PodCasts

24/12/2020

Após 4 anos do Brexit, o Reino Unido celebra acordo comercial com a União Europeia.

Nesta véspera de Natal, o Reino Unido e a União Europeia finalmente chegaram a um acordo comercial que estabelece as regras que entrarão em vigor a partir de 1 de janeiro de 2021. Foram 11 meses de negociações e o prazo para aprovação se esgotaria no final de dezembro deste ano. Após concessões acertadas por ambas as partes, o consenso foi estabelecido para a formalização do acordo. Como condições principais, o Reino Unido aceitará as mesmas regras de proteção ambiental e às leis trabalhistas da União Europeia, e também não poderá subsidiar suas empresas para ter acesso ao mercado europeu. Outro fator que vinha travando as negociações era o acesso à pesca em seu território marítimo por países europeus. O texto segue para os parlamentos britânico e da comunidade europeia para aprovação.


23/12/2020

O Brasil gerou 414.556 empregos com carteira assinada em novembro.

O Brasil apresentou recorde de contratações formais no mês de novembro, maior de toda série histórica, que teve início em 1992. Os dados são do Caged, divulgados nesta quarta-feira (23). Este é o quinto mês seguido com viés de alta nas contratações de carteira assinada, deixando o saldo positivo de janeiro a novembro em 227.025 contratações. A retomada nas contratações com carteira assinada é de elevada importância para a recuperação econômica do país. Somente no mês de abril, o número de demissões havia sido de 948.875, devido à pandemia do COVID-19. Outro dado importante é que os setores de serviços (179.261) e de comércio (179.077) foram os maiores contratantes no mês de novembro. Ao observar por região, todas tiveram saldo positivo, o Sudeste foi quem mais contratou, com 215.059, e o Nordeste apresentou 71.879 contratações. O IBGE também divulgou dados sobre emprego hoje, mostrando que o país chegou a uma taxa de desemprego de 14,2%, com mais de 14 milhões de desempregados. A metodologia de levantamento é diferente, porém.


22/12/2020

IPCA-15 tem alta de 1,06% em dezembro e fecha 2020 com 4,23%.

O IBGE divulgou os dados referentes à prévia da inflação, o IPCA-15, para o mês de dezembro, com alta de 1,06%. Foi a maior variação mensal do índice desde junho de 2018 (1,11%). A taxa acumulada em 12 meses ficou em 4,23%, acima da meta central do governo para o IPCA em 2020, de 4%. Em dezembro do ano passado, o IPCA-15 teve alta de 1,05%, muito próximo ao que se apresentou neste ano. O grande vilão este ano foram os alimentos, que tiveram alta de 14,36%, representando mais de 50% do IPCA-15. Para o ano de 2021 o centro da meta está fixado em 3,75% e deve fazer com que a SELIC suba, pois a pressão sobre o IPCA deve continuar.


21/12/2020

Estímulos Fiscais e Monetários representam 29% do PIB global.

A necessidade de socorrer as economias durante a pandemia da COVID-19 fez com que os estímulos fiscais se avolumassem, chegando ao montante de 29% do PIB global, segundo levantamento feito pelo Bank of America. As injeções fiscal e monetária chegam ao valor de US$ 25 Trilhões, sendo US$ 15,23 Trilhões de política fiscal e US$ 9,32 Trilhões de política monetária. Esse levantamento incluiu 97 países, União Europeia, FMI e Banco Mundial. Os Estados Unidos aplicaram 28,1% do PIB em estímulos fiscais e o Japão aparece em primeiro com 63,7%. O Brasil aparece na lista com 11,2%, maior da América Latina. A tendência é que no ano de 2021 esses estímulos sejam paulatinamente retirados, conforme as economias promovam suas reaberturas com a chegada das vacinas.


