PodCasts

25/03/2022

PPPs avançam consideravelmente em 2021, com destaque para saneamento e iluminação pública

Enquanto o país não encontra disponibilidade de orçamento para investimentos importantes em infraestrutura, as Parcerias Público-Privadas avançam, com 3.667 iniciativas em 19 segmentos. Os principais destaques em PPPs são saneamento, com 474 projetos desde a aprovação do Novo Marco do Saneamento Básico, seguido por iluminação pública, com 461 projetos. Em terceiro lugar, a administração de resíduos sólidos traz 415 iniciativas de parcerias. Em 2022, as PPPs de iluminação pública devem atrair mais de R$ 1,8 Bilhão em investimentos privados em 35 projetos, o maior valor desde 2014, quando a gestão da administração dos parques de iluminação pública passou das distribuidoras para municípios, sem recursos para investir. Os investimentos são viabilizados pela Contribuição de Serviço de Iluminação Pública (COSIP) cobrada na conta de energia e que é garantida constitucionalmente, representando um fluxo de caixa de baixo risco para os investidores. Assim, o projeto se torna viável no longo prazo. O BNDES e a Caixa desenvolvem os modelos dos projetos, aumentando o interesse da iniciativa privada. O BNDES já levou 6 projetos à leilão: Petrolina, Caruaru, Jaboatão dos Guararapes, Porto Alegre, Teresina e Vila Velha. A economia passa de 50% com redução de 130 Mil MWh/ano. As iniciativas têm partido, geralmente, de cidades de médio porte nas regiões do Nordeste e Sudeste, mas pode aumentar ainda mais já que traz ganhos além da redução de custos. Há valorização do patrimônio público, melhorias no comércio e na segurança pública e melhor governança. Um passo adiante pode ser tomado na implantação de cidades inteligentes através das PPPs. O conceito vem avançando, mas a tecnologia já existe e tem se tornado mais acessível. Os mesmos postes poderão fazer controle de trânsito, segurança pública e outros serviços públicos.


24/03/2022

Alta do preço das commodities levará o Brasil a recorde no saldo da Balança Comercial em 2022

O cenário externo favorável também deve fazer com que o saldo das Transações Correntes feche no positivo pela primeira vez desde 2007. Esse resultado é muito importante para o Brasil. O Banco Central divulgou o Relatório Trimestral de Inflação e apontou que, no setor externo, o ano de 2022 será muito positivo para o país. A Balança Comercial trará um superávit recorde de US$ 83 Bilhões oriundo do aumento de preço das commodities, mesmo com queda no volume. As importações terão queda em seu ritmo de crescimento, apesar da elevação dos preços internacionais, pois o aumento dos juros no país e a expectativa de crescimento baixo farão com que as importações de insumos industriais, principalmente, tenham retração, ajudando no saldo. O relatório também aponta que as transações correntes do país com o resto do mundo, que inclui a parte de serviços e rendas também deve fechar no positivo pela primeira vez desde 2007. Isso deve acontecer por conta da queda no turismo internacional e outros fatores. O envio de royalties, juros e lucros por parte das multinacionais instaladas aqui no país será menor que nos anos anteriores, impactando de forma menos negativa o resultado. O Brasil é um grande pagador de empréstimos e envia lucros para as matrizes de multinacionais lá fora. O resultado já pode ser sentido através do câmbio que continua pressionado para baixo, diminuindo a pressão sobre o preço de produtos importados e, consequentemente, a inflação. Este já é um aspecto positivo do resultado recorde da balança comercial brasileira em 2022. O saldo positivo traz mais segurança no ambiente externo para a economia brasileira. O saldo positivo aumentará as reservas internacionais e um resultado positivo para o Banco Central pode fazer com que ele repasse mais recursos para o Tesouro Nacional fazer políticas públicas. No passado, com um saldo externo positivo e com as contas equilibradas, o Brasil conseguiu chegar ao tão sonhado Grau de Investimento. Mas isso aconteceu por conta do equilíbrio nas contas públicas, com superávit primário para controlar o ritmo de crescimento do endividamento.


