PodCasts

21/01/2022

Fusões e Aquisições batem recorde no Brasil em 2021.

De 2011 a 2021, o número de fusões e aquisições (M&As em inglês) envolvendo startups brasileiras, subiu de 6 para 227, mostrando um grande apetite por negócios escaláveis, inovadores e tecnológicos. Por que esse interesse? Numa fusão, 2 empresas se juntam para formar uma nova. Na aquisição, a empresa compradora absorve a outra e fica somente com a sua marca ou com as duas. Um exemplo de união surgiu da LAN com a TAM, formando a LATAM. Uma aquisição conhecida foi da Netshoes pela Magazine Luíza. O avanço de tecnologias inovadoras no Brasil e um período de SELIC em patamar muito baixo estimularam o investimento em renda variável. Isso ajudou para que diversas rodadas de Venture Capital e Private Equity levassem startups ao amadurecimento para virar alvos de aquisições. O 1º unicórnio brasileiro surgiu em 2018 com a venda do app 99 para a Didi Chuxing. A chegada de fundos como o SoftBank facilitou o acesso a capital para que startups pudessem fazer IPOs. As grandes empresas então começaram a comprar startups para evitar concorrência futura. As empresas também fazem fusões ou aquisições para acelerar o seu crescimento, expandir áreas de atuação, dominar novas etapas na cadeia de produção, reduzir custos e aumentar a eficiência com economias de escala e para adquirir novos talentos ou expertises de outras áreas. O passo inicial de um processo de M&A vem através de uma boa Valuation, que determina o valor de mercado da empresa, considerando projeções de mercado em diversos cenários econômicos. Na CEDES Consultoria e Planejamento já fizemos Valuation em diversos setores econômicos. Em seguida, são meses para identificar alvos de aquisição, fazer reuniões, validar dados financeiros e jurídicos e definir os números e condições da oferta. A Valuation de uma startup ainda acrescenta um risco adicional: a dificuldade em prever o seu desempenho futuro.


20/01/2022

Investimento Estrangeiro na B3 faz o Ibovespa chegar próximo dos 110 mil pontos novamente.

O fluxo de investidores internacionais para a bolsa brasileira tem sido muito intenso na última semana, trazendo recuperação ao índice e derrubando o Dólar. Mas o que está por trás disso? Com a expectativa cada vez mais forte de retirada de estímulos na economia americana e de aumento de juros em pelo menos 3 reuniões do FED este ano, os investidores americanos estão procurando outros destinos em substituição às bolsas americanas, após recordes sucessivos. E eles viraram os olhos para os papéis brasileiros que estão muito baratos! As ações de empresas brasileiras estão muito baixas, tanto em Reais como, principalmente, em Dólares, devido à forte correção que sofreram recentemente por conta do risco fiscal da PEC dos Precatórios. Além disso, o Real iniciou 2022 muito desvalorizado, fazendo com que as ações apresentem um atrativo adicional para os investidores internacionais. Nos últimos pregões, o fluxo tem sido tão forte, que derrubou o câmbio e fez o Ibovespa chegar próximo dos 110 mil pontos. O cenário positivo internacional tem se intensificado com a decisão do governo chinês em diminuir a taxa de juros, com o intuito de incentivar sua atividade econômica. Esse movimento também atraiu mais investidores internacionais para ações de empresas exportadoras brasileiras. Nos últimos dias, as bolsas americanas tiveram fortes correções, caindo mais de 4%. O Ibovespa resistiu e subiu no mesmo período, atingindo um patamar de crescimento no ano acima de 3%. Até quando isso vai durar? Vai depender tanto lá de fora, quanto do cenário político aqui.


19/01/2022

Depois do Open Banking, agora vem o Open Health!

