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27/10/2022

O Brasil precisa aumentar sua competitividade perante outros países para se desenvolver

No 2º turno das eleições, os eleitores devem procurar por propostas dos 2 candidatos que ajudem o Brasil a melhorar sua posição nos rankings de liberdade econômica e maior competitividade. O Brasil ocupa a 133ª posição do ranking de Liberdade Econômica de 2022 da Heritage Foundation. No continente americano, fica em 26º de 32 países e sua nota de 53,3 fica abaixo das médias da região e do mundo todo. Maior liberdade econômica resulta em maior padrão de vida. Liderado por aumentos modestos em liberdade trabalhista e integridade do governo, o Brasil registrou um ganho geral de apenas 0,4 ponto desde 2017 e permanece nas classificações mais baixas. A liberdade monetária é relativamente boa, mas a saúde fiscal está entre as piores. Por conta disso, o Movimento Brasil Competitivo, representando o setor produtivo, lançou a agenda 12 Compromissos para um Brasil Competitivo com propostas para que o país possa avançar na trajetória do desenvolvimento econômico, de maneira justa, sustentável e inclusiva. As propostas têm como objetivo atacar de frente o Custo Brasil que nos condena ao baixo crescimento econômico, à ausência de empregos e ao achatamento da renda. É preciso avançar nessa agenda para reverter esse cenário de baixo crescimento que foi observado recentemente.


26/10/2022

Real Digital foi lançado pelo Banco Central e traz uma ameaça aos bancos e cartões de crédito

A nova moeda vai criar um sistema de pagamentos instantâneo que funcionará separadamente dos bancos, deixando os usuários independentes para operações de pagamentos e recebimentos. O Banco Central deu um passo importante e inovador para seguir uma tendência mundial de emissão de moedas digitais e que representa uma revolução nas finanças e movimentações bancárias como é conhecido hoje em todo o mundo, com a criação do Real Digital e seu uso no dia a dia. O Real Digital funcionará com uma stablecoin, uma moeda de valor estável, valendo sempre R$ 1,00, diferente das criptomoedas como bitcoin ou ethereum, cujas cotações variam com o mercado, e terá conversibilidade imediata e sem custos financeiros para o Real tradicional. O Real Digital inova no sentido que desobrigará as pessoas de terem contas bancárias para realizar transações de recebimentos e pagamentos. Funciona como o papel moeda, cada vez mais em desuso, mas que estará guardado numa wallet digital (carteira digital), não no banco. Hoje, a grande maioria das pessoas usa os bancos para, por exemplo, receber seus salários e, a partir das contas bancárias, realizar pagamentos de boletos, fazer transferências para outras contas, pagar o cartão de crédito, ou até mesmo realizar um PIX para outras pessoas. Com o Real Digital, não mais será necessário o banco como intermediador para realizar transações e transferências. Basta um celular com internet e a pessoa poderá fazer transferências de wallet para wallet. Essa inovação disruptiva muda o mercado financeiro significativamente. Ainda haverá outras possibilidades como a rápida conversão do Real Digital em outras moedas digitais em operações de câmbio. As instituições financeiras terão que se reinventar para continuar oferecendo serviços aos clientes, provavelmente com custos menores ou inexistentes. Os riscos por traz dessa nova tecnologia existem e têm relação forte com as questões de segurança que ainda precisam ser melhor desenvolvidas, no caso de roubo de celulares em lugares violentos, e no maior controle de informações que o BC terá sobre os detentores das wallets.


25/10/2022

Arrecadação federal bate recorde em setembro com R$ 166,3 Bilhões, maior valor para o mês em 28 anos

