PodCasts

08/12/2022

O IBGE divulgou que em outubro as vendas do comércio varejista tiveram uma variação positiva de 0,4% em relação a setembro


07/12/2022

A SELIC foi mantida no atual patamar de 13,75% na última reunião do ano do COPOM

A decisão veio alinhada com as perspectivas do mercado, mas trouxe alertas em relação às expectativas de maiores gastos fiscais em 2023 que podem retardar o processo de diminuição da taxa. A decisão já era quase que unanimidade por parte dos analistas financeiros, que estão mais preocupados com a política monetária para 2023. A expectativa de redução da SELIC vem sendo diminuída nas últimas semanas, desde que se propôs a PEC da Transição com gastos acima do Teto. O problema gira em torno dos efeitos que gastos muito elevados podem trazer na economia, principalmente na inflação, medida pelo IPCA. E a relação é direta: maiores gastos levam a uma pressão inflacionária, que levam o Banco Central a manter os juros altos por mais tempo. Mas o efeito também pode ser sentido em outras variáveis macroeconômicas importantes. O câmbio tende a ser afetado num cenário de maior déficit fiscal, desvalorizando a moeda brasileira em relação ao Dólar, já que investidores sairão do mercado que apresenta maior risco. A relação dívida/PIB também tende a se deteriorar pois a expectativa é de crescimento baixo no ano que vem, tanto no Brasil como na União Europeia e EUA, pois todos esses países estão elevando os juros. Com crescimento baixo e gastos maiores, o único caminho é o endividamento. Os olhos estão cada vez mais voltados para o impacto que a PEC da Transição trará nas contas públicas, que definirá se os juros permanecerão altos por mais tempo. A semana é decisiva no Congresso para definir o tamanho do aumento do gasto e o seu tempo de duração.


06/12/2022

O relatório final da PEC da transição prevê gastos acima do Teto em R$ 175 Bilhões

O relatório foi apresentado por meio de um substitutivo pelo relator, o Senador Alexandre Silveira, reduzindo o valor a exceder o teto de gastos de R$ 198 Bilhões para R$ 175 Bilhões e em 2 anos. O relatório da PEC aponta a manutenção do Auxílio Brasil com o nome de Bolsa Família no valor de R$ 600,00 mais o adicional de R$ 150,00 por criança de até 6 anos que, segundo sua estimativa resulta em R$ 175 Bilhões para 2023. Mas não há vinculação definida para essa despesa. A PEC tramitará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e depois seguirá para o plenário do Senado. O relator não retirou o programa de transferência de renda do teto. A exceção de gastos de R$ 175 Bilhões será para despesas primárias obrigatórias e discricionárias. O relator exclui do teto, em seu relatório, as despesas das instituições federais de ensino que são contrapartidas de receitas próprias, doações ou convênios e despesas custeadas com transferências entre estados e união para a execução direta de obras e serviços de engenharia. Também ficaram excluídos do teto de gastos, os recursos oriundos de operações financeiras por organismos multilaterais em que o Brasil faz parte, como o Fundo Amazônia e outros, por exemplo, assim como as despesas com projetos socioambientais. O relatório prevê a apresentação de uma lei complementar para a instituição de um novo arcabouço fiscal que deve ser votado até dezembro de 2023 e algo bastante importante consta no seu parecer: a extensão da Desvinculação de Recursos da União (DRU) até dezembro de 2024. Vale lembrar que a DRU é um mecanismo que permite ao governo remanejar receitas vinculadas a rubricas específicas para dar uma maior flexibilidade aos gastos, permitindo à união remanejar 30% da arrecadação com contribuições sociais, royalties e taxas para outras despesas.


06/12/2022

Mercado revisa taxa de juros da economia com preocupação fiscal


04/12/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


01/12/2022

O PIB brasileiro cresceu 0,4% no 3º trimestre na comparação com o trimestre imediatamente anterior

No acumulado do ano, de janeiro até setembro, apresentou crescimento de 3,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. As previsões do ano de 2022 devem mudar. O resultado é bastante representativo porque vale lembrar que no início do ano se falava de um crescimento do PIB de 0,4%, previsão bastante pessimista, mas o setor de Serviços vem surpreendendo ao longo do ano, como aconteceu novamente nesse trimestre com mais um crescimento. O setor de Serviços é bastante importante porque representa boa parte da formação do PIB, com mais de 70% do total. Os Serviços cresceram 1,1%, puxando toda a economia. A indústria também teve um resultado positivo de 0,8% e a agropecuária teve uma queda de 0,9%. Pelo lado da demanda, o Consumo das Famílias é quem tem um peso maior na formação do PIB, com mais de 60%, e teve um crescimento de 1%. Já os investimentos também tiveram um crescimento importante de 2,8% também ajudando na formação do PIB com o Consumo do Governo. Pois é, as previsões do PIB para 2022 provavelmente vão ser revisadas porque se fala de um crescimento da economia de 2,8% para esse ano, mas no acumulado de janeiro a setembro a economia já cresceu 3,2%. Então teria que cair no último trimestre do ano para o resultado ficar negativo. Normalmente, o último trimestre do ano apresenta crescimento e o resultado deve ser revisado, talvez fechando o ano de 2022 com crescimento de 3% ou mais. Já para 2023, a expectativa é de realmente um crescimento mais fraco por conta dos juros mais altos e desaceleração mundial.


