PodCasts

15/01/2023

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


13/01/2023

Fernando Haddad anunciou o seu plano de voo

O Plano de Ajuste Fiscal veio com um foco maior no aumento da arrecadação e bem menor na redução de despesas, como o mercado esperava que acontecesse. As medidas têm caráter arrecadatório e de aumento de impostos. Entenda melhor. As medidas, segundo os cálculos do Ministério da Fazenda, podem trazer um impacto de até R$ 242,6 Bilhões, representando 2,26% do PIB. Desse montante, apenas R$ 50 Bilhões representam cortes de gastos. O restante vem de ações em receitas permanentes e outras extraordinárias. Se todo o potencial for alcançado, o déficit de R$ 231,5 Bilhões previsto no orçamento para 2023 pode se transformar em um Superávit de R$ 11,13 de acordo com as contas do próprio Ministério. Porém, eles reconhecem que devem acontecer dificuldades para implementação. Com isso, estão mirando num déficit primário entre 0,5 e 1% do PIB. O Plano de Ajuste Fiscal inclui a reoneração do PIS/Cofins sobre os combustíveis, receita de R$ 28,88 Bilhões, e do setor financeiro, com outros R$ 4,4 Bilhões. Ou seja, aumento de impostos. O plano inclui ações importantes junto ao Carf, com um programa de litígio zero, para recuperar receitas de processos administrativos que somam mais de R$ 1 Trilhão, gerando uma receita de R$ 35 Bilhões. O fim do recurso de ofício, com impacto de R$ 6 Bilhões. Inclui o aproveitamento de crédito do ICMS, que agora é considerada a exclusão do ICMS da base do PIS/Cofins, com receita tributária de R$ 30 Bilhões. O retorno do voto de qualidade, favorecendo o Fisco nos votos de desempate em julgamentos do Carf, alterado em 2020. Outras medidas de redução de despesas são uma revisão com efeito permanente de contratos de programas com impacto de R$ 25 Bilhões e a autorização de execução inferior ao orçamento de outros R$ 25 Bilhões, chegando a R$ 50 Bilhões. As reduções em despesas não são certas. O plano de voo apresentado não apresenta nada em termos de medidas econômicas para o país e seu desenvolvimento econômico. Não pontuou outros temas que possam impactar estruturalmente a economia brasileira, como a reforma tributária ou uma possível reforma administrativa.


13/01/2023

Novo recorde à vista na exportação de carne de frango


11/01/2023

Crescimento global em 2023 será o 3º pior das últimas 3 décadas

O Banco Mundial aponta forte desaceleração da economia mundial em 2023 no relatório Global Economic Prospects divulgado agora em janeiro. A previsão de crescimento global caiu de 3,0% para 1,7%. A previsão de crescimento mundial de 1,7% para 2023, divulgada pelo Banco Mundial em seu relatório, é a 3ª pior das últimas 3 décadas, atrás somente das recessões globais causadas pela pandemia em 2020 e da crise financeira de 2009. Em 2024, o resultado será melhor. As previsões para as principais locomotivas da economia mundial também são preocupantes. Os EUA tiveram seu crescimento revisado de 2,4% para 0,5%. A Zona do Euro de 1,9% para 0,0%. A China de 5,2% para 4,3%. O Brasil teve sua baixa previsão de crescimento mantida em 0,8%. O crescimento global diminuiu ao ponto da economia global estar PERIGOSAMENTE próxima de entrar em recessão. A Inflação muito alta levou a uma necessária elevação rápida e sincronizada dos juros ao redor do mundo para contê-la, piorando as condições financeiras globais. Com os juros mais elevados, a atividade econômica sofre um freio pois o consumo fica mais caro e os projetos de investimentos produtivos menos viáveis. A manutenção das taxas elevadas termina levando a um arrefecimento da economia, que traz os preços para patamaresy mais baixos. Os preços dos alimentos atingiram seu pico entre 2021 e 2022 e já estão apresentando queda. Os preços do barril de petróleo e do gás natural também passam pelo mesmo comportamento. A inflação aos consumidores nos países, contudo, continua pressionada em patamares históricos. Por conta disso, os países continuarão praticando taxas de juros mais elevadas até que os preços cedam e a inflação retorne a níveis mais aceitáveis. Quando isso ocorrer, as condições macroeconômicas tendem a melhorar, através de reduções nas taxas de juros dos Bancos Centrais.


