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17/05/2022

Economia brasileira pode ter crescido 1,5% no 1º trimestre

Os responsáveis pelo desempenho são o setor de serviços no lado da Oferta e o consumo das famílias, quando observados pela ótica da Demanda. O Monitor do PIB da FGV se antecipou ao IBGE, divulgando o bom desempenho. Até pouco tempo atrás, a expectativa de crescimento da economia brasileira para 2022 era de menos de 1% e a melhora da economia têm mudado a previsão. Os dados oficiais sobre o PIB brasileiro serão divulgados no dia 2 de junho pelo IBGE, mas a metodologia e dados são similares. O principal responsável pelo crescimento é o setor de serviços, que “por ter sido fortemente impactado pela pandemia, este setor tem tido bastante espaço para crescer e recuperar o nível de atividade que possuía antes da chegada da pandemia”, segundo a pesquisadora da FGV. Na comparação do 1º trimestre com o mesmo período de 2021, a expansão foi de 2,4%. Somente na passagem de fevereiro para março, a economia mostrou alta de 1,8%, fortemente influenciada pelo setor de serviços que cresceu 1,7% no mesmo período e representa mais de 70% do PIB. As atividades ligadas a outros serviços e de administração, educação e saúde pública, que ainda não tinham voltado aos patamares anteriores à presença do novo coronavírus, agora avançam, recuperando o nível de atividade para um patamar próximo daquele pré-pandemia. Entre janeiro e março de 2022, o componente outros serviços voltou ao nível de atividade pré-pandemia. Esse grupo engloba, por exemplo, academias, bares, restaurantes, hotéis, cursos de idiomas, serviços domésticos e trabalhos prestados por empresas, bastante importante. Na evolução trimestral, o consumo das famílias, pela ótica da demanda, também apresentou crescimento importante. Ao todo, os gastos das famílias aumentaram em 3,4%. O desempenho positivo foi puxado, especialmente, pelos serviços de alimentação, alojamento e domésticos.


16/05/2022

Brasil precisará de 9,6 milhões de trabalhadores industriais até 2025.

As áreas com maior demanda são de formação com menor número de horas. A diversificação tecnológica demanda a formação de novos trabalhadores bem como adaptação e atualização. Você está preparado para isso? O levantamento do Observatório Nacional da Indústria, o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, identificou demandas futuras por mão de obra e serve para orientar a formação profissional da base industrial no país. Serão quase 500 mil novas vagas formais industriais em 4 anos. Quem quiser continuar no mercado de trabalho industrial, precisará investir em aperfeiçoamento e requalificação para atualização profissional. Essas demandas surgirão principalmente pelo uso de novas tecnologias e mudanças, cada vez mais rápidos, nas cadeias produtivas. As áreas com maior demanda por formação são Transversais, Metalmecânica, Construção, Logística e Transporte, e Alimentos e bebidas. As ocupações transversais permitem atuar em diferentes áreas e todas com formação cada vez mais avançadas em determinados nichos de mercado. A dinâmica do setor industrial permite a adoção de novas tecnologias que aumentam a produtividade do trabalho e a formação da mão de obra melhora a remuneração do trabalhador, fazendo com que ele passe a ser considerado, usando a terminologia da teoria econômica, capital humano. Os países industrializados mais avançados investem muito em formação técnica para que os trabalhadores possam migrar mais facilmente de uma tecnologia para outra, mantendo os níveis de produtividade na indústria do país em condições de competitividade internacional.


15/05/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


13/05/2022

Investidores brasileiros aprenderam a diversificar o portfolio?

Levantamento da B3 aponta que o número de investidores em renda fixa aumentou consideravelmente em 12 meses, mas o número de investidores em renda variável também teve variação positiva, apontando diversificação. Com a disparada da SELIC de 2% no início de 2021 para 12,75% na última reunião do COPOM, 1,5 milhão de investidores entraram na renda fixa, uma alta de 17% para 10,3 milhões de CPFs atraídos pela maior rentabilidade. O valor em custódia aumentou 38% para R$ 1,18 trilhão. A inflação acumulada em 12 meses também está num patamar muito alto, 12,13%. A remuneração líquida fica em apenas 0,62 p.p. depois de descontado o IPCA. Esse resultado pode ficar pior, pois muitos fundos não remuneram 100% do CDI e alguns descontam o imposto de renda. A corrida para a renda fixa, porém, não tirou os investidores da renda variável. Pelo contrário. Os investidores em ações e outros produtos de renda variável aumentaram em 44% no mesmo período para 4,3 milhões. O valor investido cresceu menos, 8%, e o volume negociado caiu 34%. Os dados indicam que os investidores, na realidade, aprenderam a diversificar seus investimentos no período, alocando parte dos recursos em renda fixa, menos arriscado e de menor rentabilidade, e renda variável, mais arriscada com possibilidade de ganhos maiores no longo prazo. Um segmento que chamou muita atenção, foram as BDRs, que representam recibos de ações de empresas estrangeiras negociados no Brasil, variando com o valor da ação e o Dólar. Esse tipo de investimento teve crescimento de 532% em novos investidores, ou 1,2 milhão, em 12 meses. Dentro do segmento de renda fixa, Tesouro Direto, CDBs, COEs e LCIs apresentaram crescimento, com grande destaque para as LCAs, que dispararam 111% na quantidade de CPFs e 104% no valor investido. O número de investidores somente com renda fixa caiu para 62%, ainda alto.


