PodCasts

04/12/2023

Entrevista CBN Caruaru


04/12/2023

Vale a pena entrar na OPEP+?

O Brasil recebeu o convite e resolveu se tornar parte da OPEP+ a partir de 1º de janeiro de 2024. A OPEP+ reúne 23 países que são grandes exportadores de petróleo. O poder de influência no mercado mundial já foi maior, mas os 23 países do cartel ainda respondem por 40% da produção global de petróleo e por mais de 60% de toda a exportação mundial. A Arábia Saudita é o maior produtor dentre eles, com mais de 8 milhões de barris por dia. Os EUA, maior produtor mundial, junto com o Canadá, quinto maior produtor, não fazem parte da OPEP+. Há uma clara divisão entre o grupo que integra a OPEP+ e os demais países grandes produtores e exportadores de petróleo. As reuniões da OPEP+ quase sempre promovem redução da quantidade produzida diariamente com o intuito de manutenção dos preços em um determinado patamar que garante alta rentabilidade aos seus membros. Como o Brasil fica nesse contexto? Por estar aumentando significativamente sua produção nas últimas décadas, como consequência do pré-sal e de novas possibilidades de exploração na foz do Amazonas, a expectativa é que o Brasil se torne o quinto maior produtor mundial nos próximos anos, passando a ter um maior protagonismo no mercado internacional, principalmente no petróleo Brent. A adesão à OPEP+ traz condicionantes que podem mais prejudicar o Brasil do que os benefícios de fazer parte desse cartel. As empresas petrolíferas nacionais possuem e operam os campos em muitos países da OPEP+. A Petrobras possui e opera campos de petróleo e gás no Brasil, mas é uma empresa de capital aberto negociada nas bolsas dos EUA e da Europa. Se cortar a produção juntamente com outros membros da OPEP+, poderá enfrentar problemas jurídicos nos EUA e na Europa. Muitos outros têm contratos com empresas petrolíferas internacionais, quer sejam contratos de participação nos lucros ou contratos de serviços. Na maioria dos casos, os contratos contêm uma cláusula que obriga as empresas a cortar a produção se tal for solicitado pelo governo ao abrigo da quota da OPEP+. Muitas empresas petrolíferas internacionais operam no Brasil e os contratos não incluem tal cláusula. O governo terá que forçá-los a cortar, se solicitado pela OPEP+. O maior compromisso de ser membro da OPEP+ surge quando os preços caem. A cooperação para reduzir a produção é exigida de todos os membros. Se o governo brasileiro concordar em cortar no futuro, pedirá à sua própria empresa, a Petrobras, que corte. Hoje, a Petrobras se beneficia dos cortes de produção dos membros da OPEP+, mantendo sua produção e vendendo a preços mais altos. Essa liberdade será comprometida. A decisão de aderir à OPEP+ é política, especialmente porque representa um alinhamento a outra cooperação recém ampliada, o BRICS+. O Brasil passará a opinar nos assuntos da OPEP+, mas sem voto. Ele obterá informações e pesquisas privadas que os não-membros não obtêm. Essas informações são importantes para os orçamentos brasileiros e para os planos de gastos futuros. A adesão é uma guinada do governo do Brasil em seu posicionamento referente às políticas climáticas defendidas pelos EUA e União Europeia. Os membros da OPEP+ permanecem unidos contra políticas que prejudicam as suas indústrias de petróleo e gás. Para o Brasil, a adesão vai na contramão ao país que sempre incentivou os biocombustíveis e os combustíveis flexíveis.


