PodCasts

10/01/2022

Aperto monetário está mais próximo e o Brasil precisa se preparar.

Esse foi o aviso dado pelo FMI para as economias emergentes após mais preocupações com a inflação. Mas o que isso significa? Como o aumento de juros nos EUA vai dificultar a vida dos países emergentes? Entenda. O FMI iniciou a semana com uma divulgação que as economias emergentes precisam se preparar para as altas de juros nos EUA. Movimentos mais rápidos do que o esperado pelo Fed podem afetar os mercados financeiros e provocar saídas de capital e depreciação cambial no Brasil. O FMI espera que o crescimento robusto nos EUA continue, com a inflação provavelmente se moderando mais tarde no ano. Um aperto gradual da política monetária nos EUA deve trazer pouco impacto, com a demanda externa compensando o impacto do aumento dos custos de financiamento. Agora, se houver inflação de salários nos EUA ou gargalos sustentados de oferta, pode acelerar os preços mais do que o esperado e alimentar expectativas de inflação mais rápida, provocando altas mais aceleradas dos juros pelo Fed e gerando turbulência nas economias emergentes. O presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, afirmou que o BC americano pode elevar os juros já em março, meses antes do esperado anteriormente, e que está agora em uma "boa posição" para adotar passos ainda mais agressivos contra a inflação, em caso de necessidade. O enxugamento da liquidez no mercado americano vai levar a uma fuga de capitais dos mercados financeiros emergentes, como do Brasil, em direção aos EUA, já que quaisquer elevações nas remunerações dos títulos americanos promovem essa debandada de investidores avessos ao risco. O Fundo disse que mercados emergentes com pressões inflacionárias mais fortes ou instituições mais fracas devem agir rapidamente para deixar as moedas se depreciarem e elevar os juros. Ou seja, 2022 será de pressão cambial forte no Brasil não somente por conta das eleições.


10/01/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


07/01/2022

Metaverso já é uma realidade e não é virtual!

Em 2021, um terreno virtual de 566 m2 foi vendido por US$ 2,4 Milhões em criptomoedas. Esse é um mercado que deve gerar US$ 1 Trilhão em receitas anuais nos próximos anos. Como investir e ganhar dinheiro nesse mercado? Entenda. O metaverso já existe há alguns anos, mas vem se consolidando à medida que a velocidade da internet aumenta, com o 5G, mas também com a tecnologia blockchain, que permite a criação de NFTs – ativos digitais únicos, dando valor a obras de arte, terrenos e construções online. Mas não para por aí, as relações entre avatares em reuniões, diversão e jogos estão se consolidando, como por exemplo em shows virtuais que foram realizados por artistas famosos no ano passado dentro do ambiente virtual de jogos online. Facebook e Microsoft têm investido forte. Outras fontes de receita incluem equipamentos de realidade virtual e aumentada, espaços em jogos online, publicidade em outdoors dentro dos imóveis virtuais, cassinos que recebem criptomoedas como pagamento e lojas virtuais, como do Walmart recentemente divulgado. Investidores podem também entrar nesse mercado através de fundos de investimentos já disponíveis, inclusive no Brasil, que investem em ações de empresas ligadas a esse setor ou em criptomoedas, como Decentreland (MANA), Sandbox (SAND) ou Enjin Coin (ENJ), usadas no metaverso. As preocupações desse mercado são com a centralização nas mãos de grandes empresas de tecnologia, como Facebook e Microsoft, que podem praticar preços altos para acesso ao metaverso; da falta de privacidade que o meio virtual traz; e, do vício em se desconectar da realidade.


06/01/2022

Melhora pontual da arrecadação está levando União e Estados ao reajuste de salários dos servidores.

A União teve um aumento de 27,6% na arrecadação e fechará o ano com Superávit Primário pela 1ª vez em 7 anos. Já os estados tiveram aumento de 24,2%. Os reajustes serão danosos? Nos Estados e Municípios, o gasto com pessoal é a principal despesa. Na União, fica somente atrás dos gastos com previdência e benefícios assistenciais, que são reajustados quando os salários dos servidores sofrem reajustes. Esse caixa extra é um convite ao populismo eleitoral. Qualquer tipo de aumento salarial deve ser visto com cautela, diante do quadro de fragilidade das contas públicas. Os últimos 7 anos foram de déficit nas contas públicas e o Orçamento de 2022 aponta um déficit de R$ 177 Bilhões, com crescimento estimado do PIB abaixo de 0,5%. O ano de 2021 foi atípico por conta de 5 fatores: a inflação veio acima do esperado, fazendo com que o setor público arrecadasse mais; o preço alto das commodities nos mercados internacionais melhorou a arrecadação de royalties do petróleo, por exemplo, para Estados e União; + A retomada da economia com o avanço da vacinação e após um tombo de 4,1% em 2020 levou a um crescimento estimado de 4,5% em 2021, destoando da expectativa nos Orçamentos Públicos; os salários congelados dos servidores públicos até dezembro de 2021, como contrapartida ao + socorro da União aos Estados e Municípios; e, a suspensão das dívidas dos Estados com o Governo Federal por causa da pandemia, que reforçaram os caixas dos Estados e Municípios. Apresar de muitos desses fatores não se repetirem em 2022, o reajuste dos servidores será permanente.


