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08/03/2022

Preço do trigo dispara 38,54% no mês e renova preocupação com a inflação

Com a invasão russa à Ucrânia e o aumento dos embargos das maiores economias mundiais à Rússia, o preço do trigo na Bolsa de Chicago aumentou 67,13% somente em 2022. Saiba o que pode impactar na economia. À medida que os países anunciam mais medidas de restrições comerciais à Rússia e diversas empresas seguem o mesmo caminho, preços de importantes commodities onde a Rússia é um dos principais produtores estão subindo consideravelmente. Petróleo, Gás Natural e o Trigo são alguns. A Rússia é o terceiro maior produtor mundial de trigo. Sua produção é escoada para os diversos mercados pelos Mares Negro e de Azov. A guerra interrompeu o fluxo de exportações do produto por esses meios e o comércio segue interrompido na Ucrânia e na própria Rússia. Os países importadores terão que reduzir seus estoques domésticos e vasculhar o restante do mercado mundial em busca de oferta adicional que substitua esses dois produtores que estão entre os maiores no mundo. Paquistão e Turquia talvez sejam alternativas viáveis para o Brasil. As cotações subiram para US$ 100,00 a tonelada no mercado físico brasileiro. Os consumidores irão sentir o peso desses reajustes nos pães e derivados do cereal nas padarias e prateleiras de supermercados já nos próximos dias. Isso poderá durar, dependendo da duração da guerra.


07/03/2022

Com defasagem de mais de 27% no Diesel e 22% na Gasolina, Petrobras vive um impasse

Desde 12 de janeiro que a Petrobras não repassa os reajustes no preço do petróleo, gerando a maior defasagem desde 2016, acima de R$ 1,32 e R$ 0,91 o litro do Diesel e Gasolina, respectivamente. O momento é crucial para a Petrobras e sua política de Preço de Paridade de Importação (PPI). O alinhamento é influenciado pelo preço internacional do barril de petróleo e pelo câmbio. De 12 de janeiro para cá, o Dólar se desvalorizou em relação ao Real, o que segura o preço. Por outro lado, da semana passada para cá, o Petróleo disparou com a invasão russa à Ucrânia, o que fez com que a pressão para repassar o reajuste dentro do país aumentasse. O preço do barril já vinha sendo elevado com as tensões pré-invasão no início de 2022, sem repasse aqui. Ao mesmo tempo, o Senado vem discutindo pelo menos 2 projetos de lei para mudar a forma com que os combustíveis são tributados e como a relação entre o Governo e a Petrobras é composta. Esse é um momento crucial que traz ainda mais relevância aos resultados dessas discussões. Em meio à essa turbulência, o presidente do Conselho de Administração da Petrobras pediu para sair do cargo, talvez até pressionado pela situação política por trás do não repasse dos reajustes nos combustíveis e o efeito que isso trará junto ao mercado e acionistas da Petrobras. No curto prazo, o preço do barril de petróleo vai continuar muito pressionado, principalmente pela ameaça de embargo das principais economias mundiais à importação do petróleo russo, sem substitutos no mercado de imediato, já que os demais países da OPEP+ se opõem. Depois de atingir mais de US$ 130,00 no fim de semana, o preço do barril pode passar facilmente dos US$ 150,00 e chegar até os US$ 200,00. Os investimentos ao longo dos anos no setor diminuíram por conta da transição para uma economia mais verde, mas não contavam com isso.


06/03/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


04/03/2022

PIB brasileiro cresce 4,6% e recupera perdas de 2020 com a pandemia

Com um crescimento de 0,5% no 4º trimestre, a economia brasileira saiu da recessão técnica apresentada nos 2 últimos trimestres. Com esse resultado, porém, o Brasil caiu da 12ª para 13ª economia mundial. O crescimento de 4,6% em 2021 foi o maior desde 2010, quando houve expansão de 7,5% e recuperou a forte queda apresentada em 2020 de 3,9% com os efeitos negativos da pandemia. Essa queda de 2020 só não foi pior que as quedas combinadas na recessão de 2015 e 2016, -3,5% e -3,3%. O crescimento da economia brasileira em 2021 foi puxado principalmente pela recuperação do setor de serviços, em meio ao avanço da vacinação e flexibilização das medidas de restrição para conter a propagação do coronavírus. No ano de 2020, o setor mais afetado foi o de serviços. Pela Ótica da Oferta, a agropecuária apresentou queda de 0,2%, enquanto a indústria apresentou crescimento de 4,5% e os serviços, 4,7%. Como o setor de serviços tem a maior participação no cálculo do PIB, com mais de 70%, foi responsável pelo forte crescimento no ano de 2021. Pela Ótica da Demanda, todos os componentes apresentaram um desempenho positivo. O Consumo das Famílias, que representa mais de 70% do PIB, cresceu 3,6%; os Gastos do Governo subiram 2%; e, os Investimentos tiveram um crescimento importante para a economia de 17,2%. O Brasil perdeu uma posição no ranking das maiores economias mundiais. A Austrália apresentou um forte crescimento no ano de 2021, superando duas posições no ranking mundial, e passando o Brasil e a Espanha. Em 2022, tudo pode mudar, inclusive com forte recessão na Rússia.


