PodCasts

18/08/2022

Tesla do Nordeste, a Voltz, vai produzir 20 mil motos elétricas em 2022, 4 vezes mais que em 2021

O mais interessante é que o modelo de negócios da empresa pernambucana, que abriu nova planta na Zona Franca de Manaus, traz um serviço de troca de baterias. Entenda melhor. A empresa, criada em 2019, tem uma linha de montagem no Cabo de Santo Agostinho e inaugurou uma planta com 11 mil m2 na Zona Franca de Manaus. Essa nova unidade tem capacidade de produção de até 200 mil motos por ano, mas irá produzir 20 mil até o fim de 2022. As dificuldades com fornecedores chineses e alta demanda europeia por baterias e componentes elétricos têm exigido um crescimento mais conservador na produção, que hoje tem lista de espera de 4 meses, colocando a Voltz como a 10ª maior montadora em vendas no Brasil. O mais interessante é que as motos vêm calibradas com diversas tecnologias de ponta nos seus 2 modelos atuais e há 5 novos modelos em desenvolvimento. A Voltz inova também no modelo de serviço de assinatura de troca de baterias descarregadas em pontos de troca para assinantes. A startup recebeu um aporte de R$ 100 milhões, onde investiu parte dos recursos na planta da Zona Franca de Manaus e outro valor significativo nas estações de trocas para fomentar o negócio de assinaturas que permitirá rodar com motos carregadas o tempo todo com trocas rápidas. A Voltz fez uma parceria com o iFood para desenvolver e testar o serviço de substituição de baterias com um público que usa intensamente as motos e que pode se beneficiar diretamente. O valor das motos cai significativamente quando a moto é vendida sem bateria, mais acessível. O levantamento com esse segmento, entregadores de delivery, indicou que muitos já tinham conseguido pagar o valor investido na moto com 3 a 4 meses usando o que economizaram em despesas que teriam com combustível. Isso pode fazer a migração para motos elétricas mais rápida.


17/08/2022

Tráfego aéreo nacional nas mãos do setor privado passará de 90%

O leilão de Congonhas e outros 14 aeroportos eleva o percentual de aeroportos na iniciativa privada de 75,8% para 91,6%, passando de 44 para 58 aeroportos. Essa rodada atrai R$ 7,3 Bilhões em investimentos. No fim do Governo Bolsonaro, a 7ª rodada de leilão de concessões de aeroportos para a administração da iniciativa privada traz investidores para um dos aeroportos mais movimentados e rentáveis do país: Congonhas. Mas o investidor levará junto outros 10 aeroportos em MG, MS e PA. Essa é a 3ª rodada de concessão de aeroportos realizada em blocos e funciona muito bem, pois os interessados levam o filé, no caso Congonhas, mas têm que roer o osso também, aeroportos menores que apresentam baixa viabilidade, mas que têm potencial de crescimento a longo prazo. Depois dessa rodada, ficará somente o aeroporto de Santos Dumont, no RJ, sob a administração da Infraero. Santos Dumont ficou para o 2º semestre de 2023, junto com o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) que será relicitado após a RIOGaleão decidir por devolver a concessão. Nas 6 rodadas anteriores, 44 aeroportos foram concedidos à administração privada, com contratos de 30 anos. Hoje, 13 empresas e consórcios privados administram e têm realizado investimentos de modernização nos principais aeroportos brasileiros, aumentando eficiência e conforto. Alguns aeroportos tiveram investimentos importantes, recentemente, mudando completamente a sua aparência e funcionalidade. Os aeroportos de Guarulhos, Brasília, Salvador e Fortaleza, estão em destaque, foram renovados, com terminais modernos, amplos e fáceis de utilização. A porta de entrada do turista internacional é o aeroporto e a primeira impressão é a que fica. Aeroportos modernos ajudam para que o Brasil possa se tornar mais atraente. As parcerias feitas pelas concessionárias privadas ajudam, conectando com operadoras internacionais.


16/08/2022

A importância de estar em todos os canais!

