PodCasts

17/10/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


14/10/2022

Setor de Serviços cresce novamente em agosto e agora está 10,1% acima no nível pré-pandemia

O crescimento de 0,7% no mês de agosto em relação a julho deixou o setor 0,9% abaixo do ponto mais alto da série histórica (novembro de 2014). PIB e Taxa de Desemprego serão revisados. Frente a agosto de 2021, o setor cresceu 8,0%, a 18ª taxa positiva consecutiva. O acumulado do ano chegou a 8,4% e o acumulado nos últimos 12 meses ficou em 8,9%. Trata-se da 4ª alta seguida, com ganho acumulado de 3,3% no período e impactando o resultado do PIB do 3º trimestre. Com isso, o setor está 10,1% acima do nível pré-pandemia, em fevereiro de 2020, e fica apenas 0,9% abaixo do maior patamar da série histórica, novembro de 2014. O setor é o que possui o maior peso na economia brasileira, 70% do PIB, e foi o mais atingido pela pandemia. 3 das 5 atividades avançaram: serviços prestados às famílias teve seu 6º crescimento seguido (1,0%), acumulando 10,7% nos 6 meses; outros serviços (6,7%); informação e comunicação (0,6%); Transportes (-0,2%); e, serviços profissionais, administrativos e complementares (0%). Ao analisar por estados, 18 das 27 unidades da federação tiveram alta. Os impactos positivos mais importantes vieram de SP (1,6%), DF (5,0%), MG (1,0%) e RJ (0,5%). As principais influências negativas vieram do PR (-7,1%), GO (-3,4%) e RS (-1,1%). PE teve crescimento de 1,7%. O setor de serviços é muito importante porque ele tem a maior participação no PIB brasileiro, acima de 70%, e porque é o que mais emprega, com empregos formais e informais. A queda na Taxa de Desemprego e a subida o PIB esse ano são consequência do bom desempenho do setor.


13/10/2022

A inflação americana agora está acima da brasileira

O CPI – Consumer Price Index, veio acima do esperado, subindo 0,4% no mês de setembro e para 8,2% no acumulado de 12 meses. Dessa forma, a inflação está acima da brasileira, que registrou 7,17% no acumulado de 12 meses. As principais contribuições positivas para o aumento nos preços vieram de alimentação, acomodação e cuidados médicos. Em contrapartida, uma queda de 4,9% no preço da gasolina segurou a inflação de uma alta mais acentuada no mês, mas o espalhamento da inflação ainda está alto. A expectativa para o resultado desse indicador de inflação, equivalente ao IPCA, era de uma menor expansão e o resultado acima do esperado deixou os mercados mais certos que os juros nos EUA irão ser elevados em 0,75 ponto percentual na próxima reunião do Fomc agora em novembro. Além disso, novas perspectivas agora mostram que o Federal Reserve deve prolongar o ciclo de aperto monetário, elevando os juros até o patamar de 5% ou 5,25% no ano que vem. Essa persistência da inflação leva a uma maior contração da economia, gerando consequências nos mercados. As consequências para os mercados vêm no preço das ações, que tendem a cair quando os juros aumentam devido à maior atratividade da renda fixa. O preço das ações também cai por conta de o crédito ficar mais caro, desacelerando diversos mercados mundiais que dependem dele. O Dólar tende a se valorizar, pois os juros mais altos nos EUA atraem mais investidores internacionais para a compra de títulos americanos, novamente atraídos pelos juros mais elevados pagos por lá. Mas o principal problema é a mensagem que o aumento dos juros traz nos mercados. Juros mais altos indicam desaceleração na economia, que derruba preços de commodities e leva países à recessão. O impacto será sentido por todos os países e o Brasil não vai ficar de fora. 2023 será um ano mais difícil, a não ser que a inflação ceda antes em todos os lugares.


12/10/2022

O Novo Marco da Securitização já está permitindo que empresas de todos os setores emitam Certificados de Recebíveis (CRs), ampliando o crédito

Até então, somente CRAs – Certificados de Recebíveis do Agronegócio e CRIs – Certificados de Recebíveis Imobiliários eram possíveis. O Marco da Securitização sancionado pelo Governo Bolsonaro organizou o seu funcionamento, ampliando para que empresas de todos os setores possam usar os seus créditos de recebíveis para operações de capital de giro, antecipando o recebimento e pagando juros para os investidores. A mudança traz mais opções de crédito para as empresas, pois hoje dependem muito de empréstimos bancários, que muitas vezes não casam com o perfil do recebível ou através de operações com Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) que são caras e de valor muito alto. A estrutura do CR costuma ser mais barata do que a estrutura do FIDC porque o FIDC possui uma governança maior com vários representantes. O CR ele tem menos prestadores de serviço envolvidos, o que diminui o custo e agiliza os processos de crédito junto às securitizadoras. As regras dos novos CRs indicam que, diferente dos CRAs e CRIs, haverá pagamento de imposto de renda pelo investidor, que adquirir os certificados, como numa operação de renda fixa. Apesar disso, também passa a ser uma oportunidade para investidores obterem maior lucratividade. O Marco também traz regras para as securitizadoras, garantindo mais segurança para as operações. A empresa precisa ter um patrimônio separado para cada operação que fizer. Se a securitizadora quebrar, os créditos não serão utilizados na massa falida, menor risco ao investidor. Na prática, se a empresa tem um produto ou serviço que gera um recebível recorrente da sua carteira de clientes, com planos de parcelamentos que levam 12 meses ou mais, como num plano de assinatura, pode estruturar uma operação para antecipar esses recebíveis pagando juros. A empresa vende os recebíveis (a perspectiva de recebimento em 12 vezes) para uma securitizadora que repassa essa dívida para o mercado de capitais como ativos, por meio de títulos de crédito. Representa um elo customizado entre o investidor e o negócio que precisa de dinheiro. O CR poderá ser emitido com cláusula de correção de variação cambial, desde que seja integralmente vinculado a direitos creditórios com cláusula de correção na mesma moeda e emitido em favor de investidor residente ou do exterior, mais atrativo para investidores internacionais.


