PodCasts

11/09/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


09/09/2022

IPCA cai 0,36% em agosto e deixa o país novamente com uma inflação de um dígito

Com o resultado divulgado em agosto, a inflação brasileira, acumulada em 12 meses em 8,73%, está menor que a da Zona do Euro e dos EUA. Transportes e Comunicação puxaram para baixo. No acumulado em 12 meses, o valor caiu pela primeira vez desde o ano passado para um dígito, caindo para 8,73%. Esse é o menor patamar desde junho de 2021. A queda de agosto foi a maior desde 1998, quando teve deflação de 0,51%. No acumulado do ano está em 4,39%. Dentre os grupos estudados, Transportes e Comunicação contribuíram novamente para a deflação, puxados pela redução do ICMS e do preço do barril de petróleo, mas vale a pena perceber que Alimentação e Bebidas diminuiu o seu ritmo, puxado por redução nos preços das carnes. Na comparação com as principais economias mundiais, o Brasil agora apresenta inflação mais baixa que a maioria delas, com destaque para os EUA e a Zona do Euro. Essa diferença deve se acentuar, quando os dados forem atualizados para setembro, com nova deflação no Brasil


08/09/2022

O dilema da União Europeia: Combater inflação e gerar mais recessão x conviver com inflação e tentar não afundar a economia

No capítulo mais recente, a decisão do Banco Central Europeu foi de elevar a taxa de juros em 0,75 p.p. para o campo positivo desde dezembro de 2011. Essa foi a 2ª elevação de juros consecutiva, desta vez colocando os juros nominais em patamar positivo pela 1ª vez desde 2011. Naquele período, tiveram que baixar a taxa de juros para patamares negativos porque houve uma crise da dívida europeia. Foram 8 anos de juros negativos. Essa foi uma resposta para o problema sério que atinge os países do bloco: a inflação, que atingiu um nível de 8,9% no acumulado de 12 meses, encerrados em julho de 2022. É a taxa mais elevada desde a criação do Euro, em 1999, e deve continuar pressionando nos próximos meses. Mesmo quando se retira a volatilidade mais alta causada por combustíveis e alimentos, o núcleo da inflação permanece bem acima da meta do BCE, 2% para 2022, e preocupante já que sugere a perpetuação do crescimento dos preços através dos chamados efeitos de segunda ordem. O problema é que a atividade econômica na Zona do Euro há muito tempo vem sendo comprometida por quedas na competitividade com outras economias emergentes, como as asiáticas e até mesmo o Brasil. O inverno irá trazer ainda mais pressão econômica e inflacionária. O Euro também se desvalorizou, perdendo paridade com o Dólar. Isto vem acontecendo por conta da taxa de juros negativa que estava sendo praticada e pelas baixas perspectivas de crescimento econômico. Vários países estão planejando racionamento energético. Então, o dilema europeu está em curso. É preciso combater a inflação, mas o bloco tem uma séria ameaça de recessão, na economia. E o momento só tem se agravado com protestos da população europeia por conta das retaliações às sanções econômicas impostas à Rússia.


07/09/2022

Você conhece o efeito batom?

Como as crises econômicas influenciam no consumo dos cosméticos é algo que pode ser explicado pela economia. Isso tem a ver com o consumo de itens que causam bem-estar. o momento atual traz uma diferença com o que já foi visto anteriormente. O efeito batom é um fenômeno curioso, mas que tem intrínsecas ligações com o comportamento humano. A economia é uma ciência que usa ferramentas matemáticas, mas que lida com indivíduos e procura entender o seu comportamento mediante situações adversas daquele momento. A gigante de cosméticos Estée Lauder, percebeu que, quando uma crise econômica se instala, a venda de batons costuma subir. A tese ganhou fama após os ataques terroristas de 11/09 de 2001, quando a economia americana ficou debilitada e, mesmo assim, houve um disparo no consumo. Para a Estée Lauder, as crises não impedem a compra, mas fazem os consumidores substituírem itens caros por mais baratos. E um dos itens da linha de frente dos cosméticos de baixo custo é justamente o batom. O mesmo se repetiu quando houve a crise das hipotecas nos EUA em 2008. Mas, dessa vez, a situação foi diferente. O efeito batom não ocorreu durante a pandemia do COVID-19 porque as mulheres foram obrigadas a usar máscaras, tirando qualquer propósito de embelezar os lábios. Dessa vez, o efeito batom foi anulado, ou substituído, por conta das restrições. Mas as empresas de cosméticos já percebem que a flexibilização da obrigatoriedade das máscaras e o aumento da circulação trouxeram um reforço da demanda. A procura é tamanha que as empresas têm dificuldades de manter a produção e, por vezes, enfrentam falta de estoque. E aí é onde está um comportamento diferente nos hábitos das consumidoras. Elas sentem a necessidade de se embelezar para mostrar que o pior já passou e que o convívio social está voltando a uma normalidade parecida com aquela que existia antes da pandemia e das restrições. O efeito batom é, na realidade, apenas um indicador de que as pessoas mudaram sua percepção quanto à sua situação econômica e das expectativas quanto ao futuro próximo. Na realidade, não precisa ser o batom, outros itens como viagens, jantares, carros geram o mesmo efeito.


