PodCasts

24/04/2023

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


20/04/2023

Pacote de Medidas para impulsionar o crédito

A equipe econômica do Ministério da Fazenda detalhou um pacote de medidas com o objetivo de destravar o crédito e impulsionar os investimentos. As medidas foram anunciadas, mas algumas já estão em tramitação. As medidas receberão um tratamento de urgência para tentar conseguir a aprovação no Congresso. Entre as medidas, está uma importante mudança do valor mínimo existencial, que representa a quantia mínima da renda mensal que uma pessoa precisa para pagar suas despesas básicas. Esse valor não pode ser comprometido com dívidas. Atualmente, o valor é de R$ 303,00 e subirá para R$ 600,00. Com isso, vai ampliar a proteção dos superendividados no processo de concessão de crédito, sem afastar os consumidores de boa-fé do mercado formal do crédito. O Novo Marco das Garantias, empacado no Senado, vai tramitar com urgência para que flexibilize o uso de um imóvel em garantia para mais de um empréstimo, desde que tenha margem suficiente. Assim, o valor que antes ficava preso a um só empréstimo, será liberado para outros. Os recursos dos planos de previdência complementar aberta, de seguros de pessoas, do FAAP e dos títulos de capitalização poderão ser usados como garantia de operações de crédito com juros mais baixos. Haverá uma simplificação na emissão de debêntures, reduzindo exigências. A alçada decisória será reduzida para aprovação da emissão de debêntures e o seu custo. A pessoa física que tenha renda igual ou inferior à máxima permitida para o enquadramento de empresas de pequeno porte ficará dispensada de apresentar diversas certidões para obter crédito. Haverá uma simplificação da forma com que pessoas físicas e jurídicas compartilham dados fiscais com instituições financeiras, num processo mais rápido e eficiente. Os bancos terão mais informações disponíveis, ajudando na nota de crédito e nos processos de contratação. Será estabelecida a base legal para a criação do Real Digital que vem sendo conduzido pelo Banco Central em fase de conclusão e tem o objetivo de simplificar o processo de autorização e funcionamento das instituições financeiras para utilização dessa moeda digital. Haverá um aprimoramento dos mecanismos de proteção a investidores minoritários no mercado de capitais contra danos causados por atos ilícitos de acionistas controladores e administradores, ajudando no processo de investimentos em empresas de capital aberto. A legislação que trata das infraestruturas do mercado financeiro será aprimorada para facilitar o gerenciamento de riscos gerais do negócio e o processamento de operações para liquidação. Os regimes de intervenção em instituições financeiras serão alterados para trazer mais credibilidade ao mercado. Haverá uma flexibilização para que cooperativas de seguros possam ampliar a atuação em seguros além dos que já são permitidos hoje, seguro rural, saúde e de acidentes no trabalho, e melhorias nas normas de seguro privado para aperfeiçoar o regime legal do seguro no país. Algumas dessas ações, como já mencionei, estão paradas no Congresso e deram início na gestão anterior, outras são aprimoramentos do que já existe e algumas são inovadoras. A avaliação é que haverá melhoras no mercado de crédito, desde que realmente avancem.


19/04/2023

O arcabouço fiscal apresentado contém uma lista com 13 exceções, representando 20% do total de gastos do Governo