O CADE constatou que o número de operadoras de planos de saúde caiu 47% entre 2011 e 2020, e o Governo se aproximou do Banco Central para entender como a tecnologia pode ser usada para baratear os planos. O que pode acontecer? O Open Banking foi criado com o intuito de aumentar a concorrência entre as empresas do setor financeiro, devido à alta concentração bancária no país onde 5 grandes bancos dominam o mercado, através da troca de informações entre instituições, mediante autorização do cliente. Essa mesma tecnologia pode ser usada para outros setores, como telefonia, assinaturas de portais e demais segmentos onde o compartilhamento de informações de bons pagadores pode reduzir custos de inadimplência para as empresas e serem repassados para os bons clientes. O mesmo se aplica no setor de planos de saúde, onde o compartilhamento de informações de adimplência pode ajudar, mas também na informação do quanto cada beneficiário faz uso do plano. Pois há clientes que pagam e usam pouco, gerando bons retornos para a operadora. O bom comportamento do usuário também pode gerar oportunidades de migração para planos de saúde que tenham acesso a essas informações, com a oportunidade de preços melhores para eles. Dessa forma, mesmo com uma maior concentração, o acesso à informação ajuda o usuário. Para o Governo também é uma oportunidade interessante, pois a redução no custo dos planos de saúde leva a uma menor utilização do SUS, diminuindo superlotações e custos do serviço público. Mas um importante ponto precisa ser solucionado, a maior abrangência no Prontuário Único. Para o acesso a informações mais detalhadas dos pacientes, os planos de saúde precisam que o Prontuário Único seja realmente universalizado no país. Hoje, hospitais, clínicas, médicos e outros fornecedores de serviços médico-hospitalares detêm informações não compartilhadas. O Governo vem estudando a criação de uma Medida Provisória que irá criar o Open Health até o fim do ano para que todos possam ter acesso a essas informações compartilhadas e a relação com os planos de saúde possa melhorar. Com isso, o acesso rápido a outros planos acontecerá.


18/01/2022

Microsoft compra a Activision Blizzard por US$ 68,7 Bilhões!

Essa foi a maior aquisição da sua história e se torna dona de “Call of Duty” e “Candy Crush Saga”, jogos com recorrência de faturamento e pouco investimento. Mas por que a Microsoft teve interesse nessa empresa? Com a aquisição, a Microsoft vai se tornar a 3ª maior desenvolvedora de jogos eletrônicos do planeta, somente atrás de Tencent e Sony. A ideia é utilizar o mesmo modelo de negócios da Netflix e obter receitas recorrentes com as assinaturas dos jogadores online no Xbox Game Pass. O modelo da Activision Blizzard é muito interessante pois não tem investimentos muito altos. Mesmo assim, lança novas versões de seus jogos anualmente, cobrando novas licenças e obtendo receita com customizações e pacotes de expansão, gerando perto de 80% em receita recorrente. Mas o ponto que mais chama a atenção nessa movimentação da Microsoft é aquisição de uma empresa que tem muita expertise no Metaverso. A Activision foi a criadora do World of Warcraft em 2003 que se tornou um dos jogos de interpretação de papéis (RPG) mais populares do mundo. A Microsoft passa a ser dona da expertise da equipe da Activision na construção de universos virtuais, onde a interação entre pessoas ocorre através de avatares. Esse é um movimento estratégico para inserir a Microsoft definitivamente como um player estratégico no Metaverso. Esse é mais um importante passo que chama a atenção na movimentação das grandes empresas de tecnologia em direção à interação de realidade virtual e aumentada. Em breve, muitas pessoas usarão óculos de realidade virtual e aumentada por aí. Mais perto do que imaginamos.


17/01/2022

Atividade econômica medida pelo IBC-Br tem segunda maior alta do ano em novembro.