No acumulado dos 9 primeiros meses deste ano, a arrecadação avançou 9,5%, para R$ 1,64 Trilhão. A probabilidade do Brasil ter superávit primário pela 1ª vez em 8 anos aumentou. O resultado divulgado pela Receita Federal representa um aumento real de 4,07% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 159,8 Bilhões, corrigido pela inflação, que indica maior atividade econômica no ano de 2022 em relação a 2021. Esse foi o maior valor para meses de setembro desde o início da série histórica da Receita Federal, que tem início em 1995, 28 anos. No acumulado do ano, R$ 1,64 Trilhão, também foi o maior da série histórica, mesmo com perdas na redução de impostos sobre combustíveis e do IPI. O destaque do mês de setembro veio da arrecadação de Imposto de Renda e CSLL oriundos de empresas ligadas ao setor de commodities, como petróleo, minérios e alimentos, que tiveram preços elevados no mercado internacional, aumentando o valor de vendas, resultados e impostos. A elevação dos juros básicos da economia, a partir da SELIC mais alta, também aumentou a arrecadação. Até setembro, o IRRF sobre Rendimentos de Capital arrecadou R$ 62,6 Bilhões, alta real de 62,8%. A elevação da massa salarial foi outro fator que contribuiu positivamente. A boa arrecadação do governo tem ajudado as contas públicas. o Ministério da Economia estimou que as contas do governo registrarão um superávit primário de R$ 13,5 Bilhões em 2022, interrompendo uma trajetória de 8 anos com as contas no vermelho, tripé importante do Plano Real. Em 2021, o governo registrou um déficit fiscal de R$ 35,07 Bilhões, segundo números do Tesouro Nacional. Na proposta de orçamento do ano que vem, enviada no fim de agosto ao Congresso Nacional, a estimativa de 2023 é de voltar a ter déficit com um rombo de R$ 65,9 Bilhões. Esse é o grande desafio. Em 2023, as atividades econômicas mundial e no Brasil vão estar mais fracas, ambas por efeito dos juros mais altos para combater a inflação. Além disso, os gastos prometidos para 2023 nas campanhas presidenciais têm aumentado a expectativa de déficit.


24/10/2022

Petrobras atinge US$ 100 Bilhões em valor de mercado

Na sexta 21/10, as ações da Petrobras fecharam em forte valorização, atingindo um valor de mercado de R$ 520,6 Bilhões, maior desde 2008, um ganho de 3,4% no dia a R$ 37,72 nas ações preferenciais e de mais de 95% no ano. A forte valorização no ano tem relação direta com o preço do barril de petróleo, que atingiu US$ 120/Brent no auge da invasão russa à Ucrânia e mediante os repasses aos preços dos combustíveis aqui no país, de acordo com a política de paridade internacional de preços adotada. Nas últimas semanas outro fator influenciou o preço das ações da Petrobras e de outras estatais, como o Banco do Brasil. Na eleição presidencial, Bolsonaro se aproximou de Lula nas pesquisas, indicando que a possível vitória de Bolsonaro levará à continuidade nas privatizações. A leitura do mercado é que Bolsonaro se elegendo irá promover a privatização de estatais de grande porte, como a Petrobras, apesar de que seja preciso apoio no Congresso para que isso aconteça. De todo jeito, muita volatilidade é esperada nos próximos dias até a eleição.


24/10/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


21/10/2022

Crescimento dos pequenos projetos de energia solar é uma corrida contra o tempo para se livrar da taxação do sol

A lei aprovada no início desse ano isenta até 2045 os consumidores que fizerem investimentos em energia solar até o dia 06 de janeiro de 2022 do pagamento da Tusd Fio B. As placas solares têm tomado conta dos telhados de residências, comércios, indústrias, produtores rurais e prédios públicos numa corrida contra o tempo para fazer investimentos da microgeração de energia solar sem ter que pagar uma tarifa extra de até 28% da conta até 2045. Já são 1,67 milhão de unidades consumidoras de energia por sistemas fotovoltaicos de geração distribuída, segundo a Absolar. A potência instalada nos telhados somou 13,7 GW até 15 de outubro, crescimento de 48% em relação aos 9,21 GW de 2021 e deve chegar a 18 GW em dezembro. A energia produzida no telhado é como o trabalho de formiguinhas, com geração própria de energia solar pulverizada em todo o país. Em 2017, há apenas 5 anos, a energia elétrica de fonte solar era predominantemente vinda de produção centralizada de grandes usinas, o contrário. O avanço da geração distribuída foi de R$ 25,9 Bilhões de janeiro a outubro deste ano, e que somam R$ 73,9 bilhões em valores aplicados desde 2012. O resultado desse ano é 54% superior ao saldo investido nesses dez anos até o fim de 2021, uma corrida contra o tempo. A fonte solar chegou a 20,25 GW em capacidade instalada em outubro, somando geração distribuída à energia centralizada de grandes usinas, o que já representa quase 10% da matriz de energia elétrica no país. Em 2021, a fatia era de 7,4% e em 2020, somente 4,5%.


