PodCasts

03/02/2023

O COPOM intensificou seus alertas sobre os impactos inflacionários


01/02/2023

Copom mantém Selic em 13,75% ao ano e Fed eleva juros em 0,25 ponto


31/01/2023

Brasil cria 2,03 milhões de empregos formais em 2022, puxado pelo setor de serviços

A geração foi 26% menor que em 2021, quando foram gerados 2,78 milhões de empregos com carteira assinada. O mês de dezembro representou uma queda de 431.011 vagas, encerrando o ano. Segundo o Ministério do Trabalho, em 2022, foram 22,6 milhões de contratações e 20,6 milhões de demissões. Em 2020, durante a fase mais aguda da pandemia da Covid-19, houve o fechamento de 192 mil vagas com carteira assinada. 2021 foi um ano de forte recuperação. Ainda assim, o ano de 2022, que se esperava um desempenho fraco da economia brasileira e consequente fraca geração de empregos, sejam eles formais ou informais, teve um resultado surpreendente, reduzindo o número de pessoas desempregadas, puxado pelo setor de serviços. O setor de serviços encontrava-se abaixo do patamar pré-pandemia no início de 2022 e foi o responsável pela recuperação do mercado de trabalho, tanto formal quanto informal. O setor foi responsável pela geração de 1,18 milhão de vagas formais, seguido por comércio, com 350 mil. Todas as regiões do país tiveram saldo positivo em 2022, com destaque para a região Sudeste, que gerou 978 mil vagas e a Nordeste, em segundo lugar, com 385 mil. Ambas regiões têm uma predominância do setor de serviços, puxando o seu desempenho acima da média. O salário médio de admissão terminou 2022 com aumento real, descontando a inflação, na comparação com 2021, passando de R$ 1.897,30 para R$ 1.915,16, um aumento de 0,94% real. A melhora veio com a queda da inflação nos últimos meses de 2022, que ajudou o poder de compra.


30/01/2023

Dívida pública do Brasil cai para 73,5% do PIB e fecha 2022 no menor nível em 5 anos

O endividamento do país, que compreende governo federal, INSS e governos estaduais e municipais, recuou 4,8 pontos percentuais no ano passado. Em valor, chegou a R$ 7,2 Trilhões. A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que inclui governo federal, INSS e governos estaduais e municipais, caiu para 73,5% do PIB. De acordo com a série histórica do Banco Central (BC), é o menor percentual registrado desde julho de 2017, quando alcançou 73,2%. Segundo o BC, o resultado foi obtido por conta do bom desempenho do PIB nominal, mas também pelos resgates líquidos de dívida e pela incorporação de juros nominais. A redução foi de 4,8 p.p. na comparação com 2021, quando a dívida bruta em relação ao PIB era de 78,3%. O resultado também é menor do que no início do governo Bolsonaro, quando a dívida pública era de 75,3% e apesar de ter alcançado 86,9% em 2020 com os gastos extraordinários da pandemia. Em valor, a dívida pública subiu de R$ 6,97 Trilhões em 2021 para R$ 7,22 Trilhões em 2022. O nível de endividamento em relação ao PIB é acompanhado pelas agências de classificação de risco e por investidores, pois indica a capacidade de pagamento do país. Uma dívida pública muito alta gera dificuldades na atração de investimentos e na realização de política públicas. As despesas com juros, que somaram R$ 586,4 Bilhões em 2022, representam o maior patamar da série histórica do BC, que tem início em 2002. Os valores não foram corrigidos pelo IPCA. Em termos de participação do PIB, ficaram em 5,96%, maior patamar desde 2017 (6,09%). A previsão de analistas consultados pelo Ministério da Fazenda em janeiro é de que a dívida brasileira suba para 78% do PIB no fim de 2023. O orçamento para 2023, com a PEC da Transição, produzirá déficit de R$ 231,5 Bilhões, acima de 2% do PIB, elevando a dívida pública.