Na parcial de janeiro a novembro, o índice apresenta acúmulo de 4,59%. Como serve de prévia do PIB e leva em consideração os mesmos indicadores econômicos que o IBGE, indica saída da recessão. A saída da recessão pode ser nesse 4º trimestre, já que a economia brasileira encolheu nos últimos 2 trimestres, configurando como uma recessão técnica. Apesar do IBC-Br ter caído 0,28% no mês de outubro, é esperado que o desempenho em dezembro também seja positivo. O IBC-Br está em 138,08 pontos, abaixo do nível pré-pandemia de fevereiro de 2020, quando estava em 139,48 pontos, mas pode encerrar 2021 acima desse patamar, recuperando todas as perdas econômicas causadas pela pandemia. O desafio será manter esse nível em 2022. Apesar do resultado ter vindo acima das expectativas, já havia indicação que seria positivo, pois na semana passada os resultados divulgados pelo IBGE para os setores de serviços e comércio vieram positivos para o mês de novembro. Em dezembro deve continuar sendo puxado. Os desafios para 2022 é que preocupam. A Influenza e a variante Ômicron estão complicando a cadeia de fornecimentos também no Brasil. Muitos setores estão sofrendo com a falta de funcionários para trabalhar, afastados com um desses 2 problemas, podendo gerar mais inflação. Apesar da inflação ceder até o fim de 2022, ao longo do ano a preocupação também se apresenta com as incertezas do destino eleitoral que afetará a economia e dos juros mais altos que reduzem o consumo das famílias e os investimentos bem como o giro do dia a dia das empresas.


17/01/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


14/01/2022

Exportações brasileiras para China batem recorde em valor e volume.

No período de 2019 a 2021, a participação dos chineses nas exportações brasileiras passou de 28,7% para 31,3%. A Ásia como um todo passou para 46,4%, EUA e Zona do Euro foram para 13,4% e 11,1%. Isso é bom? A fatia chinesa aumentou porque os embarques nesse período cresceram bem mais para a China (38,5%) do que para os EUA (4,7%), América do Sul (21,4%) e Zona do Euro (22,0%). Chama a atenção que os embarques para a Ásia como um todo cresceram mais (39,7%) que somente para a China. A fatia chinesa aumentou porque os embarques nesse período cresceram bem mais para a China (38,5%) do que para os EUA (4,7%), América do Sul (21,4%) e Zona do Euro (22,0%). Chama a atenção que os embarques para a Ásia como um todo cresceram mais (39,7%) que somente para a China. O volume exportado para a China aumentou mais de 360% no período de 2008 a 2021, enquanto para os EUA caiu 18,6%, indicando que houve um claro redirecionamento ao longo das últimas duas décadas, mais aberto às exportações brasileiras das commodities agrícolas e minerais. É importante ressaltar que os produtos exportados para a China complementam as cadeias de valor asiáticas, liderados pela indústria chinesa, mas que trazem relevância para o Brasil como importante fornecedor. Enquanto isso, Argentina, EUA e Zona do Euro diminuíram suas demandas. Agora é importante continuar diversificando as exportações dentro da própria Ásia, para evitar efeitos negativos da concentração na China. Demais países asiáticos, como Índia e Indonésia têm comércio muito ativo e grandes populações, que podem demandar mais produtos brasileiros. A diversificação também é importante para evitar que a China imponha barreiras temporárias contra produtos brasileiros, como aconteceu no ano passado com a carne. O Banco Mundial informou essa semana que o mundo vai desacelerar seu crescimento, e isso pode ser usado pela China.


13/01/2022

Setor de Serviços cresce 2,4% em novembro e melhora projeção para o PIB de 2021.

O crescimento eliminou a perda de 2 meses seguidos, setembro e outubro, e deixou num patamar 4,5% acima do nível pré-pandemia, maior nível em 6 anos. Por que devemos acompanhar esse setor? Entenda. Como o Setor de Serviços representa mais de 70% do PIB tanto da economia brasileira como da pernambucana, o seu crescimento traz impactos significativos nas expectativas de crescimento de ambos. Isso significa que o 4º trimestre deve apresentar saída da recessão técnica. Os serviços prestados às famílias, que representam parte significativa do setor de Serviços como um todo, tiveram um crescimento importante no período, puxado por serviços de alojamento e alimentação. Mas ainda há um importante caminho a percorrer, pois está 11,8% abaixo. No acumulado de 12 meses, o setor de Serviços agora apresenta um crescimento de 9,5% e está 4,5% acima do nível pré-pandemia. Esse é o maior patamar dos últimos 6 anos, se igualando com dezembro de 2015. Apesar disso, 3 dos 5 subsetores ainda estão abaixo do nível pré-pandemia. Esta é uma indicação que a recuperação do setor mais afetado pela pandemia ainda continua acontecendo, mas que pode sofrer novas dificuldades com a ameaça de novas restrições causadas pela variável Ômicron. Turismo, transporte, alimentação fora do lar são setores sensíveis.


