PodCasts

08/05/2023

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


05/05/2023

Heineken amplia produção em Pernambuco e na Bahia, com plano de R$ 1,5 bilhão


04/05/2023

Na Superquarta, FED eleva juros em 0,25 p.p. e Banco Central mantém Selic

O Banco Central (FED) dos EUA elevou a taxa de juros, como esperado, e sinalizou uma possível pausa essa decisão. Aqui no Brasil, o Banco Central manteve a Selic pela sexta vez seguida em 13,75% ao ano. Lá nos EUA, o aumento foi de 0,25 p.p. na taxa de juros, fazendo com que fique agora entre 5% e 5,25% ao ano, o maior nível dos últimos 16 anos na 10ª elevação seguida. A novidade foi que o FED disse que agora vai aguardar o impacto que essas elevações vão trazer na economia. O FED vai continuar observando se a inflação irá convergir para a expectativa dos 2% ao ano nos próximos meses. O mercado, porém, já vem precificando uma possível redução da taxa de juros por lá. Aqui no Brasil, o Copom manteve a taxa em 13,75% na 6ª reunião seguida. O ciclo de alta da Política Monetária, que iniciou em março de 2021, chegou a 12 altas seguidas e atingiu os atuais 13,75% ao ano. No auge da pandemia, tinha caído para 2%. No comunicado do Copom, há pontos positivos e negativos em relação ao controle da inflação. O comunicado cita fatores de risco de alta e baixa. “Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma maior persistência das pressões inflacionárias globais; (ii) a incerteza ainda presente sobre o desenho final do arcabouço fiscal a ser aprovado pelo Congresso Nacional e, de forma mais relevante para a condução da política monetária, seus impactos sobre as expectativas para as trajetórias da dívida pública e da inflação, e sobre os ativos de risco; e (iii) uma desancoragem maior ou mais duradoura, das expectativas de inflação para prazos mais longos. Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (i) uma queda adicional dos preços das commodities internacionais em moeda local; (ii) uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada, em particular em função de condições adversas no sistema financeiro global; e (iii) uma desaceleração na concessão doméstica de crédito maior do que seria compatível com o atual estágio do ciclo de política monetária.” Então, ao se ponderar todos esses fatores, mantiveram os 13,75%.


02/05/2023

A balança comercial Brasileira teve superávit de US$ 8,2 Bilhões no mês de abril

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou que esse resultado apresenta uma alta de 5,5% em relação ao mesmo mês de 2022, mas desacelerou em relação a março. A expectativa era de uma elevação do saldo maior em US$ 8,6 Bilhões, mas veio um pouco abaixo disso. De todo jeito, foi uma elevação em relação ao mesmo mês do ano anterior, logo após um mês de março que foi bastante positivo. No acumulado até 2023, o saldo também está bastante positivo. O saldo acumulado da balança comercial Brasileira está positivo em US$ 24,69 Bilhões. Os destaques de abril foram a alta de 38,3% no volume exportado para a Argentina, mas em valor, o aumento foi de 2,2%, principalmente com os produtos soja e energia elétrica. Esse resultado chama a atenção porque a Argentina é um grande produtor de soja, mas tem importado a soja do Brasil para poder abastecer suas plantas processadoras do produto, lembrando que a Argentina é um dos maiores produtores globais de biodiesel, que usa soja. Houve um aumento de vendas de autopeças, tubos, veículos e energia elétrica. A questão da elevação da energia elétrica e da soja tem a ver com a questão hídrica. O país teve uma quebra de safra de soja por questão de seca que afetou também a geração de energia elétrica. Entre os destaques globais, a soja registrou US$ 7,74 Bilhões em exportação, uma alta de 21% em relação a abril do ano passado. Carnes e aves tiveram vendas de US$ 772 Milhões, uma alta de 8,9%. Farelo de soja, US$ 949 Milhões, uma elevação de 5%. Óleos brutos de petróleo tiveram queda de 10% na comparação com abril do ano passado. Vale lembrar que os óleos brutos de petróleo tinham avançado consideravelmente no mês de março, como antecipação de exportações por conta da tributação às exportações desse produto. O minério de ferro também teve um resultado negativo, fechando o mês em US$ 2,17 Bilhões, uma queda de 8,2% em um ano, causada pela retomada ainda tímida da economia chinesa e desaceleração econômica mundial.


01/05/2023

Novo Salário Mínimo traz impacto adicional de R$ 4,8 Bilhões nas contas do Governo

