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18/12/2023

Reforma Tributária Aprovada

O que mudou na última versão? O texto manteve a emenda incluída no Senado sobre a possibilidade de adoção de crédito presumido para incentivar a produção de veículos elétricos e flex, como os biocombustíveis e os combustíveis derivados de petróleo. A medida permite que a empresa que utiliza o crédito seja ressarcida pelo imposto pago. O benefício se estenderá até 2032 e será utilizado pelas montadoras das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste que iniciarem a produção de veículos elétricos e flex até 1º de janeiro de 2028. Essa foi uma vitória da bancada que defendia a manutenção desse incentivo para o setor no Estado de Pernambuco. O relatório final da Reforma Tributária excluiu mecanismo, adicionado pelo Senado, que premiava estados que elevassem arrecadação em período de transição. O dispositivo estabelecia que a arrecadação do ICMS entre 2024 e 2028 seria a base para a distribuição de parcela da arrecadação do IBS entre 2029 e 2077. Utilizando o mecanismo, governadores de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco e praticamente todos os outros estados sinalizaram aumento da alíquota-base de ICMS ao longo de 2023. Certamente, os estados não voltarão atrás. A criação de uma Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide) para beneficiar a Zona Franca de Manaus (ZFM) ficou de fora. A Cide substituiria o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que seguirá valendo para as mercadorias similares àquelas produzidas pelo polo industrial. Hoje, a Zona Franca de Manaus produz eletrodomésticos, veículos, tvs, celulares, motos, relógios, bicicletas, computadores e outros itens de alto valor agregado que continuarão pagando IPI quando não produzidos na ZFM. Seis setores econômicos incluídos pelo Senado na lista de regimes diferenciados, os serviços de saneamento básico, concessões de rodovia, transporte aéreo de passageiros, telecomunicações, bens e serviços de economia circular, micro e minigeração distribuída de energia elétrica, foram retirados. A inclusão desses setores e de outras excepcionalidades pelo Senado havia aumentado consideravelmente a expectativa de uma alíquota de imposto acima dos 27,5% projetados pelo Ministério da Fazenda, podendo passar para mais de 30%. A Reforma Tributária vinha sendo discutia há mais de 30 anos, mas sem avanços, pois nunca trouxe um consenso sobre como fazer e que reflexos poderia gerar. Após um ano mais intenso de discussões e tramitação no Congresso, o projeto foi aprovado, devendo ser promulgado essa semana para já poder entrar em vigor em 2024. A reforma simplifica impostos, agregando e modificando suas regras de cálculo, mas ainda trará muita discussão em 2024, especialmente sobre pontos que ficaram para aprovação através de leis complementares, que deverão ser enviadas pelo Governo em até 180 dias a partir da promulgação da Reforma Tributária. Você gostou da versão da Reforma Tributária que foi aprovada?


18/12/2023

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


15/12/2023

Ibovespa supera 130 mil pontos e atinge um novo recorde


13/12/2023

Em dia de Super Quarta, nenhuma novidade quanto aos juros, mas sim quanto ao futuro próximo

O Fomc resolveu manter a taxa de juros da economia americana no intervalo entre 5,25% a 5,50% ao ano, mas indicou que os juros irão cair em 2024. No Brasil, o Copom diminuiu os juros de 12,25% para 11,75% ao ano, mas desapontou pois manteve o forward guidance para a próxima reunião. Os membros do Fomc preveem cortes de 75 pontos base na taxa em 2024. Além disso, o cenário de pouso suave da economia dos EUA se manteve. Pelas novas projeções econômicas, 17 dos 19 diretores do Fed projetam que a taxa de juros será mais baixa até ao final de 2024. Para a inflação do consumo, a projeção é que feche 2023 em 2,8%, caindo para 2,4% no final do próximo ano e para 2,1% em 2025, muito próximo da meta de 2% do Fed. Já a taxa de desemprego deve subir dos atuais 3,7% para 4,1%. Para o PIB, é previsto um crescimento de 2,6% este ano e de 1,4% em 2024. No Brasil, essa foi a 4ª queda consecutiva e a SELIC retornou ao menor patamar desde março de 2022, quando estava em 10,75%. O comunicado decepcionou porque manteve o forward guidance de que, em se confirmando o cenário esperado, os membros do Comitê, unanimemente, “anteveem redução de mesma magnitude nas próximas reuniões e avaliam que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário”. O comunicado enumerou fatores de risco em ambas as direções nos cenários para a inflação: “Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma maior persistência das pressões inflacionárias globais; e (ii) uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais apertado.” “Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (i) uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada; e (ii) os impactos do aperto monetário sincronizado sobre a desinflação global se mostrarem mais fortes do que o esperado. O Comitê avalia que a conjuntura, em particular devido ao cenário internacional, segue incerta e exige cautela na condução da política monetária.” O resultado do Fomc animou o mercado, com subida forte do Ibovespa e queda do Dólar. Ações de varejistas se valorizaram bastante, antevendo uma queda maior na Selic aqui no Brasil. De fato, juros caindo na economia americana facilitam uma maior queda da Selic aqui no Brasil.


