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22/12/2022

PIB de Pernambuco cresceu 1,1% até setembro de 2022 contra 3,2% do Brasil

A expectativa é que a economia pernambucana encerre o ano com um crescimento de 0,9%, abaixo do atual patamar acumulado do ano e bem abaixo da expectativa de 3,1% para a economia brasileira. O fraco desempenho da economia pernambucana se deve, principalmente, ao setor de Serviços que vem apresentando uma recuperação frágil no ano. Enquanto no Brasil cresceu 4,4% até setembro, em Pernambuco, somente 1,3%. O Comércio é o principal responsável, com queda de 4,0%. O Comércio representa 12,6% do PIB de Pernambuco, e reflete, também, a perda do poder aquisitivo da população no período. A Administração Pública cresceu 2,8% no período e representa 25,7% do PIB pernambucano, ajudando para que o setor de Serviços não ficasse no negativo. A Indústria, por sua vez, apresentou queda de 1,6% no período acumulado até setembro, puxada negativamente pela Construção Civil, com queda de 4,0%, e os Serviços Industriais de Utilidade Pública, com queda de 6,1%, representando eletricidade, água, esgoto e limpeza urbana. O único setor que apresentou crescimento relevante no mesmo período foi o da Agropecuária, com crescimento de 10,2%. Apesar do forte crescimento, o setor representa apenas 5,3% da formação do PIB pernambucano, não sendo suficiente para dar força ao resultado total. Analisando 2020 a 2022, vê-se que a pandemia trouxe um impacto maior na economia pernambucana em relação à brasileira. A queda foi maior em 2020, -4,1% x -3,3%, e a recuperação foi mais fraca nos anos seguintes de 2021 e agora em 2022, mesmo com os Auxílios Emergencial e Brasil. O desafio para o próximo governo é justamente o de reverter essa situação de crescimento mais baixo que a média nacional. Novas políticas de atração de investimentos e de melhoria na competitividade para fazer negócios são estratégias urgentes a serem adotadas.


22/12/2022

Arrecadação soma R$ 172 bi em novembro, maior valor para o mês desde 2013


20/12/2022

Rendimento do home office é 9,69% maior que nas demais modalidades

À medida que o home office ganhou maior adesão, a quantidade de trabalhadores na modalidade subiu para então se estabilizar no patamar de 6,53 milhões com rendimento médio de R$ 3.009,88. Desde o 2º trimestre de 2021, os rendimentos de quem está em home office vêm se mantendo acima dos demais trabalhadores. A tendência de alta iniciou com a pandemia, em março de 2020, com as restrições de deslocamentos impostas, que mudaram o perfil de quem trabalha em casa. De março 2020 para cá, o Nº de trabalhadores em home office aumentou de 4,3 milhões para 6,53 milhões, um aumento de mais de 50%. O pico no número de profissionais em home office foi no 4º trimestre de 2021: 6,59 milhões. O 3º trimestre de 2022 teve o 2º maior número em 4 anos. A pandemia mudou o perfil das pessoas que trabalham remotamente. Pessoas mais qualificadas e melhor remuneradas, em atividades em que a presença física não é exigida, como em áreas de tecnologia, atividades financeiras, informação e comunicação estão em home office. Já a proporção de trabalhadores em home office dentro do total de ocupados é atualmente de 6,7%. O pico foi alcançado no 2º trimestre de 2021: 7,37%. Esse número apresentou queda por conta de 2 motivos: redução do desemprego e retorno ao trabalho presencial. O trabalho em home office se consolidou no Brasil. As adaptações com ferramentas de comunicação online avançaram muito durante a pandemia, facilitando o processo, e as reduções de custos com escritórios também ajudaram. O formato híbrido parece ser uma alternativa também.


19/12/2022

O PIB dos municípios brasileiros para 2020 apresenta diminuição da concentração nas capitais

No período de 2002 para 2020, o número de cidades que detém o maior peso sobre o PIB nacional mais do que dobrou. O PIB do interior também aumentou a sua participação. Em 2020, 9 municípios responderam por quase 25% do PIB: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Manaus, Curitiba, Osasco, Porto Alegre e Guarulhos. Em 2002, apenas 4 municípios, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte, respondiam 1/4 da economia. Entre os 25 maiores municípios, houve redução frente a 2002. O município de São Paulo representa quase 10% do PIB, seguido pelo Rio de Janeiro, com 4,4%. Entre os 14 municípios não capitais, 12 fazem parte da região Sudeste, sendo 9 deles paulistas, 2 fluminenses e 1 mineiro. Quanto ao PIB per capita, da média nacional de R$ 35.935,74, as regiões N e NE se encontram abaixo da média, enquanto CO, SE e S estão acima. As metrópoles e capitais regionais ficam acima e os centros locais abaixo. O semiárido tem o menor PIB per capita das regiões. Durante a pandemia, as cidades que têm uma forte concentração na atividade de serviços tiveram uma queda maior do PIB. Já as cidades que vivem da extração mineral, agronegócio e indústrias tiveram uma elevação. Isso pode ser visto com quem mais avançou ou recuou. Pernambuco, Pará e Espírito Santo tiveram desenvolvimento da Indústria fora da capital. Piauí teve aumento da agropecuária fora da capital. De 2002 a 2020, a participação dos municípios das capitais caiu de 36,1% para 29,7%, sendo a menor participação da série histórica.


