PodCasts

30/05/2023

As contas do governo registraram um superávit primário de R$ 15,6 bilhões em abril

Segundo a Secretaria do Tesouro Nacional, significa que as receitas do governo superaram as despesas nesse montante e isso sem considerar os gastos com juros da dívida pública. Esse resultado de abril, porém, é quase 50% menor que o mesmo mês do ano passado, quando o superávit foi de R$ 29 bilhões em valores nominais ou de R$ 30 bilhões em valores atualizados pela inflação. A redução ocorreu por conta do aumento de despesas e queda na arrecadação. Houve uma redução real, descontada a inflação, de 1,8% da receita líquida, e um acréscimo real de 8,1% das despesas totais na comparação com abril de 2022. A redução da receita vem de uma queda de R$ 9,3 bilhões na arrecadação com o tributo sobre exploração de recursos naturais. Já o aumento das despesas, em abril, é explicado pela alta dos gastos com benefícios do programa Bolsa Família e do pagamento do abono salarial (pagos a quem recebe até 2 salários mínimos) e seguro-desemprego por conta da elevação do desemprego que vem ocorrendo em 2023. No acumulado de janeiro a abril, as contas do governo tiveram um superávit de R$ 47,16 bilhões, quando é atualizado pela inflação, ficou em R$ 48,31 bilhões. Esse resultado é quase 50% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, segundo dados do Tesouro. O superávit em 2022 foi de R$ 84,7 bilhões corrigidos pela inflação. Há uma desaceleração da arrecadação e um aumento considerável das despesas. A previsão para o ano 2023 é de um déficit primário de R$ 136,2 bilhões. No ano de 2022, houve superávit primário de R$ 59,7 bilhões. É importante ressaltar que as despesas ficam maiores que as receitas principalmente no segundo semestre do ano. Então, pode-se observar que há uma tendência para que nesse ano o governo encerre com as contas em déficit, próximo dos R$ 136,2 bilhões de reais que estão projetados.


29/05/2023

Mercado reduz estimativa de inflação para 5,71% neste ano e projeta alta maior do PIB


29/05/2023

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


26/05/2023

Incentivo à compra de veículos terá custo de R$ 8 Bilhões/ano

A medida de estímulo do governo federal à indústria automotiva vai ter um custo de R$ 8 Bilhões em 1 ano. Se a política durar somente até o final do segundo semestre deste ano, ficará em torno de R$ 4 Bilhões. O corte de imposto sobre produtos industrializados (IPI) e PIS/Cofins dos automóveis de valor até R$ 120.000,00 vai valer, incialmente, entre junho e dezembro, e deve trazer um aumento das vendas em cerca de 6% para as montadoras brasileiras, ou 200.000 automóveis até dezembro. As vendas aumentarão para 2,3 milhões de unidades, ainda muito abaixo da capacidade de produção atual, de 4,7 milhões de unidades. Mesmo que os preços dos veículos caiam em torno de R$ 10.000,00 com a medida, ainda não se pode considerar que esses veículos sejam populares. Os preços ainda continuarão altos. Os descontos do IPI do PIS/Cofins vão para os veículos que custam até R$ 120.000,00 com intervalo entre 1,5% e 10,79%. A escala vai depender da combinação de 3 fatores: faixa de preços; eficiência energética; e grau de nacionalização. A redução tem um custo. Outros produtos devem ser onerados para compensar essa perda de arrecadação. O que realmente deveria ser tratado com urgência é a tramitação da Reforma Tributária porque no setor de veículos, tão somente, isso representa uma queda de 10%. Com a Reforma Tributária, a redução esperada no preço dos veículos é de 38,3% ao se adotar o IVA, imposto sobre o valor adicionado. Além disso, peças, acessórios, combustíveis e demais itens da cadeia produtiva teriam redução de preços com a adoção do IVA. Na realidade, haveria uma medida bem abrangente, atingindo toda a indústria nacional, fazendo com que os bens ficassem mais baratos e o setor industrial mais competitivo, permitindo, inclusive, uma maior abertura comercial para que os importados pudessem ficar mais baratos.