23/03/2022

Inovação foi o único caminho para recuperar o desempenho das PMEs durante a pandemia

Em pesquisa realizada pelo SEBRAE com empresas atendidas no programa Brasil + Inovador, esse foi o caminho preponderante para contornar os problemas oriundos da crise causada pela pandemia. O SEBRAE realizou um levantamento com empresas de pequeno e médio porte em todo o Brasil no programa Brasil + Inovador sobre como conseguiram impulsionar os seus negócios em 2021 para recuperar a queda de faturamento e outros problemas que tiveram com a pandemia. As mudanças mais importantes têm muito a ver com a mudança na cultura empresarial: melhora do atendimento; melhora na qualidade dos produtos; redução de desperdícios; aumento das vendas; inserção em redes sociais; redução de custos; e, uso mais eficiente de água e energia. As dificuldades impostas, inclusive pela inflação, muito mais forte junto aos fornecedores de insumos, medida pelo IGPM, que chegou a ficar em 35% ao ano e não totalmente repassada aos clientes finais, por conta da queda de renda das famílias, achatou a margem das empresas. As empresas que desenvolveram um ambiente adequado ao perfil do público; priorizaram um atendimento de qualidade; não criaram burocracias para o consumo; e, criaram um canal de comunicação adequado para relacionamento e divulgação de futuras promoções obtiveram sucesso. A melhoria dos produtos envolve a contratação de consultores e o uso de laboratórios para desenvolver protótipos. Os desperdícios podem ser evitados com a adoção de padrões e rotinas de compras de insumos e sua organização em previsão de consumo, evitando o excesso de estoque. Para usar as redes sociais, é preciso: entender quais são as redes sociais ideais para se comunicar com seu público; pensar como será a abordagem no mundo digital; planejar a presença digital e a atuação com links patrocinados; e, manter o engajamento dos seguidores e clientes. O empresário, independentemente do seu porte, precisa estar em constante evolução para poder superar os diferentes momentos do mercado, principalmente no Brasil, quando flutuações de mercado internacional e crises domésticas estão sempre impactando o resultado do seu negócio.


22/03/2022

Reajustes salariais nos estados passarão de R$ 32,7 Bilhões em 2022

Após a regra do congelamento de reajustes do funcionalismo público ter caído em dezembro de 2021 e com eleições para governadores nesse ano. Todos os estados já aumentaram ou apresentaram projetos de reajuste. Na esteira de um aumento na arrecadação de 14,2% em 2021, para R$ 851,7 Bilhões, os estados estão promovendo reajustes que variam de 10% a 13% de forma linear para todos os servidores e com algumas áreas recebendo um acréscimo de 20%, como no caso de SP para saúde e segurança. A justificativa apresentada vem do fato que a inflação corroeu os salários dos servidores públicos. Em 2 anos, a inflação foi de 15% no acumulado, fazendo com que o poder de compra dos funcionários públicos tenha caído sem reajustes por conta do congelamento feito na pandemia. A situação é favorecida por um caixa mais gordo dos estados que foi beneficiado com o aumento na arrecadação por conta da inflação, do aumento no preço das commodities, retomada da economia em 2021, com crescimento de 4,6%, repasses federais e suspensão temporária da dívida. Mas a situação é bastante preocupante, pois os cenários para 2022 e 2023 irão mudar completamente. O crescimento em 2022 será de 0,5% e em 2023 nem sabemos ao certo. A forma de arrecadação com o ICMS oriunda dos combustíveis, que representa a maior parcela nos estados, mudou. Esse movimento de reajustes vai trazer um problema para as novas gestões, a partir de 2023. A folha de pagamentos é a maior rubrica no orçamento de todos os estados e um reajuste representa um gasto permanente, mas o aumento de receita atual é passageiro e não se repetirá. Há pouco tempo, muitos desses estados não tinham recursos para pagar a folha e tiveram de ser socorridos pelo governo federal para não falirem. Os serviços de saúde, educação e segurança pública foram severamente atingidos por conta da má gestão, com aumentos dos salários. No final das contas, os governadores estão tentando sua reeleição, gastando mais. Essa conta será sentida por eles próprios no ano que vem, quando o orçamento se tornar inviável. A solução, como sempre, será aumentar os impostos para que a população pague por erros passados.


21/03/2022

Dólar a R$ 5,00, novamente! É hora de comprar?

