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04/10/2022

Porto de Suape recupera autonomia 10 anos após a Lei dos Portos de Dilma Rousseff ter centralizado a gestão nas mãos da Antaq

Com isso, o Governo de Pernambuco voltará a ter autonomia na operação de seus cais e píeres e na gestão sobre contratos de arrendamentos. A autonomia ajuda na condução de estudos, elaboração de editais, realização de licitações e celebração de contratos de arrendamentos portuários com mais agilidade e menos burocracia. O Complexo também passa a ser responsável pela aprovação de expansões e adensamento de áreas. O reequilíbrio de contratos, um problema atual que deixa Suape menos competitivo em relação aos seus principais concorrentes, Pecém e Salvador, também passa a ser de gestão do Complexo de Suape, facilitando a renegociação com o intuito de baixar custos e atrair negócios. Essas mudanças são muito importantes para aumentar a atratividade do Porto de Suape, que justamente vem perdendo em movimentação, durante esses últimos 10 anos, para os Portos de Pecém e Salvador. Este último mais barato para as exportações das frutas de Petrolina, inclusive. Mas Suape pode ir mais além para se tornar ainda mais competitivo e menos burocrático. Há dois caminhos: tornar Suape um TUP – Terminal de Uso Privado ou adotar um modelo de Concessão para privatizar o uso do Porto. Para ambos os casos, respeitando os contratos já existentes. Pecém já é um TUP há vários anos. O Governo do Ceará detém 70% da economia mista e o Porto de Roterdã fica com 30%, com um conselho administrativo compartilhado. Nesse modelo, os negócios são fechados de forma muito mais rápida, com menos burocracia e com investimentos privados. No modelo de concessões, o Porto de Vitória foi concedido em março, com previsão de R$ 850 milhões em investimentos por 35 anos e 15 mil empregos futuros. O Porto de Santos, maior do Brasil, terá outorga de R$ 3 Bilhões e previsão de investimentos acima de R$ 6 Bilhões. Para Suape se manter competitivo também precisará de investimentos. Mesmo o Estado de Pernambuco dispondo de recursos ou linhas de crédito para fazer os investimentos, acima de R$ 1 Bilhão, na infraestrutura portuária, por que não atrair esses investimentos do setor privado?


03/10/2022

Ibovespa sobe mais de 5% e Dólar cai mais de 4% com resultado do 1º turno

Os resultados das urnas surpreenderam as expectativas das pesquisas eleitorais, levando a eleição presidencial ao 2º turno e mostrando uma mudança importante na composição do Congresso no ano que vem. O resultado mais apertado do que as pesquisas erroneamente indicaram, melhorou consideravelmente o ânimo do mercado brasileiro, fazendo com que o Ibovespa tivesse o melhor desempenho das bolsas mundiais e o Real fosse a moeda mais valorizada no início da semana. A surpresa positiva indica que o resultado mais apertado do que se esperava leva a um maior comprometimento de Lula, caso venha a ganhar no 2º turno já que ficou 5 p.p. à frente de Bolsonaro, com medidas menos extremistas e de mais negociações com o mercado e o Centro. O resultado fez com que ações de empresas estatais subissem bastante, principalmente a Petrobras, que terminou puxando o Ibovespa junto. O risco-país também caiu para um patamar abaixo de 300 pontos, mostrando maior tranquilidade com o resultado do 1º turno. A composição do Congresso para o ano que vem também ajudou o mercado a se comportar de forma mais positiva. A Câmara de Deputados e o Senado ficaram mais inclinados para o Centro Direita, que exigirá mais negociações para aprovação de pautas da esquerda que da direita.


03/10/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


30/09/2022

Você já pensou ser possível escolher de quem comprar energia elétrica, livremente, da mesma forma que pode mudar de operadora de celular?

O Ministério de Minas e Energia abriu consulta pública para adotar uma abertura total do mercado livre de energia, como em outros países. Nessa semana, o governo publicou uma portaria autorizando que todos os consumidores conectados em alta tensão possam aderir ao mercado livre de energia a partir de 2024, considerado uma conquista por grande parte do setor elétrico, trazendo redução de custos e concorrência. Agora, o Ministério de Minas e Energia abriu consulta pública sobre um plano de abertura total do mercado livre de energia elétrica a partir de 2026. Essa mudança nos alinhará com diversos países europeus e alguns estados nos EUA na liberdade de escolha de fornecedor de energia. Todos os consumidores do país, inclusive os ligados em baixa tensão como residências, poderão comprar energia elétrica diretamente de qualquer fornecedor (gerador, comercializador ou distribuidora). Essa mudança nos colocará entre os mais livres para escolha de energia elétrica. Na prática, funcionará como a mudança ocorrida com a telefonia décadas atrás. Antes das privatizações do setor de telefonia, não havia a possibilidade de escolha entre operadoras, pois não tinha mais de uma operadora. Hoje temos apenas um fornecedor de energia em cada estado. Mas a mudança será gradual. A partir de 2024, todos os consumidores de alta tensão já podem migrar. Pela proposta do MME, os consumidores de baixa tensão, exceto classe Residencial e Rural, poderão migrar para o mercado livre a partir de 1º de janeiro de 2026. O cronograma de abertura encerra em janeiro de 2028, quando todos os consumidores, inclusive aqueles Residenciais e Rurais, poderão migrar para o mercado livre. O horizonte é longo porque regulação e investimentos são necessários e prudentes para permitir a mudança no mercado.