Com o valor já corrigido, totaliza R$ 40,8 Bilhões em 2023. O anúncio de que o valor foi elevado de R$ 1.302,00 para R$ 1.320,00, reajuste real de 1,38%, pode gerar inflação e até desemprego. Essas são as principais preocupações. Com o aumento real do salário mínimo, o setor privado irá repassar o reajuste aos preços dos produtos ou mesmo demitir trabalhadores para manter a viabilidade dos negócios. Isso se aplica, principalmente, nas empresas que mais contratam. A ideia de que aumentar o salário mínimo é algo positivo para os trabalhadores é controversa. Quando a lei impõe uma regra de salário mínimo, ela não leva em consideração se os trabalhadores estão produzindo efetivamente mais do que recebem, incluindo todos os custos. As empresas brasileiras, principalmente as menores, que mais contratam mão de obra paga a partir do salário mínimo, têm que encarar uma carga tributária muito alta, muitas vezes inviabilizando o negócio, com margens apertadas, afetadas por custos mais altos do salário mínimo. A saída para permitir aumentos salariais acima da inflação tem que vir a partir de investimentos para aumentar a produtividade do trabalho. O resultado para essa medida vai ser de aumento da Taxa de Desemprego, que atingiu 7,9% em dezembro e aumentou, chegando a 8,8% em março. Exemplos como esse aconteceram no passado, com a formalização das regras do salário mínimo para os empregados domésticos, que levaram a um aumento considerável da informalidade nesse setor. Isso deve voltar a acontecer ao longo dos próximos anos, com a volta dessa política. Além disso, o impacto na economia é forte, trazendo mais inflação. Segundo o DIEESE, 22,7 milhões de pessoas são impactadas diretamente pelo aumento e 54 milhões de pessoas indiretamente, 25,4% da população. O aumento é repassado aos preços dos produtos, gerando mais inflação. A produtividade, medida pela quantidade produzida por hora trabalhada, no Brasil tem seguido estagnada. No agronegócio subiu 5,6% ao ano entre 1995 e 2021, segundo a FGV. Já o setor de serviços teve avanço médio de apenas 0,4% e a indústria, queda média de 0,2% ao ano. Os salários médios no agronegócio são mais altos e continuam assim. Na indústria, que tradicionalmente paga salários mais elevados, não tem acontecido. A mudança precisa vir com a Reforma Tributária e de melhorias no ambiente de negócios para facilitar os investimentos.


30/04/2023

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


28/04/2023

Economia dá sinais contraditórios essa semana e aumenta incertezas

A Taxa de Desemprego subiu de 8,6% para 8,8% no trimestre encerrado em março, enquanto o CAGED mostrou evolução no pessoal ocupado formalmente. Dados da indústria e varejo caíram, mas Serviços e IBC-Br subiram. A população desocupada cresceu para 9,4 milhões de pessoas e o contingente de pessoas trabalhando caiu para 97,8 milhões. O rendimento real médio subiu para R$ 2.880,00, efeito de um IPCA mais baixo. Um dia antes, o CAGED mostrou geração de 195,17 mil empregos formais em março. Essa geração de empregos veio acima da expectativa de mercado, foi quase o dobro que o mesmo mês de 2022. A maior geração de empregos formais veio do setor de serviços com 122.323 vagas, mas construção, indústria e comércio geraram empregos. A agropecuária recuou, mas pouco. Por outro lado, o dado oficial da taxa de desemprego, medida pelo IBGE, mostra que o desemprego vem continuamente subindo, desde quando encerrou dezembro 2022 em 7,9%. Em janeiro foi para 8,4%, fevereiro, 8,6%, e agora 8,8%. Sinal contraditório do comportamento da economia. O setor de Serviços teve um crescimento de 1,1% no mês de fevereiro, ajudando o emprego formal mais elevado, apesar de que o setor de serviços emprega mais mão-de-obra informal do que formal. Então, esse resultado trouxe expectativas positivas para o PIB do 1º trimestre. O IBC-Br, que serve como prévia do PIB, teve alta de 3,32% em fevereiro, após queda de 0,04% em janeiro, segundo o Banco Central. Agora acumula alta de 2,87% no ano. Resultado veio acima do esperado pelo mercado. Setor de Serviços ajudou apesar da queda da indústria e do varejo. A economia passa por momentos de incertezas como o novo governo e as diversas mudanças econômicas que têm sido apresentadas. Alguns setores continuam em passo de espera, enquanto outros não podem esperar, devido o tamanho da nossa economia e seu potencial de consumo. Nas minhas palestras e conversas com empresários, tenho tentado trazer o máximo de informações de mercado que sinalizam o caminho macroeconômico e seus impactos setoriais, mas é preciso ter muita cautela nesse início de governo para não tomar as decisões erradas de investimento.


26/04/2023

IPCA-15: prévia da inflação fica em 0,57% em abril, ainda pressionada pela gasolina


25/04/2023

'Não consigo dizer quando juros vão cair, mas estamos no caminho certo', diz presidente do BC


24/04/2023

Estimativa de inflação em 2023 medida pelo IPCA subiu novamente no Boletim FOCUS

Dessa vez aumentou para 6,04%, num patamar que supera o teto da meta definido pelo Banco Central para este ano, de 4,75%. Isso traz mais pressão com relação à manutenção da SELIC num patamar elevado. Ao observar o histórico da projeção de inflação, medida no Boletim FOCUS, o ajuste para cima tem acontecido semanalmente, preocupante. A meta de inflação foi fixada em 3,25% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e a meta é cumprida se essa inflação oscilar entre 1,75% e 4,75%. Se o IPCA for confirmado nesse patamar, será o terceiro ano seguido de estouro da meta de inflação. Em 2022, a inflação ficou em 5,79%. Quanto maior a inflação, claro, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente daquelas que recebem os salários mais baixos. Os preços dos produtos aumentam sem que o salário acompanhe esse crescimento. Para 2024, a projeção de inflação ficou estável em 4,18%. A meta de inflação para o próximo ano, definida também pelo CMN, é de 3% podendo ficar entre 1,5% e 4,5%. mas está realmente difícil você manter essa previsão também para o ano que vem. No momento atual, há uma desaceleração da inflação porque nos meses iniciais de 2022, a inflação estava muito alta e está sendo substituída por valores mais baixos. Mas, no segundo semestre, o país teve deflação por conta da medida de redução do ICMS dos combustíveis. Agora, no segundo semestre de 2023, isso não vai se repetir. Então a inflação vai voltar a crescer a partir de julho indo na direção desse patamar de 6,04%. Por isso a dificuldade em iniciar o processo de redução da SELIC já que é esperada uma aceleração do IPCA no final de 2023.