PodCasts

05/08/2022

Marcas mais valiosas tem valorização de 12% em um ano

O valor de algumas marcas, porém, teve valorização surpreendente de mais de 200%, mostrando que estratégias de marketing, mas também boas entregas e bom serviço fazem a diferença no valor de uma marca. Entenda melhor. O levantamento da Brand Finance Brasil mostrou que as 100 marcas mais valiosas estão ainda mais valorizadas este ano. O valor delas aumentou para R$ 308,4 Bilhões. A líder é o Itaú, com valor de R$ 36,398 Bilhões, um aumento de 28,5% na passagem de 2021 para 2022. É interessante notar que as 10 marcas mais valorizadas continuam as mesmas que no ano passado, mas houve troca de lugares entre elas. A Caixa, por exemplo, perdeu 32,1% em valor, enquanto a Petrobras, que tem sido alvo de muitas críticas, subiu seu valor em 18,4%. Dentre as marcas que mais se valorizaram, o setor de turismo se beneficiou de uma retomada, com subida forte da Movida (227,6%), maior crescimento de todas, e Unidas (108,4%). As redes de atacarejo também apresentaram forte elevação, com Assaí (112,3%) e Atacadão (108%). Por outro lado, varejistas sofreram com a mudança nos juros básicos da economia (SELIC a 13,75%) e por conta de processos de aquisições, que repercutiu no valor de suas marcas. Marisa teve o pior desempenho, com -50,5%, seguido por Pão de Açúcar (-43,6%) e Extra (-33,4%). A marca é um importante patrimônio da empresa, de valor intangível, que pode determinar o padrão de consumo das pessoas, que por sua vez, são muito influenciadas pela credibilidade da marca. Uma marca de alto valor se traduz em confiança para o consumo daquele bem ou serviço.


04/08/2022

Empresas brasileiras já têm projetos para aproveitar os avanços do 5G

Enquanto a tecnologia vai sendo adotada ao longo do país, muitas empresas de áreas como saúde, tecnologia, indústria automotiva e agronegócio têm desenvolvido soluções que usarão a Internet das Coisas. São Paulo e outras capitais estão iniciando a oferta da tecnologia 5G que irá exigir novos planos de dados celulares e mudança de aparelhos para aquelas pessoas que têm modelos mais antigos. O calendário de implantação é longo, mas bastante esperado pelos resultados que trará. Muitas empresas já estão se adaptando para o começo da utilização dessa tecnologia com alta velocidade de transmissão: de 10 a 100 vezes mais rápida do que o 4G, com menos latência e, o mais importante, conectividade massiva entre máquinas via a internet das coisas (IOT). As indústrias utilizarão o 5G como rede local, automatizando toda a linha de produção. Será possível desenvolver cidades inteligentes, conectividade das escolas e estradas, telemedicina, segurança pública e agronegócio. Um passo além virá com as realidades aumentada e virtual. Alguns casos já estão em curso, como a Gerdau que fechou acordo com a Embratel para implementar uma rede 5G privativa na sua planta industrial de Ouro Branco, MG, investindo em equipamentos inteligentes, como veículos autônomos que possam ser operados à distância. O Núcleo de Inovação Tecnológica do Hospital das Clínicas (USP) está entre os primeiros do país a fazer testes de uso do 5G na medicina. Médicos e professores de medicina se uniram para elaborar uma lista de casos de uso nos quais o atendimento médico mais se beneficiará. A Stellantis é a 1ª montadora do país a testar o 5G na indústria automobilística. No polo automotivo localizado em Goiana, PE, fez testes para assegurar a identificação dos veículos, de acordo com suas versões e acessórios, trazendo ganhos de qualidade nos processos de montagem. Os exemplos vão aumentar, modificando a realidade de como os bens são produzidos e os serviços prestados, aumentando significativamente a produtividade da mão de obra, gerando maiores retornos para as empresas e, consequentemente, maiores salários para os trabalhadores.


