PodCasts

21/05/2023

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


19/05/2023

O IBC-Br caiu 0,15% no mês de março em relação a fevereiro, segundo divulgou o Banco Central

Na comparação do trimestre encerrado em março, o indicador subiu 2,41% em relação ao trimestre anterior. Estes resultados vieram melhores que o esperado pelo mercado. O IBC-Br é o Índice de Atividade Econômica e funciona como uma prévia de desempenho do PIB brasileiro, mas só olha pelo lado da oferta, enquanto o IBGE divulga tanto o lado da oferta quanto o lado da demanda, que inclui consumo das famílias, investimento e gastos governamentais. Pelo lado da oferta, o IBC-Br estima o resultado do desempenho da agropecuária, da indústria e do setor de serviços, que por sinal nesse mês de março apresentou um bom desempenho. Apesar disso, o IBC-Br caiu 0,15% em relação a fevereiro, embora melhor que o esperado (-0,30%). É importante entender que esse índice é um indicador mensal prévio de como a economia vai se comportando pelo lado da oferta. No trimestre encerrado em março, o IBC-Br subiu 2,41% na comparação com o trimestre anterior. Na comparação com o mesmo trimestre de 2022, subiu 3,81%. O resultado positivo acumulado para a economia brasileira no 1º trimestre surpreendeu, apesar de expectativas de que a economia esteja desacelerando, pelo menos pelo lado da oferta. Mas, claro, é preciso acompanhar o desempenho pelo lado da demanda, como o IBGE calcula.


17/05/2023

Em março, vendas do varejo crescem 0,8%


16/05/2023

A Petrobras abandonou a política de paridade de preços de importação (PPI) do petróleo e anunciou uma nova política de preços para os combustíveis

Os reajustes serão feitos sem periodicidade e evitando, segundo a Petrobras, o repasse para os preços internos da volatilidade Internacional. É preciso entender melhor como que isso vai funcionar e suas consequências. Segundo a nota oficial da Petrobras, a nova estratégia comercial vai usar 2 referências do mercado: o custo alternativo do cliente, como o valor a ser priorizado na precificação e o valor marginal para a Petrobras. Com relação ao custo alternativo do cliente, serão levados em consideração os preços dos fornecedores dos mesmos produtos e de produtos substitutos. A Petrobras vai acompanhar o preço de concorrentes importadores, e dos preços de etanol para determinar o seu preço. Com relação ao valor marginal, vai ser baseado no custo de oportunidade, dadas as alternativas para a companhia. Dentre elas, produção, importação e exportação do produto e do petróleo utilizado no refino. A Petrobras vai acompanhar o preço internacional do barril do petróleo. O acompanhamento vai impactar na formação do preço para que tenha um valor marginal a ser cobrado e não incorra em prejuízos. Quando não havia a PPI, entre 2010 e 2014 no Governo Dilma, houve uma elevação forte do preço do barril de petróleo e os preços foram segurados. Naquela época, a Petrobras vendeu gasolina abaixo do Brent, o que resultou em enormes prejuízos para a empresa nesse período. Então, a grande preocupação do mercado é que isso volte a acontecer, pois no modelo anunciado, não há uma regra definida como a do PPI. Agora, vários fatores poderão influenciar o preço, e que precisam ser melhor esclarecidos para que o mercado possa entender como vai funcionar. De todo jeito, o comunicado fala que há uma manutenção do planejamento de investimentos de longo prazo da empresa. Com isso, se espera que a Petrobras continue tendo resultados positivos, com a nova política de preços, para que possa viabilizar esses investimentos futuros. Então, a PPI foi abandonada, mas pelo anunciado, deve-se ter algo muito parecido com ela, se essa regra for mantida. Caso contrário, haverá sérios riscos de desabastecimento no mercado porque, se os preços praticados ficarem abaixo dos preços internacionais do preço do barril do petróleo, os importadores não farão a importação desses produtos, o que vai sobrecarregar a Petrobras.


15/05/2023

A inflação acumulada em 12 meses que deve voltar a ficar acima do teto da meta a partir de julho

