PodCasts

11/10/2021

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


08/10/2021

Inflação de 2 dígitos! Pois é, o IPCA oficialmente chegou nesse patamar.

O mês de setembro apresentou uma elevação de 1,16% e, no acumulado em 12 meses, está em 10,25%, mostrando que a pressão inflacionária ainda não passou. Entender se o pior já passou ou não é a questão. Esse patamar de 2 dígitos não ocorria há mais de 5 anos, justamente no período do Governo Dilma. Também é a pior taxa no acumulado desde 2016, quando chegou a 10,36%. A gasolina é o maior vilão, com mais de 40% de elevação esse ano e responsável por 2 p.p. do IPCA. Depois da gasolina, os maiores impactos vieram da energia elétrica (1,25 p.p.), das carnes (0,67 p.p.) e do gás de cozinha (0,38 p.p.). Alguns desses itens dependem de cotações internacionais e do câmbio, pressionados. Esses 4 itens respondem por 40% da inflação acumulada. Apesar do patamar de dois dígitos, o IPCA veio abaixo do esperado. O grande vilão nesse mês foi a conta de energia elétrica, com a crise hídrica como grande responsável, novamente. Os preços das carnes surpreenderam positivamente, com queda de 0,21% na passagem para setembro. A inflação agora chegou no setor de serviços, acelerando de 0,39% em agosto para 0,64% em setembro. A reabertura da economia está fazendo com que os preços do setor comecem uma reação à retomada de sua demanda. A pandemia também desajustou o setor, que precisa se reordenar. A inflação também está atingindo os países mundo afora. O petróleo está em sua máxima dos últimos 5 anos; o gás natural na Europa subiu consideravelmente, impactando o inverno por lá; e, o preço do carvão está no valor recorde de toda a sua série histórica. 2022 será impactado. O que vai acontecer? Os governos irão combater a inflação com políticas monetárias restritivas, como no Brasil. Os EUA e a Zona do Euro devem iniciar a elevação das suas taxas de juros em 2022, pois um freio de ajuste é preciso ser tomado. O crescimento em 2022 será menor.


07/10/2021

União Europeia quer barrar a importação de produtos oriundos de desmatamento.

A UE vai exigir que exportadores de carne bovina, soja, café, cacau, madeira e óleo de palma comprovem não usar terras desmatadas. O que muitos acreditam ser uma notícia ruim para o Brasil, não é. A União Europeia é importadora de desmatamento e deve, sim, passar a determinar que suas importações do agronegócio venham de áreas onde não houve desmatamento. E isso deve ser exigido de todos os países, não somente do Brasil, nivelando os países na mesma regra. O agronegócio exportador brasileiro não vai sofrer com essa medida. As exportações agrícolas brasileiras já precisam atender diversos requisitos e procedimentos para poder ter acesso ao mercado internacional. Os procedimentos abrangem questões ambientais, sociais e fiscais. A rastreabilidade é muito demandada, o uso correto de herbicidas e o devido descarte de recipientes são controlados. Os exportadores estão sujeitos a fiscalizações sem aviso de autoridades sanitárias internacionais. É um processo complexo que as empresas brasileiras se submetem. No âmbito social, o respeito às leis trabalhistas é exigido e acompanhado, com fiscalização sobre o trabalho escravo, principalmente. As empresas precisam estar regularizadas fiscalmente e obtêm certificados emitidos pela União Europeia, um dos importadores mais exigentes. A medida ajuda consideravelmente para coibir o desmatamento, mas também faz com que a União Europeia se autorregule para que beneficie as empresas que adotam boas práticas, como a maioria das empresas brasileiras. O ideal seria que todos os países adotassem essa prática.


06/10/2021

A burocracia tributária no Brasil custa, anualmente, R$ 180 Bilhões às empresas.

