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19/04/2021

Prévia do PIB apresenta alta de 1,7% em fevereiro, 10ª alta consecutiva.

O Banco Central divulgou os dados do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) referentes ao mês de fevereiro, apontando alta de 1,7% de crescimento em relação ao mês de janeiro. O indicador é tido como uma prévia do PIB, sendo estimado mensalmente, diferente do PIB que é divulgado trimestralmente pelo IBGE. O Indicador do Banco Central reúne informações do nível de atividade dos três setores da economia: agropecuária, indústria e serviços. Na comparação com fevereiro de 2020, o IBC-Br obteve uma expansão de 0,98% Foi a décima alta consecutiva do indicador, que agora se encontra em um patamar superior àquele anterior à pandemia do coronavírus. Vale lembrar que as maiores quedas apresentadas pelo indicador aconteceram nos meses de março e abril de 2020 com -5,79% e -9,14%, respectivamente. Após esses dois meses de forte queda, o indicador apresentou uma recuperação mês a mês. A expectativa do mercado, de queda no PIB no primeiro trimestre deste ano, por conta das medidas restritivas que foram necessárias na contenção das infecções do COVID-19 no mês de março, deve ser repensada com os dados apresentados pelo IBC-Br para um possível resultado positivo.


19/04/2021

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


16/04/2021

PIB Chinês cresce 18,3% no primeiro trimestre, maior elevação da série histórica iniciada em 1992.

O Escritório Nacional de Estatísticas divulgou que o crescimento do PIB chinês bateu recorde no primeiro trimestre de 2021 com elevação de 18,3% em relação ao mesmo período de 2020. Este é o melhor resultado desde 1992, quando se iniciou a série histórica. O primeiro trimestre de 2020 foi marcado por uma queda de 6,8% devido aos impactos econômicos do COVID-19. Portanto, na comparação anual, a base de comparação está fraca, possibilitando esse crescimento elevado. O FMI estima que o PIB chinês deve crescer 8,4% em 2021, enquanto que a autoridade chinesa tem uma expectativa de crescimento em torno de 6%. A recuperação ainda está desigual. O setor exportador apresentou o melhor resultado no primeiro trimestre, principalmente na exportação de produtos eletrônicos para o teletrabalho e de equipamentos médicos, que em sua maioria foram exportados para os Estados Unidos e União Européia. Em março as exportações chinesas cresceram 30,6%.


15/04/2021

Setor de serviços tem alta de 3,7% em fevereiro e chega ao nível pré-crise.

O IBGE divulgou os dados para o setor de serviços referente ao mês de fevereiro, indicando crescimento de 3,7% em relação ao mês anterior e 0,9% em relação a 2020. Com isso, o setor recupera as perdas ocorridas durante a pandemia. Com nove meses consecutivos de taxas positivas, o setor acumula um crescimento de 24,0%, se recuperando assim da perda de 18,6% registrada entre os meses de março e maio de 2020. O crescimento foi bastante descentralizado em todo o país. São Paulo (4,3%), Minas Gerais (3,5%), Mato Grosso (14,8%) e Santa Catarina (3,9%) tiveram os melhores resultados apresentados. O Distrito Federal (-5,1%) foi quem teve a pior retração. Dentre as 5 grandes atividades pesquisadas, os setores de maior destaque para o crescimento estão diretamente ligados às vendas pela internet (e-commerce). A pesquisa aponta que o setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios cresceu 4,4%, acumulando alta de 8,7% no ano e superando em 2,8% o desempenho do ano de 2020. Outro setor que voltou a crescer depois de resultados negativos ligados às restrições no combate ao COVID-19, foi o de serviços prestados às famílias, com crescimento de 8,8%, porém o setor ainda se encontra 23,7% abaixo do nível pré-pandemia.


14/04/2021

Banco Central usa R$ 68,2 Bilhões das reservas internacionais de agosto de 2019 pra cá, mas não impede alta do Dólar.

O Banco Central usou US$ 68,273 Bilhões em venda direta de Dólares das reservas internacionais do país de agosto de 2019 até o mês de março de 2021, tentando amenizar a alta do câmbio, mas não teve sucesso, pois o Real se desvalorizou em mais de 40% no período e foi uma das moedas que mais perdeu valor em relação ao Dólar. A operação com venda direta iniciou-se em agosto de 2019, depois de mais de uma década utilizando apenas operações de Swap cambial. Fatores importantes tiveram impacto na depreciação da moeda brasileira, como a taxa de juros básica (Selic) que apresentou uma trajetória de redução no mesmo período chegando ao patamar de 2% ao ano e somente agora teve sua primeira elevação de 0,75 p.p., fazendo com que os papéis da dívida brasileira perdessem atratividade com remuneração baixa frente ao risco do país. Isso afastou os investidores internacionais. A pandemia também pesou na depreciação da moeda nacional, pois o Governo Federal usou de sua politica fiscal para conter os avanços dos efeitos do COVID-19 sobre a economia do país, gerando um déficit acima dos R$ 700 Bilhões de reais em 2020, elevando a relação dívida/PIB do Brasil e levantando preocupações quanto à solvência do país.