03/03/2022

Apesar de crescimento em 2021, PIB per capita só deve recuperar nível de 2013 em 2029

A crise de 2014 a 2016 derrubou fortemente o nível de renda da população, se recuperou, mas caiu novamente em 2020. Nesse ano deve cair novamente com crescimento fraco. Entenda melhor. O PIB per capita é calculado a partir da relação direta entre PIB do país e sua população. Ele serve para comparações internacionais do nível de desenvolvimento a partir do patamar de renda de sua população. O Brasil está num nível que nos deixa distante dos desenvolvidos. As crises que o Brasil passou recentemente fizeram com que a situação somente piorasse. Do nível mais elevado de 2013 até aqui, o tamanho da riqueza do país dividido por sua população caiu bastante, mesmo com a ajuda da queda da taxa de crescimento da população no período. Para que o Brasil retorne logo ao patamar de 2013, é preciso que a economia brasileira cresça num ritmo mais forte. Segundo a FGV, se o país crescer ao ritmo de 3% ao ano, poderá alcançar em 2026. Se a economia crescer 2,4% ao ano, somente alcançará em 2029, o mais provável. Para que o Brasil possa alçar um ritmo mais forte de crescimento, é preciso facilitar os negócios e atrair mais investimentos para o país. As reformas estruturantes precisam continuar, modernizando a economia. Assim, o PIB crescerá num ritmo mais forte, diminuindo a diferença. Um outro problema que precisa ser equacionado é como a riqueza é distribuída. Nos últimos anos, a pandemia e a inflação aumentaram muito a desigualdade de renda. O rendimento médio do trabalho encolheu 10,7% em 1 ano, para a mínima recorde de R$ 2.447 no 4º trimestre de 2021.


02/03/2022

Até onde o preço do petróleo vai chegar?

Com um aumento de 8,8% somente hoje, o petróleo volta a seu maior valor desde 2014 e continua a ser uma preocupação dentre os países, inclusive o Brasil. A OPEP+ e a Agência Internacional de Energia aumentaram a oferta, mas ainda preocupa. Enquanto a invasão russa continua e as sanções econômicas vão aumentando, o petróleo bateu os US$ 113,00 o barril e pode subir ainda mais. A preocupação com uma redução na oferta russa move o mercado, fazendo com que o preço responda a essas preocupações de desabastecimento. A OPEP+ anunciou que aumentará sua oferta em 400 mil barris/dia, mas isso é insuficiente para trazer uma melhora na disponibilidade de petróleo no mundo. Em janeiro, a OPEP+ tinha anunciado uma redução de 900 mil barris/dia. Então, esse aumento se quer atende à redução anterior. A OPEP+ também se recusou a excluir a Rússia de sua organização, mas talvez seja até melhor assim, pois a Rússia responde pela 3ª maior produção e 2ª maior exportação mundiais, enquanto os demais países, como Iraque, Nigéria e outros não estão conseguindo aumentar sua oferta. Os conflitos internos dos países produtores e exportadores de petróleo levaram a uma queda significativa no investimento para a expansão da oferta. Ao mesmo tempo, a preocupação com uma transição verde da economia também fez com que os investimentos caíssem ao longo do tempo. A Agência Internacional de Energia (IEA), que representa as principais economias industrializadas, vai injetar 60 milhões de barris de petróleo no mundo todo em uma situação emergencial. Esse é um alento momentâneo que só poderá ser superado com uma maior produção da OPEP+. No curto prazo, a Arábia Saudita e os seus aliados árabes são os únicos que têm a capacidade de aumentar a oferta e atender uma queda drástica da oferta russa. Para isso, novamente os membros da OPEP+ precisam compensar os efeitos das sanções econômicas contra a Rússia.


01/03/2022

Se Putin usar o petróleo como arma contra o Ocidente, o que acontecerá?