12/01/2022

1,8 Milhão de empresas inscritas no SIMPLES com dívidas junto à União poderão regularizar seus impostos em programas lançados pelo Governo Federal.

O valor total da dívida chega aos R$ 137,2 Bilhões e inclui 160 mil MEIs. São 2 programas com características diferentes. Entenda. A pandemia atingiu em cheio as Micro e Pequenas Empresas (MPEs) e os Micro Empreendedores Individuais (MEIs). Essas empresas estão, em sua maioria, inscritas no SIMPLES Nacional e correm o risco de serem desenquadradas desse benefício fiscal por conta dos impostos atrasados. A maioria dessas empresas é formada por restaurantes, lanchonetes, pequenos comércios e prestadores de serviços que tiveram seus negócios fechados temporariamente e de forma obrigatória durante as diversas ondas da pandemia. A queda no faturamento deixou muitos endividados. Essas empresas empregam boa parte da mão de obra formal e informal na economia brasileira. Com o fechamento temporário, muitas foram beneficiadas com o programa de Manutenção de Emprego e Renda – BEM e puderam postergar o SIMPLES, mas depois a conta chegou com a fraca retomada. O Programa de Regularização do Simples Nacional funcionará com um pagamento inicial de 1% do débito, parcelado em 8 meses, e o restante em até 137 parcelas, com desconto de até 100% dos juros. O valor pode chegar até 70% do débito, mediante análise de capacidade de pagamento. A Transação do Contencioso de Pequeno Valor do Simples Nacional funcionará sem análise de capacidade de pagamento, mas com pagamento inicial de 1% parcelado em 3 meses e o restante em 9, 27, 47 ou 57 meses, com descontos de 50%, 45%, 40% e 35%, respectivamente até R$ 72.720,00. A regularização de MPEs e MEis é muito importante para que a taxa de desemprego continue sua trajetória de queda ao longo de 2022, que promete ser um ano difícil com nova onda da pandemia, causada pela Ômicron, e crédito mais caro, por conta das medidas para conter a inflação.


11/01/2022

Inflação oficial medida pelo IPCA encerra 2021 em 10,06%.

Essa foi a maior alta desde 2015, quando atingiu 10,67%. Esse patamar de inflação tem combustíveis e energia elétrica como os principais vilões. A inflação vai continuar pressionada em 2022? O que pode ser feito? Entenda. A inflação encerrou o mês de dezembro em 10,06%, com subida mensal de 0,73%, sobre forte pressão dos combustíveis. A gasolina, sozinha, subiu 47,49% no ano, um impacto de 2,34 p.p. na inflação total. Energia elétrica, com elevação de 21,21% trouxe uma contribuição de 0,98 p.p. Com isso, o Comitê de Política Monetária (COPOM) deve manter seu ritmo de elevação da taxa de juros básica da economia, SELIC, na reunião de fevereiro em 1,5 p.p. Nas reuniões seguintes, deve continuar aumentando, mas num ritmo menor, chegando em 11,75% até o fim de 2022. No fim do ano, o IPCA deve sim perder força, fechando 2022 próximo dos 5%, metade da inflação atual, mas com um custo muito relevante para a economia. Os juros mais altos vão frear o consumo das famílias de produtos financiados e os investimentos e capital de giro das empresas. Esse movimento contracionista está sendo repetido pela maioria dos países, que também estão passando por pressão inflacionária. As economias devem passar por uma desaceleração econômica em 2022 para segurar os reajustes de preços, derrubando as previsões de crescimento global.