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08/11/2022

Vinhos do Vale do São Francisco conseguem a 1ª Indicação Geográfica de Vinhos Tropicais do mundo concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI)

A indicação beneficia os produtores de vinho e espumantes da região conhecida internacionalmente como Paralelo 8. Essa é uma demanda de mais de 50 anos do Instituto do Vinho do Vale do São Francisco (Vinhovasf) em parceria com a Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport), Embrapa Semiárido e a Embrapa Uva e Vinho. A Indicação Geográfica (IG) obedece aos mesmos requisitos usados na União Europeia (UE) e engloba uma área geográfica de produção localizada nos municípios de Lagoa Grande, Petrolina e Santa Maria da Boa Vista, em Pernambuco; e, Casa Nova e Curaçá, na Bahia, mais de 8 vinícolas. Para obter o reconhecimento, foi necessário um trabalho de caracterização da região, necessário para enquadrar o cultivo de uvas e produção de vinho como uma IG, envolvendo mais de 40 profissionais entre pesquisadores, professores e técnicos, caracterizando a IG da região. Para enquadrar como a IG do Paralelo 8, foi preciso entender o funcionamento da vitivinicultura na região tropical, muito específica para produção de uvas e vinhos numa região semiárida, com muita incidência solar, e no aprimoramento da produção e qualidade dos vinhos. O selo de IG estabelecerá novos patamares de abertura de mercados e agregação de valor para a única região no mundo a produzir 3 colheitas por ano e a elaborar vinhos de janeiro a dezembro. São vinhos jovens, leves, frutados e aromáticos que têm ganhado prêmios internacionais. O Vale do São Francisco apresenta altitude de 400 ms, clima semiárido, solos ricos em minerais e pobres em matéria orgânica, 3.100 horas de sol/ano, ausência de inverno e irrigação controlada com água do Rio São Francisco. A região produz anualmente 7 milhões de litros de vinho. A UE se consolidou ao longo do tempo como produtora de vinhos, queijos, carnes e outros alimentos com origem controlada, usando selos de IG, garantindo a procedência e qualidade dos seus produtos, desejados internacionalmente, um caminho a ser seguido no Vale do São Francisco.


07/11/2022

O Banco Mundial atualizou os dados referentes à população brasileira abaixo da linha de pobreza para o ano de 2020 sob efeito do Auxílio Emergencial

Resultado: Redução de 11,37 para 4,14 milhões de pessoas na linha de pobreza, 7,23 milhões de pessoas que saíram desse patamar. Com a atualização, o percentual de pessoas abaixo da linha de pobreza no Brasil caiu de 5,39% em 2019 para 1,95% em 2020. Em 2003, 12,61% da população brasileira, o equivalente a 22,92 milhões de pessoas, estavam abaixo da linha pobreza, avançando continuamente até 2014. Em 2014, o país chegou a 3,33% da população abaixo da linha de pobreza, ou 6,74 milhões de pessoas nessa condição. A partir de 2015, quando a crise do Governo Dilma se instalou, houve um aumento, ano após ano, até o ano de 2019, quando chegou ao patamar de 5,39%, um retrocesso. O Auxílio Emergencial criado em 2020 para combater os impactos econômicos negativos da pandemia sobre os informais e os mais pobres mudou a trajetória drasticamente. Os dados divulgados pelo Banco Mundial mostram essa queda vertiginosa de 3,44 pontos percentuais em um ano. No estudo que desenvolvi na época sobre os impactos do Auxílio Emergencial a nível municipal, os impactos sobre os municípios das regiões mais pobres, principalmente no Nordeste, já eram notados. Mas também foi constatada a redução na pobreza dessas áreas, localmente. No mesmo período, outros países adotaram políticas de auxílio parecidas com a do Brasil, mas o impacto não foi tão relevante como por aqui. Países avançados têm uma parcela muito pequena da população abaixo da linha de pobreza. Nos EUA, é de 1,00%. Em Portugal, 0,15%. Já na Argentina, o impacto econômico da pandemia sobre a pobreza foi expressivo. A população que vive abaixo da linha de pobreza aumentou de 0,78% em 2019 para 1,07% em 2020. Colômbia foi de 5,28% para 10,82%, maior ainda. No Paraguai, caiu de 1,01% para 0,81%. Programas de transferência de renda precisam ser política pública prioritária. Independente de ser chamado de Auxílio Emergencial, Auxílio Brasil ou Bolsa Família, eles precisam ser simples e abrangentes, com um valor que faça a diferença, mas claro, com responsabilidade fiscal.


