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02/02/2022

Indústria tem crescimento de 2,9% em dezembro, fechando o ano com elevação de 3,9%.

Após 2 anos de queda, a indústria encerrou 2021 com um crescimento positivo. Ainda assim, se encontra abaixo no nível pré-pandemia. Mas há um item que chamou mais a atenção. Sabe qual foi? Os dados de dezembro vieram acima do esperado, revertendo um período de 6 meses de crescimento negativo ou nulo. Este foi o maior crescimento mensal em 2021, superando o patamar de 1,2% de crescimento observado em maio. 20 dos 26 setores apresentaram crescimento no período. Dos 26 setores observados pelo IBGE, 17 ainda se encontram abaixo do nível pré-pandemia observado em fevereiro de 2020. Isso indica que a recuperação ainda pode acontecer nos próximos meses, desde que haja condições favoráveis de mercado, como crédito e renda disponíveis. O que mais chama a atenção é o desempenho anual da indústria brasileira. No acumulado de 12 meses, houve crescimento de 3,9% após duas quedas de 1,1% em 2019, antes da pandemia, e 4,5% em 2020, durante o auge da pandemia. A base de comparação é fraca, mas houve recuperação. O IBGE também divulgou uma informação muito importante: o crescimento da indústria de bens de capital no acumulado de 12 meses foi de 28,3%! Esse crescimento reverte a tendência de desindustrialização dos últimos anos da economia brasileira que tem sido uma grande preocupação. Os bens de capital são investimentos feitos pelas indústrias e servem como um termômetro para indicar crescimento econômico futuro, já que os investimentos levam a uma maior produção das empresas que fizeram a aquisição das máquinas. Isso pode trazer frutos importantes em 2022.


01/02/2022

Tentando tapar o sol com a peneira, Congresso e Executivo preparam desoneração do Diesel.

A proposta de zerar os impostos federais poderá reduzir em 6,9% o seu preço. A medida custará R$ 18 Bilhões por ano aos cofres públicos. O governo deveria subsidiar o consumo de Diesel? No mundo, nos últimos 10 anos, foram gastos mais de US$ 5 Trilhões em subsídios de combustíveis fósseis, englobando usos para combustíveis, eletricidade, gás natural e carvão. Os subsídios podem vir desde cortes em impostos até o controle de preços para garantir preços baixos. O subsídio para garantir preços mais baixos de combustíveis responde por 43% do total e é usado pelos governos para manter os preços dos insumos mais baixos em várias indústrias. Por outro lado, gera um excedente econômico ambiental negativo e induz ao aumento do consumo.O subsídio para garantir preços mais baixos de combustíveis responde por 43% do total e é usado pelos governos para manter os preços dos insumos mais baixos em várias indústrias. Por outro lado, gera um excedente econômico ambiental negativo e induz ao aumento do consumo. O subsídio para garantir preços mais baixos de combustíveis responde por 43% do total e é usado pelos governos para manter os preços dos insumos mais baixos em várias indústrias. Por outro lado, gera um excedente econômico ambiental negativo e induz ao aumento do consumo. A medida em estudo poderá trazer um alívio de curto prazo, mas será em vão, caso o preço do petróleo continue a subir ou o câmbio volte a se valorizar. A adoção de medidas como a criação de um fundo de estabilização com recursos dos royalties ou teto de ICMS também não ajudam. A retirada dos impostos federais que resultará numa renúncia fiscal anual de R$ 18 Bilhões, se for adotada de maneira permanente, terá que vir acompanhada de aumento de tributos em outros produtos ou serviços para não se caracterizar como crime de responsabilidade fiscal. O modelo ideal a ser adotado deveria vir a partir da Reforma Tributária, que diminuiria a carga tributária sobre todo o consumo dos combustíveis, concomitante com uma maior abertura internacional para permitir novos entrantes nesse mercado monopolizado pela Petrobras.


31/01/2022

Pela 1ª vez em 8 anos o Setor Público Consolidado registrou superávit primário.

Com isso, a dívida bruta caiu para 80,3% do PIB em 2021. O resultado, que engloba Governos Federal, Estadual e Municipal e estatais foi de R$ 64,7 Bilhões, após um déficit de R$ 703 Bilhões em 2021. O resultado veio a partir de um déficit de R$ 35,9 Bilhões do Governo Federal mais do que compensado pelos resultados positivos dos Estados e Municípios, que tiveram um superávit extraordinário de R$ 97,7 Bilhões e das estatais que encerraram 2021 no positivo com R$ 2,9 Bilhões. O resultado positivo ajudou consideravelmente para reduzir a relação Dívida/PIB, que encerrou 2021 em 80,3% do PIB, após atingir o nível recorde de 88,6% em 2020. Naquele ano, o Governo Federal se endividou consideravelmente para combater os efeitos econômicos da pandemia. A queda da dívida pública em 8,3 p.p. foi resultado do crescimento do PIB nominal (redução de 12,3 p.p.), dos resgates líquidos de dívida (redução de 2,1 p.p.), da incorporação de juros nominais (aumento de 5,8 p.p.) e da desvalorização cambial (aumento de 0,4 p.p.). O estoque da dívida continuou sua trajetória de crescimento e agora chegou a R$ 6,97 Trilhões em 2021, um acréscimo em relação aos R$ 6,62 Trilhões de 2020 menor do que aquele ocorrido na passagem de 2020 para 2021, quando subiu dos R$ 5,50 Trilhões, um forte efeito da pandemia. A trajetória da dívida é influenciada fortemente por câmbio, SELIC e inflação. A cada 1 p.p. de aumento nessas variáveis, a dívida bruta aumenta R$ 6; R$ 33,2; e, R$ 15,1 Bilhões, respectivamente. O maior impacto é oriundo dos aumentos da SELIC, com juros da dívida mais altos. Manter o superávit primário pode ajudar o Brasil a retomar o grau de investimento, perdido quando os déficits primários começaram a acontecer em 2014, mas vai depender das reformas estruturais (Administrativa e Tributária) que possam fazer o PIB crescer mais e gastar menos.