O projeto apresentado aumentou consideravelmente o número de exceções em relação ao que foi apresentado inicialmente pelo Fernando Haddad há 2 semanas. A lista de exceções do arcabouço fiscal tem 13 itens que não entram na base de cálculo e limites de despesas: 1. Transferências constitucionais a estados e municípios e ao fundo do Distrito Federal a título de ensino, repartição com recursos de petróleo e repartição tributária. 2. Complementações do Fundeb a estados e municípios. 3. Transferências legais a estados e municípios de recursos obtidos com concessão florestal. 4. Transferências aos fundos de saúde de estados e municípios para o cumprimento dos pisos nacionais da enfermagem. 5. Créditos extraordinários, liberados em casos imprevisíveis e urgentes (como os decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública). 6. Despesas com projetos socioambientais ou relativos às mudanças climáticas custeadas com recursos de doações, além de despesas com projetos custeados por acordos judiciais ou extrajudiciais firmados em função de desastres ambientais. 7. Despesas das universidades e instituições federais, e das empresas públicas da União prestadoras de serviços para hospitais universitários federais, quando custeadas com receitas próprias, de doações ou convênios. 8. Despesas custeadas com recursos oriundos de transferências dos demais entes da Federação para a União destinados à execução direta de obras e serviços de engenharia. 9. Despesas com precatórios a serem pagos com desconto. 10. Despesas de precatórios do Fundef com estados e municípios. 11. Despesas eventuais da Justiça Eleitoral com eleições. 12. Despesas com aumento de capital de empresas estatais não financeiras e não dependentes. 13. Despesas de cobrança na gestão de recursos hídricos da ANA. O excesso de exceções pode abrir espaço para que o Governo gaste mais do que deveria, deteriorando as contas públicas e elevando a relação dívida/PIB, que representa a grande preocupação. Isso ocorreria, mesmo que a regra que faz do Arcabouço apresentado fosse cumprida.


18/04/2023

Governo recua e mantém isenção de US$ 50 para remessas de pessoas físicas


17/04/2023

Projeto de Lei de Orçamento de 2024 com regras do Novo Arcabouço Fiscal prevê gastos livres de R$ 172 Bilhões

O arcabouço fiscal que será entregue esta semana ao Congresso condiciona R$ 172 Bilhões em despesas livres no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2024. Esse valor é para 2024. Vale lembrar que para esse ano, a PEC da Transição já autorizou R$ 145 Bilhões como gastos livres adicionais acima do Teto de Gastos, pois ele só permitiria aumentar em R$ 23,7 Bilhões. O governo quer gastar, na realidade, R$ 196,4 Bilhões em 2024. As despesas livres se diferenciam das despesas obrigatórias como aquelas que podem ser alocadas pelos ministérios em políticas públicas, como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e no seu funcionamento englobando gastos com água, luz e terceirizados em menor valor. As despesas obrigatórias incluem salários de servidores, previdenciárias e outras que têm que ser pagas pelo governo, obrigatoriamente, pois se não forem pagas, o governo pode ser enquadrado com o crime de responsabilidade. Essas despesas representam cerca de 95% do orçamento. Então, o arcabouço fiscal da maneira que foi montado permite um gasto adicional para do ano que vem de R$ 172 Bilhões, muito próximo do gasto adicional já acertado para esse ano. O gasto a mais no ano de 2024 existirá, a depender da aprovação do arcabouço fiscal. Se o arcabouço fiscal não for aprovado, haverá uma manutenção da regra atual, do Teto de Gastos, com a um crescimento que dependerá da inflação do período, mas que deve ficar na casa dos R$ 23 Bilhões. No novo modelo apresentado, o crescimento econômico é um fator adicional.


17/04/2023

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


14/04/2023

Inflação persistente e cenário político devem manter juros elevados por mais tempo na América do Sul