10/01/2023

IPCA sobe 0,62% em dezembro, supera projeção mais alta e encerra 2022 em 5,79%


09/01/2023

China acena com acordo de livre comércio com Mercosul

Caso o Mercosul não avance no acordo, a China não descarta tratar em separado com cada país. A estratégia faz parte do Governo chinês em maior integração na cadeia industrial global e na cadeia de fornecimento de insumos. A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009, o maior mercado para as exportações, fonte grande de importações e contribui fortemente no superávit comercial brasileiro. O acordo visa promover a liberalização e a facilitação do comércio e dos investimentos. A China já tem 22 acordos de livre comércio concluídos, com países como Chile e Peru na América do Sul, além de 18 em negociação ou sendo considerados, como com a Colômbia. Também fez estudo de viabilidade de acordo com o Uruguai, o que na causaria desmonte do Mercosul. Para o Governo chinês, seria melhor negociar com o Mercosul como um todo. Mas não descarta a alternativa de negociar em separado. O governo Bolsonaro não defendia os avanços do Mercosul. Já o governo Lula vê importância não apenas econômica, mas política e estratégica do bloco. Pelo histórico de acordos internacionais no passado, negociações em bloco são sempre mais difíceis e longas de serem atingidas, pois muitos interesses são levados em consideração e os ganhos nem sempre são os mesmos para os envolvidos, onde o Brasil pode perder oportunidades. O Ipea indica que um acordo de livre comércio com a China traria ganhos de PIB, investimento, exportações e importações para o Brasil. O saldo comercial seria um menor, mas haveria uma redução significativa do nível de preços agregado e um aumento do grau de abertura econômica. A abertura com a China promoveria grandes ganhos de exportação mesmo em setores inesperados. Outros setores, menos competitivos, sofreriam perdas de produção e emprego. Mas a abertura comercial funciona assim mesmo. Setores competitivos avançam e os ineficientes perdem. Para que o país possa avançar nesse acordo e venha a diversificar suas exportações, é preciso promover reformas internas e a principal delas é a Reforma Tributária, que pode avançar no atual governo. Sem reformas, não seremos competitivos nem ganharemos em diversificação.


09/01/2023

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


06/01/2023

O novo Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, chegou a dizer que vai acabar com a modalidade do Saque Aniversário do FGTS, criada pelo Governo Bolsonaro

Mas voltou atrás no dia seguinte devido à forte repercussão negativa. Entenda por que o Saque Aniversário é uma boa opção. A questão toda é que é preciso entender como funciona o Saque Aniversário, para que ele serve e porque que o atual governo está querendo mudar essa regra. O FGTS representa parte da remuneração do trabalhador e fica obrigatoriamente depositado num fundo de investimentos. O problema é que o fundo remunera muito menos que as aplicações do mercado. O valor do rendimento dele é pouco representativo, principalmente agora com a Selic muito alta. Em 2021, o rendimento do fundo foi de 5,83% e até superou o da poupança que foi de 2,99%. Mas ficou muito atrás da inflação de 10,06%. Em 2020, o ganho do FGTS foi de 4,92% contra 4,52% do IPCA. Em 2022, o rendimento do FGTS, que por regra é de 3% ao ano mais a TR, ficou muito baixo comparado a uma Selic que está em 13,75% ao ano e que não deve cair nem tão cedo. Então, para o trabalhador, como investimento, vale muito a pena sacar o dinheiro. O mais importante é que para a maioria dos trabalhadores, o saque aniversário funciona como um 14º salário porque ele tem um valor representativo e é utilizado muitas vezes para quitar dívidas. Muitos dos trabalhadores que usam o Saque Aniversário estão com bastante dívida que, em geral, tem um custo muito mais elevado. É importante entender que quando se adere a essa modalidade, o trabalhador deixa de ter o direito em caso de demissão da retirada do saldo do FGTS. Atualmente, 28 milhões de trabalhadores já aderiram a essa modalidade e retiraram, desde a entrada em vigor do Saque Aniversário, R$ 34 Bilhões do FGTS. Em média, R$ 12 Bilhões são retirados por ano. O Governo,u por sua vez, conta com esses recursos para fazer investimentos. O Governo usa os recursos para investir em habitação e infraestrutura, já que é um dinheiro muito barato que fica preso por anos. Para o Governo termina sendo uma grande vantagem utilizar esses recursos, mas é um direito do trabalhador ter a opção de sacar e usar como quiser.