03/08/2022

Copom eleva SELIC em 0,75 p.p. para 13,75% ao ano

Este foi o 12º aumento seguido da taxa básica de juros, que chega ao maior patamar desde novembro de 2016. Entenda melhor porque a taxa foi elevada e o que deve vir pela frente em termos controle de inflação pelo Banco Central. Após o aumento, a taxa SELIC deve permanecer neste nível até maio de 2023, quando começará a cair. A previsão é que a SELIC termine o próximo ano em 10,5% ao ano, após a inflação oficial, medida pelo IPCA, venha a convergir para a meta imposta pelo BC de 3,25% com 4,75% de teto. O aumento de hoje tem como objetivo para o BC já ajustar a taxa SELIC para atingir a meta de inflação do ano que vem, uma vez que as decisões sobre juros demoram de 6 a 18 meses para terem impacto pleno na economia. A inflação de hoje reflete a SELIC baixa do ano passado. A imposição de um limite para o ICMS sobre combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e transporte urbano derrubou o IPCA no mês de julho e agosto, quando deve haver deflação nesse período. Ao se confirmar, é possível que o ajuste da SELIC seja ainda menor para 2023. Outros fatores influenciarão o processo decisório nas próximas reuniões. A questão fiscal pode trazer impactos inflacionários no ano que vem, por conta dos programas sociais e incentivos fiscais anunciados pelo Governo Federal. Caso aconteça, os juros ficarão mais altos. O contexto internacional também pode influenciar negativamente. Caso as tensões entre EUA e China se elevem, com questões relacionadas à Taiwan, podem pressionar o câmbio, elevando a inflação de insumos importados e commodities, fazendo o BC manter a SELIC alta. O processo de elevação de juros nas principais economias mundiais também atrapalha. EUA, União Europeia e outros países estão em processo de elevação de juros para combater a inflação e isso pode pressionar o BC a manter um spread de taxas mais elevado, para manter o câmbio.


02/08/2022

Brasil tem a 41º gasolina mais barata em ranking global

Há 4 meses o país era o 115º dentre 170 países. O preço do combustível despencou, influenciado pela redução do ICMS e subida do dólar em julho. Saiba quais são os países onde o preço da gasolina é mais caro e mais barato. O preço da gasolina caiu de R$ 7,39 o litro no fim de junho, na semana entre 19 a 25 de junho, para R$ 5,89 entre 17 e 23 de julho, segundo o levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), uma queda de R$ 1,50 (20%) em apenas 1 mês. Os fatores para a redução vieram da lei que limitou a alíquota do ICMS sobre combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e transporte coletivo e da redução do quanto a Petrobras cobra nas refinarias. No dia 28, a estatal anunciou nova queda do preço, de R$ 0,15 (ou 3,9%). O repasse acontecerá apenas nos próximos dias, e o ranking ainda não o incorporou na análise. O Brasil está atualmente ao lado de países como Maldivas, Togo, Burquina Faso e Uzbequistão. Há 4 meses, o país estava próximo a nações como Moldávia, Jamaica, Jordânia e Seychelles. A gasolina mais barata do mundo continua sendo a da Venezuela, país que tem uma das maiores reservas de petróleo e cuja economia depende completamente da commodity. Na outra ponta, Hong Kong tem o litro do combustível mais alto do mundo, com R$ 15,92. A gasolina brasileira está hoje mais barata que a dos Estados Unidos, mas mais cara do que a de países vizinhos como Bolívia, Colômbia, Equador e Argentina. Por outro lado, está mais barata que o México, Cuba, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai. No Brics, só perde para a Rússia.


01/08/2022

O Investimento Privado foi o responsável pelo aumento da relação Investimento/PIB no 1º Trimestre de 2022

