PodCasts

19/02/2023

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


17/02/2023

Reajuste do salário mínimo: confira os valores em outros 40 países


16/02/2023

O IBC-Br indicou que a economia brasileira cresceu 2,9% em 2022

Segundo o índice que mede a atividade econômica, desenvolvido pelo Banco Central, e que funciona como uma proxi para o PIB, a economia cresceu acima do esperado em dezembro e em 2022 teve um crescimento de 2,9%. Por outro lado, o IBC-Br caiu 1,42% no 4º trimestre em relação ao 3º e isso mostra uma desaceleração da economia no final do ano. O mês de dezembro houve um crescimento de 0,29% em relação a novembro. Esse resultado foi positivo, pois nos 4 meses anteriores, o IBC-Br caiu. A maior queda foi em agosto, de 1,38%. No mês de novembro tinha apresentado uma queda de 0,77%. O resultado de dezembro veio acima das expectativas do mercado, que esperava uma elevação de 0,1%. Então o encerramento do ano confirma um crescimento para 2022 próximo dos 3%. Vale lembrar que o PIB oficial é divulgado pelo IBGE e esse resultado vai sair no início de março. O resultado de dezembro reflete uma estabilidade na produção industrial, uma alta de 3,1% na prestação de serviços e uma queda de 2,6% nas vendas do varejo restrito. É importante acompanhar esse indicador porque serve como uma prévia do PIB e para onde a economia está se encaminhando. Em relação a 2023, não há um carregamento estatístico forte para o 1º trimestre e isso corrobora a expectativa de um crescimento mais baixo para esse ano.


15/02/2023

Quem quiser brincar o Carnaval, vai encarar uma inflação mais alta do que a inflação oficial

A inflação dos itens que fazem parte do Carnaval ficou mais alta que o IPCA. Brasília ficou em 1º lugar, seguido por Recife entre as 7 capitais com maior inflação de Carnaval. A inflação mais elevada que acompanha esses itens são passagens aéreas, refeições cerveja e até mesmo remédio contra a ressaca. Todos ficaram mais caros que a média do IPCA para as mesmas cidades pesquisadas, segundo levantamento da FGV para o período até janeiro de 2023. Brasília ficou em 1º lugar com uma inflação desses itens de 60,1%, seguido por Recife, com 25,09%. Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro fazem parte dessa lista de 7 capitais com variação de inflação do Carnaval acima do IPCA para o mesmo período. Quem quiser aproveitar o retorno dos blocos oficiais do Carnaval em 2023 vai encontrar preços mais altos nessas 7 capitais. Alguns itens importantes, como passagens aéreas, impactaram bastante, com um aumento de 149,55% em Brasília e 66,45% em Recife. A lista contempla 21 itens associados ao Carnaval e que estão em geral na sua maioria conectadas ao setor de serviços. A retomada das atividades de serviços depois da flexibilização da pandemia fez com que o setor de serviços passasse por uma reabertura ao longo do 2022. Na lista dos itens relacionados ao Carnaval que mais tiveram elevação, além das passagens aéreas, a cerveja e o chope por estão custando mais caro nas 7 capitais e Recife teve o maior avanço, com 14,74%. Até curar a ressaca vai sair mais caro esse ano. Recife teve a maior alta do gastroprotetor, com 17,29% de elevação. O gastoprotetor inclui os medicamentos que costumam ser comprados por quem passou da conta no consumo das bebidas alcoólicas. Refrigerantes e água mineral fora de casa tiveram elevação de 11,43%. No transporte por aplicativo, um item bastante importante no Carnaval, Salvador teve a maior inflação, com 25,76%. Pois é, brincar o Carnaval é bastante interessante, mas traz aí um custo elevado para muitos dos foliões, inclusive para aqueles que querem vir aqui para Recife.


14/02/2023

Inflação de 12 meses nos EUA reduz para 6,4%

A inflação ao consumidor americano subiu 0,5% entre dezembro de 2022 de janeiro 2003 fazendo com que no acumulado do ano de 12 meses até janeiro ficasse em 6,4%. uma redução em relação aos 6,5% de dezembro. O que isso significa? A inflação lá nos EUA no acumulado de 12 meses já chegou ao pico de 9,1% em junho do ano passado quando os combustíveis estavam trazendo muita pressão sobre os preços ao consumidor. Nessa passagem de mês chamou a atenção a gasolina e os gastos com alimentação. A inflação tem apresentado muita volatilidade nas variações mensais, mas quando você se observa a tendência, ela é de queda, o que corrobora o que o banco central americano (FED) vem defendendo em relação ao soft landing dos juros na economia americana. Isso representa um processo de desinflação, onde a elevação das taxas de juros vai continuar, mas agora em um ritmo mais fraco. Essa mudança traz impactos aqui na economia Brasileira porque se há um processo de elevação taxa de juros lá nos EUA mais fraco, o câmbio é impactado. O Dólar termina se desvalorizando em relação ao Real, o que ajuda também aqui na inflação brasileira. Além disso, como a economia americana ela tem fortes relações com todo mundo, a sua atividade econômica ajuda a definir o horizonte da nossa taxa de juros e crescimento.