06/09/2022

iPhones deveriam ser vendidos com carregadores?

O Ministério da Justiça anunciou a suspensão da venda de iPhones sem o carregador em todo o Brasil, multou a Apple em R$ 12,3 Milhões e determinou a cassação do registro dos smartphones, a partir do modelo iPhone 12, na Anatel. O ministério diz que a Apple alegou, em defesa, que a decisão de não fornecer os carregadores foi por preocupação ambiental, para estimular o consumo sustentável. As acusações são de: Venda casada; Venda de produto incompleto; e, Transferência de responsabilidade a terceiros. A multa do Ministério da Justiça se soma às multas impostas pelo Procon-RJ no mesmo valor, Procon-SP de R$ 10,5 Milhões e Procons de Santa Catarina, Fortaleza (CE) e Caldas Novas (GO). A Apple até hoje não tomou nenhuma medida e segue vendendo iPhones sem carregadores. Mas quem está certo? Eu vejo dois pontos de vista que merecem reflexão. Primeiro, o dos Procons que querem impor regras de consumo, com o objetivo de proteger o consumidor, dentro do que é considerado moralmente correto e justo de ser feito, exigindo um padrão já existente. O outro ponto de vista tem a ver com a liberdade das empresas em atuar de forma estratégica dentro dos seus planos de posicionamento no mercado, relação de custos e inovações tecnológicas. Por que devem existir padrões de consumo? Isso não atrapalha a evolução dos produtos? A Apple e outros fabricantes já desenvolveram equipamentos que carregam os smartphones por indução, libertando o consumidor de ter que andar com um fio e um carregador por todos os lugares. Essa tecnologia só não está tão presente porque estamos presos a um padrão anterior. Além disso, se o consumidor não quiser comprar um smartphone sem carregador, ele não deve se sentir obrigado a comprar o da Apple. Ele tem a liberdade de comprar outras marcas mais competitivas por terem um carregador e que, segundo analistas da área, são tão bons quantos.


05/09/2022

Inflação abaixo de 6% em 2022

Sim, é possível. O Boletim FOCUS já precifica a inflação em 6,61% e não levou em consideração a queda do preço da gasolina da semana passada. Quando isso ocorrer, já deve mudar para um patamar mais baixo, próximo ou abaixo de 6% no fim de 2022. O peso da gasolina na composição do IPCA é muito relevante. Ela tem o maior peso individual na formação do índice e na última divulgação do IPCA, em julho, apresentou uma redução no índice de 1,04 p.p., após ter caído 15,48% no mês. O IPCA de julho teve deflação de 0,68%. O IPCA-15 de agosto trouxe uma deflação de 0,73%, puxado para baixo pela queda de 16,80% da gasolina, que trouxe uma contribuição negativa de 1,07 p.p. Com isso, o IPCA deve trazer uma queda de igual patamar, substituindo a elevação de 2021, deixando o acumulado em 8,47%. Quando os meses de agosto e setembro deste ano entrarem na composição do acumulado de 12 meses do IPCA, com deflação, irão substituir os mesmos meses que tiveram forte elevação em 2021. Agosto teve elevação de 0,87% e setembro, 1,16%, puxados, principalmente pela gasolina. Uma nova deflação no mês de setembro, puxada pela queda nos preços da gasolina, deve derrubar 2 pontos percentuais no IPCA, deixando o índice próximo de 6% ou até abaixo dele, a depender do tamanho da deflação no mês de setembro de 2022, substituindo o aumento de 1,16% de 2021. Outros fatores, claro, influenciam o IPCA, mas o índice de difusão tem mostrado que há uma redução na propagação de itens sendo reajustados e isso deve continuar nos próximos meses por conta da alta taxa de juros usada pelo Banco Central para combater a inflação. O IGP-M já vem mostrando isso com queda de 0,70% em agosto. Vários insumos apresentaram queda no IPA - Índice de Preços ao Produtor Amplo, de matérias-primas brutas (-0,63%), bens intermediários (-0,76%) e finais (-0,73%), que devem segurar os preços dos demais itens do IPCA.