06/01/2022

Planejamento orçamentário para 2022.

Durante entrevista ao Panorama CBN desta quarta-feira (05), o Economista e Professor da UFPE Ecio Costa, destacou os principais pontos para uma organização financeira adequada visando o planejamento para o ano de 2022. O professor detalhou as formas de organização, principalmente com as mudanças referentes aos valores do salário mínimo que já está em vigor. Ecio também comentou sobre as contas a serem pagas no início do ano como, IPVA, matrículas escolares, além dos ajustes inflacionários para aluguéis e pagamento de contas.


05/01/2022

Preços dos imóveis têm a maior valorização dos últimos 7 anos.

Após um período de baixa valorização e até mesmo queda em alguns anos, o ano de 2021 foi de crescimento de 5,3% no valor médio de imóveis residenciais. O que causou esse crescimento? Foi um bom investimento? Entenda. O índice FipeZap monitora a valorização média na venda de imóveis em 50 cidades. O índice apontou um crescimento de 5,3% no Brasil, abaixo da previsão do IPCA para 2021 de 9,28% segundo o Boletim FOCUS. Ainda assim, este talvez tenha sido um dos melhores investimentos no ano. O Ibovespa e outros investimentos de renda variável e fixa tiveram um desempenho pífio ou mesmo negativo e somente os títulos atrelados ao IPCA ou Dólar conseguiram performar bem. O crédito imobiliário permaneceu em patamares muito baixos, ajudando na aquisição dos imóveis. Isso impulsionou a demanda das famílias, que conseguiram enquadramento das parcelas em seus orçamentos. Pelo lado da Oferta, a pandemia desestabilizou a produção em determinados momentos, reduzindo a quantidade ofertada e novos lançamentos no mercado. A pandemia também foi responsável pela valorização de imóveis em áreas mais distantes, nos chamados imóveis de segunda residência, casas de praia ou de campo. Áreas conhecidas nacionalmente, como Porto de Galinhas, tiveram uma quase bolha imobiliária, com R$ 15.000,00/m2. Algumas capitais tiveram valorização maior, onde Vitória (19,86%), Maceió (18,50%), Florianópolis (15,74%) e Curitiba (15,41%) ficaram na liderança da valorização. São Paulo (R$ 9.708,00), Rio de Janeiro (R$ 9.650,00) e Brasília (R$8.788,00) continuam com os m2 mais caros. Mas esse patamar de crescimento ainda é muito baixo perto da valorização que aconteceu no período de 2009 a 2014, onde o crescimento médio ficou acima de 20% ao ano e que teve um pico em 2010, quando em apenas um ano, o valor médio dos imóveis teve uma valorização de 26,9%.


04/01/2022

Comércio Exterior brasileiro bate recorde em 2021.

O resultado deveria ser comemorado? O Brasil está exportando que tipos de bens e isso traz desenvolvimento econômico para o país? A China hoje representa nosso principal parceiro comercial. Esse é um bom caminho? Entenda melhor. A corrente de comércio brasileira (exportações + importações) foi de US$ 499,8 bilhões. As exportações foram de US$ 280,4 bilhões. O superávit comercial (exportações - importações) foi de US$ 61 bilhões. O Brasil exportou mais para a China do que para UE, EUA e Mercosul juntos. Todos esses dados foram recordes históricos, mas não para por aí. O Brasil é o país ocidental que tem o maior superávit comercial com a China. O superávit comercial que o Brasil acumulou com a China em 2021 é o maior no relacionamento bilateral entre o Brasil e qualquer país. O Brasil exportou mais para a Ásia, excluindo China e Japão (2 maiores economias asiáticas), do que para os EUA ou UE. O Brasil exportou mais para a Malásia do que para Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e Gales juntos. isso se repetiu com outros países asiáticos x europeus. As exportações tiveram forte concentração em commodities agrícolas e minerais e apoio forte do Real desvalorizado, que deixou os produtos brasileiros mais competitivos lá fora. É certo que o Brasil vai ser o grande responsável por alimentar o mundo, que deve aumentar esse saldo. Ao mesmo tempo que foi bastante positivo não depender dos nossos importadores tradicionais, EUA e Zona do Euro, e que o continente asiático está crescendo num ritmo importante, com países como Índia, China, Indonésia e Tailândia liderando, a concentração chinesa preocupa. O importante é continuar expandindo mercados. As negociações do acordo UE x Mercosul precisam ser finalizadas, mas, ao mesmo tempo, a Reforma Tributária precisa avançar, para poder deixar os produtos industrializados num patamar mais competitivo para alcançar mais mercados. Apesar do recorde alcançado, ainda somos um dos países mais fechados ao comércio. Na relação Exportações/PIB, ficamos atrás de muitos países que se desenvolveram com forte apoio do comércio exterior. E não precisa ser de produtos industrializados, basta ver o caso da Austrália.


