PodCasts

25/11/2021

Governo lança importante projeto de Novo Marco de Garantias para baratear e facilitar o crédito.

O projeto apresentado ao Congresso promete destravar R$ 10 Trilhões em novas operações, modernizando o uso de garantias e o trâmite nos bancos e cartórios. Qual o risco envolvido? Em 2008, os EUA vivenciaram a Bolha Imobiliária, chamada crise do Subprime, que pôs em xeque todo o sistema de financiamento imobiliário por lá. O problema foi que os imóveis eram usados como garantia para diversos financiamentos ao mesmo tempo, sem limites, gerando uma bolha. O projeto apresentado no Brasil permite que os imóveis possam ser usados para obtenção de mais de um financiamento, com o mesmo banco ou mais de uma instituição financeira, mas respeitando o valor do imóvel. Essa regulação será feita por Instituições Gestoras de Garantias (IGGs). Essa mudança deve permitir, por exemplo, que as pessoas usem uma garantia de R$ 1 Milhão para fazer várias operações de diversos valores que fiquem abaixo do valor total da garantia. Hoje, isso é impossível, pois o banco não permite o uso da garantia em outras operações. As IGGs serão regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional e supervisionadas pelo Banco Central e os bancos não poderão fazer parte delas. As IGGs irão avaliar as garantias de pessoas e empresas, determinando quanto cada uma poderá usar em empréstimos e financiamentos. O projeto também prevê que os cartórios irão passar por um processo de modernização com implantação de plataformas eletrônicas, com o intuito de diminuir o tempo e o custo dos registros imobiliários. As regras da alienação fiduciária e hipoteca serão melhoradas. O penhor civil, que hoje é monopólio da Caixa, será liberado para que novas instituições possam atuar nesse mercado. Isso deverá aumentar a concorrência e reduzir custos e taxas para esse tipo de operações envolvendo joias, motos, carros e até mesmo aparelhos de celular. Esse avanço poderá trazer mais pessoas para um mercado de crédito mais competitivo, fugindo de alternativas caras como o cartão de crédito. Mais concorrência e regras mais modernas irão possibilitar menor custo para as famílias que possuem menos acesso aos grandes bancos.


24/11/2021

Mesmo com a retirada do Touro de Ouro da frente da B3, ofertas de ações devem superar R$ 150 Bilhões em 2021.

A volatilidade causada pelas incertezas não impediu o aumento do número de investidores para 3,5 milhões, financiando empresas, crescendo a economia, empregos e renda. A Morgan Stanley aponta que as aberturas de capital (IPOs) e as ofertas subsequentes de ações (follow-ons) já atingiram R$ 141,1 Bilhões, sendo R$ 69,2 Bilhões em 50 operações de IPOs e R$ 64 Bilhões em 25 operações de follow-ons no Brasil e 5 IPOs nos EUA de R$ 7,9 Bilhões. Esses recursos são a melhor e mais barata forma de financiar as empresas. Os recursos são aportados diretamente no caixa das empresas, que podem passar a executar seus projetos de expansão, com investimentos de longo prazo que aquecem a economia, demandando mais empregos. A mentalidade das pessoas precisa mudar. Enquanto o número de investidores em bolsa nos EUA, Reino Unido e China é de 55%, 33% e 27%, respectivamente, aqui ainda estamos engatinhando. Um mercado de capitais desenvolvido e sólido é fundamental para um crescimento econômico maior. Ao retirar o Touro de Ouro, é como se o capitalismo não pudesse triunfar, pois irá trazer pobreza e diferenças sociais, mas é justamente o contrário. Quanto mais se divulgar e popularizar o investimento nos mercados de capitais, mais inclusivo e promotor do desenvolvimento será. A antiga visão de que alguns irão perder porque outros estão ganhando precisa ser mudada. O financiamento das empresas traz dividendos aos acionistas, mas promove a inclusão de mais pessoas no mercado de trabalho, através da expansão da atividade econômica. Todos saem ganhando.


