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28/03/2023

Arcabouço fiscal 'sólido e crível' pode facilitar queda da inflação, diz Banco Central


27/03/2023

Simone Tebet dá declarações importantes sobre o Arcabouço Fiscal e mercado reage positivamente

O Ibovespa apresentou recuperação, chegando próximo dos 100.000 pontos com as declarações positivas que foram feitas hoje pela Ministra do Planejamento, Simone Tebet. Apesar de ainda não ter sido entregue para a discussão pública no Congresso, ela informou que a nova regra fiscal não vai ter exceções, mas vai permitir ações em casos muito graves. Hoje, a rigidez do Teto de Gastos não traz exceções, mas vai ser substituído pela nova regra. Essa rigidez é o principal alvo de crítica dos governistas. Tebet comentou que o déficit fiscal deve ser zerado já a partir do final do ano que vem com o novo arcabouço fiscal. A previsão para esse ano é de um déficit de R$ 107,6 Bilhões, segundo a previsão oficial do governo. A previsão de zerar o déficit fiscal até o final de 2024 significa que não haverá uma elevação da relação Dívida/PIB, que encerrou 2022 em 73,5%, após ter chegado a 86,9% no auge da pandemia em 2020. Essa declaração ajuda a diminuir a preocupação fiscal do Banco Central. É bastante positivo porque o Brasil possui, hoje, uma relação Dívida/PIB muito acima dos países emergentes e no Governo anterior, de Dilma Rousseff, subiu consideravelmente. Uma dívida alta demais traz preocupações quanto à confiança de que o país honrará com seus compromissos. Tebet também disse que não haverá mudanças na meta de inflação e que isso é uma questão que não está posta na mesa, apesar de que no início do ano, o próprio Presidente Lula tinha defendido um aumento da meta de inflação, que está em 3,25% para esse ano e 3% para os 2 próximos.


26/03/2023

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


23/03/2023

Risco de inflação mais elevada pesou mais na decisão do Banco Central em manter a SELIC em 13,75%

A decisão do Banco Central em manter a taxa de juros em 13,75% ajudou para que o Ibovespa caísse para o menor patamar desde julho de 2022, abaixo dos 100.000 pontos. O Real se desvalorizou por conta da decisão e é importante entender o que está por trás da decisão do Comitê de Política Monetária (COPOM). Junto com a decisão, eles divulgaram um comunicado onde ressaltam que nos cenários para a inflação há fatores de risco de alta e de baixa. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, se destacam uma maior persistência das pressões inflacionárias globais, onde há vários países que continuam com a inflação pressionada; e o principal motivo, a incerteza do arcabouço fiscal. Ainda não são conhecidos os impactos fiscais nem as expectativas da trajetória da dívida pública já que o arcabouço fiscal ainda não foi apresentado pelo governo Lula nem pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pois foi adiado para a volta da viagem deles à China. O terceiro aspecto tem relação com a ancoragem maior ou mais duradoura das expectativas de inflação para prazos mais longos. Ao observar o IPCA para esse ano e para o ano que vem, ele tem apresentado uma trajetória de alta nas expectativas do Boletim Focus do Banco Central. Na parte dos riscos de baixa da inflação, são mencionados uma queda adicional do preço das commodities internacionais em moeda local, como o petróleo, que caiu bastante recentemente; uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que o projetado. Em particular, em função das condições adversas do sistema financeiro global. E, por último, uma desaceleração na concessão doméstica de crédito maior do que seria compatível com o atual estágio do ciclo de política monetária, causado pelas crises da Americanas, principalmente. Mas, o resultado mostrou que, primeiro, a manutenção da SELIC já era esperada, só que o comunicado trouxe preocupação, e agora se fortalece uma previsão de que, em maio, talvez a SELIC seja mantida em 13,75%, retardando ainda mais o processo de queda dos juros.


22/03/2023

Na Superquarta, não houve surpresas: Juros subiram 0,25 p.p. para 5,00% nos EUA e se mantiveram em 13,75% no Brasil

O FED elevou os juros novamente em 0,25 p.p. para uma faixa de 4,75% a 5% ao ano e o Banco Central do Brasil manteve os juros no atual patamar, como esperado. O movimento nos EUA veio em linha com o que era esperado pelo mercado e pela maioria dos analistas, apesar da crise do setor bancário por lá. O Federal Reserve manteve o ritmo do aperto monetário conduzido na última reunião de fevereiro e deve continuar assim na próxima reunião. A crise bancária fechou algumas instituições financeiras regionais lá nos EUA e apertou as condições monetárias do país, mas o comunicado do FED diz que o sistema bancário dos EUA é sólido e resiliente e os acontecimentos resultarão em condições de crédito mais restritivas. Essas restrições devem atingir famílias e empresas e pesar na atividade econômica, gerando contrações na economia e consequentemente na inflação, objetivo do FED, que demonstra preocupações com uma taxa de desemprego ainda muito baixa e pressões no nível de salários. No Brasil, a SELIC foi mantida em 13,75%, ainda repercutindo preocupações com a inflação e o rumo fiscal da economia, mesmo após muita pressão política, principalmente do Presidente Lula e dos partidos que o apoiam. A expectativa fica agora para a próxima reunião do COPOM. A queda no preço do diesel, por conta da queda no preço do barril de petróleo, e de outras commodities como consequência da desaceleração mundial devem ajudar no processo decisório do COPOM que tem demonstrado preocupação com o núcleo da inflação, ainda pressionado.


21/03/2023

EUA avaliam expandir garantias para todos os depósitos bancários


21/03/2023

Bancos centrais fazem ação coordenada para aumentar a liquidez do mercado após compra do Credit Suisse pelo UBS


18/03/2023

Desemprego vai a 8,4% no trimestre encerrado em janeiro, diz IBGE


16/03/2023

Mercados financeiros têm forte volatilidade com aumento de juros na Zona do Euro, apoio anunciado ao Credit Suisse e pronunciamento do presidente do FED


15/03/2023

Bolsa brasileira cai e Dólar sobe com mais um capítulo da crise financeira nos bancos americanos e europeus