PodCasts

20/06/2022

Vem um novo tipo de PIX por aí e vai ameaçar os cartões de crédito!

O PIX Garantido vai trazer a mesma funcionalidade dos cartões de crédito e pode ajudar a derrubar as taxas de juros atualmente cobradas no crédito parcelado. Os bancos irão garantir as compras parceladas. Com o surgimento do PIX, em apenas 2 meses, esse meio já era o mais utilizado no país. No início de 2022 já representa quase 20 vezes mais transações que o tradicional TED. Operações com cartão de débito, boleto e cheques estão caindo paulatinamente, substituídos pelo PIX. Um verdadeiro tsunami no mercado de crédito ainda está por vir, abalando as grandes operadoras de maquininhas no mercado e se chama: PIX Garantido. Com ele, será possível parcelar transações sem precisar ter saldo na conta, como é feito com o cartão de crédito no Brasil. O cartão de crédito é o tipo de pagamento mais usado pelos brasileiros em suas compras, respondendo por R$ 478,5 Bilhões em transações no 1º trimestre de 2022. Muitas dessas compras são parceladas, algo que o só existe aqui no Brasil e já faz parte da cultura do consumidor. O cartão de crédito é o mais importante meio, não somente por conta do volume, mas por conta da receita gerada para as operadoras de maquininhas, onde o lojista só recebe 28 dias depois, paga juros na transação e, caso queira antecipar o recebimento, é cobrado novamente. O PIX Garantido ainda não tem previsão para ser lançado pelo BC, mas, quando estiver funcionando, vai permitir que o consumidor sem saldo na conta possa agendar um ou mais pagamentos parcelados para uma determinada data, concorrendo diretamente com os cartões de crédito. Se a data chegar e ele continuar sem saldo na conta, o banco garante o pagamento e o consumidor passa a dever para o banco, onde juros serão cobrados do cliente. Na prática, é um produto de crédito e, assim como o cartão de crédito, também vai viabilizar o parcelamento. O PIX garantido trará mais concorrência ao mercado, causando um impacto sobre os juros cobrados pelos cartões de crédito. Os bancos também irão concorrer entre si, impactando o custo dos seus produtos. Consumidores e lojistas irão ganhar, com custos financeiros menores.


19/06/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


17/06/2022

O dilema de Sofia da Petrobras: reajuste ou escassez!

Com o reajuste feito pela Petrobras de 5,18% na gasolina e 14,26% no diesel, tenta manter sua política de paridade internacional de preços, mas sofre perseguição do executivo, legislativo, mídias sociais e outros. O preço médio de venda de gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,86 para R$ 4,06 por litro (alta de 5,18%). Para o diesel, passará de R$ 4,91 para R$ 5,61 por litro (alta de 14,26%). Esse aumento trará impacto significativo na inflação do mês de junho. O preço médio nas bombas, segundo a ANP, vinha se mantendo estável desde o final de março, com queda no etanol. A Petrobras justificou que tem buscado equilibrar seus preços com o mercado global, sem o repasse imediato da volatilidade dos preços externos e do câmbio. Mas a pressão da invasão russa à Ucrânia não tem ajudado. O barril de petróleo atingiu o patamar de US$ 120,95 (brent) no dia 16/06, tornando a defasagem alta demais e o delay no repasse inevitável. Uma reunião foi convocada às pressas e o reajuste anunciado em seguida. Mas o dilema é dificílimo de resolver. Se a Petrobras não repassar o aumento de custos, as importadoras, que respondem por cerca de 30% do fornecimento de diesel no país, deixam de comprar externamente o combustível, mais caro lá fora, para vender no Brasil. O reajuste, que diminui a defasagem, traz consigo um impacto significativo na inflação, de imediato no mês de junho, e no acumulado para os demais meses do ano, atingindo em cheio o governo federal, que está tentando a reeleição e que tem sido criticado pela inflação alta. O dilema de Sofia no passado não fez parte da Petrobras, pois não tinha o nível de governança que tem hoje e sofreu intervenções de governantes, como FHC em 2002, Dilma em 2014 e o próprio Temer, em 2018. Ter compliance é difícil, quando a pressão popular é grande demais.


