PodCasts

05/09/2021

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


03/09/2021

Reforma do Imposto de Renda traz mudanças para pessoas físicas, empresas e investimentos.

As mudanças ainda impactam as receitas federal, estaduais e municipais. Muito remendada, deveria ter sido feita após a Reforma Tributária para evitar novas distorções. As empresas sofreram as maiores alterações, com uma redução da alíquota do IRPJ de 15% para 8% e de 1 p.p. na CSSL. Essa mudança tem o objetivo de incentivar um maior reinvestimento por parte das empresas nelas próprias, já que a tributação ficou menor. Em contrapartida, houve a inclusão de uma tributação na distribuição de lucros e dividendos de 15%, deixando de fora empresas no SIMPLES Nacional e no Lucro Presumido com faturamento até R$ 4,8 Milhões/Ano. A distribuição de dividendos em até R$ 20 Mil/mês também ficou isenta. A possibilidade de dedução do Juros Sobre o Capital Próprio (JCP) foi extinta, uma forma de acionistas de empresas se remunerarem trazendo vantagens tributárias para as empresas. Os impactos já foram sentidos na bolsa com quedas no Ibovespa, principalmente nas ações de bancos. Os impactos para as pessoas físicas vieram a partir de uma correção de 31% na tabela do IRPF, ampliando a faixa de isentos de R$ 1,9 Mil para R$ 2,5 Mil. 5,6 milhões de novos contribuintes ficarão isentos. Os valores das demais faixas também serão corrigidos em menor proporção. Uma mudança relevante também aconteceu com a declaração de IRPF na declaração simplificada, que teve o valor da dedução reduzida de para o limite de R$ 10.563,60, representando os 20% de abatimento do imposto de renda sobre os rendimentos tributados. A redução no IRPJ traz impactos na distribuição de receitas tributárias para estados e municípios, mas até o momento não se falou em compensação. O impacto fiscal sobre a receita para o Governo Federal também pode ser significativo, com estimativas acima de R$ 24 Bilhões/ano. O objetivo da reforma foi tornar o IRPF menos regressivo, cobrando mais dos mais ricos e isentando mais pessoas de baixa renda; e, fomentar o reinvestimento dos lucros das médias e grandes empresas, permitindo maior crescimento econômico. O Senado ainda pode fazer modificações.


02/09/2021

O PIB de Pernambuco apresentou estabilidade (-0,1%) no 2º trimestre de 2021 comparado ao 1º trimestre.

Frente ao mesmo trimestre de 2020, o PIB cresceu 10,5%. No 1º semestre, o PIB acumula alta de 5,8%. No acumulado nos 4 trimestres terminados em junho de 2021, cresceu 3,1%. Diferente dos dados apresentados pelo IBGE para o Brasil, o CONDEPE/FIDEM somente apresenta os resultados pelo lado da Oferta, deixando a análise bastante resumida. Consumo das famílias, investimentos, consumo do setor público e setor externo não são apresentados. Apesar do PIB de Pernambuco ter caído no mesmo patamar que o do Brasil, há diferenças. Na composição setorial, Agropecuária, Indústria e Serviços representam 6,8%; 20,4%; e, 72,8% do PIB total no Brasil e 4,2%; 20,3%; e, 75,5% em PE. Perfis parecidos, dinâmicas diferentes. No Brasil, as secas e geadas prejudicaram as culturas de café, algodão, milho e outras , impactando o resultado para uma queda de 2,8%. Em Pernambuco, o resultado foi positivo, com crescimento de 1,1%, puxado por lavouras temporárias, permanentes e pela pecuária. A Indústria brasileira teve queda de 0,2% puxada pelas indústrias de transformação e eletricidade e gás, água e esgoto. Em Pernambuco, houve aumento de 2,1% puxado fortemente pela Indústria Automotiva, com destaque para a Fábrica da JEEP, que teve crescimento de 221%. No Brasil, os serviços apresentaram uma retomada importante de 0,7%, com destaque para Outras Atividades de Serviços. Em Pernambuco, a dinâmica foi diferente. O setor de serviços foi o destaque negativo, com queda de 0,2%. Este resultado puxou todo o PIB pernambucano para baixo. A problemática da economia pernambucana no período analisado está relacionada à uma retomada do setor de serviços, via redução das restrições de circulação de pessoas, tardia em relação ao restante do país. O resultado foi sentido em um número do setor de serviços negativo. Conforme a abertura se acelera nesse 3º trimestre, a economia pernambucana deve sentir esse impacto positivo, já que o setor de serviços é bastante representativo no PIB (75,5%), resultando em mais empregos e, provavelmente, maior arrecadação de tributos.