11/10/2022

FMI eleva previsão de crescimento do Brasil em 2022 e projeta desaceleração mundial em 2023

A projeção de crescimento da economia brasileira foi revisada para cima, de 1,7% em julho para 2,8% agora. Essa expectativa está acima da previsão do Boletim FOCUS dessa semana, 2,7%. Na realidade, a economia brasileira já cresceu 2,5% no 1º semestre e teria que afundar no 2º semestre para crescer menos que 3% no ano. Para 2023, a economia brasileira, segundo o FMI irá crescer 1,0%, também acima da previsão do Boletim FOCUS, de 0,54%, ajustes serão feitos. Mas, a grande preocupação está com o resto do mundo. O relatório manteve o crescimento mundial de 2022 em 3,2%, mas reduziu a previsão para 2023, de 2,9% para 2,7%. A estimativa é de que 1/3 do PIB global tenha contração no próximo ano, principalmente as economias avançadas. A preocupação vem do problema inflacionário que os países estão passando. O FMI estima que a inflação global em 2022 ficará em 8,8% puxada, principalmente, pelos EUA e Zona do Euro. O FMI projeta uma inflação de 9,4% para o Brasil, bem acima dos 5,71% do Boletim FOCUS. A desaceleração vem forte por conta das medidas adotadas pelos bancos centrais da maioria dos países que estão elevando suas taxas de juros para combater a inflação e que vai, invariavelmente, diminuir o ritmo de crescimento dos países em 2023, causando recessão em muitos. O Brasil se antecipou e elevou a SELIC de forma antecipada ao resto do mundo. Isso ajudou para que saíssemos antes desse problema inflacionário, como divulgado no IPCA com a 3ª deflação seguida. O desafio será crescer no ano que vem com um cenário externo tão desfavorável.


10/10/2022

Decisão da OPEP+ em dobrar a redução da produção de petróleo traz impactos preocupantes

A redução na produção de 2 milhões de barris por dia a partir de novembro representa o dobro do que era esperado pelo mercado, traz mais recessão à economia mundial e o Brasil será afetado. A decisão aconteceu na semana passada, na reunião da OPEP+, cartel dominado por Arábia Saudita e Rússia, e foi uma resposta à iniciativa do G7, grupo das 7 maiores economias, que queria reduzir o preço de compra do petróleo russo, como sanção econômica à invasão na Ucrânia. O tiro não somente saiu pela culatra, como a Secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, declarou essa semana que a iniciativa foi “inútil e imprudente” para a economia global e prejudicará, principalmente, os países emergentes e os problemas que eles enfrentam na retomada. O resultado está sendo observado na atual cotação do barril de petróleo, que tinha atingido US$ 86 o barril do brent no início de setembro, uma das menores cotações do ano, e chegou perto dos US$ 99 na sexta-feira passada, em decorrência do anúncio da redução adicional. A situação é péssima para todos os envolvidos, pois o preço do petróleo vinha caindo por conta da expectativa de desaceleração da economia mundial, que derrubou os preços das commodities, como resultado do aumento de juros da maioria dos bancos centrais para combater a inflação. Agora, o aumento do preço do petróleo traz mais recessão para os diversos países, pois o petróleo mais caro traz mais inflação e nova rodada de aumento de juros nos países. O ciclo recessivo termina se alongando por mais tempo, retardando a recuperação seguinte das economias. No Brasil, a situação traz pressão para a Petrobras e sua política de paridade com preços internacionais. Os aumentos do preço do barril levarão a novos repasses para os preços da gasolina, impactando na inflação. O Dólar em queda, por sua vez, pode ajudar a conter esse repasse.