30/11/2023

Expectativas de queda de juros aumentam nos EUA e no Brasil

Analistas agora apontam para uma mudança na trajetória dos juros na economia americana, que pode acelerar a queda dos juros aqui no Brasil. Além disso, dados de inflação no Brasil e mudanças na composição do COPOM podem influenciar. A economia americana apresentou novos dados de resiliência no crescimento do seu PIB, com novo dado que mostra um crescimento anualizado de 5,2%. Isso deveria trazer mais preocupações quanto a um aumento dos juros por lá, mas não gerou novas ondas de expectativas por uma política mais contracionista. De fato, a inflação vem cedendo e números mais recentes do mercado de trabalho têm indicado que o efeito dos juros altos por mais tempo talvez não seja mais necessário, como se esperava antes. A economia tem mostrado sinais de crescimento, mas com queda de inflação. A preocupação agora vem do mercado imobiliário e do crédito concedido às famílias. Com juros muito elevados para o padrão americano, o crédito imobiliário está repassando esses custos, inviabilizando a troca de imóveis pelas famílias, esfriando muito o mercado imobiliário. Já o custo dos cartões de crédito tem se mostrado no maior nível de toda a história, passando dos 20% anuais, padrão muito alto para o mercado americano. Esses fatores estão levando o mercado a apostar, com alta probabilidade, numa redução da taxa de juros da economia americana já no primeiro trimestre de 2024. Essa mudança de expectativas já começa a derrubar os juros futuros por lá e influencia os juros de curto e longo prazo no Brasil, também. Com expectativa de juros mais baixos nos EUA, o piso da redução de juros no Brasil fica mais baixo, já que o spread entre as duas taxas vai poder permitir maior redução da Selic, levando em consideração o fator risco de investir no Brasil. Ou seja, o Brasil pode começar a vislumbrar uma Selic de 9,0% ou abaixo em 2024 e abaixo de 8,0% em 2025. Outro fator importante nessa trajetória de queda da Selic vem da mudança de composição dos membros do Comitê de Política Monetária (COPOM) que irá acontecer ao longo dos 2 próximos anos, fazendo com que um possível alinhamento com a política expansionista do Governo venha a acontecer, desde que a inflação esteja sob controle.


28/11/2023

O emprego formal teve um crescimento de 190,4 mil vagas no mês de outubro

O emprego formal teve um crescimento de 190,4 mil vagas no mês de outubro. Esse dado é importante porque ele apresenta um crescimento de 18,7% na comparação com o mesmo mês de outubro de 2022, quando foram criados 160,3 mil postos, e é o décimo mês seguido em que o país tem um saldo positivo, segundo o CAGED. Imagem Os dados, porém, trazem uma queda no acumulado do ano, de janeiro a outubro foram abertos 1,78 milhão de postos de trabalho, uma queda de 23,7% em relação ao mesmo período de 2022, quando foram criados 2,34 milhões de empregos formais. Quatro dos cinco grupos que são acompanhados pelo Ministério do Trabalho apresentaram saldo positivo, com exceção da agropecuária que encerrou vagas no período. E o setor de serviços foi o setor que mais contratou, muito provavelmente, já preparando a mão de obra para as demandas do final do ano. O setor do comércio foi o segundo que mais contratou, outra atividade que se prepara para as festas e as compras do final de ano. Dos estados que que geraram emprego, o Acre foi o que teve o menor saldo positivo. A exceção das 27 unidades da Federação foi Roraima, que teve queda na geração de empregos. São Paulo teve o maior número de postos, com 69.442 vagas, uma alta de 0,51%. É importante entender que a nova série do CAGED começou em 2020. Ao se considerar a série histórica dessa nova metodologia, o registro de 2023 é o segundo pior, estando à frente somente de 2022. Há uma certa desaceleração nessa geração de vagas formais, até porque há um certo limite para a geração de vagas formais, a informalidade no país é muito elevada. Mas também existe uma desaceleração da economia, principalmente no segundo semestre. As vagas que vêm sendo geradas, podem representar, também, um reflexo importante de reformas estruturais que aconteceram no governo anterior e que vêm se repercutindo agora. Você acha que a geração de empregos formais vai fechar 2023 acima de 2 milhões, como espera o governo?


27/11/2023

Black Friday foi um fracasso em 2023?