O IPCA deve mostrar desaceleração dos preços até junho e, a partir daí, uma aceleração. A inflação deve se manter dentro da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional até o mês de junho. Isso acontece porque há uma substituição de mês a mês de patamares altos do ano passado por patamares mais baixos esse ano, A inflação entrou no intervalo da meta em março desse ano, quando O IPCA apontou uma variação anualizada de 4,65%, abaixo do teto da meta. Na última sexta-feira, o IBGE divulgou que o IPCA atingiu 4,18% em abril no acumulado de 12 meses, mas isso deve acontecer somente até junho. A meta da inflação é de 3,25% para esse ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, onde o piso é de 1,75% e o teto de 4,75%. Então, a partir de julho deve haver uma elevação acima do teto da meta, segundo previsões de mercado e deve encerrar o ano com inflação próxima dos 6%, segundo o boletim Focus. Nesse caso, o Banco Central vai descumprir a meta pelo terceiro ano seguido. A autoridade monetária, comandada por Roberto Campos Neto, não cumpriu a meta em 2021, por conta dos impactos inflacionários da pandemia do COVID-19 e em 2022, por conta do aumento do preço das commodities com a guerra na Ucrânia. Em 2023 o presidente deverá fazer nova carta. A carta explicará os motivos do descumprimento da meta. O IPCA chegou a atingir 12,13% em abril de 2022, quando o governo Bolsonaro lançou um pacote de medidas para conter o avanço dos preços, reduzindo impostos de vários produtos, como combustíveis, energia e telecomunicações. A partir daí, o Congresso também ajudou, com a limitação do ICMS sobre combustíveis, energia e telecomunicações em 18%, quando houve deflação por 3 meses consecutivos em 2022, em julho (-0,68%), agosto (-0,36%) e setembro (-0,29%), puxada pela gasolina, principalmente. Quando tivermos as substituições desses meses que tiveram deflação no ano passado por meses com inflação em 2023, a inflação voltará a estourar o teto da meta, ficando difícil para o Banco Central reduzir a taxa de juros com uma inflação pressionada como essa ao longo deste ano.


15/05/2023

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


12/05/2023

Desigualdade caiu em 2022 para o menor nível da série histórica

O recuo se deveu aos impactos do Auxílio Brasil e ao aumento do nível de emprego, segundo o IBGE. A série histórica apresentada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua) iniciou em 2012. Com o aumento do Auxílio Brasil e a melhora do mercado de trabalho, a desigualdade de renda, medida pelo rendimento domiciliar per capta no Índice de Gini, caiu de 0,544 em 2021 para 0,518 em 2022. O índice varia de 0 a 1. Quanto mais perto de 1, maior a desigualdade no país. O resultado também ficou abaixo de 2019, quando estava em 0,544, antes da pandemia. Esse indicador reflete o aumento do rendimento médio mensal real domiciliar per capita em todas as classes de rendimento e houve esse crescimento em quase todas as faixas de renda. A única exceção veio do grupo do 1% mais ricos, que teve um recuo de 0,3%. Esse crescimento se deu de forma mais intensa nas faixas mais pobres da população, reduzindo assim a desigualdade. Entre os 5% mais pobres, a renda média mensal per capita foi de R$ 87,00 em 2022. Esse resultado representou uma expansão de 102,3% em relação aos R$ 43,00 de 2021. Na faixa entre os 5% e os 10% com menores rendimentos, o aumento foi de 47,5%, indo para R$ 239,00. Na média Brasileira, o rendimento médio mensal real domiciliar per capta chegou a R$ 1.586,00. Esse valor representou uma alta de 6,9% em relação a 2021, quando estava no seu menor valor da série histórica (R$ 1.484,00). O NE ainda apresenta a menor renda (R$ 1.011,00). Com isso, a massa do rendimento mensal real domiciliar per capita subiu 7,7% para R$ 339,6 Bilhões. O aumento do Auxílio Brasil para R$ 400,00 e, depois, R$ 600,00 no 2º semestre, impactou muito para que a diminuição da desigualdade acontecesse. Ao longo de 2022, a recuperação do emprego se deu de forma muito forte também e a taxa de desemprego encerrou 2022 em 7,9%.


10/05/2023

O Fundo de Desenvolvimento Regional, que vai fazer parte da Reforma Tributária, terá um orçamento inicial de R$ 40 Bilhões por ano

Bernardo Appy, Secretário Extraordinário do Ministério da Fazenda para a Reforma Tributária informou esse valor, equivalente a 5% do IVA. O valor deverá ser arrecadado com o futuro IVA, o Imposto sobre o Valor Adicionado na PEC 110 apresentada ao Congresso. Esse valor começará em R$ 40 Bilhões e se a economia crescer mais, aumentará proporcionalmente ao tamanho do IVA arrecadado. Esse montante é importante porque servirá para compensar os estados e municípios pelo fim dos benefícios fiscais concedidos na guerra fiscal existente hoje, principalmente em relação ao ICMS dentre os estados, um dos pontos de atrito para a aprovação da Reforma Tributária. Segundo Bernardo Appy, a PEC 110 e a PEC 45 servem de base para a Reforma Tributária sobre o consumo que está em discussão no Congresso, estabelecendo o Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR) de 5% do valor do futuro Imposto sobre o Valor Adicionado. A forma de financiamento pode mudar na negociação com os estados e municípios. Esse valor pode até ser maior, para conseguir aprovação da reforma. Na gestão do governo Jair Bolsonaro, os governos estaduais pediram R$ 480 Bilhões ao longo de 10 anos para abastecer o FDR. O valor também serviria para compensações das exportações, mas não conseguiram aprovar. Representantes dos governos estaduais criticam o valor. O governo do estado de Goiás, por exemplo, diz que o valor é insuficiente, pois somente lá, os benefícios chegam a R$ 14 Bilhões/ano. Ainda há uma questão muito importante sobre o formato de distribuição dos valores entre os estados. Quais serão priorizados no recebimento do FDR, em substituição da guerra fiscal para conseguir manter uma atratividade de indústrias para estados, como na região Nordeste? Estados com infraestrutura bastante precária e tamanho de mercado reduzido serão beneficiados? Baseados em que critérios? Essa ainda é uma discussão que pode travar a Reforma Tributária dos próximos meses e precisa de muitas rodadas de esclarecimentos para convencer.