16/06/2022

Bayer investe R$ 125 Milhões no seu Centro de Pesquisa em Petrolina

O centro é uma das quatro maiores estações da Bayer do mundo e a maior de agricultura tropical e do Hemisfério Sul. Atualmente, 100% do milho híbrido testado no Brasil passa por Petrolina e vai crescer mais. Petrolina não tem um papel importante no Brasil somente como grande produtor e exportador de uva e manga. Outras atividades agroindustriais têm se estabelecido na região, trazendo novos negócios e mais desenvolvimento para a região. O Centro de Pesquisa da Bayer é um deles. O Centro de Pesquisa tem uma área de 220 hectares e desenvolve novas variedades de soja e milho, mais precoces e mais resistentes às pragas, em substituição aos centros que a Bayer detém em Porto Rico ou no Havaí. Isso acontece por conta das condições climáticas na região. São mais de 26 mil metros quadrados dedicados a estudos com soja e milho que inclui 12 novas câmeras de estufas cobertas, com temperatura controlada, lâmpadas led e irrigação automatizada. Nessas condições é possível encurtar o ciclo da soja para 80 dias e plantar o ano inteiro. A Bayer investe mais de 2 bilhões de euros por ano nos seus centros de pesquisa pelo mundo, incluindo o de Petrolina. Para conseguir disponibilizar um novo híbrido no mercado, a pesquisa leva de 13 a 16 anos. A produtividade da soja nos últimos 20 anos dobrou no Brasil. A Embrapa foi a grande precursora desse movimento que trouxe o Brasil para a condição de liderança no agronegócio mundial, desenvolvendo novas variedades que permitiram a expansão agrícola pelo Centro-Oeste e Norte do país. O setor privado sempre foi parceiro, também. A competitividade do agronegócio brasileiro é inquestionável e tende a continuar se consolidando como líder mundial nos próximos anos. Se os governantes souberem usar esse diferencial para também promover o desenvolvimento econômico do país, pode se tornar uma nova Austrália.


15/06/2022

Em dia de super quarta, juros sobem no Brasil e EUA

Aqui o resultado já era esperado, com elevação para 13,25%. Lá nos EUA, a mudança de postura da semana passada por conta da inflação acima do esperado repercutiu diretamente em um aumento ainda maior nos juros de 0,75 p.p. O resultado do aumento acima do esperado pelo Fomc (Comitê de Política Monetária do Banco Central Americano) pode fazer com que o COPOM (equivalente brasileiro) precise rever o seu posicionamento quanto ao limite de elevação dos juros aqui no país, estendendo ainda mais. A questão toda tem a ver com as pressões cambial e inflacionária que uma taxa de juros mais alta por lá podem trazer sobre a economia brasileira e mundial. Quanto mais alta a taxa de juros nos EUA, mais o Dólar se valoriza e os investidores migram para títulos americanos. Para manter o câmbio mais estável e consequentemente evitar que isso gere ainda mais inflação dentro do Brasil, o COPOM vai precisar dar continuidade na elevação dos juros aqui com o intuito de manter um spread alto entre os juros pagos aqui e lá nos EUA, atraindo investidores. Essa movimentação também será seguida por outros países, inclusive pela Zona do Euro, que já planeja aumentar os juros no mês de julho, mesmo que tardiamente. A inflação gerada pelos excessos de estímulos usados para combater a pandemia ainda está forte e precisa ser controlada. Os aumentos de juros em todos os países levarão a um desempenho mais fraco da economia mundial nesse ano e provavelmente no próximo. A economia precisa se ajustar à retirada dos estímulos para poder voltar a ter um crescimento mais sustentável, sem pressões inflacionárias.


14/06/2022

Senado aprova projeto que limita ICMS sobre combustíveis, conta de luz, comunicações e transporte

Como houve modificações no projeto, ele volta para uma nova análise na Câmara. A mudança poderá levar a uma redação de R$ 0,76 no litro do diesel e de R$ 1,65 no litro da gasolina. O projeto classifica combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo como bens e serviços essenciais. A definição proíbe os estados de cobrarem taxa superior à alíquota geral do ICMS, que varia entre 17% e 18%. Alguns estados hoje cobram acima de 30%. Governadores e secretários estaduais de Fazenda afirmam que a redução trará perda de arrecadação de até R$ 83 bilhões, com potencial de comprometer políticas e serviços públicos em áreas como saúde e educação e que prejudicará os municípios, uma vez que recebem 25% do ICMS. Os senadores aprovaram também um destaque em que a União compensará os estados e municípios para que os pisos constitucionais da saúde, da educação e do Fundeb tenham os mesmos níveis de recursos que tinham antes da entrada em vigor da lei resultante do projeto. Todo esse esforço para conter o aumento do preço dos combustíveis pode, na realidade, não trazer efeito prático no preço lá na ponta, pois novos aumentos nos preços internacionais podem trazer mais impactos e os donos de postos podem também não fazer o repasse. O projeto tem mérito pois cobrar mais de 30% de ICMS sobre itens essenciais, como esses, representa um peso significativo no orçamento das famílias, mas a mudança abrupta traz um impacto significativo nas contas dos estados e municípios que não terão tempo para se adaptar.


