PodCasts

08/06/2022

PIB de Pernambuco cresce 0,3% no 1º trimestre

O desempenho foi abaixo na comparação com o Brasil, que cresceu 1%. O desempenho foi puxado negativamente pela queda da indústria e positivamente pelos serviços e agropecuária. O resultado tem explicações setoriais. Entenda melhor. Na comparação com o Brasil, os resultados divergiram para agropecuária e indústria. Enquanto no Brasil o primeiro teve forte queda, o segundo teve crescimento moderado. Em Pernambuco, a agropecuária teve crescimento puxado nas lavouras temporárias e permanentes e na pecuária. No setor industrial, houve uma queda nos 3 grandes grupos: Indústria de Transformação; Construção Civil; e, Produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana. A falta de insumos e problemas logísticos derrubaram a produção, como na automobilística. O setor de serviços apresentou crescimento muito próximo de zero (0,3%), comprometendo o desempenho global. Como o setor representa 75,5% do PIB e no primeiro trimestre a economia pernambucana ainda sofria restrições por conta da pandemia, não conseguiu crescer mais. A expectativa para o 2º trimestre é que o setor de serviços puxe a economia pernambucana, já que as restrições foram retiradas quase que por completo e os serviços de bares, restaurantes, hotelaria e outros relacionados ao turismo continuam em forte expansão, gerando negócios.


07/06/2022

Mercado Imobiliário de Segunda Residência: A Forte Valorização Imobiliária de Muro Alto

Acompanhe a conversa que tive com Eduardo Feitosa e Jairo Rocha Filho, especialistas do setor imobiliário, sobre o mercado imobiliário nas praias do litoral de Pernambuco e a recente valorização dos imóveis em Muro Alto. Entenda melhor o que aconteceu e como o mercado está se comportando atualmente. Vale a pena investir na região? Escute e entenda.


07/06/2022

Governo Federal apresenta proposta para reduzir o ICMS dos combustíveis e compensar os estados

Com um custo entre R$ 25 e R$ 50 bilhões até o fim do ano, o acordo pode ajudar a diminuir os preços de gasolina, diesel, gás de cozinha e etanol. Entenda melhor o que está em pauta. O acordo prevê em linhas gerais: zerar o ICMS sobre diesel e gás de cozinha; reduzir o ICMS e zerar os impostos federais sobre gasolina e etanol; e, compensar os estados e o Distrito Federal por parte da perda de arrecadação. O objetivo é reduzir os preços em até 30% na bomba. O Governo Federal propôs ressarcir a perda de arrecadação dos estados em um valor entre R$ 25 e R$ 50 bilhões até o fim do ano. Para que isso possa ir adiante, precisa enviar dois projetos ao Congresso, um deles uma PEC, para aprovação, junto com a concordância dos Estados. A proposta se divide em 2 frentes: aprovação do projeto de lei que impõe um teto de 17% no ICMS para gasolina e etanol e uma contrapartida federal de zerar os seus impostos (PIS/Cofins e CIDE-Combustíveis). Os estados não serão ressarcidos por perdas adicionais além dos 17%; e, A União propõe compensar os estados com a perda de arrecadação para que eles zerem o ICMS sobre diesel e gás de cozinha, dentro do limite de 17%. Os impostos federais sobre esses itens já estão zerados. As mudanças serão somente até dezembro de 2022 para aliviar a inflação. A redução temporária dos impostos está sendo discutida em vários países e até implantada em alguns estados americanos. Não há certeza de que esse subsídio derrube os preços, pois os postos podem fazer reajustes e a Petrobras fazer novos alinhamentos de preços internacionais. O ICMS responde por 24% do custo da gasolina na bomba e 11,6% do preço do diesel. Os impostos federais por 9,5% da gasolina. O peso varia conforme o preço dos combustíveis flutua. O impacto da redução aumentará o consumo, principalmente dos que mudaram hábitos com o preço alto.


06/06/2022

Brasil tem crescimento de 196,9 mil vagas formais em abril

No acumulado do ano, já são 770,6 mil vagas. Os dados do CAGED mostram que o processo de recuperação da economia vem sendo seguido da geração de vagas formais, principalmente no setor de serviços, líder em contratações. O resultado líquido (contratações menos demissões) de vagas formais em abril apresentou melhora na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram abertos 89,5 mil empregos. Em abril de 2020, no início da pandemia, foram fechadas 981,8 mil vagas formais. No acumulado dos quatro primeiros meses deste ano, foram criadas 770,6 mil vagas, menos que o registrado entre janeiro e abril de 2021, 894,7 mil empregos. No mesmo período de 2020, no início da pandemia, 947,8 mil vagas com carteira assinada no país foram fechadas. Ao final de abril de 2022, porém, o Brasil tinha saldo de 41,4 milhões de empregos com carteira assinada. Em março, 41,3 milhões de empregos e em abril de 2021, 38,8 milhões. O principal setor responsável por esse avanço foi o de serviços, com 117 mil vagas líquidas. O SE foi a região que mais gerou vagas e o NE veio em 2º lugar. O estado de PE apresentou queda no mês de abril, com -807 vagas formais e, no acumulado do ano, ainda apresenta saldo negativo, com -6.939 vagas. Espera-se que o setor de serviços ajude a reverter esse saldo.