Apesar de já ter atingido o pico na maior parte das economias, a inflação ainda segue pressionada, e pior na Argentina e Colômbia que ainda apresentam elevação. A convergência da inflação para as respectivas metas internas de cada país levará algum tempo, pois diversos dos componentes analisados seguem pressionados na maior parte dos países, inclusive os núcleos, acompanhados mais de perto pelos bancos centrais. Por conta disso, as taxas de juros devem permanecer elevadas por algum tempo na maior parte das economias, com poucas exceções, como o Brasil, que iniciou o ciclo de alta de juros antecipadamente. Os ciclos de alta dos juros ainda não foram interrompidos no México e na Colômbia. Não há clareza definitiva sobre quantas altas adicionais serão realizadas. No Chile, Peru e Argentina, apesar do encerramento dos ciclos de alta, é possível que os juros permaneçam em patamar elevado por um período prolongado, até que o processo de desinflação se confirme. O crescimento na América Latina deve desacelerar para 1,6% este ano, após notáveis 4% em 2022, segundo o FMI em seu mais recente relatório sobre o desempenho da região. Apesar de indicadores recentes apontarem para uma certa resiliência da atividade econômica na região, os juros elevados devem resultar em desaceleração do crescimento no ano. Como compensação, a expectativa de crescimento econômico mais forte na China nesse ano e políticas fiscais expansionistas na maioria dos países podem compensar parte dos efeitos dos juros mais altos. Os países avançaram na direção da consolidação fiscal, na maioria. Ao final de 2022, houve significativa redução dos déficits fiscais associados aos estímulos da pandemia. O Brasil encerrou 2022 com um superávit primário. A alta da inflação contribuiu para que isso acontecesse. Na Argentina, México e Colômbia, há uma expectativa de que a consolidação fiscal avance em 2023, mesmo com projeções de crescimento fraco e taxas de juros mais elevadas. No Chile e Peru, discussões sobre a adoção de agendas fiscais expansionistas podem piorar as contas públicas. As agendas políticas dos países da região continuam sendo relevantes para a determinação do rumo de suas economias. O Brasil segue avançando com o arcabouço fiscal apresentado pelo atual governo em substituição ao Teto de Gastos, permitindo um aumento nos gastos, com forte pressão no aumento de impostos para gerar receita. Na Colômbia, discussões sobre reformas estruturais junto ao Congresso trazem incertezas quanto à evolução do seu arcabouço fiscal. O Chile enfrenta um quadro parecido enquanto avança na proposta da nova Constituição, cuja votação ocorrerá ainda neste ano. Na Argentina, os ajustes fiscais e macroeconômicos acertados com o FMI serão pauta relevante para as eleições gerais de outubro e sofrem resistência. O Peru atravessa um cenário de forte instabilidade política, em meio a protestos. Restaurar a estabilidade de preços é fundamental para uma economia saudável e para proteger os mais vulneráveis. Isso requer desaceleração da demanda doméstica. As políticas devem ter como objetivo restringir a demanda para trazê-la de volta ao nível de produção potencial. Uma política fiscal mais contracionista ajudaria a desacelerar a demanda doméstica, permitindo que as taxas de juros começassem a cair mais cedo. Isso reduziria os riscos potenciais para a estabilidade financeira de manter as taxas de juros mais altas por mais tempo, e ajudaria a reduzir os níveis de dívida pública, criando mais espaço político para responder a um eventual choque econômico no futuro. Ou seja, política fiscal pode ajudar a política monetária a fazer a inflação convergir mais cedo e antecipar a redução dos juros.


13/04/2023

O Dólar fechou nesta quinta-feira com a terceira queda seguida a R$ 4,92

Mais uma vez, dados da inflação americana ajudaram para o enfraquecimento global da moeda americana em relação às demais. Até onde deve chegar? Vai depender muito do comportamento do FED. A inflação americana deu mais um sinal de desaceleração, tirando a pressão com relação ao aperto monetário que o Federal Reserve vem pondo à economia dos EUA. A fragilidade se estendeu pelo terceiro dia seguido por conta, dessa vez, índice de preços ao produtor americano. O índice é muito parecido com o IGP-M aqui no Brasil. Ele teve queda de 0,5% após a queda em fevereiro de 0,1%. Aqui no Brasil, vale lembrar, o IGP-M também vem apresentando quedas no seu acumulado de 12 meses, estando agora com 0,12% nos últimos 12 meses em março. O Dólar teve uma desvalorização em relação à maioria das 33 moedas que são acompanhadas pelo mercado, chegando a ficar R$ 4,89 ao longo do dia, mas depois recuperou, fechando em queda de 0,32% a R$ 4,92. O mercado já está olhando um novo ciclo de flexibilização dos juros. O mercado espera que a última elevação dos juros nos EUA ocorra no mês de maio, na reunião do FOMC que vai acontecer nos dias 2 e 3. Alguns até apostam que a redução já comece nessa reunião, inclusive. A partir daí, os juros devem começar a cair, para evitar uma recessão. Os investidores estão, agora, procurando oportunidades, inclusive aqui no Brasil. O Real é uma das moedas menos valorizadas esse ano em relação ao Dólar e agora pode mudar de patamar. Alguns falam que, se essa tendência continuar, o Dólar pode chegar até R$ 4,70. Esse patamar é ajudado pelos juros altos no Brasil e pelo saldo bastante positivo da balança comercial aqui no nosso país. Mas, o investidor também vem acompanhando as informações importantes dos próximos dias como o texto final do arcabouço fiscal a ser entregue ao Congresso.