05/09/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


02/09/2022

Produção industrial em julho abre 3º trimestre com perspectiva positiva de continuidade no crescimento da economia

O crescimento de 0,6% no mês de julho da produção industrial foi puxado por bens de consumo e intermediários, apontando para um fim de ano mais forte no consumo. O setor eliminou o recuo de 0,3% de junho, quando interrompeu 4 meses consecutivos de resultados positivos e que acumularam expansão de 1,9%. o setor ainda se encontra 0,8% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 17,3% abaixo do recorde alcançado em maio de 2011. O setor industrial vem mostrando uma maior frequência de resultados positivos. São 5 meses de crescimento em 7. Observa-se a influência das medidas governamentais de estímulo e que ajudam a explicar a melhora registrada no ritmo da produção. Mas o desempenho não é uniforme. Dentre as 4 grandes categorias econômicas, 2 tiveram alta na passagem de junho para julho: bens intermediários (2,2%), que eliminou a perda do mesmo valor acumulado nos meses de maio e junho e bens de consumo semi e não duráveis (1,6%), após recuo de 0,9% no mês anterior. Em contrapartida, duas grandes categorias recuaram: bens de consumo duráveis (-7,8%), interrompendo dois meses consecutivos de crescimento, período em que acumulou avanço de 10,2% e bens de capital (-3,7%), intensificando a queda de 1,9% registrada no mês anterior.


01/09/2022

PIB do 2º trimestre vem acima do esperado e cresce 1,2%

Pelo lado da oferta, todos os setores apresentaram crescimento. Pelo lado da demanda, consumo e investimentos foram os responsáveis pelo forte crescimento. Brasil teve desempenho melhor que as maiores economias mundiais. O desempenho positivo da economia brasileira foi espalhado por todos os setores, mas chama atenção a recuperação importante do setor de Serviços, que representa mais de 70% do PIB. Nos principais subgrupos, apenas a Administração Pública apresentou queda no período. O Consumo das Famílias foi destaque pelo lado da despesa. Como representa mais de 60% do PIB sob essa ótica, os estímulos fiscais ajudaram. Importante também ressaltar que o Investimento (FBCF) apresentou crescimento surpreendente de 4,8%, mesmo com as incertezas das eleições. Numa comparação com 50 países que já divulgaram o PIB, o desempenho da economia brasileira foi superior ao de Espanha (1,1%), França (0,5%), Japão (0,5%), Alemanha (0,1%), Portugal (0%), Reino Unido (-0,1%), EUA (-0,1%) e China (-2,6%). O Brasil teve o 12º melhor desempenho. As previsões para o desempenho em 2022 já vinham sendo refeitas e agora fica mais claro que a economia pode crescer mais de 3%. No acumulado do ano já está em 2,5%. No acumulado em 12 meses, a economia tem um crescimento de 2,6%. O 2º semestre sempre tem melhor desempenho.


31/08/2022

Taxa de Desemprego cai para 9,1% e é a menor desde 2015

A taxa caiu na comparação com o trimestre encerrado em junho (9,3%). Essa é a menor taxa para um trimestre encerrado em julho desde 2015 (8,7%) e a menor em qualquer período desde o trimestre encerrado em dezembro de 2015. A população ocupada atingiu número recorde, desde o início da série em 2012, com 98,7 milhões de pessoas ocupadas. Já o número de pessoas desempregadas ficou em 9,9 milhões, uma contínua progressão do patamar de 14,4 milhões de um ano antes, 4,5 milhões empregadas em 12 meses. O número de trabalhadores informais, que inclui os trabalhadores sem carteira assinada, empregadores e conta própria sem CNPJ, além de trabalhadores familiares auxiliares, subiu para o seu patamar recorde, refletindo a recuperação do setor de serviços que emprega mais informais. A renda dos trabalhadores continua em seu processo de recuperação, em seu 3º mês consecutivo de elevação, em grande parte por conta da queda na inflação, que tem cedido nos últimos meses. Um aumento mais significativo deverá ocorrer nos próximos meses, com IPCA mais baixo. Todos os setores apresentaram elevação na sua ocupação, com destaque para Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, com acréscimo de 3,7%. Já Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais cresceu em 3,9%.