Nos últimos anos, o investimento estatal tem se mantido estagnado na casa dos 1,6% enquanto o investimento privado vem crescendo desde 2017 para 17,56% do PIB em 2021. No primeiro trimestre de 2022, o investimento privado representou 17,39% do PIB, enquanto o investimento público ficou em 1,61%. Esse percentual representa um aumento em relação à 2021, quando o investimento privado representou 15,92% do PIB, com 1,61% do público. O investimento é importante para fomentar o crescimento econômico do país. A partir dele, o país pode ter um crescimento duradouro, levando a um patamar de país desenvolvido, caso se mantenha num ritmo elevado, diferente das políticas de curto prazo, que são inflacionárias. O investimento ajuda no aumento da produtividade da mão de obra que, produzindo mais, pode gerar mais valor para o seu trabalho, gerando mais retorno para a empresa e, consequentemente, maiores salários reais para os trabalhadores, oriundos dos ganhos de produtividade. Mas nem todo tipo de investimento é recomendado. O investimento público termina não gerando os mesmos benefícios que o investimento privado, aumentando o endividamento do país e, em muitos casos vistos no Brasil, por exemplo, gerando desvios e resultados insignificantes. O investimento privado, por sua vez, traz benefícios de longo prazo mencionados e diferencia o país dentre os demais em termos de vantagens competitivas, tornando um país desenvolvido. Mas, para isso, o ambiente institucional precisa ser propício para a atração ao investimento. Desde os anos 2000 que o investimento no Brasil tem oscilado bastante, respondendo aos diversos momentos de crises institucionais, eleitorais, econômicas e da própria pandemia. No momento em que esteve mais alto, teve forte influência do investimento público, em 2010. A agenda de reformas e novos marcos institucionais têm atraído o investimento privado para o Brasil. Esse ambiente, de reformas microeconômicas, é o melhor caminho para atrair o capital produtivo privado para que o país possa diminuir o gap em relação aos países desenvolvidos.


31/07/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


29/07/2022

Brasil pode ter Superávit Primário pela 1ª vez desde 2013

A combinação de resultados positivos nas contas do governo, no acumulado até junho, dividendos da Petrobras, privatização da Eletrobras e resultados de outras estatais deve ajudar a fechar as contas no azul em 2022. Um dos tripés do Plano Real, o superávit primário é obtido quando as receitas do Governo Federal e estatais superam as despesas no ano corrente e é essencial para o país ter controle sobre o ritmo de seu endividamento público e na atração de investidores internacionais. O superávit primário indica que o país tem menos risco de default, ou seja, diminuição do seu risco de calote perante os títulos da dívida pública. No passado, o Brasil teve uma situação muito positiva, com o boom das commodities e se tornou, inclusive, credor da dívida externa. Com isso, de 2008 a 2015, recebeu o grau de investimento pelas principais agências de rating, mostrando-se como um país onde o investidor poderia alocar recursos com alguma tranquilidade. Tão logo o país começou a apresentar déficits primários, em 2014, a coisa desandou. Em 2022 a situação pode voltar ao campo positivo. No acumulado até junho, o saldo positivo é o melhor desde 2013, com R$ 56,66 Bilhões. A Petrobras irá pagar dividendos de R$ 25 Bilhões para o Governo e há receitas da privatização da Eletrobras e dividendos de outras estatais. Com isso, o superávit primário quebrará esse longo período de risco fiscal dos últimos 8 anos e ajudará a diminuir ainda mais o risco de aumento do endividamento público, que por sua vez caiu pelo 7º mês seguido, chegando a 78,2% do PIB no mês de maio, ao nível pré-pandemia.


28/07/2022

Com R$ 500 Bilhões de investimentos previstos, iniciativa privada retoma o setor de infraestrutura no Brasil

O setor de construção pesada, destinado a obras de infraestrutura, mostra sinais importantes de recuperação com 60 leilões realizados em 2021 e mais por vir em 2022. O setor de construção civil se divide em 2 grandes áreas: habitacional e infraestrutura. Ambos têm relevância para o crescimento econômico do país e geram muitos empregos e renda. Mas são setores também muito sensíveis às realidades macroeconômicas e regulatórias vigentes. A operação Lava Jato encerrou o período áureo que o setor de construção pesada passava, com grandes obras e empreiteiras, denominadas campeãs nacionais, responsáveis por obras importantes de infraestrutura, financiadas com recursos públicos, principalmente a partir do BNDES. O investimento travou e outras consequências vieram, como parte responsável pela recessão de 2015-16. De lá para cá, muitas reorganizações ocorreram e o modelo teve que ser substituído, pois o Governo não detém de recursos para investir com dinheiro público em infraestrutura. No período mais recente, o lado habitacional se destacou, quando o Teto de Gastos possibilitou uma queda nos juros e o financiamento imobiliário prosperou. Com SELIC em mínimas históricas, o financiamento imobiliário permitiu um impulsionamento desse setor, enquanto durou. A aprovação dos novos marcos regulatórios, PPPs e concessões reativou a construção pesada. Em 2021, houve 60 leilões com investimentos de R$ 334 bilhões e arrecadação de R$ 51 bilhões em outorgas, envolvendo portos, aeroportos, energia, telecomunicações, ferrovias e rodovias. Para 2022, o Ministério de Infraestrutura realizará leilões de concessão de 15 aeroportos, incluindo o de Congonhas. Neste ano, a expectativa é conceder 50 ativos, com R$ 165 bilhões em investimentos previstos. Somando os 2 anos, o investimento previsto é de R$ 500 Bilhões. A expectativa é de uma reversão na construção civil nos próximos anos, com construção pesada gerando mais empregos que habitação e, assim, alavancando o PIB do setor. Um único projeto, da rodovia Dutra, já deve superar todo o investimento público em infraestrutura no ano.