Segundo levantamentos, a 13ª edição da Black Friday foi a segunda pior desde a sua criação, perdendo somente para o ano passado que, por sua vez, teve retração em relação a 2021. O problema é que foi uma queda em cima de outra queda. O que está por trás disso é que merece ser discutido. Renda da população ainda comprometida com dívidas, descontos abaixo do esperado pelos consumidores, por conta de um estoque mais ajustado nas lojas neste ano, e crédito ainda caro e escasso, tanto para consumidores quanto para varejistas, podem ter afetado o desempenho. A inflação reduziu o poder de compra da população. Mesmo com redução do ritmo de elevação dos preços, porém, eles se mantiveram num patamar alto, com poucos itens apresentando deflação nesse período. O poder de compra se recuperou no geral, mas os itens que normalmente entram na Black Friday estão com preços muito altos, como passagens aéreas, eletrodomésticos e outros itens de maior valor agregado. Como os juros ainda estão num patamar elevado, apesar de terem começado sua trajetória de queda, o crédito disponibilizado para os varejistas também se manteve com alto custo, dificultando a formação de estoques e a adoção de campanhas com descontos altos, que marcam a atratividade pelo consumo nessa data. De fato, o varejo brasileiro passa por um momento difícil. As grandes varejistas estão com vendas em queda, dificuldades financeiras, concorrência internacional e do comércio eletrônico. Há, também, um processo de reinvenção da relação de comércio com os avanços tecnológicos acelerados pela pandemia e isso traz um importante desafio de sobrevivência do setor. Além disso, destaca-se o fato que a Black Friday tem um formato específico que funciona muito bem nos EUA, mas da forma que foi abrasileirada, terminou perdendo seu significado. Há muitas reclamações de que os preços dos produtos foram elevados antes da promoção e os descontos enganam o consumidor, trazendo um desconto alto apenas como estratégia de marketing. Hoje em dia está cada vez mais fácil monitorar preços de produtos usando o próprio smartphone e há plataformas que criam alertas para quando os preços sofrem alterações relevantes, indicando se representa uma oportunidade de compra. Dessa forma, os varejistas que usam desses recursos para tentar iludir os consumidores estão, na realidade, criando uma imagem negativa para si próprios.


27/11/2023

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


24/11/2023

O presidente Lula vetou integralmente o projeto que prorroga a desoneração de 17 setores

O presidente vetou integralmente o projeto de lei que prorroga a desoneração da folha de pagamentos para os 17 setores que mais empregam no país. O veto vai ser agora analisado pelo Congresso Nacional que deve muito provavelmente derrubar, já que ele é favorável ao projeto de prorrogação. O argumento veio a partir do Ministério da Fazenda de que esse projeto cria uma renúncia de receita sem apresentar demonstrativo de impacto orçamentário-financeiro para o ano decorrente e para os dois anos seguintes. Então, não há indicação das medidas de compensação, atendendo o Ministério da Fazenda, Fernando Haddad, que recomendou ao presidente que vetasse essa proposta como uma forma de não abrir mão de arrecadação federal. A ânsia arrecadatória pode levar a um aumento do desemprego. A problemática existe porque também é difícil de se determinar se essa política realmente tem gerado o benefício esperado de ampliação dos empregos desses 17 setores, já que os setores, por si só, já são muito intensivos em mão de obra e provavelmente já iriam contratar sem o subsídio. Os setores são: confecção e vestuário; calçados; construção civil; call center; comunicação; contrato e obras de infraestrutura; couro; fabricação de veículos e carrocerias; máquinas e equipamentos; proteína animal; têxtil; tecnologia da informação (TI); tecnologia da informação e comunicação (TIC); projeto de circuitos integrados; transporte metroferroviário de passageiros; transporte rodoviário coletivo; e, transporte rodoviário de carros. Pelo projeto, os empregadores deixam de pagar 20% dos impostos sobre a folha de funcionários (INSS). O novo tributo pode ser calculado com a aplicação de um percentual sobre a receita bruta da empresa, que varia de 1% a 4,5% conforme o setor. O projeto também inclui a desoneração na folha de pagamento de municípios com menos de 142,6 mil habitantes. Segundo empresas e centrais sindicais, sem a prorrogação da desoneração, cerca de um milhão de empregos correm risco, podendo elevar a taxa de desemprego, principalmente dos empregos formais.


