS/Cofins dos automóveis de valor até R$ 120.000,00 vai valer, incialmente, entre junho e dezembro, e deve trazer um aumento das vendas em cerca de 6% para as montadoras brasileiras, ou 200.000 automóveis até dezembro. As vendas aumentarão para 2,3 milhões de unidades, ainda muito abaixo da capacidade de produção atual, de 4,7 milhões de unidades. Mesmo que os preços dos veículos caiam em torno de R$ 10.000,00 com a medida, ainda não se pode considerar que esses veículos sejam populares. Os preços ainda continuarão altos. Os descontos do IPI do PIS/Cofins vão para os veículos que custam até R$ 120.000,00 com intervalo entre 1,5% e 10,79%. A escala vai depender da combinação de 3 fatores: faixa de preços; eficiência energética; e grau de nacionalização. A redução tem um custo. Outros produtos devem ser onerados para compensar essa perda de arrecadação. O que realmente deveria ser tratado com urgência é a tramitação da Reforma Tributária porque no setor de veículos, tão somente, isso representa uma queda de 10%. Com a Reforma Tributária, a redução esperada no preço dos veículos é de 38,3% ao se adotar o IVA, imposto sobre o valor adicionado. Além disso, peças, acessórios, combustíveis e demais itens da cadeia produtiva teriam redução de preços com a adoção do IVA. Na realidade, haveria uma medida bem abrangente, atingindo toda a indústria nacional, fazendo com que os bens ficassem mais baratos e o setor industrial mais competitivo, permitindo, inclusive, uma maior abertura comercial para que os importados pudessem ficar mais baratos.


24/05/2023

Arcabouço Fiscal aprovado

O Mecanismo central foi mantido, onde o crescimento dos gastos públicos ficou limitado a 70% do crescimento da arrecadação e mesmo que a arrecadação cresça muito, será necessário respeitar um intervalo no crescimento dos gastos entre 0,6% e 2,5%. Vários pontos importantes foram negociados. O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) foi inserido nas limitações de gastos. Atualmente, essas despesas estão fora do atual teto de gastos. O Fundo Constitucional do Distrito Federal também ficou dentro. Os reajustes do Salário Mínimo além da correção da inflação ficaram de fora, enquanto o Bolsa Família ficou dentro. Outro ponto importante foi a inclusão da previsão de gatilhos, como mecanismos que pretendem obrigar a contenção de despesas quando o governo ultrapassar limites. Se as receitas não avançarem como projetado, o governo vai ser obrigado a contingenciar despesas. Se, mesmo contingenciando despesas, o governo não cumprir as metas fiscais de zerar o déficit em 2024 e ter superávit em 2025 e 2026, os gatilhos de forma gradual serão acionados. Inicialmente, proibirão a criação de cargos; alteração de estrutura de carreira; criação/majoração de auxílios; criação de despesa obrigatória; reajuste de despesa obrigatória acima da inflação; ampliação de subsídios/subvenções; e, concessão/ampliação de benefício tributário. Num segundo ano seguido de descumprimento da meta, novas proibições serão acrescentadas: o aumento e reajustes da despesa com pessoal; admissão ou contratação de pessoal, exceto para reposição; e, a realização de concursos públicos, exceto para reposição. Com relação a penalidades, o descumprimento dos contingenciamentos dos gatilhos já são uma infração à Lei de Responsabilidade Fiscal, sendo passíveis de punição. Então, não há criação de penalidade adicional. O Arcabouço permitirá aumentos de gastos, de forma organizada. O formato desse arcabouço leva a uma preocupação permanente quanto ao aumento de receitas. E essas receitas virão através do aumento de arrecadação tributária, principalmente quando a economia crescer menos, através de novos impostos, como o Governo tem anunciado frequentemente.


24/05/2023

Arcabouço Fiscal aprovado: entenda as regras e os impactos econômicos

Entrevista à CBN Caruaru


22/05/2023

Custo Brasil representa 19,5% do PIB brasileiro ou R$ 1,7 trilhão a preços de 2021

80% do Custo Brasil vem de 6 fatores: empregar capital humano; honrar tributos; financiar um negócio; atuar em um ambiente jurídico e regulatório eficaz; e, a integração com cadeias globais. Esse estudo foi desenvolvido na sua segunda edição pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC), onde são usados como referência 12 eixos que representam o ciclo de vida das empresas. Os 12 eixos ainda se desdobram em 26 indicadores de desempenho competitivo. O estudo faz uma comparação desses indicadores com os mesmos indicadores dos países integrantes da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Na primeira edição, desenvolvida em 2018, o custo representava R$ 1,5 trilhão, mas com peso maior no PIB, 22%. De lá para cá, o custo diminuiu em relação ao PIB, mas, a dificuldade ainda é alta para ter um negócio que seja competitivo aqui no Brasil na comparação com os principais países que fazem parte do clube dos ricos, como é chamada a organização dos países que fazem parte da OCDE. É preciso atuar diretamente nos fatores que tornam o Brasil menos competitivo, principalmente esses 6 fatores já mencionados, destacando a reforma tributária, o investimento em capital humano e a infraestrutura, que têm um impacto significativo no cálculo do custo Brasil.