PodCasts

14/11/2021

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


12/11/2021

O setor de serviços teve queda no seu desempenho no mês de setembro, com queda de 0,6% após 5 meses seguidos de elevação.

O principal setor da economia brasileira apresenta, ainda assim, um crescimento de 11,4% no ano e fechou o 3º trimestre em alta de 3%. O que está por trás? A queda na renda das famílias e a inflação do período puxaram, principalmente o setor de transportes para baixo, nas passagens aéreas, mas também nos transportes rodoviário e ferroviário de cargas. As passagens aéreas, por si só, tiveram uma elevação de 28,19% em setembro. A maior abertura da economia, com o avanço da vacinação, deixou os serviços prestados às famílias no positivo pelo sexto mês consecutivo, mas é um setor que ainda se encontra 16,2% abaixo do nível pré-pandemia, o que mostra ainda uma expectativa importante de recuperação. No acumulado do ano, o setor de serviços apresenta um crescimento de 11,4%, ajudado pela forte retomada nos meses de fevereiro e maio. É importante acompanhar o desempenho desse setor, pois ele representa mais de 70% dos PIBs do Brasil e de Pernambuco. O 4º trimestre será decisivo para avaliar o crescimento da economia brasileira a partir do desempenho desse setor. A maior abertura da economia; o pagamento do 13º e Auxílio Brasil; e, as festas de fim de ano contribuirão positivamente. Inflação e queda na renda atrapalharão.


11/11/2021

Vendas no Varejo sofrem com a inflação e caem novamente em setembro.

A queda foi de 1,3% em setembro e de 5,5% em relação a setembro do ano passado. O fraco desempenho tem explicações importantes no contexto atual de inflação e desemprego. Vai melhorar no final do ano? Os setores que apresentaram queda nas vendas, mostram que a receita obtida foi a mesma, mas o volume, caiu. Isso tem uma relação forte com a inflação. Os preços subiram, deixando os itens mais caros, enquanto a renda das famílias permaneceu inalterada ou mesmo caiu. O desemprego ainda elevado também contribuiu para esse esfriamento das vendas. É certo que a retomada do setor de serviços tem gerado mais empregos, mesmo que informais, mas o patamar da taxa de desemprego ainda está bastante alto e os salários sofreram reduções nessa retomada. A retirada do Auxílio Emergencial também apresenta um impacto na queda do consumo, mas que deve ser amenizado, em parte, com o início do Auxílio Brasil. Vale lembrar que o montante a ser distribuído é bem menor que o do Auxílio Emergencial, talvez não trazendo tanto impacto. A SELIC mais elevada tornou o crédito para o consumo de produtos parcelados mais caro. Eletrodomésticos, veículos e outros itens que precisam de um prazo maior para que encaixar no orçamento familiar estão agora mais caros, dificultando o consumo desses itens e o acesso ao crédito. Para o último trimestre, há sempre um movimento de aceleração da atividade econômica, pois tradicionalmente, essa é a época do ano que mais se consome, por conta das festas de fim de ano. Mas também é o momento quando o 13º é pago, injetando mais recursos na economia. Essas incertezas e mudanças nas variáveis macroeconômicas trazem muita volatilidade ao setor de varejo, que no agregado se recuperou da pandemia, mas quando observado em setores mais específicos, ainda apresenta dificuldades na retomada. As vendas devem melhorar no fim do ano.


10/11/2021

Até onde a inflação vai chegar?

O IPCA de outubro revelou que a pressão sobre os preços ainda está forte, com um crescimento de 1,25% no mês e 10,67% no acumulado de 12 meses. Esta foi a maior variação para o mês de outubro desde 2002 e o maior patamar no acumulado desde 2016. Segundo levantamento do Banco Central, o IC-Br – Índice de preços de commodities da agropecuária, energia e metal, mostra que a pressão continua forte, principalmente nas commodities energéticas. A pressão vem sobre os combustíveis, mas também sobre a energia elétrica. Nas indústrias, o componente energético é um dos principais itens de despesa, junto com os custos da mão de obra e impostos. A alta recente do custo da energia, seja elétrica ou fóssil, impacta na formação do preço. A pressão sobre os preços dos insumos também é relevante. Outro levantamento do Banco Central mostra que o repasse da inflação do atacado para o varejo, ou seja do IPA para o IPCA, está acontecendo e ainda vai trazer mais pressão inflacionária nos próximos meses. A formação dos preços x custo dos insumos na indústria também têm andado lado a lado. Esses dados indicam que o teto da inflação ainda não foi atingido. EUA e China também divulgaram dados essa semana com indicação de pressão inflacionária, oriunda de repasses dos preços no atacado para o consumidor final. O ano de 2022 será decisivo para reverter essa situação.