07/11/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


04/11/2022

Petrobras tem lucro de R$ 46,1 Bilhões no 3º trimestre

O valor representa um aumento de 48% em relação ao mesmo período do ano passado com receita líquida de R$ 170,1 Bilhões. A receita com os derivados de petróleo aumentou 10% e pela venda de petróleo bruto reduziu 21,7%. A Petrobras informou que irá fazer um pagamento antecipado de dividendos aos acionistas. A quantia é 95% do lucro líquido no período: R$ 43,68 Bilhões. O montante foi aprovado pelo Conselho de Administração da estatal e será pago em dezembro desse ano e janeiro de 2023. O Governo receberá R$ 12,5 Bilhões e o BNDES R$ 3,5 Bilhões. Os valores estão alinhados à Política de Remuneração aos Acionistas que estabelece pagamento de 60% da diferença entre o fluxo de caixa operacional e investimentos, com endividamento bruto menor que US$ 65 Bilhões. A Petrobras destacou que “não existem investimentos represados por restrição financeira ou orçamentária e a decisão de uso dos recursos excedentes para remunerar os acionistas se apresenta como a de maior eficiência para otimização da alocação do caixa”. A expectativa é que a Petrobras chegue a uma distribuição de lucros próximo de R$ 200 Bilhões esse ano por conta da alta no preço do barril de petróleo e da boa gestão. No ano, a distribuição já atinge R$ 180 Bilhões, bem acima dos R$ 106,7 Bilhões distribuídos em 2021. As variações nos resultados têm acompanhado os altos e baixos nos preços do barril de petróleo no mercado internacional: o preço médio do petróleo Brent foi de US$ 100,85 neste trimestre, segundo a companhia, contra US$ 73,47 um ano antes e US$ 113,78 no trimestre anterior. O Governo Federal tem 50,26% do controle acionário da Petrobras. Os investidores brasileiros detêm 8,03% e os internacionais com 41,71%. Ou seja, o Governo leva a maior parte dos dividendos distribuídos, fora os royalties, para fazer políticas públicas como o Auxílio Brasil.


03/11/2022

Equipe de Lula e Relator do Orçamento estão propondo a PEC da Transição para garantir gastos acima do Teto de Gastos, inclusive do Auxílio Brasil em R$ 600,00

Além dos R$ 200,00 adicionais para manter o Auxílio Brasil no patamar atual, outras despesas serão incorporadas. Como não há espaço no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para um Auxílio Brasil de R$ 600,00, há uma movimentação forte da equipe de transição do Governo Lula com o Relator do Orçamento para que seja votado no Congresso ainda esse ano uma PEC autorizando o gasto adicional. O montante necessário para manter os R$ 200,00 adicionais para os 21,6 milhões de beneficiários é de R$ 52 Bilhões, mas também irão incluir a despesa com o pagamento de R$ 150,00 por cada filho de até 6 anos por família, mais R$ 18 Bilhões, totalizando R$ 70 Bilhões a mais. Só que a ideia é também incluir outras despesas que foram promessas de campanha, como o aumento do Salário Mínimo, reajustado além da correção inflacionária com o crescimento médio do PIB nos últimos 5 anos, verbas para merenda escolar e farmácia popular e piso para a saúde. Só para complementar o piso da saúde, é estimado um gasto adicional de R$ 14 Bilhões. O principal cotado para o Ministério da Fazenda, a ser criado, Henrique Meirelles, fala em uma despesa extra que pode chegar a R$ 200 Bilhões para atender todas essas demandas. O PLOA do ano que vem traz um déficit de R$ 63,7 Bilhões e outras despesas ficaram de fora, como a possível prorrogação da redução do IPI, que elevaria o déficit em mais R$ 20 Bilhões. A perda de receita com redução de PIS, Cofins e CIDE dos combustíveis também pode ser maior. A expectativa de crescimento da economia para 2023 é menor pois a SELIC alta desacelera o consumo e a atividade econômica. Consequentemente, haverá uma queda da arrecadação com impostos que deve aumentar o déficit fiscal do ano que vem, outro fator preocupante. Mas a conta precisa fechar e ser paga. O Governo Lula terá que optar por 1 de 3 caminhos, ou pela combinação deles, para resolver esse problema: se endividar mais, aumentando a relação dívida/PIB; reduzir gastos de outras áreas; e/ou, aumentar impostos, gerando mais receita.