22/11/2023

Déficit Fiscal de 2023 é revisado para R$ 177,4 bilhões

A Lei de Diretrizes Orçamentária deste ano admite um déficit de até R$ 213,6 bilhões, o equivalente a 2,0% do Produto Interno Bruto (PIB). Os números levam em conta Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central (BC). A revisão foi considerada muito negativa pelo mercado. As despesas chegando ao patamar de 19,4% do PIB significam uma expansão fiscal de 1,2 ponto percentual em apenas um ano, inédito para um primeiro ano de governo. E ainda mais preocupante sendo baseada em gastos permanentes. Os dados fazem parte do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas relativo ao quinto bimestre deste ano, divulgado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. A estimativa de receitas primárias em 2023 caiu R$ 13 bilhões, para R$ 2,359 trilhões, na comparação com o relatório anterior. A previsão para as despesas primárias subiu R$ 21,9 bilhões, para R$ 2,077 trilhões. A estimativa para as despesas obrigatórias subiu R$ 19,3 bilhões, para R$ 1,880 trilhão, enquanto a projeção para as despesas discricionárias (investimentos e outras que tem flexibilidade para cortes) subiu R$ 2,6 bilhões, para R$ 197,1 bilhões. O aumento do tamanho do déficit desanimou o mercado, que reverteu a elevação do Ibovespa e queda do Dólar mediante um cenário mais desafiador para o fiscal nesse ano e, consequentemente, nos próximos. Importante lembrar que o déficit acumulado até setembro já está em R$ 93,38 bilhões, o que praticamente estoura as previsões do Governo (-1,0% do PIB, ou R$ 100 bilhões), do mercado de -1,1% do PIB e se aproxima da previsão do Tesouro Nacional de -1,4% do PIB. Essa mudança anunciada impacta, também, a previsão da arrecadação necessária para atingir o compromisso de resultado primário de 2024, do déficit zero, e dos demais anos, fazendo com que o cenário de evolução da Dívida/PIB se torne cada vez mais pessimista. Não tem como aumentar a arrecadação nessa proporção sem impactar negativamente a economia. Voltar a ter um controle de gastos é fundamental para se obter um equilíbrio fiscal.


21/11/2023

Em nova onda de elevação de ICMS, 6 estados do Sul e Sudeste decidem aumentar alíquota para 19,5%

Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo se unem aos estados que já aumentaram recentemente suas alíquotas de ICMS para evitar perdas com a Reforma Tributária. Os estados usam a mesma justificativa de perda de receita de outros estados que aumentaram recentemente suas alíquotas: “Nesse sentido, a arrecadação dos Estados com o ICMS nos próximos 5 anos condicionará, em significativa medida, as suas receitas tributárias nos 50 anos subsequentes, configurando-se um forte incentivo para que aumentem a sua arrecadação entre 2024 e 2028, por exemplo, mediante a realização de programas de recuperação de créditos tributários ou aumentos de alíquotas modais de ICMS”. Outra justificativa vem a partir da limitação do ICMS para itens considerados essenciais, ainda no Governo Bolsonaro: “Paralelamente, observa-se que, em 2022, ocorreram, por conta de decisão federal alheia à vontade dos Estados, substantivas alterações na legislação do ICMS, as quais reduziram a sua capacidade de gerar receitas aos Estados, especialmente aqueles mais dependentes da tributação sobre energia elétrica, telecomunicações e combustíveis. Tal intervenção provocou uma expressiva e insustentável redução das receitas tributárias estaduais”. De fato, se alguns elevarem e outros não, os desequilíbrios financeiros existirão. Por isso, os estados do Centro-Oeste devem seguir no mesmo caminho, apesar de ainda não terem se pronunciado oficialmente. A Reforma Tributária vem se tornando uma justificativa para que os estados elevem suas alíquotas de ICMS com o intuito de não ter perdas. Mas, por outro lado, se todos seguem o mesmo caminho, o desequilíbrio deixa de existir, só que a carga tributária se eleva para todos, que irão pagar uma carga tributária de ICMS consideravelmente maior nos próximos anos, resultando em mais um fardo econômico para os consumidores e empresas do país.


