PodCasts

22/11/2022

Pela 1ª vez em 2 anos, comércio do G20 cai e acende um alerta para o ano que vem

Após vários trimestres de crescimento sustentado, os produtores de commodities no grupo registraram queda nas exportações de mercadorias, por conta da desaceleração na demanda e queda dos preços. A OCDE apresentou relatório que indica queda nas exportações dos países do G20 no 3º trimestre de 1,3% e diminuição das importações de 1,1% como resposta a uma diminuição na demanda mundial e redução dos preços das commodities dos seus picos atingidos recentemente. O FMI alertou que a desaceleração mundial vai acontecer em 2023 e já pode ser visualizada a partir da retração nas compras dos gerentes, medida pelo índice de gerente de compras (PMI). A maioria das economias avançadas já apresenta retração em suas compras. As exportações caíram 4% no Brasil, 8,8% na Argentina, 11,9% na Índia, 7,2% na Austrália, 6,7% na África do Sul e 3,3% no Canadá. As exportações brasileiras no 3º trimestre foram US$ 3,5 Bilhões menores que no trimestre anterior, mas US$ 11,3 Bilhões maiores que 2021. A OCDE relata que a desaceleração mundial em 2023 provocará uma queda no preço das commodities e resfriamento da demanda, impactando as exportações brasileiras para as economias avançadas. Os juros altos estão desacelerando as economias da União Europeia, principalmente. A saída para o Brasil pode vir nas relações comerciais com os vizinhos na América do Sul. O comércio com os parceiros do Mercosul tem se intensificado em 2021 e 2022, após a saída da pandemia e é um tipo de comércio mais diversificado, não somente de commodities agrícolas. O Governo eleito traz um alinhamento maior com as economias dos países vizinhos e isso pode ser explorado comercialmente em benefício do agronegócio exportador e das indústrias locais que atendem o mercado consumidor do Mercosul, principalmente automóveis e eletrodomésticos. Outro caminho a ser seguido em 2023, segundo a OCDE, é com os países asiáticos. Apesar da desaceleração mundial de 2023, os países asiáticos continuarão com taxas de crescimento acima da média mundial, principalmente Índia e China, demandando commodities brasileiras.


22/11/2022

Os impactos da PEC da Transição na economia

Entrevista à CBN Caruaru junto a Pedro Neves.


21/11/2022

Brasil sobe para a 2ª colocação no ranking de governo digital do Banco Mundial

O país subiu 6 posições entre 2021 e 2022, no ranking liderado pela Coreia do Sul, dentre 193 países. o Banco Mundial identificou os recursos do App Gov.Br como ferramentas para a digitalização. A pontuação média dos países no Índice de Maturidade em Governo Digital (GTMI em inglês) é de 0,552, com valor de 0 a 1. O Brasil obteve 0,975, e a Coreia do Sul, 0,991. Em 3º vem a Arábia Saudita (0,971). Emirados Árabes (0,961) e Estônia (0,956) em 4º e 5º lugares. Em seguida, aparece mais um integrante do G20, a França (0,945). Índia (0,94); Lituânia (0,918); Mongólia (0,907); e Rússia (0,897) completam a lista dos top 10. Entre as maiores economias do mundo, EUA ocupam a 60ª posição do ranking; China, 86ª; Japão, 59ª; e Reino Unido, 30ª. O aplicativo Gov.br lançado em 2019, que já conta com mais de 140 milhões de usuários, foi considerado novamente como um fator importante para o resultado de 2022, repetindo sua destacada relevância do resultado de 2021. O aplicativo vem consolidando informações num só local. O Gov.Br dá acesso a documentos digitais como as carteiras de trabalho, de motorista e de vacinação. Outro recurso disponível na plataforma, desde abril de 2022, é a assinatura em documentos por meio digital, que rapidamente tem sido adotada pela maioria dos brasileiros. O recurso funciona de forma simplificada e reduz a dependência de idas a cartórios para o reconhecimento de firma, pois vem com um selo de autenticidade do Gov.Br que pode ser verificado digitalmente por qualquer pessoa ou empresa. Muitos órgãos públicos já o estão aceitando. No ranking, o Banco Mundial mede os índices de sistemas governamentais centrais; de prestação de serviços públicos; de engajamento do cidadão digital; e de capacitadores de GovTech. Iniciativas foram registradas em 78% das economias analisadas e o Brasil não ficou para trás.