12/05/2022

Petrobras será realmente privatizada?

Adolfo Sacshida, novo ministro de Minas e Energia, entrega a Guedes pedido de estudo sobre privatização da Petrobras e da PPSA, estatal do pré-sal. Isso tudo em meio às críticas ao Governo quanto aos fortes aumentos da Petrobras. Para a privatização da Petrobras, é preciso mais do que um estudo e deliberação do Executivo. O STF determinou que as privatizações devem ter aprovação no Congresso Nacional. O ano é de eleição presidencial, de governadores, senadores e deputados. O prazo é curto, até outubro. Dificilmente a privatização avançará. Até o momento, a privatização da Eletrobras foi a que mais avançou e poderia ter acontecido em março, mas ainda não finalizou. A privatização da Petrobras será no mesmo estilo, com diminuição da participação do Governo no capital da empresa. Tanto no caso da Petrobras como da Eletrobras, os avanços serão significativos para o mercado de energia brasileiro. Essa expectativa se baseia dos exemplos das teles e da Vale, que foram privatizadas e hoje estão em patamares de crescimento muito superiores. No caso da Petrobras, a pressão política sobre a intervenção estatal no preço dos combustíveis está fora de cena com o novo ministro, pois já deu inúmeras declarações sobre a liberdade de mercado que a empresa deve seguir. A melhor saída seria ter aprovado a Reforma Tributária. Com a Reforma Tributária, os preços dos combustíveis cairiam significativamente, pois a carga tributária divulgada fica acima dos 40%, mas é difícil confirmar se esse é o real peso, pois os impostos são cumulativos. Outro caminho importante é o da quebra do monopólio da Petrobras. A maior concorrência pode trazer os preços para baixo e uma maior dinâmica para o mercado. Enquanto isso não ocorre, os governos federal e estadual, que ganham muito com a arrecadação e os royalties precisam rever essas fontes de recursos e compensar no preço do produto.


11/05/2022

Com os mesmos vilões já conhecidos, combustíveis, inflação sobe 1,06% em abril

Esse foi o maior aumento desde 1996 (26 anos) para o mês de abril e representa a maior inflação acumulada em 12 meses (12,13%) desde outubro de 2003. Alguns sinais divergentes chamaram a atenção. No acumulado do ano, a inflação já soma 4,29% e já se aproxima de romper o teto da meta de 5,0% para 2022 ainda em maio desse ano. A projeção para o final do ano, porém, está em 7,89%, abaixo dos 10,06% encerrados em 2021. Essa previsão deve ser alterada muito em breve. Os combustíveis sofreram alta de 3,20%, representando 0,25 p.p. do IPCA no mês. A gasolina foi mais uma vez a vilã da inflação no mês, com alta de 2,48%, respondendo sozinha por um impacto de 0,17 p.p. no índice. A gasolina é o subitem com maior peso no IPCA (6,71%). O índice de difusão da inflação aumentou de 76,13% em março para 78,25% em abril, mais intenso desde janeiro de 2003 (85,4%). Por outro lado, habitação apresentou queda por conta da redução no custo da energia elétrica e diversos setores diminuíram o seu ritmo de reajustes. Rio de Janeiro apresentou a maior inflação (1,39%), Salvador a menor (0,67%) e Recife ficou um pouco acima da média nacional, com 1,12%. O INPC, que calcula a inflação para famílias de baixa renda e é usado para reajustes salariais, subiu 1,04% em abril, contra 1,71% em março.


