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10/01/2024

Preço da gasolina está R$ 0,27 acima do Preço de Paridade de Importação

A última vez que a Petrobras reajustou os preços da gasolina foi em 19 de outubro, quando divulgou corte de R$ 0,12. Desde então, o Brent, usado como referência no Brasil, já caiu 15,11% e pode cair mais devido à fraca demanda internacional. A última vez que a Petrobras reduziu o preço da gasolina foi em 19 de outubro, quando cortou o preço do litro em 4,1% nas refinarias. No diesel, foram feitas duas reduções após essa data: uma em 7 de dezembro, de 6,67%, e outra em 26 de dezembro, de 7,94%. De lá para cá, a volatilidade das cotações internacionais tem deixado os mercados em alerta sobre os impactos no cenário doméstico. Na segunda-feira (08/01), o Brent caiu 3,35%. Ontem (09/01), subiu 1,78% e fechou aos US$ 77,26 por barril. O Brent acumula alta de 0,46% em 2024. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a oferta limitada de petróleo no mercado internacional pressiona os preços. Segundo a Abicom, a gasolina da Petrobras está R$ 0,15 acima do PPI e o diesel está R$ 0,17 abaixo da paridade. A última vez que a Petrobras reajustou os preços da gasolina, no dia de 19 de outubro, divulgou corte de R$ 0,12. Desde então, o Brent já caiu 15,11%. Em 2023, quando instituiu uma nova política de preços, a Petrobras realizou mais reduções do que aumentos na gasolina e no diesel, ajudada por uma conjuntura internacional favorável, que fez cair as cotações do petróleo em relação a 2022. Em 2023, a Petrobras fez 9 mudanças no diesel, sendo 7 reduções e 2 aumentos. Na gasolina, foram 7 movimentos, com 5 quedas e 2 altas de preços. No ano, a gasolina acumulou recuo de 8,7% em relação a 2022 e o diesel, queda de 22,5%. O petróleo começou 2023 a US$ 82,12 e encerrou em US$ 76,91 por barril, queda de 10,2%. Os repasses dos preços ao mercado são importantes porque sinalizam que a Petrobras está alinhada com as práticas internacionais, seja para repassar aumentos ou quedas de preços. Isso traz mais previsibilidade ao mercado e às empresas concorrentes que queiram investir no país. A redução dos preços, principalmente da gasolina, via repasse para alinhar com os preços internacionais, irá ajudar muito na estimativa do IPCA para 2024, o que pode sinalizar maiores reduções na SELIC em futuras reuniões do COPOM. O mesmo efeito também será notado a partir de reduções no preço do diesel, que impacta indiretamente os preços de todos os bens.


05/01/2024

Transferência de renda cresce e comprime salários, mostra estudo


04/01/2024

Governo prevê R$ 19 bilhões em créditos tributários em novo aceno ao setor automotivo