21/12/2020

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


18/12/2020

2 anos de Paulo Guedes como Ministro da Economia: avanços importantes e frustrações

Após 2 anos à frente do Ministério da Economia, o Ministro Paulo Guedes ainda tem dificuldades para implementar a agenda liberal apresentada durante a campanha de 2018. Além das dificuldades de tramitação das reformas no congresso, os efeitos da COVID-19 causaram impactos significativos na estratégia de tramitação das reformas estruturais. A promessa é que, para os próximos dois anos, a agenda fiscal seja prioridade. O Ministro ao longo de seu mandato ainda teve algumas baixas em seu escalão principal como ex-secretário especial de desestatização, Salim Mattar, juntamente com o ex-secretário de desburocratização e governo digital, Paulo Uebel. As saídas se deram pela dificuldade em fazer suas pastas avançarem, diante de um cenário político conturbado. As reformas tendem a ser prioridade para os próximos 2 anos. Entre elas estão: reforma administrativa, reforma tributária, privatizações e concessões, PECs da desoneração e desburocratização.


17/12/2020

FMI recomenda manutenção do teto de gastos em 2021, mas não descarta necessidade de continuação de estímulos econômicos.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou seu relatório anual sobre a economia brasileira, destacando a necessidade da manutenção do teto de gastos para o ano de 2021, mas alertou sobre a possibilidade de manutenção do pacote de estímulos econômicos. O relatório aponta que, diante de um cenário em que a atividade econômica se demonstra frágil, principalmente no setor de serviços, responsável por 70% do PIB nacional, somado à incerteza de um plano nacional de vacinação, que aceleraria a retomada, faz-se necessário estender o pacote de estímulos econômicos. O fundo também destaca a possiblidade de realocação de recursos no orçamento vigente mas dentro do teto, para a criação de uma rede de proteção social permanente. Outro ponto que o relatório determina ser crucial é a retomada da agenda de reformas que ajudariam numa consolidação fiscal da economia no médio prazo.


16/12/2020

Brasil é um dos Países menos preparados para transformação econômica, segundo Relatório de Competitividade Global.

Segundo relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, o Brasil é um dos países menos preparados para a transformação econômica que influenciará os próximos 5 anos. Em 11 das principais áreas de avaliação do estudo, o Brasil se encontra abaixo da média em todas. As áreas envolvem o meio ambiente, novos mercados, inovação e capital humano. O relatório analisou 37 países e avaliou a capacidade dos países em seu processo de modernização que garanta a melhoria do serviço público, digitalização e investimento em política ambiental. O estudo busca observar o melhor caminho para que os países migrem da crise econômica causada pelo COVID-19 para um modelo mais produtivo inclusivo e sustentável. Um dos pontos relevantes do levantamento considera o Brasil como um dos 3 piores em termos de confiança no governo e nível de corrupção, junto com México e Grécia.


15/12/2020

Ministério da Economia propõe meta fiscal com déficit de R$247,1 Bilhões.

Após alerta do TCU, o Ministério da Economia recuou em sua estratégia de apresentar uma meta fiscal flexível para 2021, e fixou a meta com um déficit de R$ 247,1 bilhões para o próximo ano na LDO. Em 2019, devido à arrecadação bilionária com o leilão de petróleo (cessão onerosa), as contas públicas chegaram ao final do ano com um déficit de R$ 61,87 bilhões, melhor resultado desde 2014 e uma relação dívida/PIB de 79%. A meta para 2020 era de um déficit de R$ 118,9 bilhões, mas até outubro deste ano já se contabiliza um rombo de R$661,8 bilhões. Por conta disso, a previsão para a dívida bruta do Brasil é de chegar a 96% do PIB em 2020.


14/12/2020

IBC-Br tem alta de 0,86% em outubro, 6° alta seguida.

O Banco Central divulgou o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) para o mês de outubro com alta de 0,86% na passagem mensal, 6° mês consecutivo com resultado positivo. Em relação ao mesmo mês do ano passado, porém, ainda apresenta contração de 2,61%. Com o crescimento registrado em outubro, o IBC-Br atingiu 136,75 pontos, permanecendo pouco abaixo do patamar de fevereiro, de antes da pandemia, quando estava em 140,07 pontos. Este resultado pode indicar que a queda do PIB em 2020 venha a ser menor que a atual previsão de 4,41%, apresentada no último Boletim FOCUS.