02/11/2022

Conclusão da dragagem do canal de aproximação deixará o Porto de Suape com o maior calado entre os portos do Nordeste

A dragagem deixará o calado em 20 metros, possibilitando a entrada de navios de grande porte, mudando a característica para um porto concentrador de cargas. O imbróglio que se arrastava desde 2011, quando a obra foi iniciada no Governo Eduardo Campos e paralisada por Dilma Rousseff em 2013 por desavenças políticas na época, foi finalmente resolvido, com um acordo de finalização aceito pela empresa holandesa contratada na época. O acordo extrajudicial reduziu o montante de R$ 782 Milhões para R$ 480 Milhões, sendo R$ 145 Milhões de custo para finalização da obra e o restante para quitar a dívida com a empresa, com um aumento de capital de R$ 380 milhões para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. O aumento de capital disponibilizado pelo Governo do Estado dá viabilidade para que Suape possa fazer a operação com recursos próprios. A obra levará 5 meses para conclusão e serve como contrapartida para que os investimentos anunciados pela Maersk e Bemisa avancem em Suape. A Secretaria Nacional de Portos, que devolveu a autonomia da administração de Suape para o Governo do Estado, vinha pressionando para que o impasse fosse resolvido, pois a dívida atrapalhava as negociações do Governo Brasileiro de avançar com o acordo Mercosul e União Europeia. A conclusão da dragagem e aumento do calado vão possibilitar a conclusão do 2º trem da Refinaria Abreu e Lima. O investimento estava paralisado por conta do impasse causado pela não finalização da dragagem, impossibilitando a entrada de grandes navios para atender a refinaria. O investimento previsto para esse 2º trem é de US$ 1 Bilhão, gerando mais de 12.000 empregos diretos na implantação e aumentando a produção em mais de 115 mil barris por dia de óleo diesel, diminuindo a importação nacional desse produto. A mudança no contexto político ajudará. Hoje há falta de diálogo entre Petrobras e Governo do Estado, pois são opostos politicamente. Em 2023, essa realidade mudará e havendo mais diálogo, aumenta a possibilidade da conclusão acontecer, pois a política de investimentos da Petrobras deve passar a ser expansionista.


01/11/2022

Os desafios de Raquel Lyra como Governadora de Pernambuco

O diálogo será a melhor ferramenta para que ela possa avançar na sua gestão como 1ª mulher à frente do Estado, com desafios importantes pelo caminho para tornar Pernambuco protagonista regional e, talvez, nacional. Ao se manter independente no 2º turno, conseguiu aliar forças opostas em prol da construção de um estado melhor a partir da sua gestão. O diálogo será essencial para que consiga trazer mais investimentos para o Estado bem como destravar obras inacabadas e projetos parados. Esse alinhamento relembra a época áurea do Governo Eduardo Campos, quando conseguiu um alinhamento com o Governo Lula e o Estado de Pernambuco foi protagonista regional, recebendo inúmeros investimentos estruturadores para diversas regiões, como nas Matas Sul e Norte e Agreste. Há muito o que avançar nesse novo governo para que o Estado possa subir nos rankings, índices e atração de investimentos em relação aos nossos principais concorrentes regionais, Ceará e Bahia, e no âmbito nacional. E há exemplos de Estados bem-sucedidos que podem ser seguidos. O Estado de Pernambuco tem apresentado índices preocupantes em diversas áreas. Baixo crescimento, desemprego alto, parcela significante da população nas faixas mais baixas de IDH e em condições de miséria, além de poucos avanços em infraestrutura e esgotamento sanitário. No comparativo com outros estados, no ranking de competitividade do Centro de Liderança Pública (CLP), manteve-se no ano de 2022 na 15ª colocação, atrás de Paraíba, Ceará e Alagoas. Esse pode ser um relevante indicador para ser trabalhado, melhorando seu posicionamento. A melhora no ranking indicaria que o Estado avançou nas áreas econômica, social e de gestão pública, desenvolvendo os indicadores e, ao mesmo tempo, trazendo desenvolvimento econômico sustentável para o Estado. O diálogo com o CLP poderá trazer muita ajuda nesse sentido. O exemplo de outros estados também pode ser adotado. O Estado de Minas Gerais tem apresentado avanços importantes na atração de investimentos ao adotar, como política de Governo, os princípios da Lei de Liberdade Econômica, avançando em parceria com os municípios, dialogando. O Rio Grande do Sul, por sua vez, promoveu reformas importantes, concessões e outras políticas que permitiram que o estado avançasse econômica e socialmente. O diálogo com esses governadores, reeleitos inclusive, pode ajudar na construção de um Pernambuco mais competitivo.