04/01/2024

As exportações de frutas frescas do Brasil bateram recorde em 2023

No levantamento de janeiro a novembro, as receitas com os embarques já superam US$ 1,1 bilhão, montante maior do que aquele de 2021, levando o ano inteiro em consideração. Essas exportações são de 10 das principais frutas frescas brasileiras que são mais vendidas no exterior. A manga, melão, uva, limas e limões, melancia, mamão, abacate, maçã, banana e laranja. Essa receita é consequência do aumento do preço médio pago pelas frutas, uma vez que os embarques em volume estão abaixo dos verificados em 2021, de acordo com os dados da Secretaria do Comércio Exterior (Secex). De janeiro a novembro o Brasil exportou quase 940,9 mil toneladas de frutas frescas, 11,9% acima do mesmo período de 2022. Com esse desempenho, as exportações já superaram a meta que era de chegar em US$ 1 bilhão, com um crescimento de 30,4% em comparação com 2022. Dentre os principais destinos das exportações brasileiras de frutas frescas em 2023, os EUA vêm em primeiro lugar com 35,2% do total, a União Europeia em segundo com 25,6%, a China em terceiro com 13,2%, o Japão em quarto com 10,8% e os Emirados Árabes Unidos com 5,8%. Dentre as principais frutas, o mamão teve queda na produção. Em 2023, com redução do volume embarcado, mas os preços obtidos com as vendas externas foram maiores. O Brasil domina o mercado europeu de mamão. Em 2022, das quase 32 mil toneladas importadas pela União Europeia, 29 mil toneladas, ou 90%, foram fornecidas pelo Brasil, segundo estatísticas da Comissão Europeia. A manga teve um clima desfavorável no final de 2022 até o início de 2023, limitando a produção de manga no Vale do São Francisco, que é um dos principais polos de fruticultura do país. No primeiro semestre, consequentemente, os embarques da fruta foram afetados. Já no segundo semestre, período de pico da safra na região, a expectativa foi de uma superprodução, que foi frustrada pelo clima quente no inverno. A melhora nas condições logísticas também favoreceu os embarques brasileiros de manga, principalmente para os Estados Unidos. Com relação a melancia e o melão, com o El Niño, ocorreram menos chuvas nos polos produtores e os custos de produção caíram (fertilizantes), e a baixa oferta na Europa favoreceu o Brasil. A Espanha, que é o maior produtor de melões e melancias da Europa, enfrentou dificuldades no campo, o que ajudou os embarques brasileiros de melancias à Europa, até mesmo durante o período de entressafra. Para 2024, o cenário pode continuar positivo para as frutas do Vale e do São Francisco, principalmente no primeiro semestre, quando os demais países concorrentes, principalmente o Peru, ainda devem registrar baixas quantidades prejudicadas por conta do forte efeito do El Niño sobre a produção naquela região.


02/01/2024

Economia deve crescer em 2024 metade do que em 2023

Sem investimentos e reformas que melhorem o ambiente de negócios, o crescimento da economia brasileira será puxado apenas por medidas de estímulo ao consumo e gastos, como o aumento de salário mínimo, o Desenrola e as eleições municipais, com maior impacto apenas no segundo semestre. A taxa de crescimento de 2024 deve ser a metade da observado em 2023. Em 2023, o PIB deve encerrar o ano com o crescimento um pouco abaixo de 3,0%, resultado de um primeiro semestre de crescimento forte, puxado pelo agronegócio e o setor de serviços, mas de crescimento pífio no 2º semestre, como já revelado nos dados do 3º trimestre pelo IBGE, com crescimento de 0,1%, e pelos indicadores econômicos setoriais divulgados até então para o 4º trimestre pelo Banco Central. Em 2024, o 1º semestre será marcado pela continuidade da desaceleração econômica, impactada ainda pela política contracionista de juros, apesar estar sendo revertida, com o processo de redução de juros iniciado no ano passado, mas que só deve ter maior efeito no 2º semestre desse ano e em 2025. O efeito previsto sobre o consumo, via aumento do crédito, irá demorar a acontecer. O aumento do salário mínimo acima da inflação trará impacto positivo sobre o consumo no 1º trimestre, podendo reverter esse quadro de baixo crescimento, mas o aumento dos impostos que vem acontecendo ao longo de 2023 e continuado em 2024 pode levar parte desse incremento embora. O agronegócio não deve ser o protagonista do crescimento econômico no início de 2024 pois o El Niño impactou a safra desse ano e a base de comparação muito alta do ano passado também traz um impacto. A indústria ainda passa por dificuldades e o setor de serviços vem mostrando desaceleração desde o 3º trimestre de 2023. O pagamento dos precatórios a partir do início desse ano deve trazer impulso na economia, junto com as eleições municipais e o aumento dos gastos com funcionalismo público. Esses impactos devem ser pequenos, porém, e serão somados aos efeitos retardados do Programa Desenrola, que trará mais acesso ao crédito às famílias ao longo do ano, com os juros mais baixos. O excesso de medidas arrecadatórias e a falta de anúncios de projetos de atração de investimentos, modernização da economia e de redução do tamanho do estado, via Reforma Administrativa, fizeram com que a relação Investimento/PIB em 2023 caísse para o patamar de 16,6% até o 3º trimestre, o que é bastante preocupante, pois o investimento é que traz um crescimento duradouro para o país. Enquanto o modelo de crescimento continuar se pautando em maiores impostos para manter um estado mais presente sobre a economia brasileira, o crescimento a ser observado será o de curtíssimo prazo, via adoção de estímulos de consumo, que quase sempre não resultam em desenvolvimento econômico sustentável.