20/11/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


18/11/2022

Compras por WhatsApp e busca por estabelecimentos teve início no Brasil

A Meta anunciou, em evento com Mark Zuckerberg online no Brasil, que essas funcionalidades já estão em operação no país, se tornando o 1º no mundo a adotar a ferramenta no WhatsApp. A versão do WhatsApp que permite a criação de contas para empresas se comunicarem com seus clientes existe desde 2018. Atualmente, a plataforma realiza 5 milhões de contatos de negócios por dia no Brasil. Mas as funcionalidades ainda são limitadas na hora de fazer compras. O Brasil se tornou o 1º país do mundo a estrear um recurso de buscas por estabelecimentos próximos dentro do WhatsApp e, em breve, a Meta lançará pagamentos para compras on-line também por aqui. A funcionalidade ainda está avançando em regulações. O Banco Central autorizou uma alteração no regulamento dos arranjos de pagamentos da bandeira Visa para implementação de compras pelo WhatsApp. A alteração foi feita para permitir uma melhora em aspectos concorrenciais e não discriminatórios no credenciamento. O novo serviço de compras pelo app será diferente do WhatsApp Pay, lançado em junho de 2021 para transferências de dinheiro entre pessoas físicas. Além dos contratos com plataformas de pagamentos, os estabelecimentos pagarão uma taxa ao WhatsApp pelo serviço no aplicativo. O WhatsApp é o mais usado pelos brasileiros, acessado por 96,4% das pessoas conectadas à internet, de 16 a 64 anos, segundo a consultoria de mídia digital Hootsuite. A abrangência permite um acesso a todo o público e representa oportunidade para expansão de canais de vendas. Em maio, o iFood informou que atendia a 25% dos pedidos de delivery de comida no Brasil, enquanto as encomendas por WhatsApp e telefone representavam, respectivamente, 37,7% e 17,5%. Os 19,8% restantes são divididos entre Apps concorrentes e sites próprios dos restaurantes.


17/11/2022

PEC da Transição prevê gastos fora do Teto de R$ 198 Bilhões

A proposta foi entregue ao Senado com um texto base que será discutido internamente e poderá sofrer alterações. Os gastos com o Bolsa Família ficarão permanentemente fora do Teto na proposta apresentada. A entrega da PEC e a declaração de Lula sobre o mercado e o Dólar trouxeram um aumento de 10% no Risco-Brasil em apenas um dia. Essa preocupação tem forte relação com a questão fiscal do país, que já tem um grau de endividamento em relação ao PIB muito elevado (76,2%). A proposta apresentada vai liberar e redistribuir os R$ 105 Bilhões que estavam orçados para o pagamento dos R$ 400,00 do Auxílio Brasil para outras ações que ainda serão determinadas na peça orçamentária, no formato de emendas do relator e controladas pela equipe de transição. Soma-se a esse valor, os montantes de R$ 52 Bilhões para garantir o Bolsa Família em R$ 600,00; R$ 18 Bilhões para pagar o valor extra de R$ 150,00 para cada criança até 6 anos; e, R$ 23 Bilhões para investimentos, todos fora do Teto de Gastos. O total chega a R$ 198 Bilhões. A proposta vai tramitar no Senado e deve sofrer alterações. O desejo de manter despesas fora do Teto de Gastos por todos os 4 anos do mandato de Lula preocupam o mercado que vê uma trajetória de endividamento que pode chegar aos 98% do PIB em alguns cenários no curto prazo. É importante manter uma política social, como o Bolsa Família, pois comprovadamente trouxe benefícios para a população mais pobre no país, mas é preciso que a responsabilidade fiscal caminhe junto com esse programa, pois as consequências, inflação e juros altos, prejudicam.