13/12/2023

IPCA de 0,28% traz pressão sobre o COPOM

A inflação veio abaixo do esperado no mês de novembro, ajudando para que a inflação no acumulado de 12 meses fique dentro da meta do Banco Central. O IPCA avançou 0,28% em novembro, aumentando um pouco em relação ao outubro, quando foi de 0,24%, mas no acumulado de 12 meses, passou de 4,82% para 4,68%. Comparando o mês de novembro desse ano com o do ano passado, houve uma redução, porque no ano passado a inflação foi de 0,4%. Isso é bom, porque a inflação agora está abaixo do teto da meta, de 4,75%, fazendo com que a política de juros tenha apresentado seu efeito. O resultado ajuda no processo decisório do Comitê de Política Monetária (COPOM), que vai se encontrar para definir a taxa de juros, com a expectativa já de queda de 0,5 ponto percentual, indo de 12,25% para 11,75%, tenha agora mais liberdade para, de repente, reduzir a SELIC num ritmo mais forte. Essa pressão, inclusive, deve acontecer para que na próxima reunião, em 2024, a SELIC caia em ritmo mais forte do que o que vem acontecendo. O que acontece é que hoje o COPOM tem dito em seus relatórios que vai repetir a mesma dose de taxa de juros na reunião seguinte. Ao desfazer essa regra, o COPOM terá mais liberdade ao optar por não mais definir que a queda seguinte vai ser do mesmo patamar, podendo reduzir ainda, mais caso os números continuem mostrando que a inflação vem cedendo ou pode, também, na ata de decisão da reunião, definir já que numa próxima reunião, a queda venha a ser ainda maior. O que ainda é uma preocupação muito forte é o lado fiscal da economia, pois o déficit desse ano tem aumentado mensalmente e as perspectivas para o ano que vem de déficit zero estão cada vez mais difíceis de serem concretizadas, porque não há nenhuma política de redução de despesas. Como a economia vem desacelerando, a política de aumento de arrecadação talvez não funcione.


12/12/2023

Milei anunciará o Plano Motosserra para a economia argentina

São 14 medidas que vêm com o objetivo de equilibrar as contas do governo, principalmente, para poder ajudar na recuperação da economia argentina e no controle da inflação. O país está com inflação disparada por conta de um enorme déficit fiscal. A principal das medidas é a proibição do Banco Central de emitir moeda e financiar o tesouro. Essa é uma medida muito importante porque ela realmente termina sendo bastante inflacionária à medida que o Banco Central termina financiando os déficits altos do governo e jogando mais moeda na economia, o que gera mais inflação. Outras medidas são: tirar subsídios tarifários que existem nas contas de energia e gás até abril; vetar obras públicas sem financiamento externo; aumentar o imposto sobre importações; prorrogar o orçamento de 2023 para controlar gastos e inflação; suspender aportes não reembolsáveis às províncias, isso também uma medida de maior controle fiscal; congelar benefícios para empresas privadas; financiar universidades com os mesmos valores de 2023; não controlar preços de combustíveis, política que atualmente gera custos muito elevados para o governo; adequar os salários públicos ao orçamento congelado; transferir títulos de dívida de curto prazo ao tesouro; converter empresas públicas em sociedades anônimas, ou seja, um grande trabalho de se encaminhar o Governo para a privatização das empresas; desvalorizar e fixar o dólar comercial a 600 pesos; e, manter o dólar turismo, que é o câmbio oficial da economia, de 700 a 800 pesos. Esse câmbio oficial vai ter um imposto de 30% sobre o dólar comercial. As medidas podem reduzir bastante os gastos do governo, o que vai ajudar a equacionar a inflação, trazer mais segurança para o país, porém, num curto prazo deve balançar muito a economia para que essas medidas surtam efeito e isso pode desacelerar o seu ritmo, trazendo impopularidade aí para o governo. É um grande desafio que Milei tem pela frente. A Argentina tem sérias dificuldades econômicas, mas que poderão ser equacionadas se o equilíbrio fiscal for atingido e as políticas de redução do tamanho e influência do estado aprovadas. A Argentina serve como exemplo para o Brasil não cometa os mesmos tipos de erros.