A semana teve início com o Dólar abaixo dos R$ 5,00 devido a fatores externos, como preço das commodities, mas também por conta do aumento dos juros no Brasil. Esse patamar vai se manter em 2022? Entenda o que pode influenciar. O Real está fortalecendo perante o Dólar em 2022. O Real já se valorizou 10,7% em 2022 até sexta-feira e nesta segunda caiu abaixo de R$ 5,00 novamente. Dentre as 25 principais economias do mundo, o Real é o mais valorizado no ano, apesar do Dólar estar em queda em outras 10. O forte reajuste do preço das commodities no início do ano, reforçado com a invasão russa à Ucrânia, ajudam as ações brasileiras, que têm recebido um volume significativo de investidores internacionais, mais de US$ 50 Bilhões, principalmente em exportadoras de commodities. O aumento do preço das commodities no mercado internacional também afeta o fluxo direto de dólares na economia, como saldo das exportações. A receita cambial das exportações de soja, minério de ferro, petróleo e outras commodities gera um forte ingresso de dólares no país. O aumento da taxa de juros na economia brasileira, para 11,75% ao ano, deixa o Brasil com a segunda maior taxa de juros reais do mundo, somente atrás da Rússia. Como a reunião do COPOM também indicou uma nova elevação na próxima reunião, o mercado já está se antecipando. Mesmo com a elevação dos juros nos EUA, os títulos brasileiros estão muito atrativos para os investidores internacionais, com spread muito alto em relação aos demais. Soma-se o fato de que investidores estão saindo das bolsas americanas, principalmente de ações de tecnologia. Mas é o momento para comprar dólares? Se você tem uma viagem internacional pela frente, talvez esse seja sim o melhor momento para fazer essas compras, apesar do câmbio ainda estar bem acima dos R$ 4,32 de fevereiro de 2020, quando começou a subir por conta da pandemia. O cenário deve mudar consideravelmente a partir do 2º semestre, quando as eleições se tornarem protagonistas nas discussões político-econômicas aqui no Brasil. Tradicionalmente, o câmbio é bastante pressionado nesse período, pois o ambiente de incertezas se intensifica.


20/03/2022

O que vem por aí na Semana Econômica!

Informações importantes, toda segunda-feira, trazendo a semana em indicadores e movimentações da economia e do mercado. Não deixe de escutar e mantenha-se informado.


18/03/2022

Mudanças de hábitos afetaram o mercado imobiliário

Agora que o pior da pandemia já passou, inúmeras mudanças de hábitos puderam ser notadas. O uso de máscaras para se proteger, avanços na higiene das pessoas, dos alimentos e no uso de objetos são os mais obviamente percebidos, mas outras mudanças passaram despercebidas. As aulas e reuniões online se tornaram algo normal nas escolas, faculdades e empresas. Trabalhar em home office não é mais algo de outro mundo. Com essa mudança de hábito e os avanços tecnológicos, o mercado imobiliário também passou por uma transformação profunda. Muitas famílias precisaram ficar mais em casa por longos períodos no auge da pandemia e perceberam que precisavam morar em um lugar melhor ou que poderiam se afastar mais dos grandes centros urbanos por conta dos avanços tecnológicos no trabalho remoto. Como consequência, aumentaram o investimento em imóveis de segunda residência na praia ou no campo, procurando se afastar dos riscos de contaminação vividos na cidade, mas também para ter hábitos mais saudáveis em condomínios, ao invés de prédios, com atividades ao ar livre. Houve, então, uma valorização das ofertas disponíveis no litoral, com foco em praias do Litoral Sul de Pernambuco, como Muro Alto. A valorização veio acompanhada do aumento da rentabilidade, pois a pandemia acelerou a aprendizagem de ferramentas digitais, os portais de locação. Hoje, um imóvel de segunda residência não pode ser visto somente como o lazer da família, mas também um investimento rentável. Para maximizar o retorno, a gestão de locação do imóvel precisa ser profissional, trazendo resultado financeiro satisfatório ao investimento realizado. Infelizmente, a maior parte dos investidores nesse mercado ainda não têm essa mentalidade. Com uma gestão desestruturada, o retorno da locação de imóveis de praia, por exemplo, pode ser insuficiente, resultando em um movimento depreciativo para o investimento, em alguns casos. É preciso analisar o que é oferecido em termos de administração do imóvel, de equipamentos para o locatário e segurança ao investidor. Parâmetros como: média de ocupação, valor médio de diárias e resultado mensal tendem a ser melhores quando a gestão do imóvel é profissional.


17/03/2022

Atividade econômica medida pelo Banco Central cai 0,99% no mês de janeiro

Esse foi o primeiro recuo desde setembro de 2021 e o maior tombo desde março de 2021, quando recuou 1,67%. O IBC-Br leva em consideração a produção agrícola, industrial e de serviços, mas não a demanda. O índice retornou ao mesmo patamar de dezembro de 2020, mostrando um forte recuo no mês de janeiro em consequência do desaquecimento da economia apresentado em todos os setores e fruto de uma maior inflação e juros mais elevados, com a elevação da SELIC no período. O início do ano mostra que o desafio de fazer a economia crescer em 2022 vai ser relevante. No mesmo mês em 2021, o índice havia apresentado crescimento de 0,54%, seguido por nova elevação em fevereiro de 1,6%. O mês de janeiro teve forte impacto da variante ômicron do COVID-19. A partir de fevereiro, o efeito da nova variante começou a diminuir e deve haver uma recuperação da economia, mas a escalada dos juros funciona como um freio no crédito, que impacta diretamente no consumo das famílias e nos empréstimos para as empresas, desacelerando a economia. O Governo tem se deparado com a perspectiva de crescimento mais baixo e o Ministério da Economia revisou sua previsão de crescimento, que já era bastante otimista, de 2,2% para 1,5% para 2022. Pelo andar da carruagem, talvez precise revisar novamente, se a tendência continuar. Uma estratégia que está sendo adotada é de impulsionar a economia com mais crédito e reduções temporárias de impostos. Redução do IPI em 25%, antecipação de 13º, saque de R$ 1.000,00 do FGTS e outras medidas estão sendo pensadas para atenuar a queda de ritmo da economia. Como o país está avançando com flexibilizações no uso de máscaras e tem um percentual cada vez maior de vacinados, pode ser que o setor de serviços surpreenda positivamente. O setor não se recuperou plenamente da pandemia e representa muito do PIB nacional, mais de 70%.