Vendas pela internet perdem força, enquanto vendas físicas aumentam. Via, Americanas e Magazine Luiza mostram retomada nas vendas com a volta do consumidor às lojas físicas. Mas, em que canais você deve estar presente? Entenda melhor. Com a pandemia, muitos disseram que o varejo nas lojas físicas tinha acabado, que os shoppings centers iriam fechar as portas de vez e que o negócio era vender online. Mas, a pandemia está passando e os consumidores estão voltando a frequentar as lojas físicas com maior força. No 2º trimestre desse ano, as vendas pelas plataformas do Mercado Livre, Americanas, Magazine Luiza e Via avançaram 5,9% para R$ 45,45 Bilhões, enquanto as vendas em lojas físicas cresceram 14,4% para R$ 12,84 Bilhões, puxadas por Americanas e Via (Casas Bahia e Ponto Frio). Se o Mercado Livre é retirado da análise, pois ele não tem pontos físicos, as vendas online recuaram 2,2%, enquanto as lojas físicas cresceram 14,4%. Esse resultado mostra que o varejo no Brasil ainda é muito físico e que as pessoas gostam da experiência da loja e do contato. Mas é preciso entender que o consumo mudou de perfil. A compra na loja física precisa ser menos burocrática, como no formato online, mais ágil e prazerosa para que o cliente não se aborreça com filas para tirar pedido, para fazer pagamento e depois receber o produto. Caso isso não aconteça, o consumidor irá retornar para o modo online, preferencialmente, abandonando as redes que têm muitos processos para fazer a venda. Nessa disputa de canais, é preciso estar nos dois modos, físico e online, e trazer soluções híbridas, que se comuniquem. As vendas online também estão passando por mudanças relevantes. Os aumentos do custo do crédito e da logística reduziram as ofertas de parcelamento em 12 vezes sem juros e as entregas com frete zero. Sai ganhando o físico, com produto para pronta entrega e opções de crediário.


15/08/2022

Será que o PIB vai crescer mais que 2% esse ano?

O IBC-Br referente ao mês de junho apresentou crescimento de 0,69% e fechou o 2º trimestre com crescimento de 0,57%. Isso logo após um crescimento de 1,11% no 1º trimestre. Nesse ritmo, a economia deve crescer acima de 2% em 2022. O IBC-Br funciona como uma prévia do PIB e vale lembrar que o resultado do 2º trimestre somente será divulgado no dia 1º de setembro. Mas o Banco Central analisa o desempenho das mesmas variáveis que o IBGE no cálculo do PIB para o cálculo do IBC-Br, mostrando forte correlação. Então, como se espera que, normalmente, o 2º semestre seja mais forte que o 1º, pode ser que o PIB, que cresceu 1% no 1º trimestre, tenha um desempenho positivo no 2º trimestre e ainda melhor no 2º semestre, porque as indústrias se preparam para mais vendas no final do ano. O Boletim FOCUS dessa semana aponta para um crescimento do PIB em 2% para 2022, mas no IBC-Br, somente no 1º semestre, esse patamar já foi praticamente alcançado. É possível que os analistas precisem revisar novamente suas previsões para o desempenho da economia em 2022. Mas vale lembrar, claro, que há uma eleição em outubro e isso traz efeitos positivos e negativos para o desempenho da economia. A incerteza com o resultado das eleições posterga decisões de investimentos greenfield para o ano que vem, atrapalhando o desempenho da economia. Por outro lado, o Governo vem desenvolvendo políticas fiscais expansionistas, como o Auxílio Brasil, com vistas em influenciar os resultados nas urnas, que incentivam a atividade econômica via consumo. Isso deve resultar em crescimento no curtíssimo prazo, impactando o PIB. Por fim, o Banco Central vem tentando controlar a inflação, elevando juros. O impacto de uma SELIC a 13,25% é significativo, porém mais forte em 2023, pois o efeito na redução de consumo e investimentos não é de imediato. Desta forma, o Brasil deve crescer mais que 2% em 2022.