27/07/2022

SUAPE voltará a exportar frutas

Com o resultado do arremate da APM Terminals, pertencente à Maersk, maior operador de contêineres do mundo, um investimento de até R$ 2,6 Bilhões está por vir, com novas rotas e a possibilidade de escoamento das frutas do Vale do São Francisco. A empresa APM Terminals apresentou uma proposta de R$ 455 Milhões, R$ 5 milhões acima do concorrente, para o arremate da área pertencente ao Estaleiro Atlântico Sul no Porto de SUAPE e aguarda apenas a aprovação da Juíza de Ipojuca, responsável pelo processo de RJ da EAS. Com a declaração oficial como vencedora, a APM Terminals deverá anunciar um investimento de até R$ 2,6 Bilhões no novo terminal, que terá capacidade inicial de 400.000 TEUs, o que aumentará a capacidade do complexo portuário em 55% e trará mais concorrência ao mercado. Uma vez que as licenças sejam emitidas, a empresa espera finalizar a construção em até 24 meses e começar a operar em 2025, quando a dragagem do canal de acesso e bacia de evolução pelo Porto de SUAPE estiverem finalizadas, permitindo o acesso dos navios à área do TECON 2. A vinda do maior armador do mundo, e instalação do HUB, vão colocar SUAPE em outro patamar. Nos últimos anos, SUAPE vinha perdendo protagonismo perante os portos de Pecém e Salvador, onde as frutas do Vale do São Francisco eram escoadas, mantendo-se como um porto de cabotagem. SUAPE conta hoje com somente um terminal de contêineres num contrato criticado por ambas as partes e que torna o porto mais caro do Brasil, segundo a ANTAQ. Com o novo terminal, mais concorrência e possibilidades de trajetos de longo curso irão aumentar a competitividade. A vinda da Maersk trará a abertura para rotas diretas e semanais com a Europa e a Ásia. É importante mencionar que a Maersk estabeleceu um protocolo de intenções, prevendo investimentos em modernização, navios de grande porte e a sustentabilidade da atividade portuária. Os investimentos não podem parar por aí. A finalização da ferrovia Transnordestina precisa acontecer e o Arco Metropolitano precisa ser aprovado e ter suas obras iniciadas. A competitividade do porto irá prevalecer, também, por conta dos demais elos de sua cadeia logística.


26/07/2022

Redução do ICMS ajuda a controlar inflação medida pelo IPCA-15

A recente limitação do ICMS a 18% foi determinante para que a prévia da inflação de julho tivesse uma elevação de somente 0,13%, a menor desde junho de 2020, diminuindo o acumulado em 12 meses para 11,39%. A pressão inflacionária continua, mas a limitação do ICMS traz consequências importantes para que o índice tenha uma convergência para o patamar esperado pelos analistas para o fim do ano, próximo de 7,3%, segundo o último Boletim FOCUS. O IPCA de julho deve mostrar deflação. O acumulado em 12 meses sofreu diminuição para 11,39% e deve continuar caindo nos próximos meses, desde que o impacto da redução nos preços de combustíveis, energia elétrica e gás chegue até as indústrias produtoras de bens de consumo que dependem desses itens. Vestuário (1,39%), Alimentação e Bebidas (1,16%) e Despesas Pessoais (0,79%) pressionaram o índice e estão repassando a elevação de custos oriunda de aumentos nos preços dos insumos com cotação internacional ou elevações acumuladas de preços em combustíveis e energia elétrica. A queda no preço da gasolina, item que mais puxou o IPCA-15 para baixo, ajudou a trazer deflação em algumas capitais que a adotaram de forma mais rápida, como Goiânia. Recife, uma das capitais que mais demorou a incorporar a redução no ICMS, teve a inflação mais alta, com 0,87%.