24/05/2023

Arcabouço Fiscal aprovado

O Mecanismo central foi mantido, onde o crescimento dos gastos públicos ficou limitado a 70% do crescimento da arrecadação e mesmo que a arrecadação cresça muito, será necessário respeitar um intervalo no crescimento dos gastos entre 0,6% e 2,5%. Vários pontos importantes foram negociados. O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) foi inserido nas limitações de gastos. Atualmente, essas despesas estão fora do atual teto de gastos. O Fundo Constitucional do Distrito Federal também ficou dentro. Os reajustes do Salário Mínimo além da correção da inflação ficaram de fora, enquanto o Bolsa Família ficou dentro. Outro ponto importante foi a inclusão da previsão de gatilhos, como mecanismos que pretendem obrigar a contenção de despesas quando o governo ultrapassar limites. Se as receitas não avançarem como projetado, o governo vai ser obrigado a contingenciar despesas. Se, mesmo contingenciando despesas, o governo não cumprir as metas fiscais de zerar o déficit em 2024 e ter superávit em 2025 e 2026, os gatilhos de forma gradual serão acionados. Inicialmente, proibirão a criação de cargos; alteração de estrutura de carreira; criação/majoração de auxílios; criação de despesa obrigatória; reajuste de despesa obrigatória acima da inflação; ampliação de subsídios/subvenções; e, concessão/ampliação de benefício tributário. Num segundo ano seguido de descumprimento da meta, novas proibições serão acrescentadas: o aumento e reajustes da despesa com pessoal; admissão ou contratação de pessoal, exceto para reposição; e, a realização de concursos públicos, exceto para reposição. Com relação a penalidades, o descumprimento dos contingenciamentos dos gatilhos já são uma infração à Lei de Responsabilidade Fiscal, sendo passíveis de punição. Então, não há criação de penalidade adicional. O Arcabouço permitirá aumentos de gastos, de forma organizada. O formato desse arcabouço leva a uma preocupação permanente quanto ao aumento de receitas. E essas receitas virão através do aumento de arrecadação tributária, principalmente quando a economia crescer menos, através de novos impostos, como o Governo tem anunciado frequentemente.


24/05/2023

Arcabouço Fiscal aprovado: entenda as regras e os impactos econômicos

Entrevista à CBN Caruaru


22/05/2023

Custo Brasil representa 19,5% do PIB brasileiro ou R$ 1,7 trilhão a preços de 2021

80% do Custo Brasil vem de 6 fatores: empregar capital humano; honrar tributos; financiar um negócio; atuar em um ambiente jurídico e regulatório eficaz; e, a integração com cadeias globais. Esse estudo foi desenvolvido na sua segunda edição pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC), onde são usados como referência 12 eixos que representam o ciclo de vida das empresas. Os 12 eixos ainda se desdobram em 26 indicadores de desempenho competitivo. O estudo faz uma comparação desses indicadores com os mesmos indicadores dos países integrantes da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Na primeira edição, desenvolvida em 2018, o custo representava R$ 1,5 trilhão, mas com peso maior no PIB, 22%. De lá para cá, o custo diminuiu em relação ao PIB, mas, a dificuldade ainda é alta para ter um negócio que seja competitivo aqui no Brasil na comparação com os principais países que fazem parte do clube dos ricos, como é chamada a organização dos países que fazem parte da OCDE. É preciso atuar diretamente nos fatores que tornam o Brasil menos competitivo, principalmente esses 6 fatores já mencionados, destacando a reforma tributária, o investimento em capital humano e a infraestrutura, que têm um impacto significativo no cálculo do custo Brasil.


21/05/2023

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


19/05/2023

O IBC-Br caiu 0,15% no mês de março em relação a fevereiro, segundo divulgou o Banco Central

Na comparação do trimestre encerrado em março, o indicador subiu 2,41% em relação ao trimestre anterior. Estes resultados vieram melhores que o esperado pelo mercado. O IBC-Br é o Índice de Atividade Econômica e funciona como uma prévia de desempenho do PIB brasileiro, mas só olha pelo lado da oferta, enquanto o IBGE divulga tanto o lado da oferta quanto o lado da demanda, que inclui consumo das famílias, investimento e gastos governamentais. Pelo lado da oferta, o IBC-Br estima o resultado do desempenho da agropecuária, da indústria e do setor de serviços, que por sinal nesse mês de março apresentou um bom desempenho. Apesar disso, o IBC-Br caiu 0,15% em relação a fevereiro, embora melhor que o esperado (-0,30%). É importante entender que esse índice é um indicador mensal prévio de como a economia vai se comportando pelo lado da oferta. No trimestre encerrado em março, o IBC-Br subiu 2,41% na comparação com o trimestre anterior. Na comparação com o mesmo trimestre de 2022, subiu 3,81%. O resultado positivo acumulado para a economia brasileira no 1º trimestre surpreendeu, apesar de expectativas de que a economia esteja desacelerando, pelo menos pelo lado da oferta. Mas, claro, é preciso acompanhar o desempenho pelo lado da demanda, como o IBGE calcula.


17/05/2023

Em março, vendas do varejo crescem 0,8%