12/04/2023

Dólar abaixo de R$ 5,00! Entenda o que está acontecendo e se vai continuar nesse patamar

O Dólar voltou a apresentar queda, ficando agora abaixo dos R$ 5,00. Esse resultado foi resultado da inflação dos Estados Unidos, que apresentou uma desaceleração em março. Esse dado é importante porque os Estados Unidos vêm num processo de elevação seguida de taxa de juros e isso influencia diretamente na cotação do Dólar. Toda vez que os juros sobem lá nos Estados Unidos, há uma elevação na taxa de câmbio e o dólar se valoriza. Isso acontece porque os títulos americanos passam a apresentar uma rentabilidade maior e os investidores migram para a moeda norte-americana, comprando títulos do Tesouro Americano. Mas agora, houve a desaceleração da inflação, com uma elevação mais baixa do CPI. O Consumer Price Index (CPI) é equivalente ao IPCA no Brasil e teve uma elevação mais branda, de 0,1% no mês de março, depois de aumentar 0,4% em fevereiro. O acumulado dos últimos 12 meses caiu para algo próximo dos 5%, sendo o menor patamar desde maio de 2021. Com esse resultado, muda a expectativa com relação à elevação dos juros por lá. Já se fala que é provável uma redução dos juros americanos no mês de maio, quando vai acontecer a próxima reunião do FOMC (Comitê de Mercado Aberto do Banco Central americano, o Fed). Se isso acontecer, também é provável que aqui no Brasil, ocorra uma maior abertura para a redução de juros, já que a inflação também veio com um resultado melhor do que o esperado para o mês de março aqui. Então, isso tem um impacto direto do câmbio, valorizando o Real. Essa mudança vem por conta da desaceleração das economias, tanto lá fora como aqui no Brasil, que podem ajudar para que os juros parem de subir lá nos Estados Unidos e comecem a cair aqui no Brasil, num movimento contrário ao que vinha sendo observado para controle da inflação.


11/04/2023

Dia de notícias positivas ajuda o Ibovespa a subir mais de 4% e o Dólar a ficar, por alguns momentos, abaixo dos R$ 5,00

Notícias relacionadas ao arcabouço fiscal, preços de ações de commodities, IPCA abaixo do esperado e recuo de juros futuros ajudaram no bom desempenho. O anúncio do Secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, de que despesas extraordinárias não vão fazer parte do arcabouço fiscal ajudou a derrubar os juros futuros e na entrada de investidores internacionais, subindo o Ibovespa para um patamar acima dos 106.000 pontos. Essa declaração é importante porque as receitas extraordinárias não vão fazer parte do cálculo que define das despesas obrigatórias, uma preocupação existente na configuração do Arcabouço Fiscal, pois as receitas extraordinárias trazem incertezas na conta da receita total. A notícia positiva de que o IPCA ficou abaixo do esperado pelo mercado para o mês de março com uma elevação de 0,71%, ao invés de 0,78%, ajudou, pois pode trazer mais indícios que uma redução da SELIC está mais próxima. O acumulado de 12 meses ficou abaixo do teto da meta. As ações de empresas de varejo que subiram bastante, como consequência. Os papéis de commodities minerais e agrícolas de empresas brasileiras exportadoras também subiram, ajudando bastante a bolsa brasileira a subir, pois são parte relevante no cálculo do IBOVESPA. Investidores internacionais entraram no mercado de ações brasileiro e ajudaram a cotação do Dólar a cair, ficando por algum momento abaixo dos R$ 5,00. Apesar das notícias positivas, ainda há preocupações quanto ao modelo final do Arcabouço Fiscal e a inflação. Com relação ao IPCA, o resultado foi positivo no mês de março, mas ainda fica uma preocupação para os meses seguintes porque da mesma forma que o IPCA de março veio abaixo do esperado e substituiu no mês de março de 2022 que tinha subido mais de 1,6%, há meses mais à frente onde houve deflação em 3 meses seguidos no ano de 2022, que serão substituídos por meses com inflação em 2023, levando o acumulado de 12 meses de volta para um patamar acima dos 5%, talvez chegando aos 6%, como o Boletim FOCUS tem indicado.