05/01/2023

O efeito Pix levou o Itaú a abandonar o uso do DOC

O Pix vem trazendo mudanças na forma com que os bancos operam as suas modalidades de transferências de recursos e o Itaú é o primeiro banco que vai acabar com o DOC por falta de uso entre os seus clientes. Entenda melhor. O Documento de Ordem de Crédito (DOC), muito utilizado no passado para transferência interbancária, caiu em desuso principalmente com o advento do Pix. O Itaú então anunciou que vai acabar com o DOC para pessoas físicas em janeiro desse ano e para empresas ao longo de 2023. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) anunciou que está analisando o fim da utilização do DOC para o próprio setor. O objetivo do Itaú é trazer uma melhor experiência para o para os seus clientes com um bom custo-benefício e eles entendem que o Pix cumpre essa função. Isso porque o Pix é um serviço instantâneo que funciona 24 horas dos 7 dias da semana e os clientes não vão ficar desamparados com a desativação do DOC. Os clientes poderão optar por transferir os recursos para outra instituição através do Pix ou usar a TED, que continua. A Febraban informou que vem estudando sim o fim do DOC para o setor como um todo, mas que ainda nada foi definido. O Itaú já vem fazendo isso desde o início do 2º semestre de 2022, quando as transações de DOC para pessoas físicas em canais físicos e digitais foram desligadas. Em novembro eles descontinuaram as operações em caixas eletrônicos e celulares e até o fim de janeiro desse ano as transações de pessoas físicas via aplicativo desktop também vão ser desligadas. Para as pessoas jurídicas e isso deve ocorrer ao longo de 2023. O Pix tem um vasto domínio nas operações aqui com mais de 27% de participação, seguido por cartão de crédito (19%) e cartão de débito (18%). O DOC representa 0,4% de participação, perdendo para o Pix, que tem 141,6 milhões de usuários cadastrados até dezembro de 2022. Muito provavelmente o DOC vai deixar de ser utilizado pelos demais bancos, apesar de que até agora não terem se posicionado nesse sentido, mas é uma tendência que não deve se reverter. A TED deve seguir o mesmo caminho, deixando o Pix como principal e única ferramenta.


04/01/2023

A energia fotovoltaica vem crescendo rapidamente e se tornou a segunda maior fonte de geração de energia na matriz Brasileira

Com 23,9 GW, a energia fotovoltaica passou a energia eólica e ficando somente atrás das hidrelétricas, que detém 109,7 GW, segundo dados da Aneel. A fonte de energia solar superou a eólica em instalações, chegando à marca histórica de 23,9 GW de potência somando as usinas de grande porte e os pequenos sistemas fotovoltaicos de geração própria, que são utilizados em telhados, fachadas e em pequenos terrenos. Esse é um marco bastante importante. O montante dos 23,9 GW correspondem a 11,2% da matriz elétrica do país. Desde 2012 os investimentos já somaram R$ 120,8, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar). Isso também é reflexo da melhora tecnológica. A evolução do mercado no Brasil, com redução dos custos e, claro, a boa qualidade de insolação no território brasileiro, principalmente no Nordeste, criaram condições para que o rápido crescimento acontecesse, somados à política estatal de incentivos para energias renováveis. A primeira contratação de energia solar feita no governo federal foi em 2014 e apenas em 2017 o Brasil conquistou o primeiro GW instalado. Comparando com o setor eólico, o primeiro leilão deles foi uma década antes disso. O ano de 2022 foi marcado por oscilação cambial, alta de frete, um colapso na cadeia de suprimentos da China, congestionamento em portos, inflação causada pela alta demanda global e ainda reflexos da pandemia. Mesmo com isso, o Brasil conseguiu adicionar 9 GW de potência. Só nos últimos 150 dias, o ritmo de crescimento foi superior a 1 GW por mês. Com isso, a energia gerada a partir dos painéis vem se consolidando como o que mais cresce no setor e é claro, também, por conta da busca por energia limpa e renovável e com o apelo do baixo custo. A previsão segundo a Bloomberg é que até 2050 a fonte fotovoltaica ocupe a 1ª posição na matriz energética Brasileira. Os custos vêm caindo ao longo do tempo. Em 2016, um sistema residencial custava R$ 35.000,00 e agora pode ser comprado por R$ 19.500,00. Na comparação com o resto do mundo o Brasil ainda tem muito o que andar. A China tem mais de 306 GW instalados, os Estados Unidos mais de 123 GW, segundo dados de 2021. Mas claro, o Brasil vem correndo atrás e deve chegar bem próximo a isso num futuro próximo.