28/12/2023

Dívida pública federal bate recorde, atingindo R$ 6,33 trilhões em novembro

O valor veio junto com a divulgação do Tesouro Nacional que o Governo central teve um déficit primário de R$ 39,4 bi em novembro, o segundo maior para o mês em termos reais em toda a série histórica. Nos 12 meses até novembro, o déficit acumulado é de R$ 109,7 bilhões. O aumento da dívida em um mês foi de R$ 153,11 bilhões, segundo o Tesouro Nacional. O estoque da dívida inclui os débitos do governo no Brasil e no exterior. Em outubro, o passivo havia alcançado R$ 6,17 trilhões. Em agosto, a dívida havia chegado em R$ 6,27 trilhões e era, até então, o recorde da série histórica. Os dados mais recentes da dívida pública percentual em relação ao PIB são de outubro e apontam um crescimento para 74,7%, segundo o Banco Central. A relação chegou ao seu ponto mais alto da série histórica em 2020, com 86,9%, por conta da pandemia, mas encerrou 2022 em 72,9%, abaixo do nível atual. No acumulado de 12 meses até novembro, o governo central teve déficit de R$ 109,7 bilhões, o equivalente a 1,05% do Produto Interno Bruto (PIB). Os dados levam em conta Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central (BC) e excluem despesas com a dívida pública. No acumulado de 2023, por sua vez, o governo central registrou déficit de R$ 114,63 bilhões. A meta de resultado primário para este ano é de déficit de até R$ 231,5 bilhões, mas os Ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento projetam um resultado negativo de R$ 203,4 bilhões. A receita líquida do governo registrou alta real de 4,2% em novembro, comparado com 2022, somando R$ 136,92 bilhões. Enquanto isso, as despesas totais subiram 20% na mesma comparação, alcançando R$ 176,31 bilhões. No acumulado do ano, a receita líquida foi de R$ 1,73 trilhão (queda de 2,8%), enquanto as despesas totais somaram R$ 1,85 trilhão (crescimento de 6,9%). O esforço arrecadatório do Ministério da Fazenda aparenta não estar sendo efetivo já que houve queda na receita e o Governo tem aumentado consideravelmente as despesas, sem perspectivas de redução no ano que vem. Essa tendência, em se mantendo em 2024, tornará muito difícil atingir a meta de déficit zero.


27/12/2023

O ano de 2024 será de um grande desafio para a economia no Brasil

A necessidade de equacionar a questão fiscal se mantém como uma preocupação constante e um esforço contínuo por parte do Ministério da Fazenda. Aparentemente, o esforço deve continuar apenas no lado da receita, pois não há movimentação política para redução de despesas por parte do Governo, o que torna a meta de zerar o déficit ainda mais difícil. A Reforma Tributária, aprovada, trará profundas modificações na estrutura produtiva brasileira, e continuará sendo tema de inúmeras discussões ao longo de 2024. O ano será menos intenso em termos de aprovações de medidas menos populares, pois será ano de eleição municipal, trazendo pouco interesse de congressistas e governo em discutir temas delicados. Com os juros continuamente caindo aqui no Brasil e lá nos EUA, o crédito deve ser impulsionado, impactando diversos setores da economia brasileira, como os da construção civil, linha branca, automobilístico, impulsionando o consumo e os investimentos, que tiveram forte queda em 2023. Com uma perspectiva de queda nos juros nos EUA, a possibilidade de maior redução dos juros aqui no Brasil se intensifica, já que os investidores internacionais poderão migrar para os mercados emergentes, em busca de maiores retornos. O câmbio, consequentemente, deve sofrer poucas alterações, pois a queda nos juros do Brasil será acompanhada de uma queda nos juros americanos. O comércio exterior deve continuar se beneficiando do ótimo desempenho que o agronegócio vem apresentando nas últimas décadas, com ganhos expressivos de competitividade. Há, porém, preocupações com os efeitos climáticos do El Niño em 2023, que podem reduzir a quantidade produzida, impactando as exportações em volume, em 2024. A preocupação também se repete com relação ao preço das commodities. A China, principal importador das commodities brasileiras, tem divulgado dados contraditórios em relação ao seu desempenho de crescimento, o que pode trazer impacto nas exportações brasileiras. O Brasil optou por fazer parte da OPEP+ a partir de janeiro de 2024 e isso pode trazer consequências nas exportações brasileiras de petróleo, caso resolva aderir aos frequentes cortes de produção anunciados pelos membros. O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia parece não ter horizonte de curto prazo para uma definição que possa dar acesso aos mercados europeus. A Argentina, nosso terceiro maior parceiro comercial, deverá passar por um processo doloroso de ajuste fiscal e econômico já anunciado pelo novo Governo ao longo de 2024 que poderá afetar o comércio com o Brasil, mas com perspectivas positivas para os anos seguintes. O ano que entra traz todas essas movimentações político-econômicas fazendo com que seja preciso acompanhar de perto cada um desses desdobramentos e suas consequências, pois trazem impactos significativos nos custos, compromissos e resultados das empresas e para os consumidores. O planejamento estratégico para o ano de 2024 precisa levar em conta os possíveis cenários e suas consequências e impactos diretos e indiretos.