16/11/2022

O PIB recuou em 24 das 27 Unidades da Federação devido à pandemia em 2020

O impacto econômico foi considerável em diversos estados brasileiros com a queda de 3,3% do PIB nacional. A relevância econômica de SP, RJ, MG, PR e RS caiu no período, enquanto a dos 22 restantes subiu. A dinâmica econômica das Unidades da Federação (UFs) é apresentada pelas Contas Regionais do IBGE anualmente. O ano de 2020 foi seriamente impactado pela pandemia e trouxe mudanças importantes nas UFs. A composição da economia dos estados mostrou o impacto sofrido em cada um. Estados mais voltados ao agronegócio cresceram mais que a média, enquanto aqueles mais ligados ao setor de serviços sofreram mais. Essa mudança fez com que 8 UFs mudassem de posição, um cenário somente visto na crise entre 2014 e 2016, quando 10 UFs mudaram de posição. MS e RR tiveram os crescimentos mais altos do PIB, de 0,2% e 0,1%, respectivamente, em 2020. MT teve crescimento de 0,0%, ficando em 3º lugar e o PA e SE ficaram em 4º e 5º lugares, com quedas de 0,2% e 1,0%, cada. Os piores foram o RS, CE e RN, com quedas de 7,2%, 5,7% e 5,0%. Os piores resultados por regiões ficaram com Sul e Nordeste, com quedas de 4,2% e 4,1%, respectivamente. A região Centro-Oeste apresentou o melhor resultado, puxado pelo agronegócio exportador. A Região Sudeste teve queda intermediária, com -3,3%. Norte teve desempenho de -1,6%. O PIB per Capita também sofreu alterações. RJ caiu de 3º para 6º maior do Brasil, sendo ultrapassado por MT, MS e SC. O DF continua em 1º, com SP em 2º. MA e outros estados do NE e N continuam nas últimas posições, com vários deles perdendo relevância ao longo dos anos.


13/11/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


11/11/2022

O Grupo MBP inaugura fábrica em Pernambuco com investimento acima de R$ 100 Milhões

A fábrica vai gerar 160 empregos diretos e mais de 500 empregos indiretos e fica localizada no município de Ribeirão, Mata Sul de Pernambuco. O investimento deve atrair mais negócios. Nesta sexta-feira participei da inauguração da fábrica com a presença do seu presidente, Ronald Carvalho, que apresentou os planos de crescimento do Grupo MBP – Metalúrgica Barra do Piraí aqui em Pernambuco. Esta é a 4ª unidade do grupo com mais de 70 anos no Brasil. O projeto de mais de R$ 100 Milhões tem parte dos recursos financiados pelo Banco do Nordeste em projeto que elaborei com a equipe da CEDES Consultoria e Planejamento e com um grande apoio da Superintendência Estadual do BNB, através do seu Superintendente, Pedro Ermírio. A fábrica vai atender a Região NE produzindo painéis, telhas e portas com isolamento térmico que servem para centros de distribuição, centros de conservação de frutas e sementes e para supermercados, galpões e outras construções civis que precisam de conservação da temperatura. O Grupo MBP está planejando uma expansão da fábrica, pois a unidade já está produzindo e faturando para a região. No evento foi apresentada a possibilidade da CSN montar uma unidade ao lado para fornecer bobinas de aço, já que hoje importa devido ao alto custo logístico. O Grupo MBP está hoje entre as 1.000 maiores empresas do Brasil e é o segundo maior cliente da Companhia Siderúrgica Nacional – CSN. Isso reforça o conceito que a implantação de uma indústria numa região pode ter um efeito multiplicador, atraindo elos da mesma cadeia produtiva.


10/11/2022

IPCA de outubro sobe 0,59% traz inflação de volta ao cenário

Após 3 meses de deflação, o IPCA de outubro apresentou elevação acima do esperado pelo mercado, puxado pelo grupo alimentos e bebidas com alta de 0,72% e pelas passagens aéreas, que tiveram elevação de 27,38%. Em julho, agosto e setembro, as variações haviam sido de -0,68%, -0,36% e -0,29%, respectivamente. No ano, o IPCA acumula alta de 4,70% e, nos últimos 12 meses, de 6,47%, abaixo dos 7,17% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2021, havia sido de 1,25%. Os combustíveis tiveram deflação em outubro e outros itens com o ICMS reduzido também apresentaram contração ou crescimento baixo dos seus preços, mas 8 dos 9 grupos pesquisados tiveram alta em outubro e o índice de difusão aumentou para 68%, um alerta adicional. A expectativa de mercado era de uma elevação de 0,45% e as passagens aéreas, sozinhas, responderam por uma elevação de 0,16 ponto percentual do aumento total. O acumulado de 12 meses caiu porque a inflação de outubro de 2021 foi de 1,25%, sendo substituída por essa mais baixa. A alta desse mês reacende o alerta de que a inflação não está totalmente controlada e que pode retardar a mudança na política monetária do ano que vem, caso ainda se mantenha pressionada. O final do ano sempre apresenta uma tendência alta, mas o que preocupa é 2023. O lado fiscal da economia em 2023 precisa levar em consideração que mais gastos terão mais influência sobre a inflação, retardando a política monetária contracionista. Ou seja, se os gastos forem elevados, talvez o Banco Central aumente mais os juros ao invés de baixá-los.