13/06/2022

Mercados tombam após inflação acima do esperado nos EUA

A expectativa que o FED irá elevar os juros num ritmo mais forte que o já precificado pelo mercado derrubou bolsas mundo afora bem como preços de commodities e criptomoedas. O Bitcoin chegou a cair mais de 18%. O mercado está aguardando a reunião do FOMC (comitê de política monetária dos EUA) na super quarta, quando a decisão sobre juros será anunciada tanto nos EUA como aqui no Brasil. Lá nos EUA, o aumento de 50 pontos percentuais já está precificado, mas pode ser maior. Os dados de inflação do mês de maio nos EUA vieram acima do esperado, com um crescimento surpreendente de 1,0% em um único mês, algo fora do comum para lá e puxado principalmente pelos combustíveis, mas disseminado em diversos produtos. Essa disseminação preocupa. Desde domingo que os mercados começaram a precificar esse sentimento mais contracionista do possível posicionamento do FOMC e os índices futuros de bolsas despencaram, levando preços de commodities e cotação de criptomoedas junto. Essa correção pode ainda continuar. Com a retirada de estímulos e aumento de juros, a economia americana pode até mesmo entrar em recessão e trazer impacto nas demais economias mundiais. O Brasil também deve aumentar os juros na quarta-feira, mas talvez seja nosso último movimento nesse ano, indo para 13,25%. O Dólar também sofreu forte valorização devido ao movimento de investidores para os títulos americanos, levando de volta a um patamar acima de R$ 5,00. Até quarta-feira, muita volatilidade deve ainda acontecer, principalmente na expectativa do pronunciamento de Jerome Powell.


12/06/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


10/06/2022

Inflação nos EUA atinge nível mais alto em 40 anos

O Consumer Price Index (CPI) veio acima do esperado e derrubou os mercados mundiais, elevando o câmbio e indicando uma antecipação do mercado em relação às elevações de juros pelo Banco Central americano (FED). Não é só aqui. O CPI, equivalente ao IPCA no Brasil, teve elevação de 1,0% em maio, acima do esperado pelo mercado (0,7%) e, no acumulado em 12 meses, fez a inflação americana chegar ao patamar de 8,6%. Essa elevação de maio surpreende muito para um país onde a inflação anual gira em 2%. Essa é a maior taxa desde 1981 e reflete o aumento de 34,6% do índice de energia em maio na comparação com um ano atrás e pelo aumento de 10,1% do índice de alimentos, que não subia acima de 10% desde 1981. O índice traz preocupação a um país e gerações não acostumados com isso. O resultado reforça a teoria que o pior por lá não passou e traz mais forças para sustentar a política hawkish (contracionista) adotada pelo FED recentemente em relação a elevação da taxa de juros e retirada de estímulos monetários na economia americana, mesmo que tardiamente. O núcleo do CPI, que exclui itens que apresentam muita volatilidade, como alimentos e energia, teve alta de 0,6% em maio e o acumulado em 12 meses ficou em 6,0%, menor que no mês anterior. Isso mostra um aumento generalizado, mas puxado mais por moradia, gasolina e alimentação. É interessante acompanhar o comportamento dos consumidores, empresas e administração pública nesse momento fora da curva que os EUA estão passando para entender como a maior economia mundial ser comportará. Talvez o FED devesse ter avaliado a atitude antecipada do BC brasileiro.


09/06/2022

Brasil sobe 3 posições e se torna 6º no mundo em captação de Investimento Estrangeiro Direto em 2021

A UNCTAD divulgou que o Brasil recebeu US$ 50,3 Bilhões em 2021, uma alta de 77,9% em relação a 2020, como IED. O que ajudou para que estrangeiros investissem mais aqui? Esse valor deixou o Brasil atrás somente de EUA, China, Hong Kong, Cingapura e Canadá. Mesmo a Índia, que cresce 8% ao ano em média e é considerada o motor da expansão mundial, não teve um resultado melhor. O estoque de IED ficou em US$ 592,7 Bilhões em 2021, 36,9% do PIB. Os projetos greenfield, para construção de novas instalações, representaram US$ 23,2 Bilhões, 35,1% a mais que 2020. Esse tipo de investimento é muito importante, pois usa a poupança de outros países para geração de empregos e renda com investimentos de retorno a longo prazo. O ambiente institucional precisa ser muito propício para a atração de novos investimentos. O IED total em 2021 foi de US$ 1,6 Trilhão, o que indica um potencial ainda maior de atração de investidores. Para isso, a facilitação aos negócios precisa ser constantemente aprimorada. A Lei de Liberdade Econômica e outras iniciativas desburocratizantes ajudaram. A Reforma Tributária poderia atrair ainda mais investidores, pois representa um grande entrave por constituir um risco sistêmico aos negócios. Investidores preferem nações menos complicadas. As oportunidades hoje no país são ainda muito voltadas à produção de commodities agrícolas, combustíveis e minerais, mas há avanços importantes na geração de energias renováveis com investimentos vultosos e nas concessões em infraestrutura aprovadas no ano passado. O cenário internacional deve ficar mais retraído em 2022, com elevação dos juros nas economias avançadas, o que diminui a atratividade dos países em desenvolvimento, que oferecem mais risco atrelado a maiores retornos. O Brasil pode ser exceção, com aportes em infraestrutura.