20/11/2023

PIB vai cair no terceiro trimestre?

A divulgação do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) para o mês de setembro com queda de 0,06% ante expectativa de crescimento de 0,20% pelo mercado, veio como mais um alerta para a desaceleração que a economia brasileira vem sentindo nesse terceiro trimestre, principalmente na queda do setor de serviços e no consumo. O dado preocupa porque representa a segunda queda consecutiva em um trimestre. Em julho, o IBC-Br subiu 0,41%, mas caiu 0,81% em agosto e agora 0,06%, fazendo com que, no acumulado do trimestre, a queda tenha ficado em 0,64% em relação ao trimestre anterior. O IBC-Br funciona como uma prévia do PIB oficial que, por sua vez, é divulgado pelo IBGE, trimestralmente. Os dados do PIB serão divulgados no início de dezembro e devem confirmar o mau resultado desse terceiro trimestre pois os dados usados na análise do Banco Central levam em consideração os mesmos setores pesquisados pelo IBGE. Os setores analisados pelo IBGE, e pelo Banco Central, têm mostrado fraco desempenho no período. O setor de serviços, mais importante componente do PIB pelo lado da Oferta com 70,9% do total, apresentou elevação de 0,60% em julho, mas em seguida, quedas de 1,30% e 0,30% em agosto e setembro, respectivamente. A produção industrial, por sua vez, teve uma queda de 0,60% em julho e mostrou recuperação nos meses seguintes, com elevação de 0,40% e 0,10% nos meses de agosto e setembro. Esse desempenho mais recente foi fraco para compensar a queda mais acentuada do mês de julho, e o setor vem perdendo protagonismo na formação do PIB, com 22,5% do PIB total. Já a produção agropecuária, ela representa 6,6% do PIB total e no terceiro trimestre dá-se início à safra de cana-de-açúcar, mas soja e milho têm pequeno destaque no período, apesar de grande representatividade no setor. Além disso, os preços internacionais das commodities têm caído, dificultando o desempenho do setor no período. Pelo lado da Demanda, o consumo das famílias tem o maior peso na formação do PIB, com 62,4% do total. Nos dois primeiros trimestres do ano, o Consumo das Famílias cresceu 0,7% e 0,9%, consecutivamente. O resultado positivo foi influenciado pelo arrefecimento da inflação, pelos reajustes nos programas de distribuição de renda, pela melhora no mercado de trabalho, aumento do crédito e subsídios de impostos ao consumo. O impacto dessas variáveis parece ter diminuído no terceiro trimestre, mostrando aparente queda no consumo. O consumo do Governo representa 17,8% do PIB e vem crescendo neste Governo. No primeiro e segundo trimestres subiu 0,4% e 0,7%, respectivamente. Já o investimento, variável importante para um crescimento mais longo e sustentável, teve uma queda forte de 3,4% no primeiro trimestre e cresceu 0,1% no segundo trimestre, mas representa somente 17,2% do PIB total. As expectativas dessa variável também são de uma deterioração no terceiro trimestre. Por fim, o saldo da Balança Comercial, que tem peso pouco relevante no PIB (2,6%), vem mostrando desempenho importante ao longo do ano, mas com pouco impacto no crescimento do PIB por conta do Brasil ainda ser um pais muito fechado. Os dados oficiais usados pelo IBGE mostram, então, que o resultado do IBC-Br para o terceiro trimestre, de queda de 0,64%, tem grande probabilidade de se concretizar, com a economia apresentando contração no período, após os dois primeiros trimestres terem vindo como agradáveis surpresas positivas.