05/06/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


03/06/2022

Vale a pena fazer reserva das ações da privatização da Eletrobrás com recursos do FGTS?

Trabalhadores de qualquer setor que tenham recursos no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) poderão utilizar até 50% desse saldo para comprar ações da Eletrobrás até quarta-feira. A partir de hoje (sexta-feira, 03/06) e até quarta-feira (08/06), quem tem saldo do FGTS em contas ativas e/ou inativas poderá fazer a reserva para aplicar até 50% do saldo disponível em Fundos Mútuos de Privatização (FMPs) da empresa com R$ 200,00 de aplicação mínima por CPF. O uso do FGTS em privatizações ou reduções da participação do Governo em estatais já ocorreu anteriormente em 3 ocasiões: Petrobras, em 2000; Vale do Rio Doce, 2002; e Petrobras novamente, em 2010. Na Eletrobrás serão R$ 6 Bilhões para o uso do FGTS, rateados pela demanda. O trabalhador poderá autorizar, pelo aplicativo do FGTS, à instituição que administra o FMP a consulta do saldo e solicitar reserva, e débito, do saldo da sua conta FGTS. Se já tiver aplicações nos FMPs anteriores, será disponibilizado o saldo. A aplicação fica presa por 1 ano. Respondendo à pergunta, claro que vale a pena! O FGTS rende somente 3% ao ano. Mesmo quando são distribuídos os lucros do fundo, a rentabilidade sobe muito pouco. Em 2020, com a distribuição do lucro, o rendimento foi de 4,52%. Em 2019, foi de 4,90%. Em 2018, chegou a 6,18%. Comparando com os processos anteriores da Petrobras e da Vale e olhando o período de 2002 a 2022, certamente vale a pena optar pela reserva. Os investidores que deixaram seus recursos investidos apenas no FGTS tiveram retorno de 136,09% de 2002 a 2022, perdendo para a inflação. Para o investidor que colocou recursos em FMP simulado da Vale do Rio Doce, uma das opções que foi oferecida no mercado, teve retorno de 2.235,13%. Para o investidor que colocou recursos no fundo simulado da Petrobras, a outra opção, teve retorno de 649,36% no mesmo período.


02/06/2022

PIB avança no 1% no 1º trimestre de 2022

O resultado veio em linha com os indicadores que mostraram a recuperação do setor de serviços na economia brasileira pela ótica da oferta e o consumo das famílias pelo lado da demanda. Ambos representam mais de 70% do PIB em cada lado. Interessante que o consumo puxou o setor de serviços e vice-versa. A recuperação do setor de serviços levou a mais consumo das famílias que se empregaram mais por conta da recuperação do único setor que ainda estava abaixo do patamar pre-pandemia e que mais emprega. A agropecuária apresentou queda no período devido aos fatores climáticos desfavoráveis, com queda principalmente na soja, arroz e fumo. A indústria se manteve estável por conta da falta de insumos, principalmente na indústria de transformação. Construção teve importante avanço. Os investimentos caíram para 18,7% do PIB por conta da queda na produção interna e na importação de bens de capital que suplantaram o desempenho positivo da construção. O consumo das famílias teve desempenho positivo devido também ao crescimento das operações de crédito. O setor de serviços deve continuar puxando a economia pelo lado da oferta no próximo trimestre. A inflação pode atrapalhar o consumo se continuar nesse patamar alto. Os investimentos tendem a cair com a incerteza das eleições pela frente. Os estímulos fiscais podem influenciar.


