PodCasts

02/12/2020

A necessidade da volta da agenda econômica no pós-eleição.

Após as eleições municipais e chegando ao fim de um ano de forte aumento da dívida pública, a necessidade de uma agenda econômica que inclui reformas estruturantes para a retomada do crescimento econômico e social se tornou imprescindível. O Brasil já acumulou neste ano um déficit de R$633 bilhões (10,58% do PIB), comparado a R$33,0 bilhões de janeiro a outubro de 2019 (0,55% do PIB), e no acumulado em doze meses, R$661,8 bilhões. Para reverter este quadro e traçar uma trajetória positiva na retomada econômica que se desenha para o ano de 2021, é necessário um alinhamento entre Governo Federal e Congresso Nacional para votações que estão paradas na Câmara e no Senado, tais como Reforma Tributária, Reforma Administrativa, além das 3 PECs que aguardam votação nas casas, juntamente com a votação do orçamento para o próximo ano. O ajuste fiscal é de suma importância para o fortalecimento da credibilidade na busca de investidores, principalmente para a preservação do teto de gastos.


30/11/2020

Contas públicas atingem superávit após 8 meses de rombo.

Após 8 meses seguidos de déficit profundo nas contas públicas, o mês de outubro voltou a apresentar superávit, divulgou o Banco Central nesta segunda-feira (30). A conta envolve o governo federal, estados, municípios e empresas estatais. O setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 2,95 bilhões em outubro. No Governo Central, houve déficit de R$ 3,2 bilhões. Nos estados e municípios e nas empresas estatais, foram registrados superávits na ordem de R$ 5,2 bilhões e de R$ 998 milhões, respectivamente. No acumulado do ano, até outubro, o déficit primário atingiu R$ 633 bilhões, ante déficit de R$ 33 bilhões no mesmo período de 2019. No acumulado em doze meses, o déficit primário já atingiu R$661,8 bilhões (9,13% do PIB). A Preocupação reside, atualmente, na elevação da dívida pública, que atingiu o patamar recorde de 90,7% em outubro e no pagamento de juros, que passou da marca histórica de R$ 1 Trilhão, no acumulado de 12 meses.


30/11/2020

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


27/11/2020

Desemprego atinge recorde, com 14,1 milhões de desempregados.

O IBGE divulgou os dados da PNAD Contínua do 3° trimestre que se encerrou em setembro e o desemprego chegou a 14,6%, uma elevação de 1,3 milhão de desempregados em 3 meses. O aumento corresponde a um incremento de 1,3 ponto percentual em relação ao 2º trimestre (13,3%) e de 2,8 pontos percentuais frente ao mesmo intervalo do ano passado (11,8%). É a maior taxa da série histórica iniciada em 2012. Apesar do resultado negativo, especialistas estimavam um número ainda maior com a pesquisa da Reuters indicando uma taxa de desemprego de 14,9%. Durante o ápice da pandemia, o isolamento social e o Auxílio Emergencial ajudaram para que somente agora o número de pessoas procurando por emprego aumentasse. A taxa de desemprego apontada no indicador subiu em 10 estados, o estado da Bahia lidera com 20,7%. Setorialmente, somente agricultura e construção apresentação redução no desemprego.


26/11/2020

Geração de empregos formais bateu recorde em outubro com 394.989 vagas.

O Ministério da economia divulgou nesta quinta-feira (26) que, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o mês de outubro teve recorde na geração de empregos formais líquidos, com 394.989 vagas a mais, dado recorde da série histórica que começou em 1992. Este é o quarto mês seguindo em que a abertura de vagas com carteira assinada superou as demissões. De janeiro a outubro, porém, o Brasil ainda está no negativo com 171.139 vagas de carteira assinada fechadas. No mesmo período do ano passado, o país havia realizado 841.589 contratações a mais do que demissões. De todo jeito, se o Brasil fechar o ano no zero a zero ainda será um enorme ganho, tendo em vista a previsão de queda do PIB de 4,5%.


25/11/2020

Próximo de sua privatização, Correios terá lucro no ano de 2020.

O balanço preliminar de janeiro a setembro deste ano trouxe números positivos à estatal, é o que indica a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), com lucro de R$ 836,5 milhões, melhor resultado obtido desde 2012. Estima-se que, a depender do volume durante a Black Friday e o Natal, o lucro seja superior a R$ 1 bilhão no final do ano. A privatização da empresa é tida como prioridade para a equipe do Ministério da Economia. O argumento em favor da privatização tem a ver com a melhoria na eficiência e a competividade que leva ao ganho de produtividade do setor.


24/11/2020

A pandemia gerou escassez de matéria-prima, excesso de demanda e desabastecimento no varejo, fazendo os preços se elevarem.

A pandemia trouxe um desequilíbrio nos mercados brasileiros e o resultado a curto prazo tem sido a inflação. No meu podcast de hoje, relato 6 razões para que este desabastecimento tenha acontecido, as prováveis consequências e quando deve ser resolvido


23/11/2020

Paulo Guedes afirma que Brasil terá redução gradual de estímulos governamentais.

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o compromisso de apoio, via estimulos econômicos, deve cessar juntamente com a redução de infectados pelo COVID-19. O Ministro relatou, também, que em caso de um retorno do aumento do número de casos, confirmando uma segunda onda, os estímulos econômicos podem ser prorrogados. Em sua avaliação, as medidas tomadas pelo Governo Federal durante a pandemia reduziram de forma considerável o impacto direto na economia, fator que ajudou a promover uma recuperação da atividade econômica mais intensa que a maioria dos países. Paulo Guedes afirmou, contudo, que a prioridade do ano de 2021 é a retomada da agenda de responsabilidade fiscal e destravamento da economia, possibilitando um crescimento baseado em investimentos com recursos do setor privado, ao invés dos estímulos via consumo, com estímulos governamentais que temos hoje


23/11/2020

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


20/11/2020

Centro de Liderança Pública divulga Ranking de Competitividade dos Municípios e Recife fica na 100ª colocação.

O Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com o a Gove e o Sebrae, divulgou na última quinta-feira (19) o Ranking de Competividade dos Municípios do Brasil, pela primeira vez apresentando um levantamento do nível de competividade municipal. O ranking avaliou 405 cidades com mais de 80 mil habitantes. No Nordeste, 88 municípios foram analisados, porém nenhum conseguiu classificar-se entre os 60 primeiros colocados. O melhor colocado da região foi João Pessoa, na 70ª colocação. A análise observou 55 indicadores, separados por 12 pilares temáticos com 3 dimensões centrais para a promoção da competividade acompanhado da melhoria da gestão pública municipal. Os principais aspectos analisados são; sustentabilidade fiscal, funcionamento da máquina pública, acesso e qualidade da saúde, acesso e qualidade da educação, segurança, meio ambiente, inserção econômica, inovação e dinamismo econômico, capital humano e telecomunicações. O Nordeste representou 22% da amostra, com 88 municípios avaliados, porém ocupando em sua melhor colocação apenas a 70ª posição.