31/10/2022

O que esperar da economia com Lula eleito?

Muitas incertezas ainda estão no ar, pois o programa de governo não foi detalhado. De certo, apenas a carta da semana passada divulgada por Lula. O mercado espera a nomeação do Ministro da Economia, que pode ser o Henrique Meirelles. A confirmação de Henrique Meirelles como Ministro da Economia deverá trazer tranquilidade ao mercado que já conhece o seu posicionamento e o avalia bem com relação aos cargos que exerceu como Presidente do Banco Central de 2003 a 2011 e Ministro da Fazenda de 2016 a 2018. Mas a economia passa por um momento diferente daquele vivido no passado. O endividamento em relação ao PIB é muito maior que nos governos anteriores do PT e a margem para gastos bem menor, por conta do Teto de Gastos criado por Meirelles como Ministro da Fazenda de Temer. Meirelles defende a solicitação de um waiver ao Congresso para que as despesas de 2023, inclusive o Auxílio de R$ 600,00, sejam bancadas acima do Teto de Gastos, enquanto se mobilizam para fazer uma nova PEC que desfaça o Teto. Segundo ele, isso aconteceria somente em 2023. O Governo Lula irá mudar o formato que as políticas econômicas são conduzidas. Segundo ele, o estado deve ser indutor dos investimentos na economia, os bancos de fomento como principais agentes financiadores desse processo e elegendo determinados setores como prioritários. Meirelles defende que a Reforma Tributária seja tratada de forma prioritária para aumentar a competitividade da indústria. De fato, essa reforma é muito importante para o país, mas é preciso entender que reforma será aprovada pelo Congresso e junto com a Reforma Administrativa. A incerteza até que o Ministro da Economia seja indicado levará a muita volatilidade nos mercados, principalmente no câmbio e no valor das ações de estatais. Passado esse momento, quem for indicado também precisará equacionar a preocupação com o lado fiscal da economia.


31/10/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


28/10/2022

Qual o melhor candidato para governar o Brasil?

É importante entender as propostas de cada um para a economia brasileira, pois são bem diferentes em muitos pontos relevantes e decidir, segundo suas expectativas, o futuro que é melhor para a economia brasileira e sua população. A forma de conduzir a economia de Lula e Bolsonaro diverge em pontos importantes. Para Lula, o estado deve ser indutor dos investimentos na economia, os bancos de fomento como principais agentes financiadores desse processo e elegendo determinados setores como prioritários. Para Bolsonaro, o investimento privado deve ser o principal responsável para a alavancagem dos investimentos em infraestrutura e segmentos importantes da economia brasileira. Ao longo do seu mandato, marcos regulatórios, desburocratização setorial e concessões avançaram. Lula quer fazer uma reformulação das Reformas recentes que foram importantes para o Brasil, como a Trabalhista e a Previdenciária. Privatizações são defendidas por Bolsonaro e Lula é contra. O Teto de Gastos é questionado por Lula e querem revisá-lo, permitindo mais gastos. A Reforma Tributária, por sua vez, tem indicações que será encaminhada por qualquer um dos 2 que seja eleito, mas o formato ainda deixa muitas dúvidas já que também dependerá do Congresso Nacional e, sem uma Reforma Administrativa, não trará a competividade aos negócios. Um ponto importante em ambos os candidatos é que há uma convergência para a manutenção do Auxílio Brasil de R$ 600,00 para a população mais pobre. Esse é um programa social que deveria ser institucionalizado pelo Estado independente do gestor, mas com responsabilidade fiscal. É importante que o Brasil cresça de maneira sustentável, principalmente fiscalmente. Em todas as eleições, os candidatos prometem maiores gastos, pois atraem eleitores e seus votos, mas é importante entender que não existe almoço grátis, o pagador de impostos pagará a conta. Portanto, não espero aqui convencer você a votar em Lula ou Bolsonaro, peço que estude melhor o que cada um tem a dizer sobre a economia brasileira olhando para a frente, mas entendendo o que o passado trouxe na experiência de ambos à frente do nosso país e da nossa economia.