31/01/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


28/01/2022

Taxa de Desemprego chegou muito próximo do patamar pré-pandemia.

Os dados do IBGE apontam para uma continuidade na recuperação no trimestre encerrado em novembro puxada por empregos formais e comércio. O problema persiste na renda real, a mais baixa da série histórica. Entenda. A taxa de desemprego recuou para 11,6% no trimestre encerrado em novembro em comparação aos 12,1% do trimestre encerrado em outubro. Este é o menor valor desde o trimestre encerrado em janeiro de 2020, quando atingiu 11,4%, mostrando que o efeito pandemia já praticamente passou. O número de desempregados caiu para 12,4 milhões e a população ocupada cresceu para 94,9 milhões de pessoas. No trimestre encerrado em março, o número de desempregados havia crescido para 15,2 milhões. A melhora nesse trimestre foi puxada por trabalhadores de carteira assinada. Apesar da taxa de informalidade ter permanecido estável em 4,6% e os desalentados terem recuado para 4,4%, proporcionalmente, o emprego cresceu mais entre os sem carteira de trabalho. Os autônomos têm mostrado crescimento ao longo do ano com a retomada do setor de serviços. O destaque negativo continua sendo relativo à queda na renda real dos trabalhadores. O grande problema tem sido a inflação, que acumula no período uma elevação acima de 10%, deteriorando os salários de todos. A renda real foi a menor da série histórica iniciada em 2012. Além dos salários terem, em sua maioria, uma renegociação para reajuste baseada no salário-mínimo que ocorre somente no início de ano, as empresas demitiram muitos funcionários, passaram por dificuldades com a pandemia e, na recontratação, negociaram salários mais baixos.


27/01/2022

Too little, too late? Em português: Muito pouco e tarde demais?

Essa é a sensação com relação à decisão do Jerome Powell em finalmente iniciar o processo de elevação dos juros nos EUA que permaneceram por mais tempo que no Brasil em um patamar muito baixo. Quais os impactos? Na reunião do FOMC – Comitê de Política Monetária Americana, o Presidente do FED – Banco Central Americano deu todas as indicações que vai finalmente elevar os juros americanos a partir da próxima reunião em março e que os aumentos devem ser mais e maiores ao longo de 2022. Ele justificou que a economia americana sofre de uma inflação bem acima do que se esperava de 2%, em dezembro atingiu um patamar de 7% anualizado, com um mercado de trabalho apresentando baixa taxa de desemprego e uma economia que cresceu em dezembro 6,9% anualizado. Mas a questão que fica é: O FED deveria ter atuado antes para conter esse problema? É sabido que as elevações de taxas de juros não trazem um efeito de imediato. O retardo é de pelo menos 6 meses até que a economia comece a exercer a contração para acomodar os juros mais altos. No Brasil, o Banco Central já começou desde o ano passado o processo de elevação da SELIC com esse objetivo. Mesmo assim, a inflação continuou forte durante o segundo semestre e só agora começa a dar sinais de enfraquecimento. Ainda assim, a maior queda virá no fim do ano. Por conta da mudança de posicionamento, as taxas de juros dos títulos americanos de 10 anos já apresentaram uma elevação significativa e as bolsas americanas passaram a refletir esse posicionamento mais hawkish (contracionista) da economia americana, com índices em queda. A mudança no posicionamento também vai trazer impactos no comportamento dos demais bancos centrais mundiais e no câmbio brasileiro. A expectativa de mais 5 elevações dos juros americanos para um patamar dos atuais 0,25% para 1,5% até o fim do ano vão valorizar a moeda americana.


26/01/2022

Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil apresenta recuperação em 2021, subindo 23% para US$ 46,4 Bilhões.