09/11/2021

O Dia D da aprovação da PEC dos Precatórios traz expectativas ao mercado.

A aprovação permite ao Governo driblar o Teto de Gastos e gastar R$ 91,6 Bilhões em 2022, inclusive com a criação do Auxílio Brasil. A votação ainda vai para o Senado e a não aprovação pode ser ainda pior. O Decreto que criou o Auxílio Brasil já foi publicado e substitui o Bolsa Família, por outro que tem regras bem diferentes e que pode trazer um auxílio num valor de até R$ 400,00 para as famílias beneficiadas. Já há filas de pessoas procurando se cadastrar para receber o auxílio. A não aprovação da PEC dos Precatórios e sua consequente não liberação de recursos é uma situação que pode ser ainda pior. Por conta do outro programa ter sido abandonado e este criado, o Governo iria ter que encontrar outras fontes de receitas para viabilizar o pagamento. Cogita-se que o Governo decretaria a continuidade do estado de calamidade e aumentaria as despesas extra orçamento ainda mais, gastando além desses valores projetados hoje. A queda de braço é grande e manter o que já está aprovado em 1º turno é hoje a opção menos ruim. O mercado já absorveu o impacto negativo das mudanças nas regras de correção do Teto de Gastos e de pagamento dos Precatórios. Se isso não for para frente, prepare-se para mais turbulências no mercado financeiro com mais incertezas, desvalorizando o Real e derrubando a bolsa.


08/11/2021

O Brasil concedeu 86,4% patentes a mais em 2020, comparado com o ano anterior.

Apesar disso, ainda somos o país mais lento no mundo em termos de concessões de patentes, com uma espera média de 62,3 meses. Como o país pode ser inovador se a burocracia atrapalha até mesmo nisso? A inovação faz com que as empresas se tornem líderes em seus mercados ou em outros que são criados a partir do processo de inovação. Os ganhos econômicos são importantes e beneficiam a mão de obra, inclusive, com o aumento da produtividade ou do valor agregado da inovação. Quando o Governo aprovou a Lei de Liberdade Econômica, promoveu um importante passo para diminuir o atraso da obtenção de patentes no Brasil, através da adesão ao Protocolo de Madri, que permite o registro simultâneo em 120 países, que respondem por 80% do comércio global. Isso ajudou para que a concessão de patentes pudesse aumentar consideravelmente em 2020, tendo um crescimento somente inferior ao da Malásia, que aumentou em 99,9%. Mas temos que avançar ainda mais. O prazo foi reduzido de 130 meses para 62,3, mas ainda somos campeões na demora. O número de pedidos de patentes, por sua vez, caiu 4,1% para 24.338 em 2020 no Brasil, enquanto no resto do mundo aumentou no mesmo período em 1,6% para 3,3 milhões. Dentre os países emergentes, o Brasil tem o maior acúmulo de demandas em espera de resposta, com 140.856 pedidos.


07/11/2021

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


05/11/2021

Governo anuncia corte de 10% nas tarifas de importação.

Os produtos ficarão mais baratos? A medida, tomada de forma unilateral, vale até 31 de dezembro de 2022 e abrange 87% do universo tarifário do país, segundo nota conjunta dos Ministérios da Economia e Relações Exteriores. O Brasil é reconhecidamente um dos países mais fechados ao comércio internacional, protegendo sua indústria há décadas. Muitos produtos brasileiros são ineficientes e caros, pois não têm uma concorrência direta com produtos similares importados, por conta do forte protecionismo. O MERCOSUL foi criado como uma forma de dar acesso aos mercados dos países vizinhos para os produtos brasileiros, mas pouco avançou, pois, a Argentina, principalmente, tem diversas barreiras contra o Brasil. O acordo ainda dificulta uma maior abertura bilateral do Brasil. Com a pandemia, os produtos ficaram mais caros, resultando em inflação para o Brasil e outros países. Ao invés de querer restringir as compras ou controlar os preços, como a Argentina tem tentado erradamente fazer, a medida correta é abrir o mercado, baixando as tarifas. Usando um dispositivo no Mercosul que permite contar, de forma imediata, com instrumento que possa contribuir para aliviar seus efeitos negativos sobre a vida e a saúde da população brasileira, o Brasil não desrespeitou a Tarifa Externa Comum, mas diminuiu suas tarifas. Talvez o impacto sobre os preços não seja significativo, já que o Dólar está tão valorizado, mas é importante seguir nesse caminho de maior abertura comercial para combater a inflação, mas também para incentivar uma maior concorrência doméstica em benefício dos consumidores. É claro que uma maior abertura e o acordo Mercosul x União Europeia precisam avançar em paralelo com algo muito importante para as indústrias nacionais: a Reforma Tributária, que deixará os produtos brasileiros mais competitivos em relação aos concorrentes externos.