20/10/2022

70 BRs poderiam ser concedidas à administração privada em 13 estados

Estudo apresentado pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) aponta nova metodologia de concessão para trechos de até 150 kms que, no modelo atual, não têm viabilidade econômico-financeira. Modelos simplificados de concessão de estradas, com menos exigências de obras e intervenções, poderia aliviar a pressão sobre o Orçamento federal, incapaz de garantir a manutenção mínima das rodovias, e oferecer um trecho mais seguro para a população, com tarifas mais baratas. A malha rodoviária federal asfaltada soma 65,8 mil km, dos quais 12.079 km concedidos, 18%. O Programa de Parcerias de Investimento (PPI) — prevê que mais 11.341 km de estradas sejam concedidas à iniciativa privada, chegando ao patamar de 36%, com investimentos vultosos. A avaliação da qualidade da malha rodoviária brasileira pública e concedida do período de 2011 a 2021 mostra uma discrepância significativa no serviço prestado e na manutenção. A queda da qualidade das rodovias públicas reflete, dentre outros fatores, a queda nos investimentos. Há, contudo, uma limitação para o processo de concessão de rodovias relacionado ao retorno sobre o investimento realizado. O que a CNI propõe é uma mudança de modelo sobre como as concessões foram pensadas e feitas nas últimas décadas, baseadas em grandes estruturas e trechos. Esse modelo se torna inviável em algumas rodovias porque o maior investimento demanda um volume significativo de tráfego, o que não acontece em boa parte do País. No modelo da CNI, seria possível realizar a concessão de 70 trechos de até 150 km de extensão em 13 estados. Com um modelo de concessão light, seriam excluídas obrigações de obras mais pesadas e caras, como duplicação de trechos e construção de retornos complexos. Ao exigir menor investimento, o pedágio consequentemente teria um valor muito inferior ao das tradicionais concessões.


19/10/2022

PIX se tornou o principal meio de pagamento para as empresas de pequeno porte, desbancando os cartões de crédito e débito

Os Microempreendedores Individuais (MEIs) e as Micro e Pequenas Empresas (MPEs) agora usam o PIX em 42% de suas transações como forma de recebimento. os cartões de crédito e débito estão sendo largamente substituídos pelo PIX por esses portes de empresas pois é ágil nas transações e tem menores custos, além de ajudar no fluxo de caixa das empresas, já que os recursos estão imediatamente disponíveis na conta da empresa. O Sebrae fez um levantamento com mais de 6.000 empresas desses portes no Brasil inteiro e mostrou que os MEIs, principalmente, têm uma maior adesão, de 51% no uso do PIX, pois para eles, não há custo transacional. A disponibilidade imediata dos recursos também ajuda os MEIs. Já para as MPEs, os cartões de crédito ainda são o meio de pagamento mais usado, com 30% das operações, mas seguido de perto e num movimento crescente, pelo PIX, que já responde por 28% das transações. Apesar do custo, a antecipação dos recursos também é um diferencial. O PIX já é também amplamente aceito pelos grandes varejistas, perdendo somente para o cartão de crédito. Percebe-se, agora, que o meio digital vem ocupando cada vez mais espaço, ajudando no avanço do PIX como principal meio de pagamento entre as pequenas empresas. Em setembro, o número de pessoas jurídicas com chaves PIX cadastradas chegou a 22,9 milhões. A facilidade existe não somente no recebimento dos pagamentos dos clientes, mas também no pagamento de insumos a fornecedores, com custos menores, sem emissão de boletos. O PIX está se tornando cada vez mais comum no Brasil e tende a apresentar mais recursos, à medida que o Banco Central avance com novas ferramentas, como o PIX parcelado. De todo jeito, hoje o PIX Troco e o PIX Saque já trazem economia para os pequenos empreendedores também. Outro aspecto muito importante no PIX é o da inclusão social. Através de fintechs, com custos baixos ou inexistentes, a população de baixa renda e os pequenos negócios, principalmente os informais, podem se bancarizar e ter acesso ao sistema financeiro usando smartphones.


18/10/2022

O Sebrae vai virar banco?