29/11/2022

Arrecadação federal bate recorde em outubro e atinge R$ 205,4 Bilhões, maior valor para o mês em 28 anos

O resultado representa um aumento real de 7,97% na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, a arrecadação avançou 9,35%, para R$ 1,83 Trilhão. Os números da Receita Federal mostram que essa também foi a maior arrecadação, para o período de janeiro a outubro de um ano, desde o início da série histórica, em 1995, recorde dos últimos 28 anos, uma alta real de 9,35%, quando corrigido pela inflação do período. O desempenho recorde da arrecadação de outubro foi marcado por 3 fatores: Pelo bom desempenho no recolhimento de R$ 3 Bilhões em Imposto de Renda e CSLL por empresas ligadas ao setor de commodities, como o petróleo, minério e alimentos. Os preços em alta geraram mais tributos. No acumulado do ano, esse mesmo tipo de aumento de receita atingiu a marca de R$ 40 Bilhões contra R$ 36 Bilhões de 2021. Em contrapartida, foram reduzidos tributos sobre combustíveis e produtos industriais neste ano, acumulando uma perda de receita de R$ 31,75 Bilhões. O aumento dos juros básicos da economia nos últimos meses, atingindo o atual patamar de 13,75% ao ano, maior em seis anos, também impulsionou a arrecadação. De janeiro a outubro, o IRRF sobre Rendimentos de Capital teve arrecadação de R$ 69,5 Bilhões, com alta real de 62,2%. A elevação da massa salarial foi outro fator que contribuiu positivamente para a alta da arrecadação, pois gerou incremento nas receitas previdenciárias. Como nesse ano já foram gerados mais de 2,3 milhões de empregos adicionais com carteira assinada, houve aumento importante. Os bons números da arrecadação do governo estão ajudando as contas públicas. Apesar de uma meta fiscal de déficit de R$ 170,5 Bilhões para 2022, o Ministério da Economia estimou neste mês que as contas do governo registrarão um superávit primário de R$ 13,5 Bilhões em 2022. O saldo primário indica que o governo gastará menos do que a arrecadação do ano. Se confirmado, será interrompida uma trajetória de 8 anos com as contas no vermelho. Mas tudo deverá mudar no ano que vem com crescimento baixo e gastos além do Teto previstos na PEC da Transição.


28/11/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


25/11/2022

O Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil atingiu o maior patamar em 8 anos

O Banco Central (BC) divulgou os dados das transações do Brasil com o resto do mundo referente ao mês de outubro e o IED na economia Brasileira atingiu o patamar de US$ 73,95 Bilhões. Esse é o maior valor em 8 anos e ajuda e muito para justamente financiar o déficit das contas externas aqui no Brasil. É importante lembrar que esses recursos são usados em investimentos em empresas aqui no Brasil, seja comprando empresas domésticas ou criando empresas do zero. Então, são investimentos que vão ficar por um bom tempo aqui dentro do país ajudando a movimentar a economia, gerando emprego e renda. E fazendo com que a economia se desenvolva de forma sustentável com recursos baratos e externos, sem comprometer a poupança doméstica. Na comparação desse investimento de médio a longo prazo com outros países, o Brasil, hoje, é o terceiro maior destino de investimentos estrangeiros, ficando atrás somente dos EUA e da China, que são grandes potências mundiais, com economias muito maiores que a brasileira. Ao analisar as contas externas do país na divulgação do BC, percebe-se que o gasto com viagens internacionais mais do que dobrou nesse mês de outubro comparado com o mês de outubro do ano passado e chama atenção que a remessa de lucros também aumentou consideravelmente. Isso tem a ver com o maior desempenho da economia Brasileira, mas também com preocupações de empresas internacionais que estão aqui dentro do país com a tributação de lucros e dividendos no próximo governo. Então, muitas das empresas estão antecipando a distribuição de lucros.


23/11/2022

Concentrações urbanas crescem 19% entre 2015 e 2019 e representam um desafio para as políticas públicas

Todas as regiões tiveram acréscimo de áreas urbanizadas. O avanço foi maior no Nordeste, Sul e Norte, proporcionalmente. Nas regiões Nordeste e Norte o desafio é ainda maior. O IBGE divulgou o mapeamento mais atual com densidade populacional dos estados e municípios com mais de 100 mil habitantes por todo o Brasil. o resultado apresentado foi de aumento de 19% nessas áreas, com mudanças, inclusive, entre os principais aglomerados urbanos. A comparação das concentrações urbanas indica uma expansão continuada das áreas urbanizadas no Brasil. Todas as regiões tiveram acréscimo de áreas urbanizadas, com destaque para os 443 municípios costeiros, que ocupam 5% do território nacional, 19% do total de áreas urbanas. Todas as áreas urbanizadas do país caberiam no estado do Espírito Santo e o somatório de áreas urbanizadas do Brasil é maior do que países inteiros, como Dinamarca e Países Baixos. Por outro lado, o Nordeste apresentou a maior área absoluta de loteamentos vazios no Brasil. Ao observar o ranking das concentrações urbanas das cidades no país, não houve alteração das três líderes entre 2015 e 2019: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A concentração urbana de São Paulo, maior do país, tem 37 municípios e tinha 2.133 km², 4,64% do total. A concentração urbana de Porto Alegre cresceu em 170 km² e ultrapassou a concentração de Brasília, com expansão inferior (152 km²). Já a concentração urbana de Recife, 8ª maior, teve aumento de 126 km² em sua área e ultrapassou as concentrações urbanas de Campinas e Fortaleza. As áreas urbanas representam menos de 0,6% do território brasileiro, concentradas no litoral. A concentração traz dificuldades no planejamento urbano e em seu desenvolvimento sustentável. A interiorização do país facilitaria, pois o investimento em infraestrutura seria menor.