03/01/2022

O que vai mudar em 2022 que vai impactar no seu bolso?

Novo salário-mínimo, tarifa social de energia, vale-gás e reajustes que podem pesar bastante no orçamento são mudanças que você precisa entender nesse início de ano, com inflação forte nos reajustes de impostos e tarifas. O salário-mínimo foi reajustado para R$ 1.212,00 em 2022. O valor representa uma alta de R$ 112, ou 10,18%, sem ganho acima da inflação pelo 3º ano seguido. Além de aposentadorias e salários, vai mudar também os valores do PIS/Pasep, do seguro-desemprego e do abono salarial. Os pagamentos de R$ 400 do Auxílio Brasil começaram em dezembro. O programa começa 2022 com a promessa de inclusão de novos beneficiários, alcançando 18 milhões de famílias. O Ministério da Cidadania promete adicionar mais 2,7 milhões de beneficiários em janeiro, zerando a fila de espera do ano de 2021. O vale-gás começou a ser pago em dezembro, no valor de R$ 52, mas apenas nas cidades de MG e BA atingidas pelas chuvas. O calendário de pagamentos começa no dia 18/01, seguindo as datas do Auxílio Brasil. Cerca de 5,5 milhões estão elegíveis para receber o vale-gás. A partir de 2022, os inscritos no CadÚnico ou no BPC serão incluídos pelas distribuidoras na Tarifa Social de Energia Elétrica, acrescentando 11,3 milhões de famílias no programa. O subsídio corresponde a um desconto de 10% a 65%, até o consumo de 220 kWh/mês. Com a SELIC terminado 2021 em 9,25% e com perspectivas de encerrar 2022 em 11,50%, os juros de empréstimos devem continuar em alta durante esse ano. O crédito vai ficar ainda mais caro e escasso com preocupações crescentes em torno do risco de aumento da inadimplência. Durante a pandemia, a margem do empréstimo consignado tinha sido ampliada para 40%, mas agora volta ao normal, para 35%, sendo 30% para o pagamento de empréstimos pessoais e 5% para despesas com cartão de crédito. Esse tipo de crédito é importante porque tem custos mais baixos. As mensalidades escolares devem ter um reajuste pesado esse ano por conta da inflação de 10,18% em 2021. O mesmo nível de impacto deve ser repercutido nas passagens de ônibus e no IPTU. O IPVA pode ter um reajuste ainda maior, por conta da forte valorização dos veículos usados.


03/01/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


31/12/2021

O que podemos esperar de 2022?

Um ano de eleições que trazem incertezas em torno de seus resultados; inflação alta, com taxa de juros alta para combatê-la, que pode trazer como consequência um crescimento baixo; e, algumas perspectivas de crescimento em alguns setores. A recuperação econômica que aconteceu em 2021 está desacelerando por conta de incertezas fiscais e políticas que foram preocupantes ao longo do ano. A inflação, encerrando o ano acima dos 10% e a alta taxa de desemprego, com perda considerável na renda real também contribuíram. O ano de 2022 será impactado pela política monetária mais restritiva aqui no Brasil e no mundo para conter a inflação que está alta mundialmente. Os juros mais caros inibem o consumo de imóveis, eletrodomésticos e veículos e deixam o crédito para as empresas também mais elevado. Os juros mais altos e a incerteza política irão fazer com que decisões de investimentos de determinadas empresas sejam postergados até que uma melhor definição dos cenários político e inflacionário sejam traçados. Isso pode realmente desacelerar o ritmo de crescimento em 2022. Por outro lado, diversos estados estão com recursos em caixa disponíveis com o auxílio que receberam do Governo Federal durante a pandemia e querem mostrar serviço para garantir uma reeleição do seu executivo. Então, pode-se esperar muitos investimentos em infraestrutura. Na mesma linha, há uma perspectiva de investimentos privados em infraestrutura através de parcerias público-privadas acima de R$370 Bilhões para 2022, com uma carteira de negócios que inclue concessões e privatizações de portos, aeroportos, rodovias, ferrovias, entre outros. O reajuste do salário-mínimo irá ajudar a recompor parte da renda perdida pelos trabalhadores. Soma-se a isso a execução do Auxílio Brasil com valores mais elevados que o Bolsa Família. A possível consequência será de um estímulo de demanda mais forte nas regiões mais pobres. Os estados do Nordeste, principalmente os que têm uma participação forte de famílias na linha de pobreza, como Pernambuco, devem se beneficiar fortemente com o Auxílio Brasil, promovendo um aquecimento da demanda parecido com aquele do Auxílio Emergencial no auge da pandemia. Se Governo Federal e Congresso conseguirem alinhamento para aprovação das Reformas Administrativa e Tributária em 2022, isso poderá trazer uma nova dinâmica positiva para a economia brasileira, mostrando que apesar das eleições, Executivo e Legislativo estão pensando no país.