16/03/2022

Em dia de Super Quarta, EUA e Brasil aumentam juros

Os EUA aumentaram sua taxa de juros, o que não acontecia desde 2018, mas por conta da maior inflação desde 1982. No Brasil, a elevação do preço de petróleo por conta da Guerra da Rússia e Ucrânia também levou o COPOM a subir. Os EUA elevaram sua taxa de juros de uma banda entre 0% e 0,25% para 0,25% e 0,50% e a expectativa é que o aumento de juros perdure ao longo das próximas reuniões do FOMC, chegando ao final de 2022 em 1,875%. Em 2023 seguirá subindo para 2,75%, se mantendo assim em 2024. No Brasil, a preocupação com a inflação, que deveria começar a enfraquecer agora em março, foi renovada por conta da guerra da Rússia e Ucrânia, que elevou consideravelmente o preço do petróleo e das demais commodities agrícolas, empurrando a expectativa do IPCA para cima. Essa preocupação fez com que os membros do COPOM elevassem a taxa de juros para 11,75%. Mas não deve parar por aí. A pesquisa do Boletim Focus indica que a SELIC deve continuar subindo nas próximas reuniões, com previsão de encerrar 2022 em 13,25%, bastante contracionista. Com essa elevação nos EUA e no Brasil, movimentações de investidores internacionais devem fazer com o que recursos sigam para o mercado que melhor remunerar, levando em consideração o risco, claro. O spread entre Brasil e EUA aumentou, mas os juros lá agora são mais atrativos. É provável que o Real continue se valorizando no curto prazo, mas esse movimento pode mudar com um término da guerra, que ajudará na redução do preço das commodities, tirando investidores da bolsa brasileira. Vale lembrar que a eleição brasileira está cada vez mais próxima.


15/03/2022

Presidente sanciona lei que unifica ICMS nos estados e zera PIS/Cofins do diesel

O projeto de lei que tramitou pelo Congresso foi sancionado sem vetos por Bolsonaro e deve trazer um custo de R$ 20 Bilhões para o Executivo em 2022. Estados também sofrerão perdas de arrecadação. Com a pressão política dos reajustes causados pela elevação do preço do petróleo mundialmente, Legislativo e Executivo se uniram para trazer medidas compensatórias para frear o aumento dos preços dos combustíveis aqui no Brasil, através de subsídios e mudança de regras no ICMS. As alíquotas de PIS e Cofins sobre diesel, gás de cozinha e querosene de aviação foram zeradas até dezembro de 2022, um custo ao contribuinte de mais de R$ 20 Bilhões. O valor é metade do disponível no orçamento desse ano para investimentos em educação, saúde e outras áreas. A lei também trata do ICMS sobre combustíveis, unificando o valor a ser cobrado em todos os estados e mudando a regra de um valor percentual sobre o preço praticado para um montante fixo por litro. As alíquotas poderão ser diferenciadas por produto (gasolina, etanol etc.). A cobrança será monofásica, uma única vez, evitando o efeito cascata do tributo ao longo da cadeia produtiva, que onera o preço sobre o combustível. Com a monofasia, os estados terão que criar sistemas de compensação entre si, entre a origem da produção e o destino do consumo. Os valores a serem cobrados serão definidos pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ), onde os Secretários de Fazenda dos estados fazem parte. Os valores poderão ser reajustados após 12 meses depois de terem sido fixados. Nos reajustes seguintes, poderá ser 6 meses. A questão que mais preocupa nessa fórmula é que o momento é de aumento de preços internacionais, apesar de ter caído para menos de US$ 100,00 o barril. Mas, e quando o preço voltar a cair, após uma possível trégua na guerra entre Rússia e Ucrânia? Os valores terão um peso maior. Outro problema que surge é na arrecadação. Os combustíveis têm um grande peso na arrecadação dos estados e o ICMS, por ser uma legislação estadual, e o Congresso talvez não tenha autoridade para fazer alterações em regras e determinar alíquotas, gerando risco de judicialização.