PodCasts

07/02/2022

Endividamento cai no Brasil pela 1ª vez em 13 meses.

O crédito mais caro e o ambiente de incertezas fizeram o endividamento recuar para 76,1%. A inadimplência, por sua vez, teve elevação para 26,4%. Você sabia que a queda no endividamento é, na realidade, algo ruim? Entenda. A redução do endividamento vem atrelado a um cenário desfavorável, onde o crédito encareceu por conta dos juros altos. Além do crédito mais caro, uma queda na renda real das famílias, corroída pela inflação, deixa também o cenário mais difícil para a obtenção de financiamentos. Esse cenário é ruim porque a recuperação da economia depende, em grande parte, do consumo das famílias via endividamento. Da mesma forma que as empresas se endividam, as famílias antecipam compras futuras com o financiamento de imóveis, veículos, eletrônicos e assim por diante. Se essa queda na demanda acontece, a economia cresce menos, atrapalhando um ano importante de retomada no crescimento como 2022. Os juros mais altos são necessários para conter a inflação, mas como se pode ver, promovem uma contração no motor da economia, o consumo das famílias. Um dado preocupante é relacionado à inadimplência das famílias. Essa sim, precisa ser controlada para baixo. Os dados apresentados pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) indicam que houve a 9ª elevação seguida na inadimplência, aumentando a preocupação com o endividamento. Esse dado representa o maior nível desde agosto de 2020 e a maior proporção para meses de janeiro observada na série histórica da pesquisa. Houve um aumento, também, daqueles que dizem que não terão condições de pagar as dívidas, de 10% para 10,1%. A inflação fazendo vítimas.


07/02/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


04/02/2022

Eduardo Saverin, cofundador da Meta, perde R$ 25 Bilhões em um só dia com tombo das ações em 26% após resultado negativo.

A Meta, antigo Facebook, tem sofrido forte concorrência do Tik Tok e da Apple, apresentando uma queda no seu resultado no último trimestre. Entenda melhor! Com a queda no valor de mercado das ações da Meta, a fortuna de Saverin caiu para US$ 12,9 Bi (R$ 70,95 Bi). Ele ficou mais distante no ranking dos bilionários brasileiros na lista da Bloomberg. Os 2 primeiros continuam sendo Jorge Paulo Lemann e Marcelo Telles da 3G Capital. A queda no valor das ações da Meta é relacionada com a queda no lucro líquido de 8% para US$ 10,29 Bilhões no 4º trimestre em relação ao mesmo período de 2020. Há 2 motivos principais para explicar esse fraco desempenho: a concorrência do Tik Tok e as restrições da Apple. A queda de valor da Meta foi de mais de US$ 200 Bilhões (mais de R$ 1 Trilhão). Esse valor supera o valor de mercado das 3 maiores empresas brasileiras de capital aberto, Vale, Petrobras e Itaú juntas. O valor perdido também equivale ao da Disney no mercado americano. A concorrência do Tik Tok tem aumentado com forte migração de jovens até os 17 anos utilizando cada vez mais o outro aplicativo. Essa migração tem feito com que a Meta procure investir mais nos vídeos do Reels, que imitam o Tik Tok, e nos Stories, que apresentam crescimento. Já o problema com a Apple vem diretamente das limitações impostas no iOS, software que roda os aparelhos da Apple, os iPhones. As limitações impostas obrigam o compartilhamento da receita de marketing com a Apple, causando queda na receita com os Apps Instagram e Facebook. A saída que a Meta tem visto para o futuro é continuar investindo no metaverso. As vendas de seus óculos de realidade virtual foram recordes em 2021, trazendo uma receita considerável de US$ 2,3 Bilhões, mas que ainda resultando em um prejuízo operacional de US$ 10,2 Bilhões.


03/02/2022

Levantamento com 40 países coloca o Brasil como líder no ranking de juros reais.