10/05/2022

Vendas do comércio sobem 1% em março e têm 3ª alta seguida

O resultado divulgado pelo IBGE aponta para uma continuidade no crescimento das vendas do varejo, ficando acima do nível pré-pandemia em 2,6%. O crescimento foi espalhado na maioria dos setores pesquisados. Na comparação com março do ano passado, o crescimento foi de 4%. No acumulado do ano, o setor já avançou 1,3% em volume de vendas. No acumulado de 12 meses, o crescimento é de 1,9%. O patamar de março ainda está 3,5% abaixo do pico da série, obtido em outubro de 2020. Esses três meses de alta significam um trimestre forte, embora os crescimentos ainda não sejam homogêneos entre todas as atividades. Ao se observar todos os setores pesquisados, apenas 3 setores apresentaram queda, enquanto todos os outros apresentaram crescimento. A recuperação não tem sido uniforme desde a pandemia. Alguns setores ainda se encontram muito abaixo no nível pré-pandemia e talvez não recuperem esse patamar por conta das mudanças de hábitos. Outros setores ainda sofrem com o desabastecimento de insumos, como automóveis. O lado positivo desses dados é que a economia está surpreendendo em relação às previsões anteriores de fraco crescimento. A preocupação, porém, permanece com relação à inflação, que pode minar o poder de compra das famílias, derrubando as vendas do varejo ao longo do ano.


09/05/2022

Projeções de crescimento econômico para 2022 melhoram, apesar da inflação

Sem o Boletim FOCUS, que não foi divulgado essa semana por conta da greve dos funcionários do Banco Central, analistas estão indicando melhoras na expectativa de crescimento para 2022. Entenda o porquê. No final de 2021 e início de 2022, muitos analistas criaram a expectativa de um ano difícil para a economia brasileira, após um ano de forte recuperação, com crescimento do PIB de 4,6%, falava-se de um ano fraco, com crescimento de 0,3% e períodos de recessão técnica para 2022. Os dados mais recentes vêm mostrando uma realidade diferente daquela do início do ano. O forte desempenho do agronegócio, juntamente com a recuperação importante do setor de serviços, que representa mais de 70% da economia brasileira, têm puxado outros setores para cima. O comércio e a indústria mostraram, recentemente, crescimento em cima de crescimento. Ou seja, não desaceleraram em relação aos meses anteriores. Isso é explicado, em parte à recuperação do poder aquisitivo das famílias com o reajuste dos salários e queda da taxa de desemprego. A taxa de desemprego se manteve em trajetória de queda na última pesquisa divulgada pelo IBGE e o emprego formal continua se recuperando. Esses dados são importantes pois mostram que o efeito da sazonalidade não ocorreu no 1º trimestre de 2022 e o mercado ainda está aquecido. Mas há preocupações. O 1º semestre deve ser mais forte que o 2º, pois há um carrego estatístico nos números de 2021 para 2022 e o poder aquisitivo das famílias tende a cair ao longo do ano se a inflação persistir em se manter num patamar muito elevado, como se tem visto. O 2º semestre será mais difícil, pois o cenário político de incertezas se intensificará e os efeitos da política contracionista de juros altos do Banco Central serão sentidos. Isso reduzirá consumo e adiará decisões de investimentos em novos projetos com impactos no crescimento. Caso a inflação ceda, com maior acomodação de preços, e o Governo Federal continue criando estímulos de consumo, como antecipações de 13º dos aposentados, reduções de impostos e facilitação ao crédito, pode ser que o 2º semestre também traga uma surpresa positiva à economia.


08/05/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


06/05/2022

Governo pode atrair R$ 150 Bilhões em Investimento Estrangeiro Direto com isenção de IR para investimento estrangeiro em títulos de renda fixa corporativos

A medida deve ir à votação na semana do dia 17 de maio junto com o Marco das Garantias. Entenda mais como funcionará. Os investidores estrangeiros já têm isenção no IR para investimentos em títulos públicos e para renda variável. Os investidores nacionais têm isenção de IR para os CRIs, CRAs e Debêntures Incentivadas. Então, a ideia é ampliar para investidores internacionais e atrair recursos. Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e do Agronegócio (CRAs) são emitidos por companhias securitizadoras que revertem dívidas (empréstimos) em títulos negociados no mercado. Já as debêntures incentivadas são emitidas pelas empresas voltadas para infraestrutura. Com isso, os investidores internacionais, que hoje representam apenas 2,54% do volume adquirido de renda fixa corporativa no Brasil, poderia evoluir para patamares parecidos com aqueles da Europa, onde na Itália (41%) e Alemanha (58%), por exemplo, são bem maiores. O potencial de crescimento desse mercado secundário de crédito privado no Brasil pode trazer mais de R$ 150 Bilhões para financiar os setores imobiliário (CRIs), Agronegócio (CRAs) e infraestrutura (Debêntures Incentivadas) com custos mais baixos para as empresas nacionais. Os custos mais baixos são oriundos justamente da isenção de IR. O investidor internacional, em sua maioria fundos de pensão, exigirá uma remuneração menor, já que não terá que incluir o desconto do imposto de renda no cálculo da rentabilidade. Isso viabilizará mais projetos. A entrada de recursos favorecerá o câmbio brasileiro, pois os títulos são emitidos em Reais e os investidores internacionais precisam converter Dólares em Reais para adquirir os títulos. A ajuda no câmbio trará consequências positivas sobre a pressão inflacionária, também.