18/12/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


16/12/2022

Brasil ficou em 54º no Índice Global de Inovação das Nações Unidas

O Brasil vem atrás do Chile na América Latina, em 1º lugar, seguido pelo México em 3º. Suíça, EUA e Suécia são os 3 primeiros no mundo. A inovação é ferramenta importante para o desenvolvimento econômico. O índice leva em consideração 7 categorias: sofisticação dos negócios e do mercado; infraestrutura; capital humano e sua formação; o papel das instituições; criatividade; e produtos oriundos do conhecimento, como o número de patentes registradas e ganhos de produtividade. De 2000 para cá o investimento em pesquisa e desenvolvimento triplicou, chegando a US$ 2,4 Trilhões. Em 1960, os EUA respondiam por 70% de todo o investimento em pesquisa e desenvolvimento no mundo. Em 2020, caiu para 30%, com os demais países ocupando espaço e se desenvolvendo. O Chile vem na 50ª posição e o Brasil em 54º, ficando em primeiro na região por conta do seu setor de tecnologia que é bastante promissor. O Chile tem hoje mais de 8.000 empresas de tecnologia e em 2021 montaram a sua rede de 5G antes mesmo que o Brasil. O Brasil, por sua vez, teve número recorde de IPOs em 2021, com um valor de mercado próximo de US$ 7 Bilhões. Alguns pontos chamam atenção no posicionamento brasileiro. O gasto com educação em relação ao PIB e o gasto com pesquisa e desenvolvimento também em relação ao PIB. O relatório divulgado junto com o índice destaca os serviços online do governo brasileiro, o tamanho do mercado brasileiro em relação ao resto do mundo, a importação de produtos com alto conteúdo tecnológico e a quantidade de marcas registradas e patentes nos últimos ano. Mas claro há um caminho muito longo ainda a ser percorrido para que o Brasil tenha uma posição melhor em relação aos seus concorrentes. A China, por exemplo, avançou muito nos últimos anos e hoje tem um grande número de centros de tecnologia comparável aos EUA. No Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro tiveram destaque, ficando entre os 100 maiores clusters de tecnologia mundiais, principalmente São Paulo, líder em tecnologia dentre os estados brasileiros. Ainda há muito o que avançar para o Brasil se beneficiar dos avanços gerados.


15/12/2022

Os Bancos Centrais dos EUA e da Zona do Euro elevaram novamente as taxas de juros, porém ambos reduziram a intensidade dessa elevação

As elevações repercutem dados recentes da inflação parecer estar cedendo nas duas regiões e da atividade econômica também estar menos aquecida. Nos EUA, a alta foi para um patamar de 4,25% a 4,5% ao ano com um aumento de 0,5 p.p. Nas últimas 4 reuniões, foram 4 altas consecutivas de 0,75 p.p. com o intuito de combater a inflação americana que atingiu seu nível mais elevado dos últimos 40 anos do início do ano. Embora tenha reduzido o ritmo, o FED, banco central americano, ainda assim vai continuar elevando os juros para combater a inflação. Na Zona do Euro, a elevação da taxa de juros foi de 1,5% para 2% ao ano, uma elevação de 0,5 p.p., após 2 elevações consecutivas de 0,75 p.p. O BCE, Banco Central Europeu, também vai continuar tentando controlar a inflação via elevação de juros. Vale lembrar que a inflação agora em novembro na Zona do Euro atingiu o patamar de 10% ao ano, maior que a brasileira atual e uma das mais altas desde a criação do Euro. Essas elevações impactam a economia mundial porque os juros mais elevados fazem com que a atividade econômica desacelere, tanto pelo lado do consumo como também pelo lado dos investimentos produtivos. No Brasil isso traz também impactos porque diminui as exportações. Além disso, quando as taxas por lá sobem, os investimentos em títulos de renda fixa se tornam mais atrativos, gerando fuga de capitais de recursos de países emergentes, que têm um risco maior como o Brasil, para países como os EUA, que tem uma maior confiança dos investidores. O resultado dessa redução do ritmo animou os mercados porque significa que os juros talvez não fiquem num patamar tão elevado quanto se esperava e as bolsas terminaram subindo tanto lá fora como aqui no Brasil, reduzindo o impacto das notícias negativas daqui. O Brasil tem uma situação importante: a taxa de juros muito elevada de 13,75% ao ano com a inflação que vem convergindo para o teto da meta. Então, os juros reais estão muito elevados, atraindo muitos investidores para os títulos brasileiros, que pagam juros reais positivos. Os juros reais são os juros nominais da SELIC menos a inflação. No Brasil, hoje, são os mais altos do mundo. Porém devem começar a cair a partir do ano que vem, mas não no ritmo que vinha se falando por conta do risco fiscal. Essas mudanças nos juros impactam a taxa de câmbio.