23/11/2021

Ranking de Competitividade dos Municípios coloca Recife em 1º no Nordeste e 7º entre as capitais no Brasil.

O levantamento tem 3 dimensões: economia, instituições e sociedade, que se subdividem em 11 pilares. Caruaru e Petrolina ficaram em 7º e 11º colocados no Nordeste. Nos 3 primeiros lugares, 2 municípios localizados em São Paulo, Barueri e São Caetano do Sul ficaram em 1º e 2º, respectivamente, seguidos por Florianópolis em 3º lugar. São Paulo aparece em 4º lugar. Recife aparece na 55ª posição no Brasil e como melhor colocado no Nordeste. A subida do Recife no ranking se deveu à dimensão econômica, já que perdeu posições em sociedade e instituições. Dentro da econômica, no pilar Capital Humano, Recife subiu para o 2º lugar no Brasil, puxado pela Taxa Bruta de Matrícula no Ensino Técnico e Profissionalizante. O Ranking é elaborado pelo Centro de Liderança Pública – CLP, anualmente, e é uma ferramenta importante para que os municípios possam acompanhar as ações que outros desenvolvem e que os colocam num melhor posicionamento. Dessa forma, podem copiar e melhorar ao longo do tempo. Tenha acesso ao relatório e à planilha com o ranking de todos os municípios no Meu Telegram para que você possa analisar o desempenho de cada um dos municípios. O link está disponível na minha bio no Feed. Aproveite e se inscreva no canal de distribuição. É gratuito!


22/11/2021

Por que o Brasil tem a 4ª maior taxa de desemprego num grupo de 44 países?

A Austin Rating fez um levantamento com as 44 principais economias do mundo e o Brasil, com 13,2% de taxa de desemprego, ficou atrás somente de Costa Rica (15,2%), Espanha (14,6%) e Grécia (13,8%). Os dados se referem ao mês de agosto, pois o IBGE ainda não divulgou o resultado para o trimestre encerrado em setembro da PNAD Contínua, que inclui empregos formais e informais. Apesar disso, a tendência de recuperação dos empregos no mundo tem sido mais rápida que no Brasil. A resposta para a pregunta tem muito a ver com a dificuldade de se fazer negócios no Brasil. A burocracia para implantação de uma empresa é enorme e precisa ser melhorada, mesmo após a aprovação da Lei de Liberdade Econômica, que foi desenhada com esse intuito. Outro fator importante é a burocracia tributária para as empresas poderem produzir. Os diversos entraves e procedimentos deixam as empresas, principalmente indústrias, menos produtivas, que termina refletindo na baixa produtividade do trabalho em comparação com outros países. Na lista dos países pesquisados, outro fator que complica muito as contratações no Brasil é o custo da mão de obra. As leis trabalhistas por aqui são muito mais rígidas que nos demais países, dificultando para as micro e pequenas empresas, principalmente, uma maior contratação. O Brasil termina ficando atrás dos países no ritmo de recuperação, que termina impedindo uma retomada mais rápida na contratação de mão de obra. Para efeito de comparação, a taxa de desemprego dos EUA subiu drasticamente para 14,7% no auge da pandemia e agora caiu para 4,8%.


21/11/2021

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


19/11/2021

Nessa Black Friday, não tenha dúvida, o imposto será ALTO!

