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04/11/2022

Petrobras tem lucro de R$ 46,1 Bilhões no 3º trimestre

O valor representa um aumento de 48% em relação ao mesmo período do ano passado com receita líquida de R$ 170,1 Bilhões. A receita com os derivados de petróleo aumentou 10% e pela venda de petróleo bruto reduziu 21,7%. A Petrobras informou que irá fazer um pagamento antecipado de dividendos aos acionistas. A quantia é 95% do lucro líquido no período: R$ 43,68 Bilhões. O montante foi aprovado pelo Conselho de Administração da estatal e será pago em dezembro desse ano e janeiro de 2023. O Governo receberá R$ 12,5 Bilhões e o BNDES R$ 3,5 Bilhões. Os valores estão alinhados à Política de Remuneração aos Acionistas que estabelece pagamento de 60% da diferença entre o fluxo de caixa operacional e investimentos, com endividamento bruto menor que US$ 65 Bilhões. A Petrobras destacou que “não existem investimentos represados por restrição financeira ou orçamentária e a decisão de uso dos recursos excedentes para remunerar os acionistas se apresenta como a de maior eficiência para otimização da alocação do caixa”. A expectativa é que a Petrobras chegue a uma distribuição de lucros próximo de R$ 200 Bilhões esse ano por conta da alta no preço do barril de petróleo e da boa gestão. No ano, a distribuição já atinge R$ 180 Bilhões, bem acima dos R$ 106,7 Bilhões distribuídos em 2021. As variações nos resultados têm acompanhado os altos e baixos nos preços do barril de petróleo no mercado internacional: o preço médio do petróleo Brent foi de US$ 100,85 neste trimestre, segundo a companhia, contra US$ 73,47 um ano antes e US$ 113,78 no trimestre anterior. O Governo Federal tem 50,26% do controle acionário da Petrobras. Os investidores brasileiros detêm 8,03% e os internacionais com 41,71%. Ou seja, o Governo leva a maior parte dos dividendos distribuídos, fora os royalties, para fazer políticas públicas como o Auxílio Brasil.


03/11/2022

Equipe de Lula e Relator do Orçamento estão propondo a PEC da Transição para garantir gastos acima do Teto de Gastos, inclusive do Auxílio Brasil em R$ 600,00

Além dos R$ 200,00 adicionais para manter o Auxílio Brasil no patamar atual, outras despesas serão incorporadas. Como não há espaço no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para um Auxílio Brasil de R$ 600,00, há uma movimentação forte da equipe de transição do Governo Lula com o Relator do Orçamento para que seja votado no Congresso ainda esse ano uma PEC autorizando o gasto adicional. O montante necessário para manter os R$ 200,00 adicionais para os 21,6 milhões de beneficiários é de R$ 52 Bilhões, mas também irão incluir a despesa com o pagamento de R$ 150,00 por cada filho de até 6 anos por família, mais R$ 18 Bilhões, totalizando R$ 70 Bilhões a mais. Só que a ideia é também incluir outras despesas que foram promessas de campanha, como o aumento do Salário Mínimo, reajustado além da correção inflacionária com o crescimento médio do PIB nos últimos 5 anos, verbas para merenda escolar e farmácia popular e piso para a saúde. Só para complementar o piso da saúde, é estimado um gasto adicional de R$ 14 Bilhões. O principal cotado para o Ministério da Fazenda, a ser criado, Henrique Meirelles, fala em uma despesa extra que pode chegar a R$ 200 Bilhões para atender todas essas demandas. O PLOA do ano que vem traz um déficit de R$ 63,7 Bilhões e outras despesas ficaram de fora, como a possível prorrogação da redução do IPI, que elevaria o déficit em mais R$ 20 Bilhões. A perda de receita com redução de PIS, Cofins e CIDE dos combustíveis também pode ser maior. A expectativa de crescimento da economia para 2023 é menor pois a SELIC alta desacelera o consumo e a atividade econômica. Consequentemente, haverá uma queda da arrecadação com impostos que deve aumentar o déficit fiscal do ano que vem, outro fator preocupante. Mas a conta precisa fechar e ser paga. O Governo Lula terá que optar por 1 de 3 caminhos, ou pela combinação deles, para resolver esse problema: se endividar mais, aumentando a relação dívida/PIB; reduzir gastos de outras áreas; e/ou, aumentar impostos, gerando mais receita.