14/08/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


11/08/2022

Petrobras reduz preço do diesel em 4,07% para R$ 5,19

Essa é a 2ª queda em agosto, influenciada pelo preço do barril do petróleo e câmbio. Apesar de ter impacto direto pequeno no IPCA, traz um importante efeito indireto no índice, ajudando a reduzir a inflação. Entenda melhor. O diesel acumula alta de 56% nos últimos 12 meses e é um dos itens que mais contribuíram para a inflação no Brasil. Mas o efeito é mais indireto que direto. No cálculo do IPCA, que leva em consideração uma cesta de produtos para o consumidor final, o diesel representa só 0,3%. O grande impacto vem de forma indireta. O diesel está presente na logística de todas as cadeias produtivas, afetando o preço dos produtos que são enviados do produtor até o consumidor final. No último ano, o custo do frete rodoviário subiu muito e foi repassado para os produtos. A queda no preço do diesel ajuda para que os demais produtos tenham redução no ritmo de reajustes, diminuindo a pressão inflacionária disseminada em todas as cadeias produtivas. O impacto no IGPM tende a ser maior, inclusive, pois este índice tem o preço do produtor como base. O diesel deve cair mais. Ao analisar as perspectivas para os preços do petróleo para os próximos meses, a perspectiva é de queda, por conta da expectativa de desaceleração das economias mundiais. O câmbio, por sua vez, também pode ajudar, principalmente depois das eleições.


10/08/2022

Brasil vai encerrar 2022 com queda na extrema pobreza

Esse foi o resultado de um estudo do Ipea usando dados da população em extrema pobreza em 2019 e ao final de 2022, após a distribuição dos recursos do Auxílio Brasil. O estudo também mostra impacto positivo nos empregos. As famílias em situação de extrema pobreza serão 4% do total no país até o fim do ano, uma redução na comparação com os 5,1% em 2019, antes da pandemia e no início do atual governo. Com o Auxílio Emergencial em 2020, diminuiu para 4,2%. Voltou a aumentar em 2021 para 6%. O Auxílio Brasil pagou de janeiro a julho de 2022 R$ 29,7 bilhões a mais do que o Bolsa Família no mesmo período de 2021. O Nordeste vem em 1º lugar com R$ 12,9 Bilhões; o Sudeste, R$ 9,6 Bilhões; o Norte, R$ 3 Bilhões; o Sul, R$ 2,3 Bilhões; e, o Centro-Oeste, R$ 1,9 Bilhão. Os gastos com programas sociais chegarão a R$ 200 bilhões neste ano. O Auxílio Brasil terá R$ 115 bilhões. O Bolsa Família tinha cerca de R$ 30 bilhões anuais. Os aumentos do valor do benefício e do número de famílias reduzirão a extrema pobreza, como consequência direta. O resultado difere do resto do mundo. As famílias em situação de extrema pobreza serão 9,9% do total global em projeção do Banco Mundial, alta de 15% em relação a 2019, quando eram 8,6%. São pessoas com renda individual menor que US$ 1,90, indo de 588 para 703 milhões. O estudo também mostra que para cada 100 novas famílias no Auxílio Brasil há uma geração de 37 vagas de empregos a mais no país. O resultado contraria a ideia de que benefícios sociais prejudicam o mercado de trabalho porque as pessoas tenderiam a deixar de procurar emprego. O Ipea comparou o valor do Auxílio Brasil de R$ 600,00 com o custo da Cesta Básica em 15 estados. O valor seria suficiente para pagar 77% da cesta básica em São Paulo, no piso, e 109% em Sergipe, no topo. Em 2015, o Bolsa Família respondia por 54%, na Paraíba, o maior valor. O Auxílio Brasil traz um impacto significativo na retirada das famílias da situação de extrema pobreza e ajuda a gerar empregos e movimentar as economias menos desenvolvidas do país. O programa precisa continuar no ano que vem, mas é preciso também ter responsabilidade fiscal.