30/01/2023

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


27/01/2023

Após 8 anos com déficit, as contas do governo tiveram seu primeiro superávit

Segundo o Tesouro Nacional, o superávit foi de R$ 54,1 Bilhões em 2022. Isso significa que as receitas do governo superaram as despesas, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública. Entre 2014 e 2021, o país tinha registrado déficits sucessivos. Então, o resultado é muito importante porque mostrou um equilíbrio das contas no último ano do governo Bolsonaro, uma promessa que o Paulo Guedes tinha feito logo no início do governo, atrapalhado pela pandemia. Paulo Guedes tinha prometido que o Brasil iria voltar a ter superávit primário porém, em 2019, não conseguiu esse feito porque era o 1º ano de governo e, em 2020, teve a pandemia com gastos extraordinários para ajudar a população e os estados, gerando déficit de R$ 898 Bilhões. Em 2021, o governo bateu na trave e ficou com um déficit de R$ 40 Bilhões, o menor déficit desde 2014, quando tinha sido de R$ 37 Bilhões. Em 2022 com o superávit de R$ 57,97 Bilhões de reais alcançou o seu objetivo. Para 2023, porém, a situação é outra, de retorno a déficit. O orçamento, incluindo a PEC da Transição, teve uma elevação de gastos, levando a uma previsão de déficit de R$ 231,5 Bilhões. Então, a situação vai ficar complicada nesse 1º ano do governo Lula, com um rombo de R$ 231,5 Bilhões de reais para o Ministro Haddad tentar diminuir. Ele está buscando aumentar a arrecadação para tentar diminuir esse déficit para algo em torno de R$ 100 Bilhões, mas não há uma previsão certa de que isso aconteça, pois depende do Plano de Voo dar certo e só saberemos no final do ano, quando as receitas se concretizarem. O resultado de 2022 ficou acima da expectativa. O Ministério da Economia estimava que as contas do governo registrassem um superávit primário de apenas R$ 36,9 Bilhões, mas a arrecadação ajudou muito na obtenção desse superávit primário maior em 2022. A arrecadação teve uma influência de 3 fatores: o crescimento da economia de 3% acima do esperado; a inflação; e, o aumento da taxa de juros básica da economia. A melhora nas contas do governo veio também por conta da receita com dividendos e concessões. O governo recebeu R$ 87,9 Bilhões em dividendos das estatais, principalmente da Petrobras, uma alta de 85,1% em relação ao ano anterior. Concessões e permissões tiveram um aumento de 343%, atingindo R$ 47,5 Bilhões, resultado da política de concessões e privatizações adotada.


26/01/2023

Investimento Estrangeiro Direto no país chega a US$ 90,6 Bilhões em 2022, maior valor em 10 anos

O valor registrado pelo Banco Central representa um aumento de 95,2% em relação a 2021, quando US$ 46,4 Bilhões foram investidos no Brasil. Essa entrada de recursos é importante. Do valor total investido no ano, US$ 69,4 Bilhões foram em participação no capital, quando os investidores fundam ou adquirem empresas brasileiras, e US$ 21,07 Bilhões foram referentes a transações intercompanhia, quando matrizes internacionais investem em filiais nacionais. Apenas em dezembro de 2022, os investimentos diretos no país somaram US$ 5,5 Bilhões. Isso representa um aumento expressivo em relação a dezembro de 2021, já que no período o IED registrado foi um desinvestimento de US$ 5,17 Bilhões. O ano apresentou um movimento crescente. O resultado positivo do IED no país reflete a leva de investimentos contratados nos novos marcos regulatórios, privatizações e concessões que ocorreram recentemente, trazendo o interesse de investidores internacionais para o mercado brasileiro, principalmente em infraestrutura. A entrada de IED ajuda, junto com o saldo positivo da Balança Comercial, no fechamento do Balanço de Pagamentos brasileiro. As Transações Correntes do país com o resto do mundo são negativas por conta do envio de lucros de multinacionais e do pagamento de juros de empréstimos. As exportações e as importações registraram os maiores valores da série histórica e a corrente de comércio atingiu US$ 636,9 Bilhões em 2022. As exportações somaram US$ 340,7 Bilhões, aumento de 19,9%, enquanto as importações totalizaram US$ 296,3 Bilhões, acréscimo de 19,6%. O Brasil sempre dependerá de um bom resultado da Balança Comercial e do IED para poder financiar seu déficit externo com o pagamento de juros e envio de lucros. Enquanto houver confiança na economia brasileira e oportunidades para investimentos, a conta fechará.