02/11/2022

Conclusão da dragagem do canal de aproximação deixará o Porto de Suape com o maior calado entre os portos do Nordeste

A dragagem deixará o calado em 20 metros, possibilitando a entrada de navios de grande porte, mudando a característica para um porto concentrador de cargas. O imbróglio que se arrastava desde 2011, quando a obra foi iniciada no Governo Eduardo Campos e paralisada por Dilma Rousseff em 2013 por desavenças políticas na época, foi finalmente resolvido, com um acordo de finalização aceito pela empresa holandesa contratada na época. O acordo extrajudicial reduziu o montante de R$ 782 Milhões para R$ 480 Milhões, sendo R$ 145 Milhões de custo para finalização da obra e o restante para quitar a dívida com a empresa, com um aumento de capital de R$ 380 milhões para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. O aumento de capital disponibilizado pelo Governo do Estado dá viabilidade para que Suape possa fazer a operação com recursos próprios. A obra levará 5 meses para conclusão e serve como contrapartida para que os investimentos anunciados pela Maersk e Bemisa avancem em Suape. A Secretaria Nacional de Portos, que devolveu a autonomia da administração de Suape para o Governo do Estado, vinha pressionando para que o impasse fosse resolvido, pois a dívida atrapalhava as negociações do Governo Brasileiro de avançar com o acordo Mercosul e União Europeia. A conclusão da dragagem e aumento do calado vão possibilitar a conclusão do 2º trem da Refinaria Abreu e Lima. O investimento estava paralisado por conta do impasse causado pela não finalização da dragagem, impossibilitando a entrada de grandes navios para atender a refinaria. O investimento previsto para esse 2º trem é de US$ 1 Bilhão, gerando mais de 12.000 empregos diretos na implantação e aumentando a produção em mais de 115 mil barris por dia de óleo diesel, diminuindo a importação nacional desse produto. A mudança no contexto político ajudará. Hoje há falta de diálogo entre Petrobras e Governo do Estado, pois são opostos politicamente. Em 2023, essa realidade mudará e havendo mais diálogo, aumenta a possibilidade da conclusão acontecer, pois a política de investimentos da Petrobras deve passar a ser expansionista.


01/11/2022

Os desafios de Raquel Lyra como Governadora de Pernambuco

O diálogo será a melhor ferramenta para que ela possa avançar na sua gestão como 1ª mulher à frente do Estado, com desafios importantes pelo caminho para tornar Pernambuco protagonista regional e, talvez, nacional. Ao se manter independente no 2º turno, conseguiu aliar forças opostas em prol da construção de um estado melhor a partir da sua gestão. O diálogo será essencial para que consiga trazer mais investimentos para o Estado bem como destravar obras inacabadas e projetos parados. Esse alinhamento relembra a época áurea do Governo Eduardo Campos, quando conseguiu um alinhamento com o Governo Lula e o Estado de Pernambuco foi protagonista regional, recebendo inúmeros investimentos estruturadores para diversas regiões, como nas Matas Sul e Norte e Agreste. Há muito o que avançar nesse novo governo para que o Estado possa subir nos rankings, índices e atração de investimentos em relação aos nossos principais concorrentes regionais, Ceará e Bahia, e no âmbito nacional. E há exemplos de Estados bem-sucedidos que podem ser seguidos. O Estado de Pernambuco tem apresentado índices preocupantes em diversas áreas. Baixo crescimento, desemprego alto, parcela significante da população nas faixas mais baixas de IDH e em condições de miséria, além de poucos avanços em infraestrutura e esgotamento sanitário. No comparativo com outros estados, no ranking de competitividade do Centro de Liderança Pública (CLP), manteve-se no ano de 2022 na 15ª colocação, atrás de Paraíba, Ceará e Alagoas. Esse pode ser um relevante indicador para ser trabalhado, melhorando seu posicionamento. A melhora no ranking indicaria que o Estado avançou nas áreas econômica, social e de gestão pública, desenvolvendo os indicadores e, ao mesmo tempo, trazendo desenvolvimento econômico sustentável para o Estado. O diálogo com o CLP poderá trazer muita ajuda nesse sentido. O exemplo de outros estados também pode ser adotado. O Estado de Minas Gerais tem apresentado avanços importantes na atração de investimentos ao adotar, como política de Governo, os princípios da Lei de Liberdade Econômica, avançando em parceria com os municípios, dialogando. O Rio Grande do Sul, por sua vez, promoveu reformas importantes, concessões e outras políticas que permitiram que o estado avançasse econômica e socialmente. O diálogo com esses governadores, reeleitos inclusive, pode ajudar na construção de um Pernambuco mais competitivo.


31/10/2022

O que esperar da economia com Lula eleito?