05/11/2021

Leilão do 5G traz avanço tecnológico importante para o Brasil.

Apesar de vir atrasado em relação aos países avançados, trará investimentos de R$ 169 Bilhões em 20 anos e um aumento de R$ 6,5 Trilhões no PIB nos próximos 15 anos. O valor econômico do leilão é de R$ 50 Bilhões. O Leilão teve um ágio de 800% no primeiro lote e traz uma novidade importante: o surgimento de uma nova operadora, a Winity, controlada pelo fundo de infraestrutura Pátria Investimentos, que venceu o 1º Lote na Faixa de 700MHz para atendimento nacional por R$ 1,427 Bilhão. As operadoras tradicionais, Vivo, Claro e TIM, também venceram lotes e irão operar na faixa de 3,5GHz a nível nacional. Todos os vencedores assumirão compromissos de contrapartida, como internet nas escolas públicas, sinal móvel nas rodovias federais e ampliando a rede 4G. O leilão é importantíssimo para o avanço de diversos setores produtivos, o agronegócio, passando pela indústria até o setor de serviços. O 5G irá permitir a conectividade massiva entre máquinas (M2M) e a internet das coisas (IoT), com velocidade de 10 a 100 vezes maior que o 4G. A diminuição da latência é um avanço fundamental a partir do aumento da velocidade proporcionado pelo 5G. Os veículos autoguiados, por exemplo, funcionam melhor com o 5G, pois o tempo de transferência de dados irá diminuir para 1 a 2 milissegundos, evitando possíveis acidentes. As capitais terão o 5G operacional até julho de 2022 e as demais localidades levarão até 6 anos para serem atendidas. De todo jeito, os ganhos são inequívocos para promover o aumento da produtividade das indústrias e, no modelo que foi formatado, uma maior inclusão tecnológica.


03/11/2021

O Comitê de Política Monetária dos EUA (FOMC) vai iniciar a retirada de estímulos monetários, o Tapering.

Como isso pode nos afetar? O Fed vai reduzir, mensalmente, o programa de compra de títulos em US$ 15 Bilhões a partir do final de novembro, dos atuais US$ 120 Bilhões. Na mesma reunião em que decidiu por manter a taxa de juros básica da economia americana numa banda entre 0% e 0,25% ao ano, o FOMC informou que a mudança veio porque houve um progresso substancial da economia americana em relação às metas desde dezembro de 2020. As reduções serão de US$ 10 Bilhões em compras de Títulos do Tesouro Americano e de US$ 5 Bilhões de Títulos vinculados a hipotecas. Com esse ritmo de redução mensal, todos os estímulos se encerrarão em junho de 2022. A partir desse momento, o Fed deve começar a elevar os juros. Os impactos dos estímulos monetários estão sendo sentidos através de uma inflação de curto prazo, bolhas de ativos (ações e imóveis, por exemplo) e uma economia superaquecida. De fato, esses 3 sintomas estão sendo observados na economia americana, com repercussão mundial. A retirada dos estímulos pode trazer volatilidade forte nas bolsas americanas, que têm batido recordes consecutivos, e impactos aqui no Brasil, também. A bolsa pode sofrer um tombo, mas talvez seja menor, pois ela está bem abaixo do nível recorde atingido recentemente. O Dólar também deve se valorizar, principalmente pela informação que os juros americanos devem subir em junho, já que a economia americana está recuperando bem e há inflação. Ao aumentar juros, investidores migrarão para títulos americanos mais seguros e agora mais atrativos. Isso deve impactar o ritmo de crescimento da economia mundial, promovendo um ajuste na retomada econômica e na inflação. O Brasil, como um grande exportador de commodities agrícolas e minerais, pode ter uma desaceleração na demanda de seus produtos, reduzindo o crescimento.