Os itens mais desejados pelos brasileiros na Black Friday são justamente os que têm maior carga tributária: eletrônicos e eletrodomésticos. Como são industrializados ou importados, sua tributação chega aos 72%. Dentre os produtos mais desejados estão videogames, smartphones e tablets. A tributação fica em torno de 72,18%, 68,76% e 59,35%, respectivamente, segundo o IBPT. Na média, os produtos industrializados apresentam carga tributária acima dos 50%, segundo levantamentos da CNI. A carga tributária é maior quanto mais supérfluos forem os produtos, como smartphones e videogames. O imposto de importação também é altíssimo, deixando os produtos muito caros, mais ainda há a cobrança de IPI e PIS/COFINS a nível federal e o ICMS a nível estadual. Isso é muito diferente dos EUA, onde a Black Friday foi criada, que tem apenas um Sales Tax na venda do produto e o imposto é no valor agregado. Dessa forma, por lá, os descontos da Black Friday são realmente expressivos, já que os produtos industrializados não têm muita carga. No Brasil, o Playstation 5, que custa R$ 6 Mil, cairia para R$ 1,6 Mil caso o imposto fosse retirado. O Iphone 13 passaria de R$ 9,2 Mil para R$ 2,8 Mil. Não se engane, a Black Friday brasileira só serve para impulsionar vendas em novembro, sem margem para grandes descontos. O que mudaria isso seria a Reforma Tributária, que colocaria a carga tributária para baixo e somente na agregação de valor dos produtos. Com isso, os produtos industrializados ficariam mais competitivos e o Brasil poderia abrir mais suas fronteiras para os produtos importados. O Governo termina sendo quem mais fica feliz na Black Friday, pois os brasileiros vão às compras, dentro do que podem comprar, ajudando na arrecadação. Infelizmente, o consumo poderia ser maior, caso a tributação caísse, o que ajudaria a gerar mais produção, empregos e renda.


18/11/2021

Pesquisa da Febraban aponta expansão de crédito de 12,7% em 2021 e 7,3% em 2022.

Mesmo com cenário de menor crescimento econômico para 2022 e aperto nas taxas de juros, com elevação da SELIC para conter a inflação, os bancos preveem crescimento contínuo no crédito nesse período. A pesquisa realizada com mais de 18 instituições bancárias, logo após a última reunião do COPOM indica que os bancos estão prevendo a continuidade na expansão do crédito em 2022, após a reabertura da economia com o aumento da vacinação, levando a um aumento do consumo. A expectativa apontada na pesquisa é que o COPOM aumente novamente a SELIC em dezembro em 1,5 p.p., seguido por 2 outros aumentos de 1,0 p.p. em fevereiro e março, finalizando o ciclo de ajuste no patamar de 11,25% ao ano. Isso devendo ser suficiente para um IPCA de 5,0%. A expansão deve ocorrer tanto para o crédito concedido às famílias quanto ao crédito para as empresas, em modalidades como de capital de giro, por exemplo. Mas o grande destaque será para o crédito ligado ao aquecimento do consumo, após a flexibilização das medidas restritivas. A expansão do crédito chama atenção, pois ocorre mesmo com um ambiente de elevação rápida e forte da SELIC, que deixa o custo do financiamento mais elevado e de uma expectativa de crescimento menor para a economia brasileira em 2022, que resultaria em menor demanda por crédito. A demanda por crédito pode estar crescendo, também, por conta de uma maior necessidade das famílias e empresas de se adequar para uma nova realidade de retomada da economia, com menor renda e emprego ainda em recuperação. Apesar disso, a taxa de inadimplência continua baixa.


17/11/2021

O Auxílio Brasil começa a ser pago a partir de hoje.