13/02/2023

Expectativas de inflação em alta tiram espaço do BC para cortar juros


13/02/2023

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


10/02/2023

O Setor de Serviços cresceu 3,1% em dezembro e encerrou 2022 com alta de 8,3%

Com esse resultado, o setor de serviços teve o maior crescimento anual de toda a série histórica iniciada em 2011, uma alta acumulada em 12 meses 14,4% superior ao nível pré-pandemia. Em novembro o setor de serviços teve variação nula depois de recuar 0,5% em outubro, quando a queda daquele mês tinha interrompido uma sequência de 5 altas consecutivas do setor. O ano de 2022 foi marcado pela recuperação do setor que representa mais de 70% do PIB brasileiro. O setor foi o último a recuperar sua atividade depois da pandemia. O agronegócio praticamente não foi impactado pela pandemia e a indústria se recuperou mais cedo. O setor de serviços dependia muito das liberações do uso de máscaras e do convívio social. À Medida que isso foi acontecendo ao longo de 2022, transportes e atividades presenciais foram mostrando força e terminaram sendo as atividades que mais puxaram o setor de serviços em 2022. O forte avanço é explicado depois de 2 anos de medidas restritivas de circulação. Em 2022, serviços prestados às famílias teve uma alta de 24%; transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, uma alta de 13,3%; serviços profissionais administrativos complementares cresceram 7,7%; e, serviços de informação e comunicação, 3,3%. Para 2023, o setor de serviços ainda apresenta capacidade de crescer mais, porém vai depender muito do comportamento das demais atividades econômicas, pois são fortemente conectadas. O consumo das famílias também é importante para demandar serviços às famílias.


09/02/2023

A tendência atual de redução da globalização é um problema para o desenvolvimento econômico

O FMI alerta para o fato de que a globalização estagnou desde a crise de 2007. O processo se intensificou ainda mais depois da pandemia em 2020. Nearshoring e Friendshoring contribuem. O livre fluxo de ideias, pessoas, bens, serviços e capital através das fronteiras nacionais leva a uma maior integração econômica e desenvolvimento. Mas a globalização, a tendência para que as coisas se movam mais livremente entre as nações, oscilou ao longo das décadas. Olhando para trás, mais de um século e meio de dados, as principais fases da globalização são claramente visíveis usando a métrica de abertura comercial – a soma das exportações e importações de todas as economias em relação ao produto interno bruto global. Cada um dos cinco principais períodos do gráfico foi caracterizado por diferentes configurações de poderes econômicos e diferentes regras e mecanismos para os laços econômicos entre os países. A era da industrialização foi um período em que o comércio global avançou. Esse período foi dominado pela Argentina, Austrália, Canadá, Europa e EUA e foi facilitado pelo padrão-ouro. Foi em grande parte impulsionado pelos avanços no transporte que reduziram os custos comerciais e aumentaram o volume comercializado para destinos mais longes. O período entre guerras viu uma reversão dramática da globalização devido a conflitos internacionais e ao aumento do protecionismo. O comércio tornou-se regionalizado em meio às barreiras comerciais e à quebra do padrão-ouro em blocos monetários. A era de Bretton Woods viu os EUA como a potência econômica dominante com o Dólar, então atrelado ao ouro, sustentando um sistema com outras taxas de câmbio atreladas. A recuperação do pós-guerra e a liberalização do comércio estimularam uma rápida expansão. A era da liberalização viu a remoção gradual das barreiras comerciais na China e em outras grandes economias de mercado emergentes e uma cooperação econômica internacional sem precedentes. A liberalização foi responsável pela maior parte do aumento do comércio. A redução da globalização começou em 2007 e aumentou de 2020 para cá, como consequência da fragmentação geoeconômica causada pela pandemia, desfazendo laços comerciais, que ameaça desfazer a integração que melhorou a vida e os meios de subsistência de bilhões de pessoas.


08/02/2023

A meta de inflação deveria ser aumentada?

A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3,25% ao ano para 2023, alinhada com as práticas internacionais de países emergentes. A alteração para uma meta com mais inflação seria positiva para o país? O CMN é composto pelo Ministro da Fazenda (Presidente do Conselho), o Presidente do Banco Central e o Secretário Especial de Fazenda do Ministério da Fazenda e irá se reunir até junho para definir a política de metas de inflação para 2026 e a manutenção das metas de 2024 e 2025. A meta de 2023 é 3,25%. As metas para 2024 e 2025 são de 3,00% ao ano, com intervalos de tolerância de 1,50% na banda inferior e 4,50% na banda superior. Para 2023, as bandas inferior são de 1,75% e superior de 4,75%. Nos anos de 2021 e 2022, a inflação superou a banda superior. Um aumento da meta de inflação vem sendo defendido com o objetivo de diminuir as taxas de juros da economia para que a economia possa crescer mais, já que os juros altos inibem o consumo, com o objetivo de controlar a inflação. Mas os dados indicam que isso não acontece. O regime de metas de inflação usa um mecanismo de expectativas que tem como objetivo reduzir o custo econômico da redução e reversão do processo inflacionário. Por conta disso, a meta de inflação é estipulada com 3 anos de antecedência para antecipar expectativas. Com um Banco Central com credibilidade, aliado a uma política econômica responsável e crível, ao determinar uma meta de 3 anos, cria-se um cenário em que se ancoram as expectativas de inflação ao redor da meta. Isso reduz o custo de se desinflacionar a economia. Metas de inflação mais altas na realidade levam a taxas de juros mais elevadas, pois o mercado antecipa a necessidade de corrigir o problema, não existe esse trade-off esperado de que a meta de inflação mais alta levará a uma taxa de juros mais baixa, com mais crescimento. Na realidade, a inflação mais alta prejudica a população mais pobre, pois a inflação de alimentos, de maior peso para os mais pobres, termina subindo ainda mais, diminuindo o poder de compra da população com renda mais baixa, que consome mais alimentos na sua cesta de bens.