25/01/2023

A defasagem da tabela do Imposto de Renda é de 148%

Um reajuste iria ajudar mais de 30 milhões de pagadores de impostos que ficariam isentos a partir daí. A tabela não passa por uma atualização há 7 anos e a última correção integral, incluindo todas as faixas, ocorreu em 1996. O resultado é que os brasileiros vão pagar mais imposto de renda esse ano porque não há previsão de reajuste na tabela do tributo. o último ajuste integral foi realizado em 1996 e de lá para cá a defasagem acumulada é de 147,87%, segundo estimativa da Unafisco. A tabela passou por algumas atualizações parciais ao longo desse período, a mais recente em 2016, no governo Dilma, quando a faixa de isenção foi para os atuais R$ 1.903,98. Um reajuste integral isentaria mais de 30 milhões de contribuintes com salários até R$ 4.719,34. O reajuste representaria uma redução de R$ 239,3 Bilhões na arrecadação da união, segundo a Unafisco, estimando os cálculos com base no IPCA acumulado entre 1996 e 2022. O resultado é que os trabalhadores que recebem um salário e meio terão que pagar imposto de renda esse ano. Se houvesse a correção da tabela de acordo com a inflação pagando com base os valores de 1996, a isenção da tributação teria um custo anual de R$ 184 Bilhões, beneficiando 18 milhões de brasileiros. O custo é bastante elevado para uma situação fiscal que o país tem hoje. O primeiro passo talvez fosse colocar em vigor o reajuste condizente com a inflação acumulada de 2022, de 5,9%, além de um dispositivo de lei que definisse que a tabela deve ser reajustada anualmente. Assim, o reajuste passaria a valer para a declaração desse ano em diante. Sem o reajuste, o contribuinte é submetido a mais tributação a cada ano que passa e isso é uma forma silenciosa do governo tributar mais a população via imposto de renda. Em 2022, cerca de 36,3 milhões de contribuintes prestaram contas à Receita Federal, um resultado recorde. Tanto Bolsonaro quanto Lula prometeram isentar os contribuintes que ganham até 5 salários-mínimos, Bolsonaro em 2018 e Lula agora em 2022. Bolsonaro não cumpriu e muito provavelmente o Lula também não vai conseguir cumprir com essa promessa porque o custo é muito elevado. Há uma expectativa de mudança através da tributação de lucros e dividendos numa Reforma Tributária, gerando outras fontes de receitas para cobrir essa perda. Mas até agora não houve nenhuma movimentação concreta e o Fernando Haddad fala em fazer isso no 2º semestre.