13/12/2022

O setor de serviços caiu 0,6% no mês de outubro, logo após registrar o recorde histórico no mês de setembro

Nos meses de maio até setembro houve elevação. Com relação ao mesmo mês do ano anterior, o volume de serviços registrou a 20ª taxa positiva consecutiva. Na comparação interanual, o setor acumula agora uma alta de 8,7% no ano e de 9% no acumulado dos últimos 12 meses. O setor de Serviços está sendo o principal responsável pela recuperação da economia Brasileira em 2022, já que ele também representa mais de 70% do PIB. O patamar do volume de serviços prestados do país ficou 10,5% acima do período pré-pandemia (fevereiro, 2020) e 0,6% abaixo do máximo da série histórica, registrado em setembro passado, de acordo com o IBGE, mostrando forte recuperação do setor e de sua empregabilidade. O resultado negativo foi disseminado já que 3 das 5 atividades registraram queda na passagem para outubro. A maior influência negativa veio do segmento de transportes. O transporte aéreo teve uma queda de 27,38% no mês de outubro por conta do aumento das passagens aéreas. As atividades turísticas caíram 2,8% em outubro, eliminando quase todo o ganho acumulado de 3% entre julho e setembro. O setor de turismo se encontra 2,5% abaixo do patamar pré-pandemia e 9,6% abaixo do ponto mais alto da série (fevereiro, 2014), ano da copa do mundo no Brasil. 8 das 12 localidades pesquisadas tiveram queda. A influência negativa mais relevante veio de São Paulo (-3,6%), seguido por Rio de Janeiro (-3,4%), Distrito Federal (-7,8%), Rio Grande do Sul (-3,6%) e Paraná (-3,2%). Minas Gerais (1,4%) registrou o principal avanço regional.


12/12/2022

Economia deve crescer somente 0,75% em 2023, segundo o Boletim FOCUS

Em 2022, o crescimento surpreendeu as expectativas do início do ano, que eram de crescimento abaixo de 0,5%, e deve crescer acima de 3%. Entenda o que causa essa previsão para 2023 e suas consequências. O setor de Serviços fez a grande diferença no ano de 2022, último a se recuperar do baque que sofreu com a pandemia, surpreendendo aqueles que não acompanham de perto o desempenho da economia brasileira, puxando os demais setores, indústria e agropecuária, junto. Mas 2023 não vai ter o setor de Serviços puxando o PIB. Além disso, os juros foram elevados na economia brasileira ao longo das inúmeras reuniões do COPOM/BC, desacelerando o consumo e os investimentos para combater o maior dos males, a inflação que ressurgiu com força. Esse movimento, inquestionavelmente prudente, também foi tomado pelos bancos centrais dos demais países para conter o mesmo mal que os tem atingido. A consequência foi a desaceleração das economias mundiais, com previsão de crescimento menor em 2023 (2,7%) que em 2022 (3,2%). Então, o cenário será mais difícil para o Brasil em 2023 por conta da queda no consumo mundial de commodities, que já vem derrubando os preços do petróleo, carnes, grãos etc. impactando o agronegócio exportador brasileiro. O que se repete com os produtos industrializados. No cenário interno, o consumo também terá queda, pois o custo dos financiamentos de eletrodomésticos, veículos, casas, ficou mais alto, freando o consumo. Os investimentos também tendem a diminuir porque o custo do capital ficou alto e por conta do risco da política fiscal. A política fiscal poderia ajudar um país em estagnação, mas somente de forma temporária. No caso brasileiro, o aumento de gastos pode mais atrapalhar que ajudar, se causar retorno de inflação para a economia. Caso isso aconteça, os juros tendem a ficar altos por mais tempo. Os gastos ajudam no aumento do consumo que tiram a economia da situação de estagnação, mas se for acompanhada de inflação, os juros permanecerão altos e o país pode mudar de uma situação de estagnação de crescimento para de estagflação, com crescimento baixo e inflação. Para evitar o baixo crescimento é importante a manutenção de um ambiente de reformas na economia. A Reforma Tributária e um arcabouço de responsabilidade fiscal, por exemplo, precisam ser aprovados, trazendo competividade, estabilidade e crescimento sustentável ao país.


12/12/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.