Muitas dúvidas por parte dos beneficiários e incertezas quanto ao orçamento para, principalmente o ano que vem, rodeiam o programa que irá substituir o Bolsa Família após 18 anos. Mas o que há de diferente nesse novo programa? O Auxílio Brasil promete pagar um valor de R$400,00 e incluir mais 2,4 milhões de pessoas, chegando a um total de 17 milhões. O valor médio pago pelo Bolsa Família era de R$191,00. Nesse primeiro momento, o valor a ser pago pelo Auxílio Brasil vai ficar em R$224,00 em 2021. O valor fica mais baixo agora porque usa o orçamento restante do Bolsa Família para 2021 e precisa da aprovação da PEC dos Precatórios para liberar mais recursos no orçamento dos atuais R$33,1 Bilhões para R$84,7 Bilhões. A votação da PEC está no Senado e pode sofrer alterações. O Auxílio Brasil estará garantido até o final de 2022 e depois precisará ser repensado para os anos seguintes. Em seus 18 anos, o Bolsa Família nunca foi uma política de estado, então sempre precisou ser renovado anualmente para ser contemplado no orçamento para o ano seguinte. A Região Nordeste é a principal beneficiária desse novo programa, como também sempre foi com o Bolsa Família. Isso porque o percentual de famílias mais pobres, de classes D e E, é maior. O impacto positivo desse aumento de transferências será sentido pelos mais pobres. O impacto do Auxílio Emergencial foi importante no ano passado, como comprovei em estudo que desenvolvi sobre os impactos nos municípios. Dessa vez, também movimentará as atividades econômicas, mas numa intensidade bem menor e com um número de beneficiários também menor.


16/11/2021

O Brasil vai entrar em recessão no 3º trimestre?

O índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de setembro apresentou queda de 0,27%, indicando que o 3º trimestre teve retração de 0,14%, após um 2º trimestre também de queda de 0,35%, configurando recessão técnica. A definição de recessão técnica significa 2 trimestres consecutivos de queda da atividade econômica como condição para que o país entre conceitualmente em recessão. O PIB brasileiro é medido e divulgado oficialmente pelo IBGE, mas o IBC-Br tem uma forte correlação com ele. No 2º trimestre, o PIB caiu 0,1%, segundo o IBGE, permanecendo praticamente estável. Já o IBC-Br apresentou uma retração de 0,35%, queda mais forte. O IBC-Br desse trimestre apresentou uma queda menor, mas baseada em indicadores negativos da indústria, comércio, principalmente. O setor de serviços vem apresentando uma recuperação importante a partir de uma maior liberação das restrições causadas pelo COVID-19, o que pode surpreender de forma positiva no dado oficial a ser divulgado pelo IBGE, já que representa mais de 70% do PIB e está em retomada. O PIB do 3º trimestre será divulgado no dia 02/12, mas há expectativas importantes sobre o seu resultado, até mesmo politicamente. Pode ser que o resultado fique próximo de zero novamente, indicando que a retomada está realmente difícil. Inflação e desemprego podem atrapalhar.


15/11/2021

Biden sanciona o seu projeto de infraestrutura de US$ 1 Trilhão.

O plano contempla investimentos em estradas; pontes; trens de passageiros e mercadorias; sistemas de trânsito; internet; sistemas de saneamento e outras áreas. Os EUA têm credibilidade para fazer mais essa dívida? Os investimentos serão custeados por um aumento do endividamento, mas vale lembrar que a moeda americana é forte e os títulos americanos têm o maior rating possível. Esse é apenas parte do plano que inclui mais US$ 1,5 Trilhão em redes de proteção social e meio ambiente. A preocupação com a inflação nos EUA está levando o FED a justamente diminuir seu programa de compra de títulos e talvez até a elevar as taxas de juros no ano que vem. O plano de US$ 1 Trilhão, porém, deve gerar mais empregos e vai ser executado num horizonte de 5 anos. Aqui no Brasil, não temos uma moeda forte e nossos títulos até têm alguma credibilidade, mas não somos grau de investimento. Outro fato importante é que não temos orçamento para efetuar vultosos investimentos em infraestrutura, pois nosso orçamento é engessado demais. Os investimentos em infraestrutura no Brasil estão acontecendo através de concessões nos setores de telecomunicações, saneamento, energia, rodovias, aeroportos e ferrovias, com investimentos acima de R$ 150 Bilhões. Ano que vem pode ainda ampliar com possíveis privatizações. Enquanto não podemos ter uma situação fiscal mais sólida, para conseguir retomar o grau de investimento, e as reformas importantes, como a administrativa, não abrem espaço orçamentário, a solução é contar com o capital privado. Mas será que o investimento deveria ser público?