Desde a Constituição de 1988, 443.246 normas tributárias foram editadas, com 30.837 em vigor em 30/09, segundo o IBPT. São 53 novas normas fiscais a cada dia. Como atrair investimentos desse jeito? Para ficar em dia com todas as medidas provisórias, leis ordinárias e complementares, portarias, instruções normativas e circulares, muitas empresas têm mais funcionários e gastos com advogados e contadores que na sua atividade fim. A burocracia destrói a competitividade delas. O contribuinte precisa conhecer essa enormidade de normas, fazer os cálculos corretamente de quanto deve, declarar e pagar os seus tributos. E, depois disso, torcer para que tenha declarado corretamente para que, em até 5 anos, não seja autuado e cobrado multas exorbitantes. Mas ainda assim, hoje existe um contencioso de mais de R$ 5,4 Trilhões em disputas tributárias, equivalente a 75% do PIB, somente envolvendo disputas de cobranças feitas pela Receita Federal, segundo o INSPER, sem as ações ajuizadas pelos contribuintes. Um custo absurdo. O relator da Reforma Tributária entregou no Senado seu parecer, criando um IVA Dual, que unificará o ICMS e ISS no IBS; e, a CBS, da união de PIS e Cofins. O que parece ser um avanço, poderá representar mais custos para as empresas, pois terão 8 anos de migração com 2 sistemas. Lá nos EUA, por sua vez, existe um procedimento normativo muito interessante que deveria ser adotado urgentemente aqui no Brasil, aí sim trazendo um avanço importante: para cada novo ato regulatório, dois atos anteriores têm que ser revogados, reduzindo e simplificando. Enquanto não consegue avançar com uma Reforma Tributária que traga competitividade para as empresas, facilidade e segurança na condução diária dos negócios, o Brasil tem figurado nos últimos lugares dos rankings de facilidade em negócios, como o Doing Business do Banco Mundial.


05/10/2021

A falta de insumos ajudou a derrubar a atividade industrial, que teve queda de 0,7% em agosto.

Essa foi a terceira queda consecutiva, fazendo com que tenha apresentado queda em 6 dos 8 meses de 2021. Muita volatilidade que tem outros fatores explicando, também. Entenda melhor. No acumulado do ano e em 12 meses, a indústria apresenta um crescimento de 9,2% e 7,2%, respectivamente. Isso se explica pela forte queda que teve no ano passado. Mas a recuperação está perdendo o fôlego, mostrando que o fim do ano pode diminuir o nível de crescimento. Além do desafio na obtenção de insumos, o setor industrial também está passando por dificuldades por conta da retirada gradual de estímulos econômicos adotados na pandemia, o aumento da taxa de juros e a crise energética, que tem aumentado os custos e o risco de apagões. Dos 26 setores acompanhados pelo IBGE, apenas 7 recuperaram o patamar pré-pandemia. Na ponta dos que menos se recuperaram, a indústria de automóveis tem dificuldades enormes de obtenção de insumos. A ANFAVEA, inclusive, anunciou que a produção está menor por falta de chips. A situação pode melhorar até o fim do ano, desde que as indústrias consigam equacionar as dificuldades mencionadas para atender a maior demanda que sempre ocorre, com o tradicional pagamento de 13º salário e outras bonificações, revertendo a tendência de desaceleração.


04/10/2021

Inadimplência das famílias cai, enquanto endividamento sobe para nível recorde.

No mês de setembro, 25,5% das famílias informaram ter dívidas em atraso, no segundo mês consecutivo de queda. O endividamento, porém, subiu para 74% do total das famílias, indicando dificuldades. Em setembro de 2020, a inadimplência estava em 26,5% das pessoas entrevistadas pelo CNC, indicando que, em um ano, houve uma queda de 1 p.p. na inadimplência. É bastante positivo ver que as famílias estão conseguindo controlar mais o comportamento das suas dívidas e o orçamento. Apesar da melhora, como a inflação vem deteriorando o poder de compra das famílias, o aumento do endividamento preocupa, pois configura que mais famílias estão tendo dificuldades em honrar os seus compromissos e pegam empréstimos. Esse movimento pode gerar inadimplência futura. Vale ressaltar que o acesso ao crédito aumentou consideravelmente no período em que a SELIC estava na sua mínima histórica e que agora deve se contrair e dificultar a análise de crédito baseada na renda das famílias. Outro ponto que dificulta é o aumento temporário do IOF. Comparativamente, a dívida das famílias em relação ao PIB no Brasil ainda é muito baixa. Ela gira em torno de 59,9% e quando se desconta a parte dos financiamentos imobiliários, cai para 32,7%. Muito menor que de países como EUA (78%), Japão (61%) e Grécia (59%).


03/10/2021

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


01/10/2021

Inflação desbanca todos os investimentos no acumulado do ano.