O Sebrae recebeu autorização do Banco Central para a criação de uma fintech com capital próprio inicial de R$ 600 milhões como uma Sociedade de Crédito Direto (SCD). Entenda melhor o que isso significa e como pode mudar a relação com as empresas. O Sebrae presta consultoria a MEIs, micro e pequenas empresas e atua como facilitador, mostrando as linhas que elas podem acessar nos bancos. Além disso, é o operador do Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe) usado por outros bancos em empréstimos às empresas. O fundo oferece aval complementar para facilitar o acesso das MPEs ao crédito. O Fampe já avalizou mais de 479 mil operações, viabilizando R$ 25,3 bilhões em crédito. Apesar de toda essa experiência e demanda, o Sebrae nunca atuou diretamente na concessão de crédito às empresas. Há várias categorias de fintechs que atuam em diversas áreas: crédito, pagamentos, gestão financeira, empréstimos, investimentos, financiamentos, seguros, negociação de dívidas, câmbio e multisserviços. Para entrar em operação, as fintechs devem solicitar autorização ao BC. Dois tipos de fintechs de crédito podem ser autorizadas a funcionar no país para intermediação entre credores e devedores por meio de negociações realizadas em meio eletrônico: a Sociedade de Crédito Direto (SCD) e a Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP). As SCDs caracterizam-se pela realização de operações de crédito, por meio de fintechs, com recursos próprios. Ou seja, esse tipo de instituição não pode fazer captação de recursos de terceiros. No caso do Sebrae, chama atenção o valor inicial de R$ 600 Milhões, acima da média. Nas SEPs o crédito é disponibilizado também por meio de fintechs, que conectam pessoas e empresas que estão buscando crédito a investidores que poupam dinheiro e buscam retorno financeiro. Ambas as modalidades apresentam limitações no montante a ser contratado nas operações. O cliente é selecionado com base em análise de crédito com critérios que contemplam aspectos de avaliação do risco de crédito. Também é permitido fazer análise e cobrança de crédito para terceiros; distribuição de seguros das operações concedidas e emissão de moeda eletrônica. A entrada do Sebrae nesse mercado traz mais concorrência e oportunidades para que as MPEs possam ter mais acesso ao crédito, que é tão difícil para esse porte de empresas. Os juros podem também cair em relação aos seus concorrentes, puxando os concorrentes na mesma direção.


17/10/2022

Brasil vai responder por mais da metade das exportações mundiais de açúcar na safra 2022/23, consolidando sua hegemonia no mercado global

As boas chuvas no Centro-Sul aumentaram a safra, ajudada também pelo Nordeste e Centro-Oeste, aumentando a distância em relação à Índia. Segundo o Datagro, o Brasil deve continuar exercendo o domínio no mercado mundial de açúcar nessa safra de 2022/23 com uma exportação prevista de 30 milhões de toneladas, representando mais de 50% do total exportado no mundo, com embarques globais de 57 milhões de toneladas. Com isso, deve aumentar a distância entre o Brasil e a Índia, segundo maior exportador, que está direcionando sua produção para o seu programa de bicombustível, aumentando a oferta de etanol, através de uma diminuição das licenças de exportação de 11 para 8 milhões de toneladas. A Índia deve produzir 36 milhões de toneladas esse ano já considerando 4,5 milhões convertidas para o etanol. O programa indiano de biocombustíveis tem limitado a capacidade do país em competir com o Brasil no mercado mundial de açúcar, reduzindo em 15 milhões desde 2017. O Centro-Sul do Brasil sozinho deve responder por uma produção de 36 milhões de toneladas e ainda há a produção das regiões Nordeste e Centro-Oeste. Com isso, a diferença entre oferta e demanda globais deve aumentar para um superávit na oferta de 1,8 milhão de toneladas. Os preços mundiais ainda estão pressionados ajudando o setor a obter um retorno maior na comparação com o etanol. A cotação do açúcar no mercado internacional continua 30% acima do patamar de 2 anos atrás, puxada por um consumo estimado de 2,5% acima da média da última década. A indústria sucroalcooleira brasileira se beneficiará de maior acesso a outros mercados internacionais através de novos acordos comerciais com a União Europeia, EUA e mercados asiáticos. Ainda há muitas barreiras protecionistas a serem vencidas através de negociações comerciais.