Muitas incertezas ainda estão no ar, pois o programa de governo não foi detalhado. De certo, apenas a carta da semana passada divulgada por Lula. O mercado espera a nomeação do Ministro da Economia, que pode ser o Henrique Meirelles. A confirmação de Henrique Meirelles como Ministro da Economia deverá trazer tranquilidade ao mercado que já conhece o seu posicionamento e o avalia bem com relação aos cargos que exerceu como Presidente do Banco Central de 2003 a 2011 e Ministro da Fazenda de 2016 a 2018. Mas a economia passa por um momento diferente daquele vivido no passado. O endividamento em relação ao PIB é muito maior que nos governos anteriores do PT e a margem para gastos bem menor, por conta do Teto de Gastos criado por Meirelles como Ministro da Fazenda de Temer. Meirelles defende a solicitação de um waiver ao Congresso para que as despesas de 2023, inclusive o Auxílio de R$ 600,00, sejam bancadas acima do Teto de Gastos, enquanto se mobilizam para fazer uma nova PEC que desfaça o Teto. Segundo ele, isso aconteceria somente em 2023. O Governo Lula irá mudar o formato que as políticas econômicas são conduzidas. Segundo ele, o estado deve ser indutor dos investimentos na economia, os bancos de fomento como principais agentes financiadores desse processo e elegendo determinados setores como prioritários. Meirelles defende que a Reforma Tributária seja tratada de forma prioritária para aumentar a competitividade da indústria. De fato, essa reforma é muito importante para o país, mas é preciso entender que reforma será aprovada pelo Congresso e junto com a Reforma Administrativa. A incerteza até que o Ministro da Economia seja indicado levará a muita volatilidade nos mercados, principalmente no câmbio e no valor das ações de estatais. Passado esse momento, quem for indicado também precisará equacionar a preocupação com o lado fiscal da economia.


31/10/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


28/10/2022

Qual o melhor candidato para governar o Brasil?

É importante entender as propostas de cada um para a economia brasileira, pois são bem diferentes em muitos pontos relevantes e decidir, segundo suas expectativas, o futuro que é melhor para a economia brasileira e sua população. A forma de conduzir a economia de Lula e Bolsonaro diverge em pontos importantes. Para Lula, o estado deve ser indutor dos investimentos na economia, os bancos de fomento como principais agentes financiadores desse processo e elegendo determinados setores como prioritários. Para Bolsonaro, o investimento privado deve ser o principal responsável para a alavancagem dos investimentos em infraestrutura e segmentos importantes da economia brasileira. Ao longo do seu mandato, marcos regulatórios, desburocratização setorial e concessões avançaram. Lula quer fazer uma reformulação das Reformas recentes que foram importantes para o Brasil, como a Trabalhista e a Previdenciária. Privatizações são defendidas por Bolsonaro e Lula é contra. O Teto de Gastos é questionado por Lula e querem revisá-lo, permitindo mais gastos. A Reforma Tributária, por sua vez, tem indicações que será encaminhada por qualquer um dos 2 que seja eleito, mas o formato ainda deixa muitas dúvidas já que também dependerá do Congresso Nacional e, sem uma Reforma Administrativa, não trará a competividade aos negócios. Um ponto importante em ambos os candidatos é que há uma convergência para a manutenção do Auxílio Brasil de R$ 600,00 para a população mais pobre. Esse é um programa social que deveria ser institucionalizado pelo Estado independente do gestor, mas com responsabilidade fiscal. É importante que o Brasil cresça de maneira sustentável, principalmente fiscalmente. Em todas as eleições, os candidatos prometem maiores gastos, pois atraem eleitores e seus votos, mas é importante entender que não existe almoço grátis, o pagador de impostos pagará a conta. Portanto, não espero aqui convencer você a votar em Lula ou Bolsonaro, peço que estude melhor o que cada um tem a dizer sobre a economia brasileira olhando para a frente, mas entendendo o que o passado trouxe na experiência de ambos à frente do nosso país e da nossa economia.


27/10/2022

O Brasil precisa aumentar sua competitividade perante outros países para se desenvolver

No 2º turno das eleições, os eleitores devem procurar por propostas dos 2 candidatos que ajudem o Brasil a melhorar sua posição nos rankings de liberdade econômica e maior competitividade. O Brasil ocupa a 133ª posição do ranking de Liberdade Econômica de 2022 da Heritage Foundation. No continente americano, fica em 26º de 32 países e sua nota de 53,3 fica abaixo das médias da região e do mundo todo. Maior liberdade econômica resulta em maior padrão de vida. Liderado por aumentos modestos em liberdade trabalhista e integridade do governo, o Brasil registrou um ganho geral de apenas 0,4 ponto desde 2017 e permanece nas classificações mais baixas. A liberdade monetária é relativamente boa, mas a saúde fiscal está entre as piores. Por conta disso, o Movimento Brasil Competitivo, representando o setor produtivo, lançou a agenda 12 Compromissos para um Brasil Competitivo com propostas para que o país possa avançar na trajetória do desenvolvimento econômico, de maneira justa, sustentável e inclusiva. As propostas têm como objetivo atacar de frente o Custo Brasil que nos condena ao baixo crescimento econômico, à ausência de empregos e ao achatamento da renda. É preciso avançar nessa agenda para reverter esse cenário de baixo crescimento que foi observado recentemente.