01/09/2021

O PIB apresentou estabilidade (-0,1%) no 2º trimestre de 2021 comparado ao 1º trimestre. Frente ao mesmo trimestre de 2020, o PIB cresceu 12,4%.

No 1º semestre, o PIB acumula alta de 6,4%. No acumulado nos quatro trimestres terminados em junho de 2021, o PIB cresceu 1,8%. Pela ótica da Oferta, a maior queda foi da Agropecuária (-2,8%), seguida pela Indústria (-0,2%). Por outro lado, o setor de Serviços cresceu 0,7%, revertendo seu desempenho negativo dos trimestres anteriores, o que é uma boa notícia. Apesar da Agropecuária só representar 6,8% do PIB total, as secas e geadas prejudicaram as culturas de café, algodão, milho e outras culturas, impactando o resultado. A soja continuou sendo um destaque positivo, principalmente no setor exportador. A Indústria (20,4% do PIB total) teve queda puxada pelas indústrias de transformação e eletricidade e gás, água e esgoto. Indústrias Extrativa e Construção foram destaques positivos no período. Apesar de Serviços representarem 72,8% do PIB total, sua retomada não foi suficiente. Os destaques foram Informação e comunicação (5,6%) e outras atividades de serviços (2,1%). As medidas restritivas foram abrandadas a partir de abril, se intensificando somente em junho. Pelo lado da demanda, a Formação Bruta de Capital Fixo (Investimentos) caiu 3,6%, o Consumo das Famílias ficou estável (0,0%) e o Consumo do Governo cresceu 0,7%. O fraco desempenho do consumo decepcionou o resultado global, pois representa 62,7% do PIB total. No setor externo, as Exportações tiveram crescimento de 9,4%, enquanto as Importações recuaram 0,6% em relação ao primeiro trimestre de 2021. O setor externo foi puxado por soja, minerais não metálicos, indústria automotiva e máquinas e equipamentos. O consumo das famílias fraco e o investimento em queda mostram como a economia ainda demonstra receios na retomada pós pandemia. Também é importante ressaltar que os últimos 3 trimestres foram de recuperação forte do PIB, o que pode ter diminuído sua tração.


31/08/2021

Taxa de Desemprego divulgada pela PNAD (IBGE) caiu para 14,1% no trimestre encerrado em junho.

Em 1 ano, população ocupada cresceu em 4,4 milhões de trabalhadores. Com o aumento, o nível de ocupação subiu 1,2 p.p., para 49,6%. Isso ainda indica que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país, 87,8 milhões. A taxa de informalidade foi de 40,6% da população ocupada, contra 36,9% há 1 ano. A construção foi o setor com maior crescimento da ocupação, 1 milhão novos trabalhadores. A taxa de desemprego foi de 11,7% para homens e 17,1% para mulheres, e ficou abaixo da média para brancos (11,7%) e acima para pretos (16,6%) e pardos (16,1%). Os mais jovens continuam sendo os mais afetados. A taxa de desemprego para a faixa etária de 18 a 24 anos foi de 29,5%, enquanto para 25 a 39 anos foi de 13,8%. Os Trabalhadores com ensino médio incompleto têm taxa de desemprego de 23%; profissionais com ensino superior completo, apenas 7,5%; e, superior incompleto, 16,5%. As maiores taxas de desemprego no 2º trimestre foram registradas em PE (21,6%), BA (19,7%) e SE (19,1%). As menores foram em SC (5,8%), RS (8,8%) e MT (9%). Em SP foi de 14,4%. Ou seja, se você é mulher, preta, jovem, com ensino médio incompleto e mora no Nordeste, principalmente em Pernambuco, suas chances de estar empregada são baixíssimas.


30/08/2021

Inflação medida pelo IGP-M apresenta desaceleração continuada em agosto, com elevação de 0,66% ante 2,74% de agosto 2020.