Até setembro, os investimentos de renda fixa e variável tiveram desempenho abaixo da inflação no mesmo período, que se encontra acumulada em 6,84% depois da elevação de 1,1% no mês passado, medida pelo IPCA. O Dólar, com valorização de 4,98% em relação ao Real, não conseguiu acompanhar a inflação. O CDI, que remunera os investimentos de referencial conservador, teve valorização de 2,52% até setembro. O Ibovespa, que serve de referência para a renda variável, teve queda de 6,75%. O Dólar, na realidade, deveria ter um desempenho mais fraco, pois a SELIC está em trajetória de crescimento para conter a inflação. A poupança, investimento tradicional das pessoas que conhecem pouco sobre investimentos, teve crescimento de 1,73% nominal e real de -4,78%. A maior parte do tombo do Ibovespa ocorreu em setembro, um mês para esquecer, com queda de 6,57%. As turbulências do Sete de Setembro; o caso da Evergrande, derrubando exportadoras de commodities; e, o risco fiscal, foram as responsáveis pelo excesso de volatilidade no mês. O cenário deve mudar. Enquanto o IPCA deve se consolidar nesse patamar alto até o fim do ano, a SELIC vai continuar subindo, trazendo rentabilidade aos investimentos de renda fixa e o Ibovespa deve sofrer menos volatilidade, mesmo com a retirada de estímulos do FED nos EUA.


30/09/2021

Taxa de Desemprego medida pela PNAD contínua do IBGE recua para 13,7% no trimestre encerrado em julho.

Essa é a terceira redução consecutiva e apresenta uma queda de 1 p.p. em relação ao trimestre anterior, encerrado em abril. Ocupação passa de 50% pela 1ª vez no ano. A influência sobre a queda da Taxa de Desemprego veio, principalmente, do aumento do número de pessoas ocupadas, que cresceu em 3,1 milhões na comparação com o trimestre encerrado em abril. Agora são 89 milhões de pessoas em idade de trabalhar ocupadas, um avanço importante. A dinâmica da retomada da economia tem se refletido na recuperação dos empregos. À medida que os mercados têm evoluído sua abertura, a taxa de desemprego tem diminuído. Agora o número de empregados por conta própria representa recorde na série histórica, com 25,2 milhões. A maioria das atividades econômicas apresentou crescimento, com construção se destacando, com aumento de 10,3%. Alojamento e alimentação e serviços domésticos também aparecem na sequência, com alta, respectivamente, de 9% e 7,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Chama atenção o trabalho doméstico, que aumentou 7,7% frente ao trimestre encerrado em abril, com 5,3 milhões pessoas. Na comparação ao mesmo período do ano anterior, cresceu 16,1%, 739 mil pessoas, maiores valores na série histórica da ocupação dos trabalhadores domésticos.


29/09/2021

Brasil gera 372 mil empregos formais em agosto e 2,2 milhões no acumulado do ano.

Os dados foram divulgados pelo CAGED do recém-criado Ministério do Trabalho e Previdência e mostram uma realidade diferente daquela que veremos daqui a alguns dias com a PNAD Contínua. O mês de agosto foi o segundo melhor mês do ano, apenas atrás de fevereiro, quando foram gerados 397 mil empregos líquidos. O mês de abril foi o de pior geração, com 116 mil empregos e, de lá para cá, os números melhoraram. Todos os meses do ano tiveram resultados positivos. Esse resultado tem forte ligação com a maior abertura da economia nos últimos meses. À medida que as restrições de circulação de pessoas foram flexibilizadas, mais serviços foram demandados, levando a mais contratações, já que esse setor é tão intensivo em trabalho. O setor que mais gerou empregos foi o de Serviços, com 180 mil vagas, quase 50% do total, seguido por comércio com 77 mil e, depois pela indústria, com 72 mil vagas. Nos meses anteriores, mais recentes, isto também se repetiu, mostrando que as contratações devem acelerar. Regionalmente, o Sudeste foi novamente quem mais contratou, com 185 mil vagas, seguido pelo Nordeste, com 82 mil vagas, mostrando que a retomada das contratações está sendo bastante difusa. Pernambuco gerou 17.215 novos postos, superando em mais de 100% o mês anterior. O programa de manutenção de empregos e renda (BEM) continua sendo importante nesse processo. De abril a agosto deste ano, segundo o Ministério do Trabalho, 2,593 milhões de trabalhadores foram beneficiados. O BEM tem segurado as demissões e ajudado nas estatísticas. O emprego informal não é levado em consideração, mas deverá ter divulgação ainda essa semana para o trimestre encerrado em julho, pela PNAD Contínua do IBGE. De todo jeito, a taxa de desemprego vem caindo e deve cair ainda mais pelo mesmo motivo de reabertura da economia.