09/08/2022

Preços de Alimentos e Bebidas sobem, mas IPCA cai 0,68% em julho

No acumulado em 12 meses, a inflação desacelerou para 10,07%, mesmo nível que encerrou dezembro de 2021. No ano, o acumulado fica em 4,77%. Gasolina, sozinha, teve impacto negativo de 1,04 ponto percentual no índice. A queda no IPCA ocorreu após 25 meses seguidos de altas. Vale lembrar que houve deflação no auge da pandemia durante 2 meses seguidos, abril e maio de 2020. No acumulado de 12 meses, a queda de quase 2 pontos percentuais ocorre porque em julho de 2021 subiu 0,96%. A pressão inflacionária ainda continua, pois apenas 2 de 9 grupos apresentaram queda, Transportes e Habitação, puxados pela queda nos preços dos combustíveis e da energia elétrica. O item Comunicação ficou próximo de zero, também influenciado pela limitação do ICMS em 18%. O movimento deve continuar em agosto, pois o preço do barril de petróleo continua a cair, possivelmente trazendo novos ajustes da Petrobras para baixo. Além disso, os custos com telefonia mais baixos devem afetar o IPCA. Vale lembrar, porém, que o IPCA é composto por 377 itens. E é aí onde pode vir algum efeito importante de transmissão. Embora a deflação tenha ficado concentrada em poucos grupos, a alta de preços teve menor espalhamento em julho. O índice de difusão desacelerou de 67% em junho para 63% no mês passado. Por que isso é importante? Combustíveis e energia elétrica não só têm um efeito importante na composição direta do índice, como também impactam a formação de preços dos demais setores. Com o preço caindo, a difusão da inflação tende a cair nos próximos meses, fazendo com que os demais itens desacelerem. O COPOM prevê uma inflação de 6,8% em 2022 e segue preocupado com o efeito das políticas de expansão fiscal recentes sobre a demanda agregada que dificultam o trabalho deflacionário oriundo das altas recentes de juros. Por conta disso, pode seguir elevando os juros esse ano.


08/08/2022

Aceitação do PIX no comércio eletrônico sobe 361% em um ano e meio

Cartão de crédito segue na liderança como o mais aceito, mas o crescimento do PIX de janeiro de 2021 para cá é impressionante, igualando-se com o Boleto, que permanece alto em aceitação, porém menos usado. Entre janeiro de 2021 e julho de 2022, a aceitação do PIX como meio de pagamento nos maiores varejistas online, que representam 85% de todo o comércio eletrônico no Brasil, subiu de 16,9% para 78%, um incremento de mais de 361%, empatando com os boletos (também com 78%). Ambos só perdem para o cartão de crédito, que ainda é amplamente utilizado com 98,3%, principalmente por oferecer parcelamento e milhas para os clientes. Mas, com os juros mais altos, os varejistas online diminuíram a opção de parcelamento em 12 vezes, pois o crédito encareceu. A aceitação do PIX tem potencial para chegar próximo de 100%, considerando os que aceitam débito e/ou boleto. O PIX se tornará o meio preponderante, principalmente quando tiver ainda mais funcionalidades, como o PIX Garantido, que permitirá o parcelamento direto com o banco. A migração ainda não foi maior por conta da transição tecnológica de muitas lojas para que o seu software possa se integrar ao novo formato de transação. Um ponto positivo do PIX é que a venda é confirmada de imediato, aumentando a velocidade da transação de venda e entrega. Os boletos levam até 3 dias, em alguns casos, para que a confirmação de venda seja efetuada, somente liberando o produto para despacho depois disso. Uma desvantagem, é que no PIX o processo de ressarcimento no caso de fraudes é mais difícil que no cartão de crédito. Segundo dados do Banco Central, são 132 milhões de chaves cadastradas no PIX no Brasil no mês de julho. Cerca de 24% das lojas online que aceitam o PIX estão dando descontos de 3% a 10% para pagamentos com esse meio de pagamento. Isso aponta para redução de custos de transação.


07/08/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.