Com a elevação da SELIC para 10,75%, o Brasil tem a 3ª maior taxa de juros nominais no mundo e, descontando a inflação prevista para o fim do ano, fica em 1º lugar. Por que estamos nessa liderança? Em pouco tempo a SELIC foi de 2% para 10,75% ao ano e deve continuar subindo até chegar aos 12,25% até o fim do ano em mais duas reuniões do COPOM, onde deve subir 1 p.p. na próxima reunião e 0,5 p.p. na seguinte. Dessa forma o Brasil vai continuar com a 3ª maior taxa nominal. Na metodologia adotada no levantamento, a diferença entre real e nominal é justamente quando é descontada a inflação prevista para o fim do ano. No caso brasileiro, O IPCA deve ficar em 5,38% segundo o Boletim FOCUS. Daí o patamar de 5,37%, menor que o do levantamento realizado. A defasagem do levantamento talvez leve a essa diferença, mas outro ponto também precisa ser analisado. O estudo apresenta a previsão de inflação futura e não aquela acumulada nos últimos 12 meses. Caso isso seja levado em consideração, os juros reais caem para menos de 1%. O fato é que os juros nominais estão muito elevados aqui, nos colocando em 3º no ranking, atrás de Argentina e Turquia. Esses países têm sérios problemas econômicos e talvez não justifique o Brasil estar num patamar tão elevado, apesar da inflação acima da média internacional. De todo jeito, a inflação é um problema sério que precisa ser controlado enquanto está em uma situação temporária, pois os danos de uma inflação permanente e retroalimentada são maiores que os de uma elevação temporária dos juros para contê-la. A prioridade é conter esse mal.


03/02/2022

O reajuste de 33,24% no piso salarial dos professores e os seus impactos.

O Professor Ecio Costa analisou em entrevista a CBN Caruaru, os impactos do reajuste de 33,24% no piso salarial dos professores, o aumento leva em consideração o valor, por aluno, pela variação da inflação nos últimos dois anos, conforme prevê a Lei do Magistério. Segundo o Presidente, mais de 1,7 milhão de professores de estados e municípios, que lecionam para mais de 38 milhões de alunos nas escolas públicas, serão beneficiados. Em 2022, o valor será corrigido e o piso da categoria será de R$ 3.845,63.


02/02/2022

Indústria tem crescimento de 2,9% em dezembro, fechando o ano com elevação de 3,9%.

Após 2 anos de queda, a indústria encerrou 2021 com um crescimento positivo. Ainda assim, se encontra abaixo no nível pré-pandemia. Mas há um item que chamou mais a atenção. Sabe qual foi? Os dados de dezembro vieram acima do esperado, revertendo um período de 6 meses de crescimento negativo ou nulo. Este foi o maior crescimento mensal em 2021, superando o patamar de 1,2% de crescimento observado em maio. 20 dos 26 setores apresentaram crescimento no período. Dos 26 setores observados pelo IBGE, 17 ainda se encontram abaixo do nível pré-pandemia observado em fevereiro de 2020. Isso indica que a recuperação ainda pode acontecer nos próximos meses, desde que haja condições favoráveis de mercado, como crédito e renda disponíveis. O que mais chama a atenção é o desempenho anual da indústria brasileira. No acumulado de 12 meses, houve crescimento de 3,9% após duas quedas de 1,1% em 2019, antes da pandemia, e 4,5% em 2020, durante o auge da pandemia. A base de comparação é fraca, mas houve recuperação. O IBGE também divulgou uma informação muito importante: o crescimento da indústria de bens de capital no acumulado de 12 meses foi de 28,3%! Esse crescimento reverte a tendência de desindustrialização dos últimos anos da economia brasileira que tem sido uma grande preocupação. Os bens de capital são investimentos feitos pelas indústrias e servem como um termômetro para indicar crescimento econômico futuro, já que os investimentos levam a uma maior produção das empresas que fizeram a aquisição das máquinas. Isso pode trazer frutos importantes em 2022.


01/02/2022

Tentando tapar o sol com a peneira, Congresso e Executivo preparam desoneração do Diesel.

A proposta de zerar os impostos federais poderá reduzir em 6,9% o seu preço. A medida custará R$ 18 Bilhões por ano aos cofres públicos. O governo deveria subsidiar o consumo de Diesel? No mundo, nos últimos 10 anos, foram gastos mais de US$ 5 Trilhões em subsídios de combustíveis fósseis, englobando usos para combustíveis, eletricidade, gás natural e carvão. Os subsídios podem vir desde cortes em impostos até o controle de preços para garantir preços baixos. O subsídio para garantir preços mais baixos de combustíveis responde por 43% do total e é usado pelos governos para manter os preços dos insumos mais baixos em várias indústrias. Por outro lado, gera um excedente econômico ambiental negativo e induz ao aumento do consumo.O subsídio para garantir preços mais baixos de combustíveis responde por 43% do total e é usado pelos governos para manter os preços dos insumos mais baixos em várias indústrias. Por outro lado, gera um excedente econômico ambiental negativo e induz ao aumento do consumo. O subsídio para garantir preços mais baixos de combustíveis responde por 43% do total e é usado pelos governos para manter os preços dos insumos mais baixos em várias indústrias. Por outro lado, gera um excedente econômico ambiental negativo e induz ao aumento do consumo. A medida em estudo poderá trazer um alívio de curto prazo, mas será em vão, caso o preço do petróleo continue a subir ou o câmbio volte a se valorizar. A adoção de medidas como a criação de um fundo de estabilização com recursos dos royalties ou teto de ICMS também não ajudam. A retirada dos impostos federais que resultará numa renúncia fiscal anual de R$ 18 Bilhões, se for adotada de maneira permanente, terá que vir acompanhada de aumento de tributos em outros produtos ou serviços para não se caracterizar como crime de responsabilidade fiscal. O modelo ideal a ser adotado deveria vir a partir da Reforma Tributária, que diminuiria a carga tributária sobre todo o consumo dos combustíveis, concomitante com uma maior abertura internacional para permitir novos entrantes nesse mercado monopolizado pela Petrobras.


