PodCasts

11/05/2021

IPCA tem redução em abril, mas no acumulado de 12 meses, se mantém acima do teto da meta.

O IPCA, indicador oficial da inflação brasileira teve redução no seu ritmo no mês de abril, ficando em 0,31%. Esse valor representa uma queda em relação ao mês de março, quando o indicador registrou alta de 0,93%. No acumulado dis últimos 12 meses, o índice subiu para 6,76%, valor mais alto desde 2018, e acima do teto da meta do BC de 5,25% para 2021. A inflação deve continuar subindo e passar dos 7% nos próximos meses, para depois convergir para o teto da meta. A pressão inflacionária atual está mais relacionada ao lado da oferta do que da demanda, pois muitas commodities seguem com seus preços pressionados no mercado internacional, influenciando o mercado nacional. Combustíveis, carnes, soja e minério de ferro são alguns dos produtos mais pressionados. O problema também está sendo sentido em outros países, com os EUA. A elevação da SELIC talvez não traga efeitos diretos na inflação, mais sim através do seu impacto no câmbio, que por sua vez impacta nos preços das commodities, principalmente os combustíveis.


10/05/2021

Commodities vivem momento ímpar e podem elevar participação no PIB de 2021.

O mercado internacional de commodities vive um novo ciclo de expansão de demanda, trazendo impactos positivos balança comercial brasileira e consequentemente no PIB. Os pacotes de estímulos financeiros nos países desenvolvidos têm aumentado a demanda internacional fazendo com que a participação das commodities no PIB brasileiro seja incrementada, se aproximando dos 45% e acima dos 40% de 2020. Esse patamar leva em consideração todos os elos da cadeia: extração, produção, exportação, logística e serviços finais. Os Termos de Troca atuais, que representam a relação direta entre preços de produtos exportados em relação a importados, superam aqueles do pico do ano de 2011, conhecido como super ciclo das commodities. Seguindo neste ritmo, a economia brasileira pode ser beneficiada, atenuando os problemas internos, como a lentidão na vacinação, que podem atrapalhar uma recuperação mais robusta do país.


10/05/2021

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


07/05/2021

Varejo encerra o trimestre com queda de 0,6% em março.

As vendas no varejo caíram 0,6% em março na comparação com fevereiro. Este resultado negativo veio após um saldo positivo no mês de fevereiro. A queda foi sentida por sete das oito atividades pesquisadas pelo IBGE. Na comparação com o 4º trimestre de 2020, a queda foi de 4,3%. No acumulado de 12 meses, o varejo registra saldo positivo de 0,7%, mas devolveu o ganho observado após a pandemia. Os setores que mais caíram foram: livros, jornais e revistas com (-50,2%); tecidos, vestuário e calçados (-50,1%); e, veículos, motos, peças e partes, na comparação com o nível pré-pandemia. No varejo ampliado a construção civil tem se mantido aquecida por conta do auxílio emergencial e também por conta dos juros baixos. Na comparação ao período pré-pandemia, o setor teve crescimento de 13,9%. A pesquisa indica que o isolamento social trouxe impactos negativos ao varejo, segundo respostas das empresas. Esse resultado soma-se ao da indústria, que também veio negativo. Falta saber o desempenho do setor de serviços para ver se o PIB teve queda no 1º trimestre.


06/05/2021

Indústria sofre com escassez recorde de insumos.

O setor industrial tem sofrido com reflexos econômicos da pandemia, principalmente na aquisição de matérias-primas. A escassez de insumos bateu recorde, segundo aponta a FGV Ibre. A situação piorou no mês de abril. Em janeiro, 20% das indústrias indicaram esse problema. Em abril, 25,3% das empresas entrevistadas têm relatado a mesma dificuldade, maior patamar em 20 anos. Todos os setores relataram piora no acesso a matérias-primas. A indústria de bens de consumo duráveis está na pior situação, com 65,5% do setor com escassez de matéria-prima. Parte do problema está ligado diretamente ao preço do aço que teve forte apreciação no mercado mundial. O dólar caro também é responsável por essa escassez, pois os insumos importados ficaram mais caros e indústrias nacionais estão preferindo exportar sua produção.


06/05/2021

Debate CBN Recife com Mário Neto

O Debate CBN Recife com Mário Neto recebeu nesta quinta-feira (6) de maio, o Ph.D em Economia pela Universidade da Geórgia e Professor da UFPE Ecio Costa e a Doutora em Ciência Política, Priscila Lapa. Os participantes analisaram os cenários político e econômico do estado de Pernambuco e do Brasil, observando as questões como a perda de milhares de vagas de emprego formal em 2021, a CPI da Covid-19 e seus impactos e o papel do Senador Fernando Bezerra Coelho em defesa do governo federal na CPI. Por fim, discutiram sobre a aprovação da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal da venda direta de etanol a postos de combustível.


05/05/2021

Banco Central eleva SELIC em 0,75 p.p. para 3,5% ao ano e sinaliza mais uma alta na mesma magnitude.

O Conselho de Política Monetária (COPOM) do BC em decisão unânime elevou a taxa básica de juros (SELIC) em 0,75 p.p., seguindo a trajetória de alta sinalizada na reunião de março. A elevação da SELIC não vai impactar diretamente nos preços das commodities internacionais que estão e continuarão pressionando a inflação brasileira. O efeito pode vir de forma indireta, porém, via desvalorização do dólar por conta da diferença de juros entre Brasil e EUA que irá aumentar, fazendo com que investidores coloquem mais recursos nos títulos brasileiros. O reflexo disso pode ser visto no Dólar, que fechou hoje em R$5,36 e deve continuar baixando. O Banco Central também não controla os preços administrados via taxa de juros e a energia elétrica é quem vai puxar a inflação nos próximos meses. O COPOM informou em seu comunicado que irá repetir a dose de elevação da SELIC na próxima reunião, a não ser que as condições de mercado se alterem.


04/05/2021

Superávit da balança comercial de US$ 10,34 bilhões bate recorde em abril.

O Ministério da Economia apresentou o saldo da balança comercial brasileira para o mês de abril e o saldo positivo foi o maior da série histórica iniciada há 33 anos. No mês de abril as exportações de US$ 26,48 bilhões representam um aumento de 50,5% em relação a abril de 2020. No mesmo período, as importações foram de US$ 16,13 bilhões. O saldo de US$ 10,34 bilhões é explicado pelos preços das commodities em alta no mercado internacional e o dólar desvalorizado. No acumulado do ano, o saldo da balança comercial teve uma elevação impressionante de 103,9%. As expectativas para 2021 são de um saldo positivo de US$ 89,4 bilhões, segundo o Ministério da Economia, uma alta de 75%.


03/05/2021

Real se valorizando?

Após um longo período de valorização, o Dólar dá sinais que deve entrar em uma trajetória de recuo frente ao Real. Depois de ter atingido R$ 5,80 em março num dia de tensões no mercado com a anulação das condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Dólar fechou o mês de abril em R$ 5,43. No acumulado do ano, porém, o Real está desvalorizado em 4,60%. Ainda assim, o Real melhorou sua posição dentre as moedas, deixando de ser a mais desvalorizada para se tornar a 5ª pior em relação ao Dólar. Os sinais positivos começaram a surgir após a aprovação do orçamento de 2021, somando-se a melhoras na entrada de recursos via Investimento Estrangeiro Direto, saldos positivos da Balança Comercial e elevação da SELIC.


03/05/2021

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.