13/04/2021

Varejo volta a apresentar crescimento em fevereiro.

As vendas do setor varejista voltaram a apresentar resultado positivo após dois meses consecutivos de queda. O mês de fevereiro encerrou com crescimento de 0,6%. Em relação ao mesmo período no ano de 2020, o saldo ficou negativo (-3,8%) e no período de 12 meses acumulados, houve crescimento de 0,4%. Apesar do cancelamento do Carnaval neste ano, que prejudicou a venda de bebidas alcoólicas, o retorno das aulas movimentou o setor de livros, jornais, revistas e papelaria com um crescimento de 15,4%. Outros setores que se destacaram no mês foram: móveis e eletrodomésticos, com alta de 9,3%; e, tecido, vestuário e calçados com alta de 7,8%. No varejo ampliado, o resultado também foi positivo, o setor de veículos, motos, partes e peças e o setor de material de construção, tiveram altas de 8,8% e 2%, respectivamente. O afrouxamento das medidas restritivas, apresentando uma retomada da atividade econômica, ajudou na recuperação do varejo no mês de fevereiro.


12/04/2021

Brasil tem queda relevante no PIB per capita na década.

Segundo o relatório Word Economic Outlook do FMI, o Brasil teve queda em seu PIB per Capita em relação ao demais países do mundo ao longo da década de 2011 a 2020. A importante variável calcula o nível de desenvolvimento do país em relação aos demais, sendo estimado a partir da divisão do PIB do período analisado pela população do país no mesmo período. A comparação em relação a outros países é feita convertendo do valor do PIB per Capita nacional para o dólar, descontando a inflação existente nos países durante o período. Ou seja, usando o dólar descontado pela PPC - Paridade do Poder de Compra. O estudo relevou que entre 2011 e 2020 o Brasil caiu da 77ª posição pra a 85ª posição. Observando a trajetória, destaca-se o período de 2014 a 2016, em que o país saiu da 78ª posição para a 85ª colocação, devido aos inúmeros erros na política econômica vigente no período que gerou uma crise econômica fortíssima. Desde então, manteve-se nessa posição. Na comparação global, fica demonstrado que o Brasil tem perdido seu protagonismo econômico. Na comparação entre os países emergentes, no ano de 2011 a média do PIB per Capita dos países emergentes equivalia a 57% do PIB per Capita brasileiro. Atualmente, equivale a 77,2%, o que aponta uma piora substancial na última década, mostrando que o Brasil perdeu protagonismo em meio aos países emergentes.


12/04/2021

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


09/04/2021

Inflação acumulada em 12 meses fica acima do teto.

O IPCA de março teve alta de 0,93%, a maior elevação desde 2015, quando atingiu 1,32%. Em 12 meses, a inflação acumulada atingiu 6,10%, superando o teto da meta para 2021 de 5,25%. A última vez em que isso aconteceu elevação foi em dezembro de 2016. Os maiores responsáveis pela elevação neste mês foram os combustíveis, com alta de 11,23% e do gás de botijão (4,98%). Com esse patamar de inflação, a elevação da SELIC para o mês de maio se torna cada vez mais concreta. Mas, será que isso resolverá o problema? Os preços dos insumos continuam pressionados, o câmbio também. Outros países, como a China, continuam com uma demanda forte e com sinais de inflação. E ainda teremos outra rodada do Auxílio Emergencial.


08/04/2021

Câmara de Deputados aprova regime de urgência para projeto que muda índice de correção de contratos de aluguel para o IPCA.

A Câmara de Deputados aprovou o regime de urgência para o projeto de lei 1026/21 que determina o uso do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para a correção dos contratos de aluguel residencial e comercial. O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) teve elevação de 31,1% nos últimos 12 meses, já a inflação, medida pelo IPCA, encontra-se em 4,86% no mesmo período. Na prática, locatários e locadores já estão utilizando o IPCA como índice de reajuste desde o ano passado, por conta da forte elevação do IGP-M e da crise causada pelo COVID-19. Com a aprovação do regime de urgência, o projeto não terá mais a necessidade de tramitar pelas comissões, o que irá agilizar sua votação em plenário, posteriormente seguindo para avaliação e aprovação do Senado Federal, concretizando-se com a sanção presidencial.