29/09/2022

Brasil se aproxima de 2,5 milhões de contratações com carteira assinada no acumulado de 12 meses

O Caged de agosto mostrou um saldo positivo de 278.639 vagas, pelo 8º mês consecutivo no positivo em geração de vagas com carteira assinada. O resultado superou as expectativas. O saldo positivo de vagas formais no acumulado do ano, com 1,85 milhão, foi o melhor desde o ano passado, quando houve uma retomada forte da economia e suas contratações após o pior da pandemia ter passado. Todos os estados apresentaram resultado positivo em agosto. O setor de serviços foi novamente o principal responsável por contratações, mostrando que a retomada do setor mais afetado pela pandemia continua, seguido por indústria e comércio, que estão se preparando para o final de ano. O salário médio de admissão subiu em relação a julho. Entre as regiões do país, o Sudeste foi quem gerou mais com 137.759 vagas; Nordeste veio em segundo com 66.009; Sul em terceiro com 35.032; seguido por Centro-Oeste (21.515); e, Norte (18.171). Entre os estados, o destaque foi São Paulo, que gerou 74.973 postos de trabalho. Os dados de contratação com carteira assinada servem como uma indicação que, apesar do ano de eleição e juros mais altos, a atividade econômica vem mostrando recuperação contínua na empregabilidade formal, que representa vínculos mais duradouros de negócios em expansão. A taxa de desemprego oficial é medida pelo IBGE, através da PNAD Contínua, e leva em consideração os empregos formais e informais. No resultado para julho, havia caído para 9,1%, o menor patamar desde dezembro de 2015. Amanhã teremos o resultado de agosto e deve surpreender.


28/09/2022

Leilões de PPP de saneamento básico no Ceará levanta R$ 6,2 Bilhões em investimentos

A Aegea venceu os dois leilões que foram realizados e passará a atender 24 cidades contempladas pelos projetos. Os contratos têm duração de 30 anos e levarão à universalização dos sistemas. Com a vitória, a Aegesa se tornou o maior grupo privado de saneamento básico do país. A Aegesa é composta por Equipav, Itaúsa e o fundo soberano de Cingapura GIC como acionistas. Ao todo, o grupo já assumiu 6 PPPs por todo o Brasil, inclusive MS, ES, Crato no Ceará e RJ. No Bloco 1, Juazeiro do Norte e mais 16 cidades, o grupo ofereceu um desconto de 27,44% sobre o valor máximo da contraprestação, a ser paga pela (Cagece), como remuneração pelos serviços prestados. Ao longo dos 30 anos de contrato, a remuneração total será de R$ 7,7 Bilhões. No Bloco 2, que reúne Fortaleza e outros 6 municípios da região metropolitana da capital, a Aegea ofereceu um desconto de 37,86% sobre a contraprestação máxima definida em edital. O valor total a ser desembolsado ao longo do contrato será de aproximadamente R$ 11,38 bilhões. Hoje, o índice de cobertura de esgoto nos Blocos 1 e 2 é de 30% e 63%, respectivamente. Os investimentos que levarão à universalização irão ajudar na diminuição de incidências de doenças em crianças e trabalhadores, aumentando a frequência escolar e a produtividade. Os investimentos trarão negócios aos municípios envolvidos, gerando empregos e renda. Outro ponto importante, é que os custos com saúde pública devem diminuir consideravelmente com menos pessoas doentes por contaminação com o esgoto. O impacto ambiental também será relevante.