Nos últimos 3 meses, essa tem sido a tendência. O IGP-M abrange 3 indicadores importantes: IPA, IPC e INCC, referentes aos setores produtivo, os consumidores e construção civil, com 60%, 30% e 10%, respectivamente. O IPA avançou 0,66 p.p.; o IPC, 0,75 p.p.; e, o INCC, 0,56 p.p. no mês de agosto. No acumulado de 12 meses, apresenta acumulação de 39,97%; 8,60%; e, 17,05%, respectivamente. Percebe-se uma desaceleração no IPA e o INCC. Mas o IPC continua pressionado, repercutindo problemas relacionados à crise hídrica, sobre alimentos e energia elétrica. Culturas prejudicadas pela estiagem, como o milho e o café, pressionaram o IPA. A energia elétrica, por sua vez, foi a principal responsável pelo aumento do IPC em agosto. Caso não houvesse problema hídrico, a desaceleração do IGP-M, que serve para reajustar contratos de aluguel, seria ainda maior, indicando que a inflação está cedendo.


29/08/2021

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


27/08/2021

Recuperação econômica mais importante que inflação transitória.

Essa foi a conclusão do discurso de Jerome Powell, Presidente do FED no aguardado evento de Jackson Hole. O programa de compra de títulos do Tesouro Americano no valor de US$ 120 bilhões mensais deve terminar no fim do ano, segundo Powell, mas a taxa de juros deve ser mantida. Os estímulos têm sido importantes para a recuperação da economia americana e ajudam no processo de retomada de empregos, uma preocupação do FED, diferente do Brasil. Esses estímulos monetários têm gerado distorções de mercado, com impacto direto na inflação, principalmente de commodities minerais, como minério de ferro e petróleo. Segundo Powell, a inflação é transitória e seu combate não deve ser priorizado em detrimento ao programa de recuperação da economia e empregos, que precisam continuar. Novas variantes do COVID-19, como a Delta, podem comprometer o processo, determinando que os estímulos continuem, pois o setor de serviços ainda não se recuperou. O resultado desse discurso animou os mercados, impulsionando ações de empresas exportadoras de commodities, como a Vale e a Petrobras, empurrando o Ibovespa para cima.


26/08/2021

O CAGED continua mostrando bom desempenho nos empregos formais na economia brasileira.

Em julho, foram 316.580 vagas líquidas. Todos os estados com números positivos. O Ministério do Trabalho informou que todos os 7 meses do ano foram positivos, sendo o mês de julho o segundo melhor da série. No acumulado do ano, são 1,8 milhão de vagas. Todas as regiões ficaram no positivo, sendo o SE em primeiro lugar e o NE em segundo lugar. O Estado de Pernambuco teve a quarta melhor geração de empregos dentro do NE. Importante informar que todos os setores geraram vagas líquidas, com destaque para serviços, que mais emprega e que vem retomando com a maior abertura da economia. Segundo o Ministério do Trabalho, são 41 milhões de brasileiros empregados formalmente. Segundo o IBGE, porém, são 15 milhões de desempregados, incluindo os informais.


25/08/2021

Investimento Estrangeiro Direto tem crescimento de 16,6% no mês de julho.

O Banco Central divulgou o resultado do desempenho de julho das contas externas brasileiras, com resultado negativo de US$ 1,6 Bilhão. No acumulado de 2021, o déficit chega a US$ 8,32 Bilhões, uma queda de 40,17% na base anual. É importante entender que esse resultado leva em consideração todas as transações do Brasil com o resto do mundo, incluindo a balança comercial, serviços adquiridos por brasileiros no exterior, rendas, como remessas de lucros, pagamento de juros e dividendos do Brasil para outros países. Um dos bons resultados vem da balança comercial que apresentou saldo positivo em julho de US$ 6,3 Bilhões. Esse foi o resultado de exportações na ordem de R$ 25,8 Bilhões e importações de R$ 19,5 Bilhões. Mais importante nesse resultado é o crescimento de 16,6% do Investimento Estrangeiro Direto (IED) no país em relação ao mesmo período de 2020, no valor de US$ 6,103 Bilhões. A relevância desse resultado tem relação direta com a retomada de aportes de investidores internacionais na economia brasileira, que sempre foi um dos principais destinos internacionais na atração de IED. À medida que mais projetos de concessões e os primeiros de privatizações aconteçam, esse número irá crescer mais, principalmente com investidores chineses em infraestrutura brasileira.