10/10/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


07/10/2022

Número de novas empresas aumenta 25% depois da pandemia

O número de novas empresas no país durante a pandemia (entre 2020 e 2022) cresceu 25,3%, na comparação com os três anos que antecederam (entre 2017 e 2019). Todos os portes de empresas avançaram o seu ritmo de abertura. Os dados do governo federal foram levantados pela plataforma Yooga e mostram que entre 2017 e 2019 foram 232.070 pequenas empresas e 246.531 empresas de outros portes abertas no Brasil. as pequenas empresas incluem as MPEs e os MEIs, que avançam consideravelmente. Já entre 2020 e 2022, os pequenos negócios que começaram as atividades foram 305.254 enquanto 255.597 empresas de outros portes também iniciaram atuação. Ou seja, as empresas de médio e grande porte tiveram um aumento no seu número e as MPEs e MEIs mais ainda. Segundo o levantamento, durante a pandemia o estado em que mais empresas foram abertas foi São Paulo, com 2.909.253 novos negócios. Na sequência vêm Minas Gerais (1.084.616), Rio de Janeiro (934.486), Paraná (695.480) e Rio Grande do Sul (607.755). Estados menos burocráticos. O número de empresas que encerraram as atividades foi menor no período pandêmico (3,6 milhões) do que nos anos anteriores (4,5 milhões). No país, a média de tempo necessário para abrir uma empresa é de 37 horas, chegando a 77,9 horas na Bahia e 13,8 horas em Sergipe. O setor de serviços é o maior responsável pela retomada da economia brasileira em 2022 e pela diminuição na taxa de desemprego. As MPEs e os MEIs são, em sua maioria, do setor de serviços. O maior número de empresas abertas significa maior crescimento econômico e mais empregos. O papel do setor público deve ser de facilitar a abertura, implantação e manutenção das pequenas empresas, para que possam obter suas licenças de funcionamento e crédito junto às instituições financeiras. Por sinal, o crédito aumentou 57% no 2º trimestre para essas empresas.


06/10/2022

Cai concentração dos 5 maiores bancos no mercado de crédito

O Banco Central divulgou que a concentração caiu pelo 4º ano seguido, de 85,8% em 2017 para 81,4% em 2021. Apesar disso, ainda há um longo caminho a ser percorrido pelas fintechs no mercado bancário brasileiro. Os 5 maiores bancos do país, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Santander, encerraram 2021 com 81,4% do mercado de crédito e com 77,4% dos depósitos totais, segundo informações do Banco Central no Relatório de Estabilidade Financeira de 2021. Houve queda em relação à concentração bancária registrada em 2020, quando essas instituições financeiras detinham 81,8% de todas as operações de crédito e 79,1% dos depósitos bancários. A queda da concentração é observada de forma mais intensa, nos depósitos totais. A concentração permanece elevada nos financiamentos rurais, habitacionais e de infraestrutura e desenvolvimento (para empresas) e é moderada na aquisição de recebíveis comerciais (pessoas jurídicas), no crédito pessoal com consignação em folha e no cartão de crédito. No ano passado, a rentabilidade das instituições financeiras se recuperou após redução de lucros de 2020 com a pandemia, e o lucro dos bancos bateu recorde em 2021. O lucro líquido dos bancos somou R$ 132 bilhões e bateu novo recorde no ano passado, maior desde 1994. Em 2021, o volume total do crédito ofertado pelos bancos cresceu 16,5%, atingindo a marca inédita de R$ 4,02 trilhões, segundo números do BC. O crescimento registrado foi de R$ 664 bilhões no período. Esse foi o 4º ano seguido de crescimento, após quedas em 2016 e 2017. Após uma queda de 10 p.p. em 2020, os juros aumentaram, em média 8,4 p.p. em 2021, devido ao aumento da SELIC e aquecimento da economia. As fintechs precisam ainda mais espaço no mercado nos segmentos onde ainda há forte concentração, para poder ajudar a baixar os juros.


05/10/2022

Dívida Pública retorna para o patamar pré-pandemia

O Banco Central divulgou os dados mais recentes para o mês de julho desse ano, indicando que a dívida bruta recuou para 77,6% do PIB, mesmo nível de março de 2020, quando estava em 77,03%, no início da pandemia. A partir de março de 2020, o endividamento cresceu fortemente. Com a pandemia, os estímulos fiscais para ajudar os mais pobres, manter empregos e ajudar o sistema de saúde, estados e municípios, fizeram o endividamento atingir o patamar recorde de 89% do PIB em outubro de 2020. Com os juros mais baixos para incentivar a economia brasileira e os problemas internacionais nas cadeias produtivas que fizeram a inflação nos países avançar, a economia brasileira cresceu forte em 2021, mas com inflação. Isso derrubou a dívida em relação ao PIB para 77,61%. Para poder controlar a inflação, o Banco Central se viu obrigado a elevar a SELIC dos 3,75% do início da pandemia para os atuais 13,75%, mas antes baixou os juros para o menor patamar de 2%. O gasto com juros caiu no início da pandemia, mas subiu em seguida para 6,31% do PIB. A questão atual é que o endividamento e os gastos com juros atingiram seus maiores patamares históricos com R$ 7,22 Trilhões e R$ 586,42 Bilhões, respectivamente. Os títulos da dívida pública estão indexados em IPCA, 8,73% em agosto, e SELIC, que só deve cair no ano que vem. Combater a pandemia e depois a inflação foram importantes para salvar a economia e ajudar os mais pobres, que mais sofrem com a inflação. De todo jeito, 2023 será desafiador, com expectativa de crescimento menor que o atual e muitos compromissos fiscais já contratados.