27/09/2022

Venda de caixa de papelão bate recorde em agosto, mostrando que a economia está muito aquecida

A caixa de papelão é um importante insumo para diversos setores produtivos, um indicador relevante do desempenho da economia. As vendas aumentaram 6,6% em agosto em relação a 2021. As vendas de papelão ondulado apresentaram uma alta no mês de julho de 4,9% para 355.686 toneladas na comparação com o mesmo mês do ano passado. No mês de agosto, o aumento foi ainda maior, de 6,6% para 367.160, batendo um recorde de produção da indústria nacional. O setor funciona como um termômetro do desempenho da economia porque 60% das suas caixas são voltadas para embalar alimentos, enquanto 20% para itens de 1ª necessidade, como higiene e limpeza, e os demais 20% para bens duráveis e semiduráveis, como móveis, eletros e calçados. Assim, quando a economia não vai tão bem, as pessoas continuam a se alimentar, consumindo embalagens, mas quando a economia decola, o papelão ondulado aponta isso até mesmo de forma antecipada, atendendo à demanda da indústria de transformação, puxada pelo consumo das famílias. O Auxílio Brasil a R$ 600,00 somado à queda na Taxa de Desemprego para 8% e queda na inflação têm ajudado o consumo das famílias, que por sua vez demanda mais produtos industrializados e que, consequentemente, trazem mais demanda para o setor da indústria de caixa de papelão. Os dados dessazonalizados indicam que a média móvel trimestral atual é a 2ª maior da série histórica, somente atrás do início de 2021, quando a vacinação começou a liberar a economia brasileira. Esse é um momento de economia bastante aquecida e que deve perdurar até dezembro.


26/09/2022

Investimento Estrangeiro Direto no Brasil é o maior dos últimos 10 anos

No acumulado do ano até julho, o investimento estrangeiro direto em empresas brasileiras alcançou o patamar de US$ 52,6 Bilhões, maior que todo o investimento de 2021 (US$ 46,4 Bilhões). Esse tipo de investimento é de fundamental importância para o país, pois reflete que investidores internacionais estão acreditando no mercado brasileiro, apesar de ser um ano de eleições presidenciais, e aportam recursos que têm um prazo de retorno bastante longo. O prazo é longo, pois o investimento vem através de abertura de novas empresas ou em processos de fusão e aquisição de empresas existentes, mas gerando novos negócios, empregos e renda. Esse investimento ajuda o país a crescer economicamente num ritmo mais rápido. A entrada de recursos ajuda a fechar as contas do Brasil com o resto do mundo, pois o saldo das transações correntes foi deficitário em julho, novamente, principalmente por conta do pagamento de juros e envio de lucros e por conta da queda no saldo positivo da balança comercial. Como o Brasil tem se mantido como o 4º maior destino de Investimento Estrangeiro Direto no mundo, esse ingresso de recursos ajuda a tirar a pressão sobre as Reservas Internacionais, que de fato aumentaram no mês de julho em US$ 4,4 Bilhões para US$ 346,4 Bilhões.


26/09/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


23/09/2022

Preços em queda do barril de petróleo e energia elétrica e desoneração derrubam arrecadação dos estados, mas continua positiva no acumulado do ano

O mês de agosto refletiu uma mudança estrutural na arrecadação dos estados com o ICMS oriundo dos combustíveis e energia elétrica. A receita do ICMS em agosto sobre petróleo e combustíveis somou R$ 9,83 Bilhões, com queda de 6,9% em termos nominais em agosto, 14,7% reais, considerando IPCA de 8,73% em 12 meses até o mês em relação a igual período do ano passado em 23 Estados e o Distrito Federal. A arrecadação com energia elétrica somou R$ 3,1 Bilhões, com queda nominal de 40,4% em igual comparação, sob o mesmo efeito de tarifas reduzidas e desoneração. Somados, os dois setores representam praticamente 25% da arrecadação total do imposto, R$ 55 Bilhões em agosto. No acumulado de janeiro a agosto de 2022, a arrecadação total de ICMS apresenta alta nominal de 12,5%, e a receita sobre petróleo, combustíveis e lubrificantes, de 26,6%, comparado ao ano passado. Já energia elétrica cresceu 8%, com perda leve para a inflação do período. A redução na arrecadação afeta os estados de forma desigual por diversos motivos. Os estados que mais perderam dependem muito da arrecadação com combustíveis e energia elétrica, por não apresentarem uma maior diversificação industrial que possa gerar outras receitas com o ICMS. Outro fator que também pode explicar a queda maior em alguns estados vem da provável prática de adoção de alíquota mais alta em relação a outros estados, e que terminaram tendo uma redução maior para ficar alinhado com o teto para o ICMS a nível nacional. Por último, chama a atenção alguns estados que tiveram elevação na arrecadação com o ICMS no mesmo período. Isso pode indicar que estejam com um desempenho econômico mais elevado que os demais ou que não tenham repassado as reduções nos preços dos combustíveis.