11/12/2023

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


07/12/2023

Desigualdade de renda cai para o menor nível em 10 anos em 2022

O Índice de Gini, que mede a distribuição de renda numa escala de 0 (nada desigual) a 1 (extremamente desigual), foi de 0,518 no ano passado. Em comparação com 2021, a redução foi de 4,8%. O resultado de 2022 foi o menor nível desde o começo da série histórica, em 2012. A maior desigualdade foi em 2018 (0,545). Os benefícios dos programas sociais contribuíram para a redução da desigualdade em 2022 em conjunto com o mercado de trabalho, que também contribuiu nesse cenário. A existência dos benefícios fez o índice do ano passado ser 5,5% menor do que seria sem os programas. A partir de 2020, por causa da pandemia, houve um aumento no pagamento de benefícios, com a implementação do Auxílio Emergencial em substituição ao Bolsa Família e com um valor muito maior. Isso fez o índice geral cair de 0,544 em 2019 para 0,524 em 2020, o menor nível até o momento. Em 2021, a desigualdade subiu de volta para o mesmo nível de 2019. Isso aconteceu por conta da redução dos auxílios, combinada ao enfraquecimento do mercado de trabalho e início do período inflacionário. No final de 2021, foi criado o Auxílio Brasil, inicialmente de R$ 217, que foi reajustado para R$ 400 em abril de 2022 e para R$ 600 em junho. O Nordeste tem o índice de Gini mais elevado, de 0,517, mostrando que a pobreza é maior nessa região que nas demais. Em seguida estão as regiões Norte (0,509), Sudeste (0,505) e Centro-Oeste (0,493). A região Sul é a menos desigual do país, com índice de 0,458. O Nordeste teve a maior redução em relação a 2021 (0,556), com uma queda de 7%, seguido pelo Sudeste (0,533 em 2021, queda de 5,3%). As demais regiões também tiveram diminuição na desigualdade, mas em menor intensidade. Os programas sociais são mais altos (e mais efetivos) exatamente onde precisam ser: nas regiões mais pobres. Segundo a estimativa, os benefícios sociais fizeram o índice ser 11,6% menor no Nordeste (0,585 sem os programas) e 8,9% menor no Norte (0,559), onde estão as maiores proporções de beneficiários de auxílios do governo. Nas demais regiões, o impacto dos programas é menor: 3,7% no Centro-Oeste, 3,1% no Sudeste e 2,6% no Sul.


06/12/2023

Pela primeira vez na história, o Brasil vai ultrapassar os EUA na produção de algodão

O recorde de produção e mudança de ranking acontecerá na safra 2023/24 e posicionará o país como o terceiro maior produtor de algodão no mundo, atrás apenas de China e Índia. A estimativa é do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que projeta para o Brasil uma colheita de 3,2 milhões de toneladas. O resultado representará um crescimento de 25% sobre a produção obtida na safra 2022/23. Já os EUA, apresentarão uma queda de 9,5% para uma produção de 2,8 milhões de toneladas, a menor dos últimos 6 anos. A mudança geográfica do plantio nas últimas décadas no Brasil tem ajudado no aumento da produção. Há 25 anos, Mato Grosso era responsável por apenas 23% da produção nacional. Na safra 2023/24, o Estado será responsável por produzir, sozinho, 71% do algodão brasileiro. Além disso, os ganhos de produtividade alçaram o Brasil como player relevante no cenário internacional. O rendimento médio do algodão nas lavouras vai alcançar 1.928 quilos por hectare, 20% a mais do que a produtividade da safra passada. Esse resultado deve colocar o Brasil em primeiro lugar também no ranking das exportações, passando os EUA. As exportações brasileiras têm sido impulsionadas pela desvalorização do Real e pelo aumento da demanda importadora de China e Bangladesh. As quedas recorrentes de produção na China, Índia e EUA também têm permitido que o Brasil ocupe mais espaço no cenário internacional.


05/12/2023

PIB varia 0,1% no 3º trimestre de 2023