26/10/2022

Real Digital foi lançado pelo Banco Central e traz uma ameaça aos bancos e cartões de crédito

A nova moeda vai criar um sistema de pagamentos instantâneo que funcionará separadamente dos bancos, deixando os usuários independentes para operações de pagamentos e recebimentos. O Banco Central deu um passo importante e inovador para seguir uma tendência mundial de emissão de moedas digitais e que representa uma revolução nas finanças e movimentações bancárias como é conhecido hoje em todo o mundo, com a criação do Real Digital e seu uso no dia a dia. O Real Digital funcionará com uma stablecoin, uma moeda de valor estável, valendo sempre R$ 1,00, diferente das criptomoedas como bitcoin ou ethereum, cujas cotações variam com o mercado, e terá conversibilidade imediata e sem custos financeiros para o Real tradicional. O Real Digital inova no sentido que desobrigará as pessoas de terem contas bancárias para realizar transações de recebimentos e pagamentos. Funciona como o papel moeda, cada vez mais em desuso, mas que estará guardado numa wallet digital (carteira digital), não no banco. Hoje, a grande maioria das pessoas usa os bancos para, por exemplo, receber seus salários e, a partir das contas bancárias, realizar pagamentos de boletos, fazer transferências para outras contas, pagar o cartão de crédito, ou até mesmo realizar um PIX para outras pessoas. Com o Real Digital, não mais será necessário o banco como intermediador para realizar transações e transferências. Basta um celular com internet e a pessoa poderá fazer transferências de wallet para wallet. Essa inovação disruptiva muda o mercado financeiro significativamente. Ainda haverá outras possibilidades como a rápida conversão do Real Digital em outras moedas digitais em operações de câmbio. As instituições financeiras terão que se reinventar para continuar oferecendo serviços aos clientes, provavelmente com custos menores ou inexistentes. Os riscos por traz dessa nova tecnologia existem e têm relação forte com as questões de segurança que ainda precisam ser melhor desenvolvidas, no caso de roubo de celulares em lugares violentos, e no maior controle de informações que o BC terá sobre os detentores das wallets.


25/10/2022

Arrecadação federal bate recorde em setembro com R$ 166,3 Bilhões, maior valor para o mês em 28 anos

No acumulado dos 9 primeiros meses deste ano, a arrecadação avançou 9,5%, para R$ 1,64 Trilhão. A probabilidade do Brasil ter superávit primário pela 1ª vez em 8 anos aumentou. O resultado divulgado pela Receita Federal representa um aumento real de 4,07% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 159,8 Bilhões, corrigido pela inflação, que indica maior atividade econômica no ano de 2022 em relação a 2021. Esse foi o maior valor para meses de setembro desde o início da série histórica da Receita Federal, que tem início em 1995, 28 anos. No acumulado do ano, R$ 1,64 Trilhão, também foi o maior da série histórica, mesmo com perdas na redução de impostos sobre combustíveis e do IPI. O destaque do mês de setembro veio da arrecadação de Imposto de Renda e CSLL oriundos de empresas ligadas ao setor de commodities, como petróleo, minérios e alimentos, que tiveram preços elevados no mercado internacional, aumentando o valor de vendas, resultados e impostos. A elevação dos juros básicos da economia, a partir da SELIC mais alta, também aumentou a arrecadação. Até setembro, o IRRF sobre Rendimentos de Capital arrecadou R$ 62,6 Bilhões, alta real de 62,8%. A elevação da massa salarial foi outro fator que contribuiu positivamente. A boa arrecadação do governo tem ajudado as contas públicas. o Ministério da Economia estimou que as contas do governo registrarão um superávit primário de R$ 13,5 Bilhões em 2022, interrompendo uma trajetória de 8 anos com as contas no vermelho, tripé importante do Plano Real. Em 2021, o governo registrou um déficit fiscal de R$ 35,07 Bilhões, segundo números do Tesouro Nacional. Na proposta de orçamento do ano que vem, enviada no fim de agosto ao Congresso Nacional, a estimativa de 2023 é de voltar a ter déficit com um rombo de R$ 65,9 Bilhões. Esse é o grande desafio. Em 2023, as atividades econômicas mundial e no Brasil vão estar mais fracas, ambas por efeito dos juros mais altos para combater a inflação. Além disso, os gastos prometidos para 2023 nas campanhas presidenciais têm aumentado a expectativa de déficit.