26/12/2023

O ano de 2023 trouxe muitas mudanças na economia brasileira

A transição do Governo Bolsonaro para o Governo Lula veio com uma mudança de orientação na política econômica muito mais voltada para o papel do Estado como o principal agente de fomento da economia, com a linha de pensamento sempre defendida pelo presidente e sua equipe. No início do ano, muitos anúncios de mudanças em direção oposta aos avanços da gestão passada assustaram o mercado, mas a apresentação do Fernando Haddad como Ministro da Fazenda trouxe alguma tranquilidade, pois apresentou um Arcabouço Fiscal para substituir o Teto de Gastos e mostrar compromisso com as preocupações fiscais da economia brasileira. A definição de uma política de metas fiscais para os próximos anos também fez com que o Governo procurasse encontrar meios de aumentar a arrecadação para poder zerar o déficit fiscal em 2024, conforme planejado e anunciado. Em decorrência disso, muitas medidas foram tomadas nesse sentido, reonerando setores e criando novos impostos. A Reforma Tributária também avançou ao longo do ano, com uma proposta inicial mais simples que, ainda assim, tinha um imposto sobre valor adicionado dos mais altos do mundo. Mas, foi sendo modificada, com muitas exceções, o que pode resultar em pouco ganho de competitividade da indústria nacional, a depender do patamar a ser aplicado no imposto. A inflação brasileira continuou cedendo ao longo de 2023, indicando convergência para a meta. O Comitê de Política Monetária do Banco Central deu início ao processo de redução da SELIC, que irá terminar o ano em 11,75%, mas continuará caindo em 2024. Lá nos EUA, o Federal Reserve parou de elevar os juros durante o ano e, na última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee) indicou que irá iniciar o processo de redução dos juros em 2024, já que a inflação também está controlada e convergindo para a meta. O ano foi excelente em termos de resultado da balança comercial brasileira. O agronegócio bateu recordes sucessivos de exportações, também ajudado pelas exportações de commodities minerais e combustíveis, mesmo tendo uma redução nas cotações internacionais ao longo do ano. O resultado do saldo muito positivo foi intensificado pela forte redução das importações ao longo do ano. Esse resultado fraco em importações e a manutenção do valor exportado ajudaram o Brasil a chegar muito próximo de um saldo de US$ 100 bilhões, uma marca histórica. A queda nas importações traz uma preocupação que se soma a outros indicadores de desaceleração da economia brasileira. No início de 2023, a expectativa era que o PIB do Brasil fosse crescer apenas 0,5%. O primeiro e o segundo trimestres trouxeram resultados acima do esperado, puxados pelo agronegócio e o setor de serviços. Já o terceiro trimestre foi preocupante. Com um crescimento de apenas 0,1%, ficou evidente que a economia está desacelerando fortemente, trazendo preocupações para o último trimestre de 2023, que pode apresentar queda no PIB e para o ano de 2024.


19/12/2023

O que esperar da economia em 2024?

Participação na Rádio Jornal


19/12/2023

O que esperar da economia em 2024?

Partipação na Rádio Jornal