09/05/2023

Governo zerou o imposto de importação de centenas de máquinas e equipamentos usados pela indústria Brasileira

A alíquota média desses produtos era de 11% e vai ser zerada até dezembro de 2025, favorecendo mais de 40 setores da economia, principalmente na indústria. O governo decidiu nesta terça-feira zerar o imposto de importação de 564 máquinas e equipamentos utilizados pela indústria aqui no Brasil, mas que são fabricados no exterior. Também não vai ser cobrado o imposto de importação de 64 itens de informática e de telecomunicações. Isso é importante porque aumenta a competitividade e a produtividade da indústria nacional. A produtividade vem caindo ao longo das últimas décadas. Essa isenção valerá até 31 de dezembro de 2025 e atende uma solicitação da indústria, pois são itens não fabricados aqui. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a alíquota média de importação desses produtos era de 11%, mesmo não sendo produzidos aqui. A medida foi aprovada pelo Comitê Executivo de Gestão (Gecex) sex da Câmara de Comércio Exterior (Camex). A medida vai ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial da União quando vai entrar em vigor. O MDIC afirma que são mais de 40 setores da economia beneficiados, dentre eles metalurgia, eletricidade e gás, fabricação de veículos automotores, fabricação de máquinas e equipamentos, além de fabricação de celulose, papel e produtos de papel. Cerca de 80% dos equipamentos com redução tarifária serão importados dos EUA, China, Alemanha e Itália, pois não existe produção nacional deles. Hoje, essa importação chega a um montante de mais de US$ 800 milhões. O grande problema é que a indústria hoje é pouco competitiva a nível Internacional porque tem uma produtividade muito baixa e essa produtividade só pode aumentar com o investimento em máquinas equipamentos, em capital, para que a mão de obra possa produzir mais. Assim, o investimento em capital faz com que o setor se torne mais competitivo em relação aos demais países. Aliado a isso, claro, a Reforma Tributária ajudaria muito a indústria Brasileira com a tributação a partir do valor adicionado em cada estágio dos processos industriais.


08/05/2023

O Boletim Focus divulgado essa semana apontou uma redução na projeção de inflação para 2023 e 2024

Apesar disso, a estimativa para este ano ainda supera o teto da meta definido pelo Conselho Monetário Nacional. No ano que vem, o IPCA deve ficar abaixo do teto. O Boletim Focus indicou uma queda na inflação para o final de 2023, de 6,05% na semana passada para 6,02% nessa semana, mas essa projeção continua acima da meta estabelecida. Para 2024, a expectativa de inflação, medida pelo IPCA, caiu também, de 4,18% para 4,16%. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu manter a taxa de juros básica da economia inalterada no atual patamar de 13,75%. Dentre os fatores de preocupação apresentados para o controle do IPCA, está a aprovação do Arcabouço Fiscal. A revisão para baixo da projeção de inflação também foi acompanhada para o ano de 2024. No entanto, é importante lembrar que a meta de inflação para este ano é de 3,25% e possui uma banda que permite a variação da inflação entre 1,75% e 4,75%. Já para 2024, a meta é de 3%. Mas, considerando um teto de 4,5%. Caso a inflação se mantenha dentro dessa banda em 2023, seria o terceiro ano seguido de estouro da meta. É interessante destacar que essa semana teremos a divulgação do relatório do COPOM referente à elevação da taxa de juros. Também serão divulgados os dados de inflação do mês de abril, do IPCA, com expectativa de nova redução no acumulado de 12 meses. Entretanto, ao longo do ano isso pode ser revertido para uma inflação mais alta, já no segundo semestre o IPCA deve acelerar. A expectativa é que até o final do ano ocorra uma redução da taxa Selic, encerrando abaixo dos 13,75%. O Boletim Focus não trouxe alterações na previsão da Selic, mantendo no patamar de 12,50%, a mesma indicada na semana passada na mesma pesquisa.