01/06/2022

Taxa de investimentos do Brasil deve se manter baixa em 2022

Na comparação com os demais países, o Brasil fica abaixo de 82% deles, em um levantamento da FGV com dados do FMI. Por que estamos tão abaixo da média mundial e o que pode ser feito para reverter essa situação? Em relação ao PIB, a previsão de investimentos no Brasil é de 18,4% para 2022, enquanto no mundo todo, a média vai ficar em 27,3%, nas economias avançadas, 22,9% e nas economias emergentes em 33,2%. Até mesmo na América Latina e Caribe, ficará em 20,5%, acima do Brasil. A comparação com outros países é salutar, pois posicionando o Brasil entre os seus concorrentes na atração de investimentos, pode-se questionar sobre o que está sendo feito certo ou errado (no caso brasileiro, errado). O pico aconteceu em 1990, quando representou 26,9% do PIB. O resultado é reflexo, principalmente, de uma política fiscal desastrosa dos últimos governos, que tirou a situação de superávit fiscal, levou à consequente perda do Grau de Investimento do país, até então inédito ao Brasil, e afugentou os investidores internacionais. O investimento estatal, parcela significativa de algumas economias (China com 42,5%) comparadas à brasileira, e que não deve ser a fonte mais relevante para alavancar uma economia, caiu drasticamente por falta de orçamento e da necessidade de voltar a ter um superávit fiscal. De todo jeito, o problema vai além disso, a carga tributária só tem se elevado ao longo dos anos e sua tamanha complexidade assusta não só os investidores internacionais como nacionais. Alguns avanços foram obtidos com a Lei de Liberdade Econômica, mas ainda é pouco. O Brasil precisa realizar as Reformas Tributária e Administrativa para melhorar o seu posicionamento nos rankings internacionais de competitividade. Só assim destravará os investimentos para que a sua participação no PIB aumente, que levará a maior crescimento econômico.


31/05/2022

Taxa de desemprego cai para 10,5% surpreendendo as expectativas.

A taxa é a menor desde 2016 e o número de pessoas empregadas atingiu o patamar recorde de 96,5 milhões. Em um ano, quase 4 milhões de pessoas se empregaram e o setor de serviços foi o principal responsável. Os dados do IBGE referentes ao trimestre encerrado em abril mostraram que o mercado de trabalho segue em ritmo de recuperação, com queda na taxa de desemprego no trimestre encerrado em março de 0,7 p.p. e de 4,3 p.p. em um ano, um aumento de 4 milhões de pessoas empregadas. A recuperação do setor de serviços é responsável pelo forte desempenho no período, combinado com o afrouxamento das medidas restritivas ainda da pandemia do COVID-19. Como o setor é o que mais emprega, principalmente mão de obra informal, o desemprego caiu rapidamente. Mas os números indicam que há um crescimento, também, dos trabalhadores formais nos primeiros meses de 2022. A taxa de informalidade, que atingiu seu recorde de uma longa trajetória em ascensão em 2019, com 40,9% da população total ocupada, agora está em 40,1%. O rendimento médio, por sua vez, vem sofrendo com a deterioração causada pela inflação se comparado com 2020, quando houve deflação em alguns meses, o pico aconteceu naquele momento. Mas quando comparado com o início da série histórica em 2012, está muito próximo daquele nível.


30/05/2022

A culpa não é nossa

Um consultor foi procurar entender o porquê de a qualidade do setor de couros daquele país não ter competitividade internacional, apesar de ter vantagens comparativas, grande rebanho bovino e mão de obra barata, o que ajudaria a fabricar itens mais em conta. Ao conversar com o fabricante de bolsas de couro, foi informado que a culpa não era deles e sim dos curtumes que sempre estavam fornecendo às fábricas um couro abaixo do padrão e importar sairia caro demais, perdendo competitividade. Então, o problema foi levado aos curtumes. Os responsáveis pelos curtumes, ao serem indagados pelo baixo padrão dos produtos que entregavam, concordaram inteiramente com o exposto, mas de pronto já tinham uma explicação a ser dada: a culpa não era deles. Faziam um excelente trabalho de curtir e tingir o couro. Mas, o problema era o estado que o couro chegava até eles. A culpa era dos matadouros, que não sabiam abater um animal preservando o couro, pois só estavam interessados na carne. Os gerentes dos matadouros, por sua vez, disseram que entendiam a reclamação dos curtumes. Na verdade, segundo eles, a questão era outra: a culpa não era deles e sim dos fazendeiros. Havia tantos ladrões de gado, que os fazendeiros marcavam o animal a ferro milhares de vezes para se sentirem seguros de que não seriam roubados e isso acabava com a qualidade do couro. Parecia que o problema tinha sido finalmente diagnosticado. Ao conversar com os fazendeiros, após descrever as conversas anteriores, a explicação foi dada: a culpa é da vaca! Se o gado não ficasse se roçando no arame farpado, o couro não seria estragado e teria mais qualidade. Assim, chegou-se à conclusão: o problema das bolsas de couro vinha da burrice da vaca. Na verdade, pode parecer mais fácil a curto prazo “pôr a culpa na vaca” do que assumir a responsabilidade de melhorar o desempenho do seu produto ou do setor e todos saem perdendo. A cultura de responsabilizar a vaca é muito difundida nos mais diversos setores, quando não há a intenção de uma cooperação para o desenvolvimento onde todos sairiam ganhando. A vaca pode ser o fornecedor, o governo ou o concorrente, mas sempre há uma vaca para colocar a culpa.