24/01/2023

O BNDES voltará a financiar obras no exterior

O presidente Lula declarou essa mudança em pronunciamento em Buenos Aires, ao lado do presidente argentino, Alberto Fernández. Os dois participaram de um encontro bilateral. O BNDES não financia projetos no exterior desde 2016. Entre 1998 e 2015, o BNDES desembolsou US$ 10,4 Bilhões para 15 países. Foi retornado US$ 12,8 Bilhões até setembro de 2022. Desse total, 89% foram em favor de 6 países (US$ Bilhões): Angola (3,2), Argentina (2), Venezuela (1,5), República Dominicana (1,2), e Equador (0,68). Cuba (0,66) e demais países (1,1) também receberam recursos e 3 países estão inadimplentes, sendo eles (US$ Milhões): Venezuela (681), Cuba (226) e Moçambique (122), em um valor total de US$ 1,03 Bilhão acumulado até setembro de 2022. Outros US$ 573 Milhões estão por vencer. O ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, frisou que o BNDES financiará dutos produzidos no Brasil por uma empresa brasileira e estimou que o crédito seria de aproximadamente US$ 820 milhões. O prazo, segundo ele, ainda está em discussão, mas será realizado esse ano. Segundo Lula, O BNDES voltará a financiar projetos de engenharia ajudando empresas brasileiras no exterior e os países vizinhos a crescer e até vender o resultado desse enriquecimento para um país como o Brasil, que será "protagonista" no financiamento de grandes projetos. O Brasil tem um déficit grande de investimentos em infraestrutura. O agronegócio brasileiro, por exemplo, é o mais competitivo no mundo até a porta da fazenda, devido aos recursos naturais, clima ideal e terras férteis, mas daí em diante, perde em competitividade na logística. E perde para países como EUA e a própria Argentina. Eles possuem uma estrutura de escoamento de produtos com ferrovias e portos que nos deixam para trás. Além disso, o Brasil tem uma série de obras inacabadas, que ajudariam muito a economia brasileira e sua população. Vale lembrar que o orçamento do Governo Federal é muito apertado, não deixando espaço para investimentos em infraestrutura. Então, os recursos do BNDES, boa parte oriundos do Tesouro Nacional, se tornam ainda mais relevantes para financiar a infraestrutura em nosso país. Nos últimos anos, o Brasil adotou um posicionamento de atração de investidores privados para obras de infraestrutura, através da modernização de diversos marcos regulatórios, como o do Saneamento Básico e o das Ferrovias. Nesse formato, o setor privado faz o investimento.


23/01/2023

Brasil e Argentina criam grupo para discutir moeda comum de comércio exterior entre os membros do Mercosul

O novo sistema funcionará como uma Câmara de compensação e não o que vem se falando nos últimos dias de uma unificação das divisas entre os países, como o Euro na UE. O objetivo é facilitar as operações de comércio exterior entre os membros do Mercosul, principalmente Brasil e Argentina, os maiores parceiros. A unidade de conta comum seria utilizada apenas para transações comerciais entre os países para diminuir a dependência ao Dólar. Uma política monetária mais restritiva nos EUA poderia limitar o comércio exterior na América Latina, reduzindo a oferta de Dólar, moeda que é a utilizada hoje nesses contratos entre o Brasil e a Argentina e na maior parte dos contratos no comércio internacional mundial. O novo sistema funcionaria como uma Câmara de compensação conjunta. Com isso, você poderia, por exemplo, exportar em Reais para a Argentina e ajudaria bastante, na realidade, a Argentina, que passa por sérias dificuldades de disponibilidade de reservas cambiais em dólares. As reservas internacionais da Argentina somam US$ 42,9 Bilhões e há uma grande fuga de dólares da economia desde que a Argentina vem apresentando problemas sérios de crise, com inflação que fechou 2022 próximo dos 100%. O Brasil tem reservas internacionais de US$ 324,7 Bilhões. Para o Brasil seria uma situação muito negativa fazer um acordo de moeda comum por conta dessas dificuldades econômicas da Argentina, piores do que as nossas. De todo jeito, a Argentina é o 3º maior destino das exportações brasileiras e principalmente produtos industrializados. A participação, porém, já foi maior, só que a crise econômica argentina de vários anos diminuiu as exportações brasileiras de 2011 a 2022 para de algo acima dos US$ 22,7 Bilhões para US$ 15,3 Bilhões. Enquanto a China hoje é o nosso principal destino com 26,8% das exportações. Em seguida, os EUA vêm em 2º com 11,2% das nossas exportações. Os blocos econômicos da União Europeia e Oriente Médio representam 15,19% e 5,14% das nossas exportações, respectivamente. Uma participação mais relevante que a da Argentina, de 4,59%.