À medida que as sanções econômicas têm imposto prejuízos à economia russa, Putin pode vir a utilizar seu forte market share mundial nas exportações de petróleo e gás natural para retaliar e causar danos. A Rússia responde pela 3ª maior produção mundial de petróleo e é responsável pela 2ª maior exportação, atrás apenas da Arábia Saudita. Uma redução na oferta russa pode causar um aumento ainda maior no preço do petróleo globalmente. O aumento no preço compensaria a redução. Um corte de 50% nas exportações russas de petróleo pode causar um aumento significativo no preço do barril de petróleo, que já tem sido influenciado na última semana com as expectativas de que isso possa acontecer. O preço do petróleo pode chegar facilmente aos US$ 150,00. A Rússia também detém importante market share, é o 2º maior produtor mundial, e é o líder mundial na exportação de gás natural. Uma queda nas suas exportações pode trazer impactos sobre a inflação de diversos países europeus. A perda para os consumidores europeus será enorme. O petróleo e o gás natural representaram cerca de 43%, em média, da receita anual do governo russo entre 2011 e 2020. Antes dessa guerra, seria impensável que Putin pudesse vir a usar o petróleo como arma, pois impacta negativamente diversos bilionários russos, inclusive ele. O Brasil sentirá diretamente esse aumento na cotação do barril de petróleo. A Petrobras está há 48 dias sem reajustar combustíveis, enquanto o petróleo tem subido lá fora. Por sorte, o câmbio ajudou bastante nesse mesmo período, atenuando o forte impacto que ainda poderá vir.


28/02/2022

Os custos da invasão russa à Ucrânia são muito altos

Rublo tem desvalorização recorde e BC russo aumenta juros para tentar conter o derretimento dos fundamentos econômicos no país. Mais sanções econômicas estão a caminho, com consequências ainda mais fortes ao país. Entenda. O início da semana foi marcado com queda de mais de 30% na cotação do Rublo perante o Dólar ao mesmo tempo em que a população russa correu para sacar dinheiro em espécie e comprar dólares. Um movimento claro de fuga de capitais do país, que está sofrendo sanções econômicas. O Banco Central russo aumentou, desesperadamente, a taxa de juros de um patamar de 5% a.a. pré-crise para 20% a.a., com o objetivo de conter a fuga de recursos. Mesmo assim, as bolsas russas não abriram hoje e papéis de empresas russas negociadas em outros mercados despencaram. Empresas de diversas áreas já anunciaram a suspensão de negócios com a Rússia. Setores que já anunciaram incluem transportes, autopeças, leasing de aeronaves e energia. Consumidores de diversos países estão boicotando o consumo de vodca russa e demonstrando publicamente. Estima-se que mais de US$ 122 Bilhões em ativos russos estejam depositados em países como França, Suíça e EUA. A Suíça, que raramente se envolve em questões políticas internacionais, anunciou que irá seguir com o congelamento do patrimônio de bilionários russos, inclusive Putin. A perda econômica para a Rússia ao invadir a Ucrânia é muito maior do que talvez Putin pudesse imaginar. Ao invadir a Crimeia, as taxas de juros russas subiram muito menos do que agora, o Rublo não sofreu a mesma desvalorização e não se ouviu falar em sanções tão fortes. As consequências econômicas para o povo russo talvez cheguem a um ponto tão relevante, que o poder de Putin seja ameaçado. Ao impactar severamente a atividade econômica do país, forças políticas talvez se vejam impelidas a tomar uma decisão mais forte contra o seu presidente.


27/02/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


25/02/2022

Petrolina ficou em 8º lugar na geração de empregos formais em 2021 no Brasil

Levantamento feito pelo Estadão aponta que a dinâmica de geração de empregos formais em 2021 mudou, com novas oportunidades e situações que fizeram alguns municípios avançar mais. Entenda. No levantamento feito com municípios com mais de 200.000 habitantes, o 1º lugar ficou com Osasco, com crescimento de 16,06%. Novo Hamburgo também teve um ótimo desempenho, com crescimento de 12,07%. No Nordeste, Vitória da Conquista, na Bahia veio em 1º e Petrolina em 2º. O destaque de Petrolina e das demais cidades tem uma forte relação com a nova dinâmica de facilitação dos negócios, atraindo empresas que possam ser criadas em poucos dias ou mesmo poucas horas, como em Nova Hamburgo. A facilitação na relação com setor público também ajuda. Em Petrolina, tem mais um fator importante. O Real se desvalorizou ao longo de 2021, ajudando o setor exportador. Outro fator relevante é o aumento no preço das commodities agrícolas. Isso ajudou Petrolina que tem uma atividade econômica voltada para o agronegócio exportador. Os 20 municípios que mais cresceram em criação de vagas em 2021, entre os mais de 5 mil municípios brasileiros, responderam por 15% de todo o saldo positivo de 2,73 milhões de novos empregos gerados no país, um crescimento de 7% em relação ao ano de 2020. Os 100 maiores municípios responderam por mais da metade de todos os empregos criados no país, com 54% do total. Dos 20 municípios com maior taxa de crescimento, porém, somente 4 são capitais, com Palmas na melhor colocação, mostrando uma nova dinâmica na geração de empregos.