31/01/2022

Pela 1ª vez em 8 anos o Setor Público Consolidado registrou superávit primário.

Com isso, a dívida bruta caiu para 80,3% do PIB em 2021. O resultado, que engloba Governos Federal, Estadual e Municipal e estatais foi de R$ 64,7 Bilhões, após um déficit de R$ 703 Bilhões em 2021. O resultado veio a partir de um déficit de R$ 35,9 Bilhões do Governo Federal mais do que compensado pelos resultados positivos dos Estados e Municípios, que tiveram um superávit extraordinário de R$ 97,7 Bilhões e das estatais que encerraram 2021 no positivo com R$ 2,9 Bilhões. O resultado positivo ajudou consideravelmente para reduzir a relação Dívida/PIB, que encerrou 2021 em 80,3% do PIB, após atingir o nível recorde de 88,6% em 2020. Naquele ano, o Governo Federal se endividou consideravelmente para combater os efeitos econômicos da pandemia. A queda da dívida pública em 8,3 p.p. foi resultado do crescimento do PIB nominal (redução de 12,3 p.p.), dos resgates líquidos de dívida (redução de 2,1 p.p.), da incorporação de juros nominais (aumento de 5,8 p.p.) e da desvalorização cambial (aumento de 0,4 p.p.). O estoque da dívida continuou sua trajetória de crescimento e agora chegou a R$ 6,97 Trilhões em 2021, um acréscimo em relação aos R$ 6,62 Trilhões de 2020 menor do que aquele ocorrido na passagem de 2020 para 2021, quando subiu dos R$ 5,50 Trilhões, um forte efeito da pandemia. A trajetória da dívida é influenciada fortemente por câmbio, SELIC e inflação. A cada 1 p.p. de aumento nessas variáveis, a dívida bruta aumenta R$ 6; R$ 33,2; e, R$ 15,1 Bilhões, respectivamente. O maior impacto é oriundo dos aumentos da SELIC, com juros da dívida mais altos. Manter o superávit primário pode ajudar o Brasil a retomar o grau de investimento, perdido quando os déficits primários começaram a acontecer em 2014, mas vai depender das reformas estruturais (Administrativa e Tributária) que possam fazer o PIB crescer mais e gastar menos.


31/01/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


28/01/2022

Taxa de Desemprego chegou muito próximo do patamar pré-pandemia.

Os dados do IBGE apontam para uma continuidade na recuperação no trimestre encerrado em novembro puxada por empregos formais e comércio. O problema persiste na renda real, a mais baixa da série histórica. Entenda. A taxa de desemprego recuou para 11,6% no trimestre encerrado em novembro em comparação aos 12,1% do trimestre encerrado em outubro. Este é o menor valor desde o trimestre encerrado em janeiro de 2020, quando atingiu 11,4%, mostrando que o efeito pandemia já praticamente passou. O número de desempregados caiu para 12,4 milhões e a população ocupada cresceu para 94,9 milhões de pessoas. No trimestre encerrado em março, o número de desempregados havia crescido para 15,2 milhões. A melhora nesse trimestre foi puxada por trabalhadores de carteira assinada. Apesar da taxa de informalidade ter permanecido estável em 4,6% e os desalentados terem recuado para 4,4%, proporcionalmente, o emprego cresceu mais entre os sem carteira de trabalho. Os autônomos têm mostrado crescimento ao longo do ano com a retomada do setor de serviços. O destaque negativo continua sendo relativo à queda na renda real dos trabalhadores. O grande problema tem sido a inflação, que acumula no período uma elevação acima de 10%, deteriorando os salários de todos. A renda real foi a menor da série histórica iniciada em 2012. Além dos salários terem, em sua maioria, uma renegociação para reajuste baseada no salário-mínimo que ocorre somente no início de ano, as empresas demitiram muitos funcionários, passaram por dificuldades com a pandemia e, na recontratação, negociaram salários mais baixos.