Esse valor ainda está 66% abaixo do patamar pré-pandemia, mas representa uma retomada importante para o crescimento brasileiro. Por que precisamos do IED no Brasil? O valor total de IED no Brasil foi de US$ 46,441 Bilhões em 2021, um aumento em relação a 2020 de 23%, mas ainda abaixo do valor de US$ 69,174 Bilhões de 2019. O valor recorde ocorreu em 2011, quando atingiu US$ 102,427 Bilhões. De lá para cá tem apresentado trajetória de queda. A trajetória de queda se deve às crises recentes, com baixo crescimento, mas também por conta da desvalorização cambial ocorrida no período. O baixo crescimento tirou o interesse de investidores internacionais e a desvalorização barateou as aquisições de empresas nacionais. O IED é muito importante para o Brasil porque é o tipo de investimento de longo prazo que é usado para comprar empresas nacionais ou para iniciar novas operações do zero. Ele contribui para o PIB e gera empregos e renda. O Brasil sempre foi um dos principais destinos para o IED. O IED ajuda a fechar as contas do Balanço de Pagamentos do país. No Brasil, as Contas Externas sempre apresentam déficits. Em 2021, o déficit foi de US$ 28,11 Bilhões e o IED mais do que compensou, aumentando as Reservas Internacionais e diminuindo a dependência de empréstimos. Ao longo dos anos, o Brasil tem conseguido, também, um saldo bastante positivo na sua Balança Comercial, exportando cada vez mais commodities agrícolas e minerais, que também ajudam no fechamento das Contas Externas e contribuem para o aumento de Reservas Internacionais. O aumento das Reservas Internacionais nos deixou na posição de credor internacional da Dívida Externa, retirando qualquer dependência de organismos como o FMI. Mas para que o IED continue aumentando no país, um ambiente favorável aos negócios se torna cada vez mais necessário.


25/01/2022

A OCDE aprovou convite para o Brasil entrar na entidade.

Esse é um movimento importante para o Brasil, que vem tentando há décadas entrar para esse grupo de países. Coréia do Sul, Chile, México e Turquia são emergentes que fazem parte. Por que é importante para o Brasil entrar? A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE abrange 35 países, dentre as principais nações mundiais. Seus principais objetivos são de potencializar o desenvolvimento econômico dos países membros, respeitando valores importantes, compartilhados por todos. Os valores incluem: preservação da liberdade individual e proteção dos direitos humanos; manutenção da economia aberta ao comércio e competitividade; sustentabilidade; e, transparência. Ao postular uma participação como membro, 253 instrumentos legais devem ser atendidos. A entrada vai ser boa para o Brasil pois ele hoje já atende 100 dos 253 instrumentos legais e precisará realizar diversas reformas e modernizações normativas e legislativas com o intuito de se adequar ao longo dos próximos anos respondendo a mais de 20 comitês técnicos. Além do Brasil, Argentina, Peru, Romênia, Bulgária e Croácia se candidataram, mas o Brasil foi o primeiro a receber o convite formal. A efetivação vai depender muito da velocidade com que o Brasil se adapte aos instrumentos legais, realizando as reformas internas necessárias. O ganho para o país será inequívoco, pois Executivo e Legislativo terão que atuar de forma conjunta para aprovar processos mais transparentes de combate à corrupção, de freio ao desmatamento, de aumento da competitividade, de abertura comercial e outras áreas. Todos ganharão. O Novo Marco do Câmbio aprovado recentemente, por exemplo, foi um avanço. Além disso, o Ministério da Economia enviou à OCDE um ofício informando que vai cumprir os códigos de liberação de capital e de transações invisíveis, os 2 principais instrumentos na área econômica.


24/01/2022

Mais um 7 x 1 contra o Brasil!

O Orçamento de 2022 foi sancionado com um fundo eleitoral de R$ 4,9 Bi e Emendas de Relator de R$ 16,5 Bi, totalizando R$21,4 Bi. Na outra direção, R$ 3,18 Bi foram vetados, deixando programas sociais importantes desatendidos, uma triste goleada. O Orçamento também incluiu recursos para reajustes dos servidores públicos federais em R$ 1,7 Bi. O veto de R$ 3,18 Bi pode abrir espaço para mais reajustes, além da área de segurança. Em ano eleitoral, isso pode se tornar realidade e comprometer o Orçamento nos anos seguintes. A recomendação do Ministério da Economia era de que o Orçamento sofresse cortes no valor de R$ 9 Bi. O Presidente atendeu parcialmente atingindo, principalmente, os Ministérios do Trabalho (R$ 1 Bi) e da Educação (R$ 739,9 Milhões). Políticas sociais importantes foram atingidas. Esses cortes poderão ser desfeitos ao longo do ano, dependendo do desempenho fiscal que, por sua vez, vai depender de um maior crescimento econômico que o projetado, algo desejável, e da inflação, via aumentos de preços dos produtos e serviços, gerando maior arrecadação. O valor vetado é insignificante perto do valor que foi liberado para fundo eleitoral e emendas de relator, que somados chegam a R$ 21,4 Bi versus os R$ 3,18 Bi ou quase 7 vezes. Políticas importantes foram postergadas em nome de campanhas políticas e gastos direcionados. O Governo precisa do Centrão para poder governar, isso é fato. Mas um fundo eleitoral desse tamanho somado a emendas ainda maiores são um retrocesso. O Congresso deveria votar pautas importantes, como dos Supersalários e das Reformas Administrativa e Tributária para compensar.


24/01/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.